Religião-Filosofia-História
Após o anúncio da conversão de um famoso agnóstico ao catolicismo (Joe Schmid), uma onda de desesperados iniciou uma investida no sentido de desqualificar ou minimizar os milagres do catolicismo. Isso pela simples razão de que os fenômenos miraculosos contribuíram para a conversão do cético norte-americano.
Dentre os inconformados, houve um evolucionista tupiniquim – Bruno Sunkey – que foi às pressas tentar comparar o incomparável. Na infeliz tentativa de desqualificar o milagre como um sinal indicativo da verdadeira religião, o pretenso “filósofo” fez alusão a um fenômeno ocorrido entre budistas em 1998. Segundo o paladino do “ateísmo”, o evento teria o mesmo peso do Milagre do Sol em Fátima.
Uma rápida análise e logo se verifica a inferioridade do fenômeno apresentado pelo psicólogo Bruno Sunkey. No caso budista, disseram as testemunhas que o sol girou, mudou de cor e que foi observado sem perturbar a visão. Na sequência, foi vista a imagem de um monge budista.
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Comparar essa “farofa” budista com o esplendor de Fátima – um milagre indiscutível – revela a manobra desesperada do cético Bruno Sunkey.
Um primeiro divisor de águas, que torna Fátima um evento Divino incomparável, diz respeito à previsão do fenômeno com três meses de antecedência. Ora, anunciar o futuro com tamanha precisão (mês, dia e hora) é próprio da Onisciência Divina:
“Essa previsão, feita pela primeira vez com três meses de antecedência, está num documento datado de 14 de julho de 1917: o interrogatório feito a Lúcia pelo padre Manuel Nunes Marques Ferreira, pároco de Fátima. A criança contou ao padre Ferreira que tinha pedido a Nossa Senhora, na véspera desse interrogatório, ‘um milagre para que todos se acreditem’. Nossa Senhora teria respondido ao pedido de Lúcia da seguinte forma: ‘Daqui a três meses farei então com que todos acreditem’. A 4 de setembro de 1917 existe outra evidência de que tinha sido anunciado publicamente um ‘milagre’ para 13 de outubro numa carta redigida por António Ferreira de Andrade, a cumprir o serviço militar na França, e endereçada a António dos Santos, pai da Lúcia [...] Finalmente, no interrogatório de 11 de outubro, ou seja, dois dias antes do fenómeno de 13 de outubro, o cónego Formigão obtém de Lúcia a previsão de que Nossa Senhora ‘faria um milagre com que todo povo acreditasse [...] Mais ainda: a 13 de outubro, por volta do meio-dia solar, Lúcia anunciou o início do fenômeno com segundos de antecedência, com a sua ordem verbal para a multidão olhar para o Sol” (Bernardo Motta. O milagre do Sol segundo as Testemunhas Oculares. Portugal: Princípia Editora, 2017, 15-17).
Esse anúncio profético é suficiente para desqualificar a comparação. O evento de Fátima e o ocorrido budista são incomparáveis! Os milagres de Deus podem até ser macaqueados pelo demônio, mas nunca reproduzidos com a perfeição Divina.
Outro detalhe fundamental: o milagre do sol foi testemunhado não só por católicos, mas por céticos e críticos do catolicismo. Essas testemunhas insuspeitas asseguram que o fenômeno não foi uma invenção, alucinação ou um relato tendencioso. O mesmo não pode ser dito do tal fenômeno budista que, segundo a matéria, não foi presenciado por pessoas incrédulas, adversárias do budismo.
Será que o pró-ateu Bruno Sunkey, com seu sofisticado ceticismo, não conseguiu raciocinar minimamente?
Outra profecia sensacional – desconhecida ou silenciada pelo psicólogo – diz respeito ao anúncio da segunda guerra mundial com mais de vinte anos de antecedência. Além disso, também foi profetizado o nome do Papa reinante (Pio XI) quando do início da guerra pela Alemanha Nazista:
“Sabendo nós que Lúcia recebeu aquelas confidências em 1917, surpreende-nos um pouco que Nossa Senhora tenha utilizado nomes que Lúcia não podia conhecer e que ninguém, naquela altura, poderia compreender. Nossa Senhora teria dito, por exemplo: ‘A guerra está prestes a acabar, mas se os homens não deixarem de ofender a Deus, durante o pontificado de Pio XI, começará outra pior’. Prever que a Primeira Guerra Mundial estivesse quase por acabar podia ser fácil. Mas dizer, em 1917, que começaria outra sob o pontificado de Pio XI, parece verdadeiramente inacreditável” (Renzo Allegri; Roberto Allegri. Os Milagres de Fátima: A história narrada pelo sobrinho de Irmã Lúcia. São Paulo: Paulinas, 2010, p. 179).
Somado às profecias sensacionais de Fátima, temos a milagrosa secagem das roupas, conforme o relato das testemunhas. Após uma chuva torrencial que enxarcou as roupas dos peregrinos, os presentes disseram que, ao terminar o estupendo milagre do Sol, suas roupas estavam secas:
“A este fenômeno maravilhoso do sol, veio juntar-se outro fenômeno extraordinário e inexplicável. As pessoas, que tinham estado debaixo de chuva ininterrupta durante horas e horas, tinham a roupa ensopada de água. Ora, de repente, a roupa de toda aquela gente estava completamente enxuta, completamente seca, como se nunca tivesse chovido. As pessoas fitavam-se mutuamente, estupefatas; tocavam nas roupas, apalpavam-se, olhavam para o céu, caíam de joelhos na lama e choravam de comoção” (Renzo Allegri; Roberto Allegri. Os Milagres de Fátima: A história narrada pelo sobrinho de Irmã Lúcia. São Paulo: Paulinas, 2010, p. 241).
O mesmo foi constatado em relação ao solo que estava igualmente enxarcado:
“O cimo da montanha onde isto ocorreu, que tinha ficado encharcado após várias horas de chuva constante, secou de repente, em questão de minutos” (John M. Haffert. O Milagre do Sol: Conheça as testemunhas do maior milagre do século XX. São Paulo: Devotos de Fátima, p. 33).
O próprio movimento do sol é inexplicável.
Diferentemente do suposto fenômeno budista, o sol em Fátima não só girou, mudou de cor e pôde ser visto tranquilamente. Para completar o “show” Divino, Deus fez o Sol despencar em direção à Terra, parecendo uma cena apocalíptica:
“De repente ouve-se um clamor, como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica” (Testemunho do Dr. José Maria Proença de Almeida Garret apud Bernado Motta. O Milagre do Sol segundo as testemunhas oculares. Portugal: Lucerna, 2017, p.154).
Não satisfeito com sua medíocre comparação, Bruno Sunkey lança sua explicação naturalista para Fátima: “Condições Atmosféricas (Luz refretada em nuvens translúcidas após chuva); Expectativa religiosa (Multidão esperando um sinal profético específico); Sugestão Coletiva (Influência social sobre a interpretação ambígua); Efeitos Fisiológicos (Fadiga retiniana ao olhar diretamente para o Sol)”.
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A expectativa religiosa e a sugestão coletiva podem ser descartadas por duas razões: dentre as testemunhas havia céticos que não tinham qualquer expectativa religiosa. A incredulidade ou aversão ao catolicismo servia de blindagem contra qualquer influência ou sugestão coletiva. Ademais, o milagre foi testemunhado por pessoas que estavam a 14 e até 48 quilômetros distância. Portanto, não tinham qualquer expectativa e estavam bem distantes da influência da multidão.
Os testemunhos distantes também derrubam a quarta objeção dos “efeitos fisiológicos), pois só olharam para o Céu quando o fenômeno já estava acontecendo. É o caso do escritor português Afonso Vieira, que viu o milagre da varanda de sua residência (48 km de distância):
“De repente, foi tomado por espanto. Sobre a montanha de Fátima ele viu o fenômeno solar acontecer. Ele chamou sua esposa e sogra para verem o milagre. Em 1960, a viúva do Sr. Vieira deu-nos seu depoimento, confirmando o episódio” (John M. Haffert. O Milagre do Sol: Conheça as testemunhas do maior milagre do século XX. São Paulo: Devotos de Fátima, p. 60).
Contra a opinião que sugere uma hipnose ou sugestão coletiva, o escritor John M. Haffert apresenta as seguintes evidências:
“Foi testemunhado sobre uma grande área por pessoas que não estavam na multidão. Na multidão havia cientistas e ‘ateus’ que observaram o fenômeno não somente com objetividade, mas com um cuidado particular para se protegerem da possibilidade de sugestão coletiva. Por exemplo, estava presente o Barão de Alvaiazere que cuidadosamente tomou todas as precauções indicadas por Gustave le Bom em seu livro Psicologia da Multidão. O Barão não esperava um milagre e queria ter certeza de que não seria vítima de sugestão. Em deposição ao Comitê Canônico declarou: ‘... Uma impressão indescritível tomou conta de mim e só sei que gritei: Creio! Creio! Creio! E as lágrimas rolaram dos meus olhos. Eu estava atônito, em êxtase diante da demonstração do Poder Divino... converti-me naquele momento’. O Doutor José Garrett, professor da Universidade de Coimbra, num testemunho detalhado conta que temendo danificar a retina, cobriu os olhos e voltou-se para o lado oposto, abriu os olhos novamente... e continuou a ver o milagre. Vários outros homens ligados à ciência, que foram testemunhas oculares, confirmaram a objetividade do fenômeno e acrescentaram que nenhuma explicação natural podia ser dada” (John M. Haffert. O Milagre do Sol: Conheça as testemunhas do maior milagre do século XX. São Paulo: Devotos de Fátima, p. 35).
Quanto às condições atmosféricas, difícil crer que, por razões naturais, o Sol despencou em direção a Terra diante de 100 mil testemunhas. Mas, ainda que houvesse uma explicação natural ou atmosférica, outro problema se coloca para os incrédulos.
O escritor Bernardo Motta, em seu livro “O Milagre do Sol”, reuniu testemunhos de pessoas que presenciaram o Milagre de Fátima. Segundo os relatos, ele chega à seguinte conclusão:
“Na primeira fase, o Sol mostrou-se facilmente observável por detrás de uma camada nebulosa pouco densa: era fácil olhar para o Sol nesse estado, pois não feria a vista. Na segunda fase, o Sol mostrou um movimento circular da sua aresta, enquanto lançava raios multicoloridos que afetavam a cor da paisagem e das pessoas presentes no local. Na terceira fase, o Sol mostrou um aumento aparente do seu tamanho, dando a impressão de que estava a descer ou cair. A primeira fase é referida em 62 testemunhos. A segunda fase é referida em 104 testemunhos. A terceira fase é referida em 77 testemunhos. São 118 os testemunhos que referem pelo menos uma destas três fases. São 41 os testemunhos que se referem todas as três fases” (Bernardo Motta. O milagre do Sol segundo as Testemunhas Oculares. Portugal: Princípia Editora, 2017, p. 284).
Para aumentar o mistério, algumas pessoas – que estavam no meio da multidão – disseram não ter visto qualquer fenômeno anormal. Ora, se foi um fenômeno físico, como pessoas que estavam no mesmo local viram somente alguma fase do milagre, enquanto outros viram todas as fases e um terceiro grupo nada viu acontecer? Que não foi uma ilusão ou sugestão, ficou demonstrado pelos testemunhos dos céticos e daqueles que estavam bem distantes do local. Que não foi um puro fenômeno atmosférico, temos o misterioso relato parcelado das testemunhas.
O escritor Jhon M. Haffert faz uma súmula de Fátima:
“O tempo e o lugar deste acontecimento foram previstos. Uma luz de um brilho extraordinário foi vista num raio de mais de trinta e dois km, como uma ‘Roda de Santa Catarina’ de fogos de artifício, emitindo grandes fachos de luzes coloridas que se refletiam em objetos no solo. Precipitou-se em direção à terra depois de alguns minutos, chegando a uma tal proximidade que as dezenas de milhares de testemunhas pensaram que era o fim do mundo. A grande bola de fogo parou no momento em que parecia que ia chocar-se contra a terra e voltou ao céu. Ela veio e voltou para a posição do sol de maneira que aqueles que o viram creram, de fato, tratar-se do sol. O cimo da montanha onde isto ocorreu, que tinha ficado encharcado após várias horas de chuva constante, secou de repente, em questão de minutos. Dezenas de milhares de testemunhas de todas as classes sociais e de vários credos se estendiam sobre uma área de cerca de mil e quinhentos quilômetros quadrados” (John M. Haffert. O Milagre do Sol: Conheça as testemunhas do maior milagre do século XX. São Paulo: Devotos de Fátima, p. 33).
Fátima, portanto, é uma coletânea de milagres inexplicáveis!
Nossa Senhora – Sedes Sapientiae – pensou até nos ateus que, cheios de orgulho, tentariam fazer gambiarras hermenêuticas para negar o maior milagre do século XX.
Em Fátima, o Céu esmagou a soberba dos incrédulos!
Com o bailar do Sol, a Virgem Santíssima dissipou as trevas do ceticismo!
Apesar da má vontade de Bruno Sunkey, Fátima é a assinatura de Deus sobre a sua verdadeira Religião! É o selo Divino de que a Igreja Católica é uma obra Divina, cuja doutrina é ratificada, miraculosamente, pelo dedo Onipotente de Deus.
Ao Bruno Sunkey, que não estuda antes de palpitar sobre milagres, resta apenas uma decisão: tornar-se católico, dobrando-se diante de um milagre Divino, ou continuar resistindo, como um irracional que fecha os olhos para uma realidade incontestável.
Deus tenha piedade do ateu tupiniquim!
In Corde Maria Regina
Eder Moreira
Para citar este texto:
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MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/cadernos/religiao/davidribeiromilagresol/
Online, 23/09/2026 às 15:19:06h






