O Papa

Refutação das Teses Sedevacantistas de Frei Tiago de São José
Alberto Zucchi

Bastou um vídeo de pouco mais de dois minutos da Professora Lucia Zucchi anunciando sua palestra sobre a ação de grupos separados da Igreja, no III Congresso Montfort da Paraíba, para que o “mundo” sedevacantista entrasse em reboliço e confusão. Imagine-se o que acontecerá quando, no próximo sábado dia 22 de janeiro de 2022, ela proferir sua palestra no congresso.

Dentre os reclamos dos que se apresentam como representantes do pensamento sedevancantista, um em especial nos causou espanto e profunda tristeza: a manifestação do Frei Carmelita Tiago de São José. Sempre tivemos grande amizade por Frei Tiago, e em muitas oportunidades nos encontramos e conversamos. Entre nós sempre houve uma estreita colaboração. Até há pouco tempo, ele tinha sobre o sedevancantismo exatamente a mesma posição da Montfort: é um vírus que se espalha e que tem como origem uma falsa noção sobre a infalibilidade do Papa. O Frei Tiago de dois anos atrás seria um “galicano” na opinião do Frei Tiago de hoje.

Incialmente, é necessário dizer que objetivamente fomos caluniados. Na apresentação do vídeo publicado por Frei Tiago está escrito:

“Montfort convoca Congresso polêmico contra o DOGMA DA INFALIBILIDADE PAPAL”

Sempre fomos a favor do dogma da Infalibilidade Papal, sempre o defendemos, principalmente contra muitos protestantes que nos escreveram. O que não aceitamos é a concepção que Frei Tiago faz agora deste dogma que, como veremos a seguir, não corresponde à doutrina católica.

É verdade que durante o vídeo Frei Tiago esclarece um pouco melhor sua acusação, mas de toda a forma, o texto da apresentação ainda contém uma calúnia escancarada.

Frei Tiago nos acusa de não aceitar o dogma da Infalibilidade Papal, segundo a definição que ele mesmo criou deste dogma. Segundo ele, o Papa jamais erraria em matéria de fé e moral, em qualquer situação. Com isso, Frei Tiago cai no erro mencionando pela Professora Lucia Zucchi em seu pequeno vídeo. O radicalismo de Frei Tiago chega ao apogeu quando ele defende a tese de que, se um suposto papa comete um erro doutrinário, essa é a prova de que ele de fato nunca foi papa, sendo na realidade um impostor que se apoderou do papado. Isso é o que teria acontecido com todos os papas conciliares, de João XXIII até o atual Papa Francisco.

A opinião de Frei Tiago baseia-se em alguns textos que comentam a infalibilidade papal, afirmando que o papa não pode errar nunca em matéria de fé e moral. Se o Papa erra então teríamos a prova de que ele não é Papa, nem nunca foi. Simples assim. Frei Tiago constatou que os Papa conciliares erraram, logo eles nunca foram papas, são usurpadores. Mais simples ainda.

Entretanto, esqueceu-se Frei Tiago - esqueceu é a palavra correta porque ele conhece a doutrina católica - sobre a infalibilidade, que existem condições para que o Papa se manifeste de forma infalível.

A infalibilidade foi proclamada como dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, promulgada pelo Concílio Vaticano I em sua Quarta Sessão, capítulo VI em 18 de julho de 1870, nos seguintes termos:

“1839. Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis.

(https://www.montfort.org.br/bra/documentos/concilios/vaticano1/#s4)

De forma didática, em resposta ao questionamento de um consulente de nosso site, o Professor Orlando Fedeli - outro galicano na opinião de Frei Tiago - resumiu as seguintes condições para que os pronunciamentos de um papa sejam infalíveis:

“As condições para o exercício do carisma da infalibilidade, de acordo com o dogma estabelecido pelo Concílio Vaticano I, em 1870, são quatro:

1 - Que o Soberano Pontífice se pronuncie como sucessor de Pedro, usando os poderes das chaves, concedidas ao Apóstolo pelo próprio Cristo;

2 - Que se pronuncie sobre Fé e Moral;

3 - Que queira ensinar à Igreja inteira;

4 - Que defina uma questão, declarando o que é certo, e proibindo, com anátema, que se ensine a tese oposta.”

https://www.montfort.org.br/bra/cartas/papa/20040817204800/

Ademais, se interpretarmos os textos apresentados de forma literal, como quer Frei Tiago, o papa seria infalível em tudo e não somente em matéria de Fé e Moral, pois nos trechos apresentados diz-se apenas que o Papa é infalível porque ele age em nome da Igreja.

Um dos erros de Frei Tiago é supor que não existam graus no Magistério da Igreja, do que decorre que toda a afirmação papal seja infalível. Em sentido contrário, no estudo sobre os Graus de Assentimento ao Magistério, elaborado pelo Padre Daniel Pinheiro, do Instituto do Bom Pastor – IBP, uma associação de padres também galicana segundo o Frei Tiago, fica claro, com ampla argumentação e bibliografia, que o magistério contém graus que pedem diferentes assentimentos para os católicos, e portanto, recebem graus diferentes de assistência divina. Afirma o Padre Daniel Pinheiro:

“Parece solidamente estabelecido que a cada grau do Magistério corresponde um grau de assentimento. E isso por causa da natureza profunda do Magistério eclesiástico enquanto participação mais ou menos perfeita na potestas docendi de Nosso Senhor, encontrando-se nos diversos graus de Magistério uma assistência divina mais ou menos eficaz. E também por causa da natureza da inteligência que pode assentir de maneira absoluta somente se encontra a evidência da coisa em si mesma ou a evidência da infalibilidade da autoridade que afirma uma doutrina ou uma verdade. Grau de assentimento corresponde necessariamente a grau de Magistério. Não se pode negar isso sem cometer erro tanto em relação ao Magistério Eclesiástico quanto à teoria do conhecimento do homem. Negar isso é ir contra a Revelação e a lei natural.”

Concluiu o Padre Daniel Pinheiro no mesmo trabalho, mostrando que existem dois extremos errados relacionados à doutrina do magistério: o primeiro é dos modernistas que negam qualquer autoridade ao Papa e o segundo dos sedevacantistas que consideram que todo o pronunciamento do Papa é infalível. Vejamos:

“O Magistério Eclesiástico é uma noção analógica, comportando vários graus que vão do Magistério infalível ao Magistério dos Bispos diocesanos, passando, entre outros, pelo Magistério Supremo puramente autêntico. A cada grau do Magistério, que se funda sobre a autoridade com que tal ensinamento particular é feito, corresponde necessariamente um grau de assentimento distinto.

O Magistério puramente autêntico tem uma verdadeira autoridade que decorre da potestas docendi de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o grau de participação nesse poder não faz desse Magistério um Magistério ao qual é devido um assentimento absoluto e irrevogável. Não se deve confundir aquilo que a Igreja distingue: Magistério infalível e Magistério não-infalível de um lado e assentimento absoluto e assentimento moralmente certo e condicionado do outro. Não se trata de desprezar aquilo que a Igreja ensina por seu Magistério não infalível, que permanece o modo regular e normal de ensinar, mesmo se in paucioribus (em certos casos raros) esse grau de Magistério pode conter erros.

Entre os dois extremos [68], um por defeito (o Magistério não infalível não tem nenhum valor: modernistas, progressistas e liberais) e o outro por excesso (todo Magistério que vem do ápice da hierarquia é necessariamente infalível: conservadores, sedevacantistas e certos tradicionalistas), tertium datur: doctrina catholica. Ao Magistério supremo não-infalível é devido um assentimento religioso e interno da inteligência e da vontade. Ele é, porém, somente moralmente certo e condicionado. Se o contrário do ensinamento desse Magistério foi ou for decidido pela Igreja, ou demonstrado com verdadeira evidência pela razão – o que não deve ser facilmente admitido[69] – o fiel católico pode licitamente suspender o juízo, duvidar e mesmo dissentir, sempre com a reserva que nos impõem a prudência e o respeito devido à autoridade, sobretudo à autoridade suprema. As condições e limites dessa reserva serão determinados pelas circunstâncias e, máxime, pelo grau de dano que pode causar tal erro.”

(https://scutumfidei.org/2013/01/21/assentimento-ao-magisterio-parte-iii/)

Para Frei Tiago não há qualquer diferença no grau de autoridade com que o Papa ensina e, desta forma, todo o ensinamento papal tem de ser infalível. Qualquer ensinamento errôneo de um papa em matéria de Fé ou Moral seria uma prova indubitável de que se trata de um papa falso. Frei Tiago comete o erro do excesso descrito pelo Padre Daniel Pinheiro.

Infelizmente, Frei Tiago não para por aí e desta noção errônea da infalibilidade ele tira conclusões absurdas. Assim, para ele, não somente a sede é vacante mas também de fato a Igreja desapareceu. Não há mais papas desde João XXIII até nossos dias. São todos impostores de uma pseudo Igreja. Desta forma, ele chega ao extremo do erro sedevancantista defendendo um “eclesiovacantismo”, ou seja, não se sabe mais onde está a Igreja, a qual deverá ser refundada por uma intervenção sobrenatural, assim como foi a Ressureição de Nosso Senhor.

Deste modo, se aplicarmos para a Igreja o mesmo raciocínio que Frei Tiago faz em relação ao Papa, teríamos que admitir que: Nosso Senhor prometeu que a Sua Igreja não pereceria, ora a Igreja que está aí acabou, logo ela não é a Igreja de Cristo. As teses de Frei Tiago nos levariam a ter que admitir que a verdadeira Igreja é, hoje pelo menos, uma igreja mística e sem estrutura, que seria orientada não pela hierarquia, mas por virtuosos “gurus”, estes sim chamados por Cristo para guiar os fiéis.

Porém, diante de tanta incerteza, de tanto tempo sem papa, diante de tanta prevaricação dos bispos, diante do desaparecimento de fato da Igreja... seria de se perguntar se a própria ordenação do Frei Tiago foi válida, uma vez que ele foi ordenado por um Cardeal claramente modernista e defensor da Teologia da Libertação. Enquanto esta questão não fosse resolvida seria necessário colocar em dúvida se de fato ele é padre. Ressalto que não estou eu mesmo duvidando da ordenação de Frei Tiago, apenas demonstro como podem ser absurdas as consequências das ideias defendidas por ele.

Segundo a exposição de Frei Tiago, para sabermos se um papa é realmente papa seria necessário examinar a sua doutrina e, ao se identificar em seus pronunciamentos qualquer erro de fé e moral, isso seria um sinal inequívoco de que o ocupante da cátedra de Pedro não é papa, nunca foi papa, e sim um verdadeiro impostor. Então, acima do Papa deveria se instaurar uma comissão julgadora, provavelmente de “gurus” virtuosos e capacitados, portadores, estes sim, da verdadeira doutrina, que examinariam o que o Papa afirma para confirmarem se ele é o verdadeiro Papa. E, por mais paradoxal que pareça, isto só poderia ser feito ao final da vida do Papa, pois enquanto ele não morresse sempre estaria sujeito a dizer algo contrário à doutrina católica.

As consequências das teses de Frei Tiago levam de fato à negação da Hierarquia e da Igreja visível.

Mais ainda, essa comissão de notáveis deveria definir quais são as verdades em que o papa é obrigado a crer para ser um verdadeiro papa. Por exemplo, em outro vídeo do seu canal, Frei Tiago afirma que, com base na Bíblia, se demonstra que a terra não é um planeta giratório e que não orbita em torno do sol.

No texto que acompanha o vídeo encontramos a seguinte afirmação:

“A Escritura Sagrada e revelada por Deus nos ensina que vivemos num lugar único, central e imóvel que chamamos de Terra. O céu foi criado por Deus para a Terra e o Inferno colocado debaixo da superfície da Terra.”

Acreditar que a terra é imóvel, segundo Frei Tiago é, portanto, uma verdade de fé revelada. Portanto, os papas que não aceitam essa “verdade de fé” não seriam verdadeiros papas. E nunca teriam sido papas. Será que houve algum Papa nos séculos XIX e XX, para não voltar mais no tempo, que acreditava que a terra é imóvel? Assim, é inevitável surgir a pergunta: há quanto tempo será que não temos papas?

No passado, houve um outro frei que julgou ter mais capacidade para interpretar a Bíblia do que os corruptos papas do Renascimento. Com isso, pode declarar que todos os papas eram usurpadores. A doutrina defendida por este frei se espalhou pelo mundo e produziu um enorme desastre... Não estou afirmando que Frei Tiago é protestante, mas é claro que a sua doutrina sobre a infalibilidade e o seu pensamento sobre a atual situação da Igreja levam ao protestantismo.

Finalmente, Frei Tiago nos promete um verdadeiro curso para provar suas posições sedevacantistas. Ele deveria começar tal curso analisando de forma minuciosa o que cada Papa ensinou e nos informando quais deles não cometeram nenhum erro de doutrina e moral em qualquer ocasião. Os que passarem pelo teste serão, na ideia do Frei Tiago, os únicos verdadeiros Papas. Tudo o que os demais papas fizeram não teriam qualquer valor. Imagine-se a confusão...

Falando nisso, Frei Tiago precisa explicar porque inicia sua série de anti-papas com João XXIII e não se questiona sobre Pio XII.

Em 24 de dezembro de 1939, o Papa Pio XII lançou sua primeira Rádio-Mensagem de Natal, e nela introduziu uma novidade extraordinária e perplexitante: a inclusão, no seu texto, da íntegra de uma carta pessoal que o Presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, acabara de lhe enviar. Essa carta foi publicada sem críticas ou ressalvas pelo Papa, endossando, portanto, o texto do anti-católico presidente americano. Dentre os muitos erros da carta de Roosevelt encontramos a seguinte afirmação:

“nas circunstâncias do momento presente [a II guerra mundial] não há nenhum líder espiritual ou temporal que possa executar um plano determinado, capaz de por fim a esta destruição e a reconstruir uma nova ordem”

E prossegue o Presidente americano no texto enviado e publicado pelo Papa:

“Confio, pois, plenamente, que todas as confissões religiosas do mundo, que crêem no mesmo Deus, envidarão todos os seus grandes esforços, em prol de uma tão grande causa” [A paz mundial].

(https://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/gestacao/)

A defesa do ecumenismo feita pelo Presidente americano é clara. O apoio dado por Pio XII a este texto é inequívoco. Se o texto tivesse sido publicado pelo Papa Francisco, como uma carta remetida por seu amigo secretário geral do partido comunista chinês, certamente seria apresentado como mais uma prova pelos sedevacantistas de que o Papa seria um impostor. Porque então a mesma situação não serve para acusar Pio XII? Isto para não mencionar que foi Pio XII quem iniciou a reforma litúrgica...

Será que mesmo São Pio X escaparia das condenações de Frei Tiago? Creio que não, pois é conhecido que São Pio X elogiou o movimento Sillon e posteriormente admitiu seu erro condenando o mesmo movimento na Encíclica Notre charge apostolique, de 1910. Ora, se todo o pronunciamento em matéria de Fé e Moral feito pelo papa tiver que ser infalível, quando São Pio X elogiou o Sillon ele não poderia ser papa e, se já não era papa antes, de nada adiantaria o seu arrependimento para retomar o lugar de Pedro.

Para continuarmos ainda com outros exemplos, poderíamos citar a Petite Église. Essa surgiu de uma comunidade de católicos que não concordou com o absurdo acordo feito entre o Papa Pio VII e Napoleão Bonaparte, o qual coroou o liberalismo. Pio VII então, não passaria no exame doutrinal de Frei Tiago e seria mais um a ser acrescentado na lista dos papas usurpadores. A Petite Église estaria, portanto, certa em seu ato cismático? Será que é isto que Frei Tiago defende?

Sobre os elogios que tantos papas fizeram à obra de Dante, a Divina Comédia? Hoje sabe-se que Dante utilizou de uma aparência católica para difundir a heresia cátara. Ora, Dante não poderia enganar a Deus e, portanto, os papas que elogiaram esta obra não seriam verdadeiros papas, mas sim impostores, já que não teriam gozado da infalibilidade.

Voltando atrás no tempo veríamos que o trabalho de Frei Tiago em identificar a nova lista dos papas verdadeiros será enorme e chegará em São Pedro. Será que, para Frei Tiago, São Pedro era Papa? Afinal de contas, negou Cristo três vezes e através de seus atos ensinou aos cristãos da época algo errado sobre a possibilidade de se comer as carnes proibidas no Antigo Testamento...

Creio que o Frei Tiago não repetirá o absurdo de alguns sedevancantistas que frequentam seu canal de que, neste caso, negando publicamente a Cristo e ensinando algo que o próprio São Paulo julgou importante corrigir em público, não houve um erro doutrinário.

Estaria eu exagerando neste exemplo de São Pedro, que repito com muita insistência quando trato do sedevancatismo e com o qual Frei Tiago também concordava? Para aqueles que acharem inadequada esta comparação recomendo escutarem o sermão de Dom Lefebvre contra o sedevacantismo de 10 de maio de 1983, na capela da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. Neste sermão ele afirma que São Paulo acusou a São Pedro nos seguintes:

“Não tem uma atitude fiel à fé verdadeira. Não caminha na fé católica”

Porém, Dom Lefebvre conclui:

“Mas São Paulo não disse: Já não é Papa”

No mesmo sermão, sobre aqueles que dizem que não há verdadeiros papas e bispos, Dom Lefebvre diz com veemência:

“Não os aceito, não os aceito, isto é cisma!”

Será que Frei Tiago considera Dom Lefebvre também um Galicano?

Por último, quase ao final do vídeo, Frei Tiago compara o pensamento dos sedevacantistas e dos católicos que aceitam a autoridade do Papa, acusando os últimos de defender que é lícito desobedecer e julgar o papa. Na realidade, ocorre exatamente o contrário: são os sedevacantistas que julgam que podem definir quem são os verdadeiros papas e os submetem ao seu julgamento pessoal. Nós obedecemos e nos submetemos ao Papa, quando ele nos manda fazer algo de errado nós não fazemos e, mesmo assim, não cabe a nós julgá-lo.

Para concluir, informamos aos nossos leitores que todas essas ideias serão explicadas na palestra da Professora Lucia no Congresso Montfort da Paraíba. Alguns sedevancatistas disseram que lá estarão presentes. Eles poderão então ouvir a argumentação, apresentar seus questionamentos no final e, se Deus quiser, mudar a sua opinião cismática.

Alberto Luiz Zucchi

17/01/2022

 

    Para citar este texto:
"Refutação das Teses Sedevacantistas de Frei Tiago de São José"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/papa/respfreitiago1/
Online, 22/05/2022 às 05:32:50h