Apologética

UMA ANÁLISE GERAL DA DOUTRINA E DO ENSINAMENTO MORAL DO OLAVO DE CARVALHO: UM “FILOSOFO” EM OPOSIÇÃO À DOUTRINA CATÓLICA
Eder Moreira
 
Jamais poupei os hereges e empreguei todo o meu zelo para fazer dos inimigos da Igreja meus inimigos pessoais” (São Jerônimo apud Papa Bento XV. Spiritus Paraclitus, nº. 41).
 

1. Introdução

2. A incoerência do arauto do respeito e da caridade

3. Primeiro Enrolavo: a defesa pública dos palavrões

4. Segundo Enrolavo: a maledicência contra o Olavo de Carvalho

4.1 As fontes esotéricas: a eterna gratidão do discípulo tariqueiro

4.2 A metafísica gnóstica do Schuon e Guénon

4.3 Unidade Transcende: o elo “divino” das religiões

4.4 A tese Schuônica e a doutrina da Igreja Católica

4.5 Olavo e seu indiferentismo schuônico-guenoniano

4.6 A perene rejeição da doutrina de Cristo

4.7 A “fé” gnóstica-protestante do palpiteiro da Virgínia

4.8. O “conhecimento” superior ou a superação da “fé”

4.9 O divino no homem: a gnose escancarada do guru sem Religião 

4.9 Ritos iniciáticos: o esoterismo perennis do Olavo de Carvalho

4.10 A falsa filosofia do “filósofo” autoproclamado

4.11 Olavo de Carvalho: um herege excomungado?

5. Terceiro Enrolavo: correção secreta x exposição pública

6. Quarto Enrolavo: a repreensão dura contra os hereges

7. Quinto Enrolavo: a “contumélia” e a “detração” contra os inimigos

8. Sexto Enrolavo: o falso dilema do bruxo fracassado

9. Alerta aos olavetes: defensores e divulgadores de heresias

10. Conclusão: burros, palpiteiros e adestrados

 

 
Nota Explicativa

  

O presente trabalho é um estudo da doutrina e do ensinamento moral de Olavo de Carvalho.

 Nesta primeira parte, abordaremos a incoerência de um discípulo do Olavo de Carvalho e a defesa pública dos palavrões.

 

As demais partes serão publicadas periodicamente em nosso Site.

 

Parte I - Resposta ao bruxo do coral: um fiel discípulo do Olavo de Carvalho, cuja valentia se esconde no anonimato 

 

1.Introdução

 

Quando estávamos preparando a caldeira para assar o Thales GaloZé, franguinho depenado que pretendeu – enrolaveticamente – salvar seu Ídolo Matthieu Pageau, levantou-se das profundezas do anonimato, um mascarado mosqueteiro. O valente bruxo do coral, com sua retórica de fundo de quintal, pretendeu unir voz com o paladino dos palavrões.

 

No velho estilo da seita perennis, com enrolavos e contradições, discursou tragicamente o bruxo “tridentino”. Escondendo o nome, mas não a boca encardida, o cantor de gregoriano nos torturou com sua entediante verborragia, bem parecida com os discursos de campanha eleitoral. Será que o bruxo quer lançar o partido esotérico marciano? Imagine só, um partido regido pelas constelações. Teríamos um Ministério da Astrologia? Afinal, como disse o guru da Virgínia, “nosso destino está estampado nas estrelas do céu” (Olavo de Carvalho. Astros e Símbolos. Editora: Nova Stella, 1985, p. 77).

 

Enquanto deixamos o Thales GaloZé no forno, para depois fatiarmos suas gagueiras de galinheiro, dedicaremos algumas linhas ao bruxo do coral, cujo discurso desafinado pretendeu, com relinchos e palavrões, nos dar lição de Catecismo. Justo um olavete boca suja que, sem um pingo de vergonha, mistura o sacro gregoriano com sua porca linguagem de chiqueiro, herança maldita do Olavo de Carvalho.

 

Para uma melhor compreensão da polêmica, recomendamos a leitura prévia do panfleto que, “respeitosamente”, o bruxo do coral fabricou contra nossa suposta maledicência:

 

 https://tratemeporismael.substack.com/p/colecionando-vexames

 

 

2. A incoerência do arauto do respeito e da caridade

 

 

A realidade nos ensina que, via de regra, todo demagogo é um indomável ditador. Do púlpito da demagogia, prega a tolerância, o respeito pelas diferenças, dialogando até com o diabo. Mas, quando sua cartilha “amorosa” é desrespeitada, as “virtudes” democráticas desaparecem como um castelo soprado pelos ventos da contradição. O tolerante se torna intolerante! O respeito desaparece, sufocado nas ácidas palavras de um ódio exacerbado. 

 

Essa é a postura dúbia do bruxo que pretendeu ser a voz do respeito e da amorosidade. Com pose de catequista, soltou o verbo para reprovar minhas palavras, cujo tom teria sido odioso e desrespeitoso.

 

Soa estranho essa indignação vinda de um discípulo do Olavo de Carvalho.

 

Para sintonizar o bruxo na realidade, que ele parece desconhecer, recordaremos o sincero amor do Olavo para com o Papa Francisco.

 

Por respeito a moral da Igreja, omitiremos os palavrões:

 

“O pessoal da Igreja a mesma coisa. A eminência: eminência o [PALAVRÃO]. Esse bando de bispo pedófilo. Essa conspiração de pedófilo que botou o Bengoglio lá dentro [...] ah, mas não pode falar assim do nosso Papa. Ele não é Papa! O papa que prega heresia não é Papa [PALAVRÃO] Esse Papa é cultor da pachamama, pachamama é [PALAVRÃO]”.

 

(Olavo de Carvalho. COF Nº. 491, disponível em: https://archive.org/details/COFemAudio).

 

Esse é o precioso conteúdo do COF (Curso Online de Filosofia), legado pútrido de um herege-cismático que, do seu tribunal esotérico, tratava o Papa com um repugnante desrespeito.

 

É esse o modelo de “professor” que faz palpitar o coração do bruxo incoerente!

 

Condenou minhas palavras como “ácidas e desrespeitosas”. Entretanto, silencia, como um bom discípulo, diante das ofensas - ácidas e desrespeitosas - do Olavo contra o Vigário de Cristo.

 

A caridade seletiva do bruxo não inclui os agressores do Papa!

 

O bezerro de barro é intocável!

 

Essa incoerência do bruxo faz lembrar as palavras de Cristo:

 

"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (São Mateus VII, 3-14).

 

O bruxo criticou minhas considerações, dizendo conter palavras de “ódio” e de “falta de respeito” para com o próximo. Citou até o Evangelho de Cristo, para respaldar seu discurso moralista.

 

Como a “caridade” do bruxo é seletiva, ele esqueceu de praticá-la ao se referir a minha pessoa. Seu coração está muito cheio de devoção ao Olavo, por isso não teve espaço para um insignificante professor de Catecismo. 

 

Os termos empregados ressaltam a coerência “amorosa” do bruxo “catequista”:

 

analfabeto vaidoso”, “nível primário de alfabetização”, “covarde”, “mesquinho”, “retórica barata”, “incapaz de realizar um ato de inteligência”, “personagem alienado”, “aberração moral”, “apostolado da maledicência”, “vagabundo”, “malandro”, “sangue ruim”. 

 

https://tratemeporismael.substack.com/p/colecionando-vexames

 

Esse é o democrata-ditador! O exemplar catequista adulador, que prega tolerância com intolerância! Que prega o respeito com mentiras e xingamentos!

 

A contradição é aberrante!

 

Basta recordar as palavras de Cristo contra os fariseus hipócritas:

 

“Não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” (São Mateus XXIII, 3).

 

Esse é o bruxo que pretendeu nos dar lição de respeito evangélico!

 

Suas próprias palavras lhe servem de condenação:

 

“Que haja quem leia isto — católico ou não, partidário disto ou daquilo — sem notar a baixeza explícita e a falta de caridade para com o próximo, já é sintoma da crise moral que passamos” (Bruxo do Coral. Disponível em: https://tratemeporismael.substack.com/p/colecionando-vexames).

 

O moralista fracassou!

 

Com enrolavos, o vexame inaugurou!

 

 

3. Primeiro Enrolavo: a defesa pública dos palavrões

 

 

Imitando seu querido “professor”, cujo legado deixou um rastro de imundícies, pretendeu o bruxo cantor fazer uma miserável defesa pública dos palavrões. E para coroar esse ato vergonhoso, não poderia faltar os aplausos dos amiguinhos “tridentinos”, que perderam a vergonha, mas não o hábito de curtir o pecado publicamente.

 

Com a palavra, o bruxo com sua propaganda pelo direito de falar palavrões:

 

“O sujeito que xinga alguém de (palavrão) não necessariamente quer significar que a mãe do ofendido esteja rodando bolsinha, mas está se valendo de um artifício linguístico para expressar uma emoção. O palavrão, portanto, pode ser utilizado como uma válvula de escape para emoções não controladas, mas também serve como artifício retórico para quem sabe manuseá-lo

 

https://tratemeporismael.substack.com/p/colecionando-vexames

 

O bruxo cantor – desafinado com a doutrina de sempre – aprendeu bem a lição do seu mestre da empulhação.

 

Falou sem nada provar!

 

Como se fosse um Papa!

 

No rastro do Olavo, palpitou tragicamente!

 

Fez uma defesa indecente!

 

Com sua burrice perennis!

 

Deixemos os enrolados!

 

Vamos ao ensino da Igreja!

 

Aos mestres verdadeiros!

 

Que não eram gurus!

 

Nem palpiteiros de Internet.

 

 

***

 

 

Para início de exposição, reproduziremos o ensino constante no Catecismo de São Pio X:

 

“O sexto Mandamento ordena-nos que sejamos castos e modestos nas ações, nos olhares, no porte e nas palavras” (Parte 3º, Cap. III, § 3º, 428).

 

O bruxo que recorreu ao catecismo para nos acusar de maledicência, também deveria tê-lo usado para denunciar a boca imunda do Olavo de Carvalho.

 

Alguém já viu um olavete denunciando os erros grosseiros do astrólogo? Nem mesmo o discípulo-bruxo, com todo o seu moralismo desafinado, ousou expor – à luz do catecismo – os desvios do “grão-mestre” tupiniquim da seita perenialista.

 

Para explicitar o ensino da Igreja, no que se refere as palavras imodestas, traremos um exemplo do Catecismo Mayor de São Pio X, explicado segundo as normas do Catecismo de Trento:

 

“Sirvanos de estímulo el ejemplo admirable de San Bernardino de Sena, a quien una sola expresíon impura, pronunciada en su presencia, bastaba para llenarle de santa indignacíon; aunque era com todos muy respetuoso, manso y afable, se mostraba indignadisimo contra el que ofendia en su presencia el recato. A un hombre de condicíon distinguida que se permitió unas palavras libres, dió una reprensíon tan dura y eficaz, que el culpable se avergonzó y corrigió” (El Catecismo Mayor de S. S. El Papa Pio X: Explicado Al Pueblo Según La Norma Del Catecismo de Trento. Tomo III. Razón Y Fe: Madrid, 1914, p. 307-308).

 

Uma só palavra impura era suficiente para São Bernardino reagir com indignação!

 

Nada de apologia dos palavrões!

 

Será que São Bernardino tinha um nível primário de alfabetização? Sua indignação contra qualquer expressão impura seria fruto de uma infecção burguesa? Não sabia o santo que o palavrão pode ser usado como artifício retórico ou válvula de escape para emoções descontroladas? 

 

Certamente São Bernardino não deve atender aos padrões superiores da elite esotérica do Olavo de Carvalho!

 

Prossigamos...

 

Contra o bruxo “tridentino”...

 

Advogado dos palavrões!

 

Permita-me abrir a obra do Padre Manuel Bernardes, da Congregação do Oratório.

 

Esse sacerdote, conhecido pela pureza na linguagem, é um bom exemplo contra a boca carnicenta do bruxo que, agindo como protestante, escolhe no Catecismo apenas o que convém à sua paixão pelos palavrões.

 

No Tratado da Virtude da Castidade, Padre Manuel Bernardes rechaça, com sua nobilíssima erudição, as palavras torpes e indecentes:

 

“Se lhe apresentassem na mesa o pão ou qualquer outro manjar, em um prato ou vaso que houvesse servido em coisas que não são para nomear, quanto se indignaria contra o seu criado, por essa grosseria e desatenção. E quem duvida que muito mais repreensível é que a língua de um fiel, que serve de patena ao verdadeiro corpo de Cristo quando comunga, sirva de instrumento a palavras torpes e indecentes?” (Padre Manuel Bernardes. Armas da Castidade. Pergunta XXXVIII, 3).

 

Perceba, bruxo do coral, o cuidado virtuoso do padre para não empregar, em sua própria explicação, palavras baixas ou indecentes:

 

“... em coisas que não são para nomear”.

 

Quanta diferença entre essa atitude prudente – modelo de pureza nas palavras – e o chiqueiro do Olavo com seus filhotinhos adestrados!

 

Uma vergonha!

 

Na sequência, o reverendíssimo sacerdote desmascara aqueles que, para justificar as palavras baixas e indecentes, inventam desculpas esfarrapadas, típicas de viciados que não querem abandonar a imundície dos palavrões:

 

“Quem usa de semelhante linguagem, por mais que se desculpe, dizendo que lhe não entra da boca para dentro, e que é só para rir e passar o tempo, dá claro indício de que o seu interior está corrupto. Porque o oráculo é de Cristo Senhor nosso que a boca fala conforme o de que abunda o coração [...] Logo, quem é acostumado a falar descomposturas, com que verdade afirma que lhe não entram no coração? E se até os sonhos de um adormecido e os delírios de um frenético são ordinariamente das coisas a que a natureza estava acostumada, quanto mais se conhecerá o nosso interior pelas palavras que proferimos, estando em nosso juízo e liberdade?

(Padre Manuel Bernardes. Armas da Castidade. Pergunta XXXVIII, 4).

 

Quanta diferença entre o ensino de um padre virtuoso (contra a linguagem imodesta) e os enrolavos dos olavetes que, imitando o guru indecente, continuam vomitando e defendendo os malditos palavrões!

 

Contra o Catecismo!

 

Que o bruxo só usa quando convém à sua porca vergonha!

 

Para concluir, padre Manuel nos brinda com uma advertência que serve de alerta, sobretudo para aqueles que proferem, abençoam, curtem e propagam os palavrões do Olavo na internet:

 

“Assim são aqueles que, em conversas, soltam palavras e piadas descompostas: são como gotas de suor asquerosíssimas que, onde caem, geram maus pensamentos e corrompem os costumes dos ouvintes. Se os ouvintes são jovens, a corrupção é ainda mais rápida e certa, pois crianças são como tábuas rasas onde o bem e o mal se gravam facilmente. Deve-se ter mais respeito por uma criança, evitando falar palavras ruins em sua presença, do que por homens de cabelos veneráveis, pois esses sabem reconhecer e reprovar o mal, enquanto aquelas não. Neste caso, quem falou mal ficará temeroso de encontrar repreensão; no outro, ficará contente ao encontrar imitadores” (Padre Manuel Bernardes. Armas da Castidade. Pergunta XXXVIII, 5).

 

Belíssimo Sermão!

 

De um padre virtuoso, e não de um guru asqueroso!

 

Pobre bruxo, que troca os verdadeiros mestres da Igreja por palpiteiros esotéricos!

 

Quantas almas são infectadas pela linguagem suja dos olavetes, sobretudo os jovenzinhos que, segundo o Padre Bernardes, são como tábuas rasas que facilmente são marcadas pela corrupção.  

 

Os dois artigos publicados contra minha crítica ao Matthieu Pageau – um do Thales GaloZé e outro do bruxo do coral – contém palavrões explícitos. Um linguajar imundo, típico de almas enlameadas pelo legado da podridão do Olavo de Carvalho.

 

É de lamentar que católicos, inclusive pais de família, ajudem a promover, com curtição e divulgação, uma apologia tão miserável dos palavrões!

 

Colocam um guru acima da Igreja!

 

Um palpiteiro acima da Fé e da Moral!

 

Uma vergonha!

 

Prossigamos...

 

Em seu sermão para o 3º Domingo da Quaresma, o padre Daniel Pinheiro (Superior do IBP na América Latina), tratou da questão dos palavrões, fazendo eco da doutrina tradicional:

 

“Um dos grandes meios para avançar na castidade nos atos é parar de falar essas impurezas e obscenidades, que são por si só um pecado e que conduzem a pecados ainda mais graves. Uma das dificuldades para as pessoas vencerem os pecados impuros é justamente a onipresença dessa linguagem baixa na nossa sociedade”

 

https://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2017/03/21/sermao-a-pureza-ou-modestia-no-falar/

 

Sobre as desculpas para justificar os palavrões, observou o reverendíssimo sacerdote:

 

“Deixemos claro que ainda que sejam ditas somente com a intenção de brincar ou de chamar a atenção de alguma forma, essas palavras não serão lícitas. E tenhamos consciência: ainda que alguma palavra assim não seja um pecado mortal, ela vai dispondo cada vez mais a alma para atos torpes, e o perigo de escândalo ou de levar os outros ao pecado também é considerável” 

 

Portanto, não adianta vir com enrolavos estúpidos, dizendo que o palavrão “pode ser utilizado como uma válvula de escape para emoções não controladas, mas também serve como artifício retórico para quem sabe manuseá-lo”.

 

https://tratemeporismael.substack.com/p/colecionando-vexames

 

Na sequência, adverte o Padre Daniel:

 

“Que tristeza é ver um cristão proferir palavras tão vergonhosas ou de alguma forma encontrar agrado nelas, por exemplo, rindo. Ou proferir tais palavras por impaciência, por ira [...] Somos batizados, somos membros de Cristo. Cristo é a Sabedoria Eterna Encarnada, é a Palavra de Deus que se fez homem. Sendo nós membros e discípulos da Sabedoria Eterna Encarnada, não podemos usar a sabedoria e a palavra que nos foram dadas para proferir coisas torpes, impuras, que A ofendem. Sendo católicos, é na nossa língua que recebemos o Corpo de Cristo. Se a patena em metal que recebe a hóstia consagrada na Missa deve ser revestida de ouro, sem corrupção, quanto mais a nossa língua deve estar isenta da mancha, da corrupção dessas palavras

 

https://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2017/03/21/sermao-a-pureza-ou-modestia-no-falar/

 

O bom exemplo de Cristo também é evocado pelo sacerdote, lembrando que o Verbo de Deus não proferiu palavras baixas ou indecentes:

 

“Nosso Senhor nos dá o exemplo. Jamais usou palavras torpes. As condenações de Jesus dirigidas aos seus inimigos não são xingamentos, palavras baixas, palavrões. Afirmar o contrário seria uma blasfêmia terrível. Seria dizer que Cristo nomeia aquilo que São Paulo diz que um cristão não deve nomear. Nosso Senhor usa palavras duras, mas honestas, e as utiliza com mansidão, justiça e caridade. Palavras que, em aspecto algum, são palavras torpes”

 

Por fim, encerra seu sermão com uma santa recomendação:

 

Devemos abolir essas palavras baixas de nosso vocabulário, ainda que algumas não sejam pecado mortal. Se por hábito e sem muita advertência alguém proferir uma palavra impura, um palavrão, deve fazer um pequeno ato de reparação e impor-se uma pequena penitência, a fim de perder esse hábito pouco a pouco. Uma Ave-Maria, por exemplo, ou invocar os nomes de Jesus, Maria e José. E mesmo se essas palavras vêm somente na nossa imaginação, afastemo-las, rezando e pensando em algo lícito”

 

https://missatridentinaembrasilia.wordpress.com/2017/03/21/sermao-a-pureza-ou-modestia-no-falar/

 

Sobre esse assunto, não poderíamos deixar de citar Santo Afonso, o Farol da Moral Católica.

 

Contra o vício de falar imodestamente, ensinou o Doutor Moralista:

 

 “O homem que fala imodestamente faz grande ofensa a quem o escuta [...] Santo Agostinho chama aqueles que falam de maneira obscena de ‘os mediadores de Satã’, os ministros de Lúcifer; porque, pela linguagem obscena, o demônio da impureza ganha acesso à almas, as quais por suas próprias tentativas ele não entraria [...] A língua espiritual fala sobre Deus, a língua mundana fala sobre assuntos mundanos; mas a língua da terceira pessoa é a língua do inferno, a qual fala de impurezas da carne; e essa é a língua que corrompe muitos, e os leva à perdição

 

Suaves considerações de Santo Afonso contra a sujeira dos palavrões.

 

Podemos dizer - seguindo Santo Afonso - que os olavetes são “mediadores de satã”, “línguas do inferno”, “línguas de perdição”. Ao despejar palavrões, como urubus sedentos por carniça, tornam-se instrumentos de Satanás.

 

Não gostou, bruxo?

 

Seria o Santo Moralista um burguês infectado?

 

Cuidado com a maledicência, bruxo relinchador!

 

O sermão de Santo Afonso é uma tesourada na língua do bruxo desobediente:

 

“A desgraça é, que as bocas do inferno que frequentemente professa palavras imodestas, considera elas como banais, e são ignorantes sobre confessá-las: e quando repreendidos por elas respondem: ‘Eu digo essas palavras brincando, e sem malícia’. Brincando! Homem infeliz, essas brincadeiras fazem o demônio rir, e irão fazer você lamentar pela eternidade no inferno. Em primeiro lugar, é inútil dizer que você diz tais palavras sem malícia; pois, quando você usa tais expressões, é muito difícil para você se abster de atos contra a pureza”.

 

Dizendo palavrões com desculpas esfarrapadas, os olavetes divertem os demônios!

 

Brincam com a Lei de Deus e sujam as almas!

 

Esse é o circo dos olavetes, que desagrada a Deus e alegra o Inferno!

 

No mesmo sermão, o santo relata alguns casos particulares, em que os faladores de palavrões tiveram um fim desgraçado:

 

“Henry Gragerman relata (in Magn. Spec., dist. 9, ex. 58), que um desses boca sujas morreu repentinamente e sem arrependimento, e que foi depois visto no inferno rasgando sua língua em pedaços; e quando restaurada ele começou a lacerá-la de novo

 

Eis o fim das línguas imodestas!

 

Despedaçadas eternamente no Inferno!

 

Santo Afonso traz outros exemplos do mal causado pelas bocas lamacentas:

 

“Cantipratano relata que o filho de um certo nobre de Borgonha foi enviado para ser educado pelos monges de Cluny. Ele era um anjo de pureza; mas o infeliz garoto tendo um dia entrado em uma carpintaria, ouviu algumas palavras obscenas ditas pela astúcia do carpinteiro, caiu em pecado, e perdeu sua graça divina. Padre Sabitano, em sua obra intitulada ‘Luz Evangelical’, relata outro garoto, de quinze anos, tendo ouvido uma palavra imodesta, começou a pensar naquilo na noite seguinte, consentiu a um pensamento ruim e morreu de repente na mesma noite. Seu confessor tendo ouvido de sua morte, pretendeu rezar uma missa para ele. Mas a alma do azarado garoto apareceu a ele, e disse ao seu confessor para não celebrar a missa para ele que, por causa da palavra que ele ouviu, ele foi condenado e que a celebração da missa iria piorar sua dor”.

 

Eis o desastre dos palavrões!

 

Perdição das almas e alegria dos demônios!

 

E o bruxo ainda me acusa, com sua língua maledicente, de catequista hipócrita.

 

Gostaria, o “tridentino” de fachada, que eu sujasse – como um bom olavete – as almas dos meus alunos com a podridão dos palavrões? Que eu imitasse o mau exemplo do Olavo, incentivando meus catequizandos a dizer palavras sujas e impróprias para um cristão?

 

Jamais!

 

Não sigo guru!

 

Tampouco herético e imoral!

 

Sigo os santos: modelos de pureza!

 

Minha sala de aula não é o chiqueiro do Olavo de Carvalho!

 

E ai dos Olavetes que, com seus palavrões, escandalizam as crianças de Deus.

 

Sobre isso, adverte Santo Afonso:

 

“Ó Deus! Que ótimo, estivesse no poder de lamentar, seria o lamento dos anjos da guarda dessas pobres crianças que são escandalizadas e levadas ao inferno pela linguagem das línguas obscenas! Com que seriedade devem os anjos pedir vingança de Deus contra o autor de tais escândalos! Que os anjos choram por vingança contra eles, vem das palavras de Jesus Cristo: ‘Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai’”

 

Seria Santo Afonso um burguês infectado?

 

Cuidado com a língua, bruxo do coral. Não vá correr o risco de compor o coro do Inferno:

“Mas eu digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados" (S. Mateus XII, 36-37).

 

E nem pense o bruxo tupiniquim que Santo Afonso só tratou das palavras obscenas. Segundo o Santo Doutor Moralista, deve o cristão também evitar palavras impróprias, ainda que não sejam indecentes: 

 

“Nós devemos não apenas nos abster de linguagem obscena e toda palavra de duplo sentido dita como brincadeira, mas também de toda palavra imprópria de um santo, isto é, um Cristão. É necessário mencionar, que palavras de duplo sentido às vezes causam mal pior que obscenidade explícita, porque a arte com qual são ditas faz uma impressão mais profunda na mente

 

Em outras palavras, ainda que o bruxo – por amor ao Olavo – ridicularize a linguagem polida, Santo Afonso diz exatamente que os cristãos devem empregar uma terminologia apropriada, polida pela vida de santidade:

 

“Reflita, diz Santo Agostinho, que suas bocas são bocas de Cristãos, as quais Jesus Cristo já entrou muito pela santa comunhão. Por isso, você deve ter medo de proferir toda palavra não casta, que é um veneno diabólico. ‘Vejam, irmãos, se é justo que, das bocas de Cristãos, as quais o corpo de Cristo entra, uma música imodesta, como um veneno diabólico, deveria sair’ (Serm. 15, do Temp.) São Paulo diz, que a linguagem de um Cristão deve ser sempre temperada com sal. ‘Que as vossas conversas sejam sempre amáveis, temperadas com sal.’ (Cl. 4, 6.) Nossa conversa deve ser temperada com palavras calculadas para animar outros, não para ofender, mas para amar Deus. ‘Feliz a língua’, diz São Bernardo, ‘que sabe falar apenas de coisas santas!’ Feliz a língua que sabe como falar somente de Deus! Irmãos, sejam cuidadosos não apenas em abster-se de toda a linguagem obscena, mas em evitar, como você evitaria uma praga, aqueles que falam imodestamente. Quando você ouvir qualquer um começar a proferir palavras obscenas, siga o conselho do Espírito Santo: ‘Protege teus ouvidos com uma sebe de espinhos não dês ouvidos à língua maldosa’" (Eclo. 28, 28.) ‘Protege teus ouvidos com uma sebe de espinhos’, isto é, reprove com zelo o homem que falar obscenamente; no mínimo vire seu rosto, e mostre que odeia tal linguagem. Não vamos nos envergonhar de parecermos seguidores de Jesus Cristo, a menos que desejamos Jesus Cristo sentir envergonhado de nos levar com ele ao Paraíso”

 

(Sermon XL. Eleventh Sunday  after Pentecost: On the vice of speaking immodestly in Sermons. All The Sundays In The Year. London: 1 PaterNoster Row, 1882).

 

Essa é a Moral Católica!

Sem os palpites indecentes do Olavo de Carvalho!

Aos católicos curtidores de palavrões, que aplaudiram a defesa vergonhosa do bruxo desafinado, perguntamos: devemos deixar de seguir os conselhos de Santo Afonso, Doutor da Igreja, para seguir os relinchos imorais e heréticos do Olavo e de seus pupilos fanatizados?

 

Eis o duplo vexame: o bruxo que cita o Catecismo (mas defende a sujeira dos palavrões) e a plateia amiga que, infectada pelo olavismo, aplaude e curte o pecado, espalhando, pela esgoto da internet, a sujeira de um palavreado mundano e contrário a Lei de Deus.

 

São “bocas do inferno”, declarou Santo Afonso!

 

Servos do Diabo!

 

***

 

 

Em sua Instrução para os Católicos, Santo Afonso – que não fazia apologia dos palavrões – advertiu, com o mesmo vigor, contra as línguas impudicas:

 

“Ah! Quantos males causam as palavras obscenas! Uma só palavra impura pode causar a perdição de todos aqueles que a escutam. Depois se desculpam dizendo que falam tais palavras por brincadeira. Por brincadeira? Ao proferi-las não sentes certa satisfação nisso? E o escândalo que destes ao demais? Essas brincadeiras... Ai de ti! Far-te-ão chorar por toda a eternidade nas chamas do inferno” (Santo Afonso Maria de Ligório. Instrução para os Católicos. Parte I, Cap. VI, XXI).

 

Seria Santo Afonso um burguês afetado, repleto de ódio injusto contra os defensores dos palavrões?

 

Cuidado com a língua, cobra do coral tridentino!

 

Olavo ainda teve a audácia de criticar a linguagem polida pela moral do catolicismo, palpitando – como de costume – que policiar as palavras não é algo cristão, mas costume da era burguesa:

 

Esse negócio de você policiar muito a linguagem não é uma coisa cristã, isso é uma coisa da era burguesa

 

https://www.youtube.com/watch?si=ELqH39OIHKr3CyYF&v=WBxDQKq09fA&feature=youtu.be

 

Desprezando o cuidado nas palavras como uma idiotice da era burguesa, Olavo desobedecerá, sem escrúpulos, a polidez na linguagem:

 

“De minha parte, eu já decidi: eu não vou respeitar regra nenhuma, sobretudo as regras de polidez. Eu só não vou transgredir as regras que eu não tenha força para transgredir, que estejam muito acima da minha capacidade, mas aquelas que for preciso transgredir, eu tenho a obrigação de transgredir” (COF 69).

 

Sem um mínimo respeito pela Lei de Deus, Olavo se achava o mestre dos palavrões:

 

“Agora, se é para xingar, para mandar para aquele lugar, é comigo mesmo” (COF 105).

 

Pecar contra a pureza, sem dó nem piedade, é com o Olavo mesmo!

 

Isso explica as declarações revolucionárias do Sheik de Carvalho: 

 

"Em matéria moral eu sou anarquista" (COF 449); “A decência é a coisa mais imoral que já inventaram” (Video); “Tanto faz os seus pecados [...] eles não vão pesar em absolutamente nada” (COF 134).

 

Esse último vômito imoral do Olavo, faz lembrar o desprezo de Lutero:

 

“Crê firmemente, e peca a vontade”

 

(Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960, p. 206).

 

Lutero concordava com Olavo, isto é, que os pecados não vão pesar em absolutamente nada no julgamento de Deus.

 

Esse é o modelo de “professor” do bruxo do coral, e o ídolo da plateia liberal-conservadora.

 

Vamos contrapor esses relinchos luteranos do Olavo, e de seu fiel aluno –bruxo do coral – com o ensino de um Santo da Igreja: São João Batista de La Salle, cujas palavras valem muito mais do que os palpites de um guru anarquista.

 

Tratando das Regras da Cortesia e da Civilidade Cristã, São João Batista nos ensinou:

 

A Civilidade Cristã é, pois, um comportamento honesto e regulado que se manifesta nas palavras e nos atos exteriores por um sentimento de modéstia, ou de respeito, ou de união e caridade para com o próximo, prestando atenção ao mesmo tempo, aos lugares e às pessoas com que se conversa. E é esta Cortesia que se refere ao próximo que se chama propriamente Civilidade”

 

Existe, portanto, uma civilidade cristã, que se manifesta na modéstia das palavras. Com efeito, deve sim o cristão policiar a própria linguagem, prestando atenção nos lugares e nas pessoas com as quais conversa.

 

A civilidade ou modéstia nas palavras não é uma invenção burguesa. Olavo, como sempre, falava do que não entendia!

 

Tratando especificamente das palavras imodestas, ensinou São João Batista de La Salle:

 

Não se deve ter menos horror às palavras desonestas do que ao praguejar. Elas também não são menos contrárias à civilidade e muitas vezes mais perigosas. São Paulo, que quer que os cristãos de seu tempo se comportem em todas as ocasiões com bons modos, os adverte em várias passagens de suas cartas, que tomem especial cuidado para que de suas bocas nunca saia alguma palavra desonesta, e ordena-lhes expressamente que a fornicação nem sequer seja nomeada entre eles. Também proferir palavras sujas é falta ao respeito e nunca se deve dizer uma palavra um tanto livre a esse respeito, sob pretexto de alegria e de bom humor, mesmo que fosse para divertir um grupo de pessoas. Porque São Paulo diz que, se ao falar quisermos tornar-nos agradáveis aos que nos escutam, devemos dizer alguma coisa que edifique. Nesta matéria nem o equívoco é permitido; ele choca a civilidade bem como a honestidade. O mesmo acontece com todas as palavras que deixam ou podem deixar a menor idéia ou imagem indecente

 

Essa sim é uma orientação verdadeiramente católica, diametralmente oposta aos grunhidos pornográficos do Olavo de Carvalho.

 

São João de La Salle – que não era um burguês infectado – nos ensina como proceder diante de uma linguagem imodesta:

 

“Portanto, quando nos encontramos numa reunião de algumas pessoas que proferem palavras um pouco livres demais, e que ferem, mesmo só um pouco, o pudor, é preciso evitar o riso; se possível, fazer como quem não ouviu nada e ao mesmo tempo procurar mudança de conversa. Se isto é impossível, pode-se manifestar, por uma atitude séria e um profundo silêncio, que este tipo de conversa nos desagrada muito”.

 

É um contraste gritante entre a orientação do santo - contra a linguagem impura - e a prática sem-vergonha dos olavetes, apaixonados pelos palavrões.

 

Por fim, São João de La Salle, cuja orientação está em harmonia com a moral do catolicismo, ensina que as palavras sujas mostram a vida impura de quem as pronuncia:

 

“Também se pode dizer que uma pessoa, por este tipo de conversa, manifesta o que ela é: pois a boca fala da abundância do coração, diz Jesus Cristo. Desta maneira, proferir palavras sujas que ofendem a honestidade, é querer passar por impuro e libertino”

 

(São João Batista de La Salle. As Regras de Cortesia e de Civilidade Cristã, Parte II, Capítulo VII, Seção II).

 

De onde o palpiteiro Olavo tirou que o policiamento da linguagem é uma invenção burguesa? É a Igreja católica que, pela força do Evangelho e dos Sacramentos, santificou os atos e as palavras, transformando bárbaros em homens civilizados.

 

Olavo relinchava despudoradamente!

 

E ainda é reverenciado pelos pupilos que se disfarçam na Missa Tridentina.

 

Com gregorianos e sobrepeliz.

 

Estude o Catecismo, bruxo desafinado!

 

É o mínimo que você precisa saber para não ser um olavete adestrado! 

 

Outro grande santo também tratou da questão. Refiro-me a São Francisco de Sales, que assim predicou em sua Introdução à Vida Devota:

 

Tem todo o cuidado em não deixar sair de teus lábios alguma palavra desonesta, porque, embora não proceda duma má intenção, os que a escutam a podem interpretar de outra forma. Uma palavra desonesta que penetra num coração frágil estende-se como uma gota de azeite e às vezes toma posse de tal modo dele que o enche de mil pensamentos e tentações sensuais. É ela um veneno do coração, que entra pelo ouvido; e a língua que serve de instrumento a esse fim é culpada de todo o mal que o coração pode vir a sofrer, porque, ainda que neste se achem disposições tão boas que frustrem os efeitos do veneno, a língua desonesta, quanto dela dependia, procurou levar esta alma à perdição” (Introdução à Vida Devota, Parte III, Capítulo XXVII).

 

Prossegue o santo contra aqueles que pretendem - como os olavetes - justificar os palavrões:

 

“Nem se diga que não se prestou atenção, porque Nosso Senhor disse que a boca fala da abundância do coração. E, mesmo que não se pensasse nada de mal, o espírito maligno o pensa e por meio dessas palavras suscita o sentimento mau nos corações das pessoas que as ouvem [...] Assim, se um louco te disser palavras indecentes, testemunha-lhe logo a tua indignação, voltando-te para falar com uma outra pessoa ou de algum outro modo que te sugerir a prudência” (Introdução à Vida Devota, Parte III, Capítulo XXVII).

 

Será que o bruxo tem devoção por São Francisco de Sales - inimigo dos palavrões - ou seu coração só tem espaço para seu intocável ídolo da boca lamacenta?

 

Para finalizar essa questão dos palavrões, tão queridos pelos olavetes, acredito ser oportuno ressaltar o ensino de Santo Afonso – Doutor da Igreja – sobre os palavrões que se referem as partes íntimas, que eram tão frequentes na boca podre do Olavo de Carvalho:

 

´É sem dúvida pecado mortal dizer coisas torpes em vista do deleite que se tem em pensar em coisas torpes, ou quando há o risco de tal deleite, como acrescenta Tamburini, ou quando há o risco de grave escândalo, que geralmente há, quando tais coisas são proferidas diante de moças ou meninas, como bem adverte Elbel. Daí sustentarem os Salmanticenses que não é escusado de pecado grave quem nomeia as partes pudendas [...] sobretudo diante de mocinhas e jovens mulheres honradas

 

(Santo Afonso Maria de Ligório. Teologia Moral. Tomo II, Tratado IV, Cap. II, 426). 

 

Os vídeos públicos do Olavo de Carvalho, disponíveis na internet, mostram ele se referindo às partes íntimas, mesmo diante de sua plateia heterogênea. Ora, só pelo fato de estar público na internet, não deixa de ser um grave escândalo. E o que fazem os olavetes “tradicionalistas”? Curtem e divulgam esses vídeos, contribuindo com a propagação do pecado e com a perdição das almas, que serão corrompidas pelas baixezas do “mestre” da imoralidade.

 

Ao invés de buscar nos santos os exemplos de santidade, o bruxo tupiniquim toma um guru de internet como sublime referência. Reproduz, zelosamente, as perennis sujeiras do palpiteiro da Virginia.

 

O que esperar de um pseudo filósofo que se orgulhava por ter formado a geração dos palavrões, da qual, com muito orgulho, o bruxo se gaba de pertencer? Com a palavra, o formador de almas indecentes: 

 

“[...] Essa finalidade foi inteiramente cumprida. Eu vejo que muita gente aprendeu a xingar; aprendeu a mandar tomar no [palavrão], quando precisa mandar tomar no [palavrão]; aprendeu a chamar de filho da [palavrão], quando é para chamar de filho da [palavrão]. Isto eu acho que foi um progresso enorme” (Video)

 

A missão do programa True Outspeak foi concluída com sucesso!

 

Os alunos aprenderam a falar palavrão!

 

Aprenderam a desobedecer a Deus, sem dor de consciência.

 

Graças ao Olavo, o mestre dos palavrões!

 

Que progresso!

 

Xingar sem preocupação!

 

Afinal, como ensinou o guru: “os pecados não importam”.

 

Que desastre!

 

Uma maldade digna do fogo do inferno!

 

Para justificar sua língua desenfreada, Olavo dizia que os palavrões deveriam ser empregados para chocar os inimigos. Ora, quem vê os seus vídeos nota que essa não era a única ocasião em que Olavo proferia palavrões. Mesmo nas aulas informais, reservadas para os fieis alunos, Olavo despejava, sem pudor, seus perennis palavrões. Ele se viciou em dizer palavras imodestas, a ponto de dizer, decididamente, que não iria mais respeitar as regras da decência:

 

Eu não vou respeitar regra nenhuma! Sobretudo as regras da polidez!” (COF 69).

 

Contra a rebeldia imoral do Olavo de Carvalho, é oportuno lembrar que Cristo é o modelo de apostolado por excelência. No combate aos fariseus, Ele os desmascarou sem proferir palavrões, como bem observou o Revmo. Padre Daniel Pinheiro.

 

Cristo impressionou, não pelos palavrões, que nunca proferiu, mas pela Cruz, que é escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Assim procedeu Nosso Senhor, para nos ensinar que, mesmo durante o combate, a pureza deve ser preservada! Por isso também ensinou no Evangelho: “Não deis aos cães o que é santo, nem lancei aos porcos as vossas pérolas” (São Mateus VII, 6).

 

Os santos padres ensinam que as pérolas são as verdades de Deus. Ora, assim como não se deve lançar as verdades aos porcos que vivem no chiqueiro, pois, como ensina Santo Agostinho, eles podem sujá-las com suas patas imundas, tampouco se deve misturar as pérolas da verdade com a sujeira dos palavrões.

 

Ademais, os palavrões geralmente aparecem no momento de desequilíbrio, indicando que não são atos virtuosos, pois é próprio das virtudes equilibrar os atos humanos. 

 

Mais uma vez a Igreja ensina que Olavo “Não tem Razão”. 

   

Apesar de abraçar os erros e as contradições do guru imoral, ao menos o bruxo do coral não irá passar vexame sozinho. Sua plateia de amiguinhos “tridentinos” foi bem solidária, curtindo publicamente o pecado e o mau exemplo, que mistura o santo gregoriano com uma vida suja de palavrões!

 

Uma vergonha!

 

Na próxima parte, trataremos da questão da maledicência!
 

    Para citar este texto:
"UMA ANÁLISE GERAL DA DOUTRINA E DO ENSINAMENTO MORAL DO OLAVO DE CARVALHO: UM “FILOSOFO” EM OPOSIÇÃO À DOUTRINA CATÓLICA"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/cadernos/apologetica/doutrina-olavo/
Online, 27/05/2026 às 18:08:44h