

Teologia da Criação: monogenismo vs. poligenismo (continuação)
De: Antônio Mesquisa Galvão
Enviada em: Sexta-feira,
23 de Agosto de 2004
Religião: Católico
Local: Canoas, RS
Profissão: teólogo/professor
Escolaridade: pós-graduação completo
Idade: 60
[Clique aqui para ler
antes as primeiras cartas do leitor, na seção "Ciência e Fé"]
23/08/2004
Antônio Mesquita Galvão
Canoas - RS , Brasil
Quando perguntei a um conhecido bispo gaúcho (já
presidente da CNBB) se ele conhecia Orlando Fedeli, ele disse que não, mas
caçoou, com uma brincadeira profética: quem? Orlando Orfei? é um palhaço,
dono de um circo!
Ah! quanta verdade nessa assertiva!
~Eu acho que essa tal associação Montfort é um bando
de fundamentalistas, ultra conservadores, filiados à TFP (do qual Feder li
foi expulso)ou à UDR ou à Opus Dei. Deve ter algo nocivo e secreto por
trás. Uma questão de ordem: quem subsidia vocês? não t&êm mensalidades,
não cobram os (brilhantes!!!!!) cursinhos. De onde vem o tentém! Maná,
sabemos, é matéfora! Tem coisa aí...
Depois, Doutor Feder li, professor de História
(história para boi dormir) não elenquei meu currículo nem para me
vangloriar nem para "pedir emprego". Tenho 62 anos, sou (bem) aposentado
de uma estatal, com uma segunda aposentadoria de uma Universidade, possuo
3 milhões de livroso vendidos e dou cerca de 40 cursos/conferências
anuais, no Brasil e exterior. Não estou a procura de emprego, seu idiota!
Quero, como Goethe, que haja "mais luz" sobre cabeças atrasadas como a de
vocês. O qu pensam que é essa sua associação Monfort? um seminário de
vocações vetustas? o último baluarte da "orodoxia da fé"?
Você sabe o que é fé? Leia Hb 1,1ss. Crer em Deus e
na Bíblia nao predispõe a crer em instituições humanas. Afinal, "maldito o
homem que se fia no homem! (Jr 17,5). A Igreja de ser crer é a ekklesia
(comunidade dos que crêem) e nao a igrejinha do padre tal. Porque se Pio
XII é infalível (em tudo que disse) também o serão Alexandre (Bórgia) VI ?
Ou vocês são êmulos de Gregório IX, o pai da "santa"
inquisição? hehehe!!!
Em sua insânia de fanático desvairado, vc. desdenha
dos maiores teólogos católicos/cristãos(Rahner,Barth,Küng,Balthassar,Lubac,Danielou,Martini...
quem tem valor para você? Lefebvre? Eugênio Sales? Escrivá Ballaguer? Ou
apenas Pio XII com a molesta (e não-dogmática) "Humani Generis"?
Isto que eu não falei em Boff, Mesters, Gebara,Maria
Clara, Hoornaert,Casaldáliga,etc.
Duas coisas me escapam: quem patrocina vocês? Sua
escrita resiste à Receita e ao Ministério Püblico? Quem presta, de humano,
filósofo, teólogo, para vocês, além de Feder-li ?
Com relação à "sã (??!) ortodoxia de vocês, me
recordo de um pensamento de Edgar Morin:
"Tenho constatado em mim um crescente desconforto! É
que passei a desconfiar de quem só tem certezas absolutas. Na melhor das
hipóteses, este infalível é um despreparado
e na pior hipótese, mesmo que não o queira, é uma
pessoa periculosa, porque sua visão é delimitada pelo que pensa que sabe!"
Quando sair, recomeno que comprem, leiam e divulguem
a seus "discípulos: (hehehe!) meu livro "No princípio... Teologia da
Criação. Mística, mitos e ciência", Ed. Paulinas... Depois mando o
catálogo. Hihihi!!!!
Achei notável o texto de Amilcar Nadu a seu
respeito. Achei por bem transcrever alguns tópicos... para que os que
lerem saberem com quem estão se metendo...
(carta ao filósofo Olavo de Carvalho)
(...) Já o sr. Fedeli, no seu esforço de salvar da
minha nefasta influência as almas de meus alunos, desenvolve intenso
trabalho subterrâneo de aliciamento, do qual às vezes, por acaso ou por
falha da segurança, umas amostras chegam ao meu conhecimento. Meu aluno
Amilcar Nadu, por exemplo, foi convocado pelo sr. Fedeli a vir de Curitiba
ouvi-lo explicar as razões pelas quais, no entender do guru montfortiano,
ele deveria abandonar meu curso imediatamente e filiar-se às hostes
fedélicas. Infelizmente, o tiro saiu pela culatra: de volta à sua terra,
Amilcar julgou que tinha o dever de me informar da conversa. O título é de
minha responsabilidade. assim como os comentários – em vermelho – que a
entremeiam.
Prezado Prof. Olavo de Carvalho,
O Sr. Fedeli se auto-atribuiu a missão de salvar a
alma das pessoas mediante o guiamento de suas inteligências. No
cumprimento de sua missão, Fedeli diz, a sério, que ir ao seu Seminário
(de filosofia) é mais grave que matar uma pessoa. Hehehe!!!
Tenho o direito de interpretar isso ao modo de
Fedelis e Felipes, como ameaça de agressão física? Ou, ao contrário, as
palavras chãs da conversação oral do sr. Fedeli devem ser ouvidas com a
sensibilidade literária que ele recusa conceder à leitura das minhas
figuras de estilo?
Palhaço, para mim, é aquele que, sem ser Jesus
Cristo (resguardada a hipótese de engano da minha parte, é claro),
proclama “salvar almas”. Mais que palhaço: charlatão.
Esse sujeito não mede realmente o que diz. Seu
comportamento é nitidamente o de um furioso alucinado, cego de ódio e
despeito.
Para Fedeli, só Deus pode conhecer “o todo” e sua
proposta de unidade seria, exatamente a de dar ao homem este conhecimento
e, portanto, identificá-lo com Deus. E seria essa a sua gnose.]
Fedeli toma a palavra e diz que conhecer e inteligir
são uma só e mesma coisa (noto, pela sua entonação, que ele até então
desconhecia ou não havia meditado sobre distinções terminológicas
supramencionadas) e que essas distinções o senhor as inventara para nos
enganar e, como eu não entendia nada de filosofia, ficava muito fácil me
enganar.
Uma das testemunhas, (que até então estavam em
absoluto silêncio), vem em socorro de Fedeli e diz que a pedra não
“conhece” a lei da gravidade, mas sim a “padece”. Fedeli concorda.
(Percebo, de imediato, o equívoco, exatamente oposto ao anterior. Se,
antes, à palavra unidade era dado um significado diferente do que ela
possui no seu conceito de filosofia, agora, em relação à palavra
“conhecer”, fazia-se o contrário: trazia-se à colação uma outra palavra
(padecer) cujo significado (estrato lógico), naquele contexto, era
idêntico ao do vocábulo utilizado pelo senhor (conhecer). E com isso – com
um sinônimo - se pretendia provar um “equívoco” seu.) Não verbalizo o
raciocínio entre parênteses, por receio de magoar a testemunha que se
manifestara. Limito-me a coçar a cabeça.
O entendimento que essa gente tem das minhas
explicações é fantástico. Não é realmente possível que alguém com mais de
12 de QI confunda a ação da gravidade, que a pedra padece de fora, com a
informação mineralógica que está na própria pedra e da qual, portanto, a
pedra é registro e portadora. Nem é possível que, lendo meus textos de
gnoseologia, alguém confunda o sentido ativo do conhecer humano com o
sentido passivo em que as pedras e plantas são registros de conhecimentos
potenciais. Muito menos possível é que, após fazer essa confusão, o
cretino a atribua... a mim!
Uma vez que eu houvera dito que, na sua
terminologia, inteligir era apreender a verdade, Fedeli, em tom
desafiador, pergunta “E o que é a Verdade?”. (Tal frase fora dita no calor
da discussão, e nem Fedeli nem eu reparamos na semelhança, que só agora
percebo, com a passagem bíblica.)
Respondo: verdade é o fundamento cognitivo universal
e permanente de validade dos juízos.
Fedeli assusta-se e, reagindo como se tivesse ouvido
uma frase em grego, exclama e interroga: “Hein?!”
Repito lentamente a frase, e fica evidente aos
presentes que Fedeli nunca antes ouvira a sua definição de verdade. Aqui
já não se pode dizer que Fedeli tenha lido, mas não tenha meditado. Não.
Por sua reação, ele jamais antes tivera conhecimento daquela definição.
De chofre, Fedeli nega a veracidade do seu conceito,
dizendo que trata-se de uma invenção sua, com a função de nos enganar e
que, como eu não entendia nada de filosofia, ficava muito fácil me
enganar. Fedeli sustenta que a verdade é a adequação do juízo ao objeto, e
diz que sempre foi assim. Respondo-lhe que isso, na sua terminologia,
chama-se “veridicidade”, mas sou ignorado.
Está aí: o “conhecedor profundo” da minha filosofia
ignora por completo os conceitos lógicos de verdade e veridicidade, que
são pontos de partida do meu pensamento. E ainda diz que são “invenções
minhas”, como se um filósofo ser autor de sua própria filosofia fosse um
demérito!
Pergunta-me sobre a tradução que eu lera.
Respondo-lhe que ela não possui editora, pois a retirei de um website [6]
. Fedeli me diz que possui inúmeras traduções do Alcorão e que em nenhuma
delas há aquele desafio.
Charlatãozinho barato. Você, Orlando Fedeli, não leu
NUNCA tradução nenhuma do Corão. Se tivesse lido encontraria esse
arquiconhecido desafio já na Sura II:23 e repetido em X:38 e XI:13.
Com essa, já são três as falsas remissões que você
faz a livros que não leu. Não basta isso para que a gente perceba com quem
está lidando?
Esse raciocínio prova o contrário do que pretende. O
próprio Maomé dizia que o livro não fora escrito por ele, e sim ditado
pelo Arcanjo Gabriel. Aliás é o que diz o próprio Corão. Por que, então, o
livro deveria falar só de coisas vistas por Maomé?
O raciocínio do sr. Fedeli é um grosseiro non
sequitur: o livro não é revelado: logo, foi escrito pelo próprio Maomé e
só pode falar de coisas que Maomé conhecia; mas fala de coisas que Maomé
desconhecia; logo, o livro não é revelado. Que papagaiada!
— (2) o Alcorão menciona. Deus é um e, portanto, só
pode haver uma religião verdadeira;
Vil exploração de uma aparência de significado. O
Corão afirma, sim, a unidade da religião verdadeira, mas inclui nela
explicitamente os judeus e os cristãos, o que significa que “religião”
nesse contexto, tem um sentido mais amplo, correspondente à palavra árabe
din, que o sr. Fedeli desconhece.
— Outra prova de que não há qualquer influência
divina no Alcorão seria o seu critério de edição. Na ausência de coerência
interna, só restou aos editores o critério do “tamanho” das suratas. Em
função daquele é que foi estabelecida a sequência destas. Para Fedeli,
isso é algo ignomioso, afrontoso à inteligência e de um ridículo sem par.
Isso o leva a indagar: “Como pode alguém acreditar num livro cujos
capítulos foram dispostos em função da sua extensão?”
A ordem dos livros da Bíblia é um arranjo posterior,
totalmente ignorado pelos autores inspirados no momento em que os
escreviam. Isso acaso depõe contra a Bíblia? Ou o sr Fedeli, porque
conhece essa ordem, compreende melhor o livro sagrado do que os autores
humanos que não a conheciam? Basta esta observação para notar que a
objeção inventada por ele contra o Corão é pura malevolência delirante.
Perquiri sobre o destino dos hindus, muçulmanos e
todos quantos, mesmo involuntariamente, não haviam recebido os influxos do
cristianismo. Fedeli foi taxativo: “Se continuarem assim, irão todos para
o inferno” (cito literalmente). Alguns segundos de silêncio são feitos;
todos querem explicações. Fedeli mantém-se quieto e firme.
Fedeli entra em estado de superexcitação. Olha para
uma das testemunhas e exclama: “Eles querem me pegar em contradição! Ha!
Ha! Ha!”. Olha para a outra e, vibrando, fala: “Eles acham que vão me
pegar em contradição!”. E ri de novo. “Pois não vão não!” .
O homem, de fato, não está bom.
Fedeli “responde-me” que “antes de converter-se,
estudou muito a religião católica, e que não há livro mais perfeito e
harmônico que a Bíblia. (Desnecessário dizer que minha pergunta não fora a
esse respeito).
Provavelmente descontente com o fato de eu não haver
mudado de opinião a respeito do Seminário e do senhor, Fedeli tenta
recorrer a provas mais “acessíveis”. Pergunta-me: “Mas escute aqui, você
não percebeu ainda que está numa organização maçônica, em que alguns são
eleitos para receber os ensinamentos esotéricos? Você não notou que o
pessoal do Rio recebe um tratamento diferenciado? Que coisa espantosa! Os
alunos que freqüentam meu curso há mais tempo sabem mais do que aqueles
que chegaram depois! Tal é a prova de que se trata, inequivocamente, de
uma organização maçônica! C. Q. D.
Mentira pura e simples. Não pertenço a Maçonaria
nenhuma, do Oriente ou do Ocidente, do Norte, do Sul ou de Catolé do
Rocha. Não pertenço a nenhuma sociedade, secreta ou pública, com exceção
do Sindicato dos Jornalistas e da União Brasileira de Escritores. O sr.
Fedeli, aí, revela-se mais que nunca o autêntico charlatão manipulador,
que joga com informações falsas sabendo que o interlocutor não tem meios
de conferi-las.
Objeto, indagando-lhe se o Padre a que o senhor
teria pedido orientação também pertencia à maçonaria do Grande Oriente.
Mas que supremo idiota! Ele nem percebe que está
dialetizando! A conclusão inescapável é que ele não tem a menor idéia do
que seja dialética, pois não a reconhece nem quando ela sai da sua própria
boca.
Essa alternância “dialética” inviabilizaria o
conhecimento racional, possibilitando apenas o intuitivo. E, para Fedeli,
o intuitivo, ao menos na sua filosofia (não ficou claro a esse respeito o
alcance da posição de OF), seria, como já vimos e como veremos no próximo
tópico, a unificação das partículas divinas.
Pergunto a Fedeli sobre como resolver o problema sem
recorrer à dialética para equacioná-lo. Ele me “responde”: “Evidentemente,
só um deles está certo. Os outros estão errados. Só há uma Física” .
Credo in unum Deum transformou-se em Credo in unam
Physicam. E o gnóstico sou eu, porca miséria! Nunca esperei viver o
bastante para ver uma coisa dessas! Longe de mim a tentação de discutir
com o autor dessa doutrina, mas, para informação dos demais, não custa
lembrar que o método da física aristotélica é dialético e que a crença em
uma física absolutamente unívoca, sem as ambigüidades e imprecisões que
Aristóteles (um antecessor do probabilismo) via em tudo quanto é da
natureza sensível, é um sonho gnóstico renascentista, do qual tratei em O
Jardim das Aflições. Não tive tempo nem sou paranóico o bastante para
ficar ciscando indícios de gnosticismo no pensamento vivo de Orlando
Fedeli, mas asseguro que esse não é o único.
(Estou “vendo” o resto do texto] , mas sou incapaz
de citá-lo, por colocar o Sr. Fedeli em situação extremamente
constrangedora. Neste momento abateu-se sobre mim a máxima desolação).
Eis porque faltaria qualquer base ao que o senhor
chama de intuicionismo radical, que seria, para OF, apenas mais um
elemento gnóstico, resultado do seu menosprezo pela abstração e pela
razão, faculdade incapaz de apreender as centelhas divinas, centelhas
estas cuja apreensão se daria pela intuição [13] .
Lá vem ele de novo com a centelha divina. O objeto
de intuição é a forma presente. Se dentro dela há uma centelha divina ou
não, isto é problema do Orlando Fedeli, do qual nunca me ocupei.
14) Fedeli retomou a exposição sobre o Alcorão e no
seu curso, não pôde deixar de reparar em meu estado. Pede-me para que fale
com ele e, com simpatia, pergunta-me se estou magoado. Arrisca conjecturar
que eu estaria magoado pelo fato de ele estar atacando alguém de quem eu
gostava muito (o senhor). Nada mais longe do que de fato se passava
comigo, e que já descrevi. Balbucio algumas palavras, desolado.
14) Fedeli nos adverte que Jesus, em muitos casos,
passava apenas uma vez pela vida das pessoas, e que, portando, devíamos
estar muito atentos para que, quando ocorresse essa passagem, não a
jogássemos fora e nos condenássemos.
Essa ostensiva negação da misericórdia divina faz do
sr. Fedeli um herético de carteirinha. Jesus jamais nos abandona. Ele fica
conosco e bate à nossa porta até o último instante. Bate até à porta de um
renitente culpado de superbia como o sr. Fedeli. Não temam, portanto:
quando o sr. Fedeli voltar as costas a vocês, dizendo “Não vos conheço”,
Jesus ainda os conhecerá e amará como sempre amou.
Fedeli se diz contrário a que freqüentemos o
Seminário: nos explica que sua missão é a de salvar jovens e que, nos
últimos vinte anos, salvou muitos rapazes e moças. Por isso, explica,
pediu aos seus alunos que ainda frequentavam o Seminário que levassem à
presença dele rapazes e moças – alunos apenas do Seminário -
verdadeiramente dispostos a conhecer.
Só quem salva é N. S. Jesus Cristo. O sr. Fedeli não
pode se salvar nem a si mesmo. Principalmente depois de dizer uma
enormidade dessas.
Amilcar Nadu não retornou e, a cada dia que passa,
mais se mostra escandalizado com a demencial soberba do “salvador de
almas”.
Fedeli coloca-se à nossa disposição, inclusive para
vir a Curitiba quando desejarmos. Diz que nos dará aulas sempre que
quisermos, com a única “condição” de nunca nos cobrar nada.
A generosidade com que o sr. Fedeli oferece
gratuitamente seus ensinamentos permite concluir que nem ele nem sua
Associação vivem deles – nem de mensalidades quaisquer, que seriam uma
forma indireta de pagamento das aulas, fazendo de seu oferecimento um
ardil, coisa que nem me passou pela cabeça, evidentemente. Por outro lado,
ele não deve ser um homem ocupado com afazeres rentáveis, já que ocupa
seus dias caçando heréticos e estudando textos esquecidos de autores
desprezíveis, coisa que não lhe é de nenhum proveito material (e, creio
eu, nem mesmo espiritual, mas isto não vem ao caso). Sendo assim, e já que
ele se dispensa de qualquer averiguação antes de afirmar resolutamente
minha filiação a tais ou quais organizações secretas, será que há de se
ofender se eu perguntar – apenas perguntar – quem, afinal, sustenta essa
brincadeira toda? Ele não é obrigado a me responder, nem eu a acreditar na
sua resposta.
Lixo são as remissões fingidas a livros nem lidos
nem consultados. Lixo é espalhar informações falsas prevalecendo-se da
impossibilidade em que o interlocutor está de verificá-las. Lixo é usar um
voto a Nossa Senhora como blefe para impressionar a platéia. Lixo é, em
toda a linha, o exemplo que Orlando Fedeli dá a seus alunos