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Veritas
Editorial
  • Rumo a Lepanto - Editorial do primeiro número de Veritas publicado em setembro de 1985.

 

Novidades
  • O clone de Hitler - Victor Peregrino
    Há coisa de vinte anos fez relativo sucesso no cinema e na TV um filme denominado “Os Meninos do Brasil”, cujo tema era a presença, no Brasil, do Dr. Joseph Mengele, o monstro de Auschwitz, notório por suas experiências “científicas” com seres humanos vivos. No filme, o médico nazista dedicava-se a experiências com a reprodução humana, com o objetivo de criar um clone de Adolf Hitler.
    Imaginemos agora, que o bode expiatório da “ciência” pertencesse a alguma “sub-raça“ duvidosamente reconhecível como pertencente à espécie humana, cujo sacrifício por uma nobre causa, se não fosse uma unanimidade, contaria ao menos com a indiferença da maioria. Aí temos a receita nazista e a justificação do Dr. Mengele.
    O embrião é a “sub-raça” ideal. Não tem rosto humano reconhecível, não vota nem tem voz para protestar, não é sequer capaz de viver por si mesmo; nenhuma organização anti-racista ou promotora dos direitos humanos se ergue em seu favor – bem ao contrário. O holocausto silencioso de milhões de vidas humanas todos os anos a poucos comove, e estes não têm poder político relevante, que mereça ser levado em conta.
    O que se busca, com toda essa campanha em prol da “ciência”, por vias transversas, é a legalização do aborto, contrária ao sentimento da sociedade brasileira, mas item prioritário da agenda internacional de globalização, que não pode atingir seus fins sem a destruição da família, da moral e da religião.
     

  • As células-tronco a serviço da vida - D. Luciano Mendes de Almeida
    O progresso no campo da biogenética merece todo incentivo e suscita, também, preocupações de cunho ético referentes à obtenção das células-tronco.
    Com efeito, a vida humana, que é fim em si mesma, deve ser respeitada sempre, desde a sua concepção até o seu término. Não é lícito e nenhuma razão pode justificar que se sacrifique uma vida humana já presente no embrião em benefício de outra.
    Compreende-se, pois, que seja necessário rejeitar, com firmeza, a produção de embriões e a utilização dos já existentes, tanto para pesquisas quanto para a eventual produção de tecidos e órgãos. Graças aos esforços da ciência, há outras formas para obter as preciosas células-tronco.
     

  • A pajelança com as células-tronco - Dra. Alice Teixeira Ferreira
    Desde 2001 pesquisadores brasileiros do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual vêm tirando pacientes da fila do transplante cardíaco com o sucesso do autotransplante de células-tronco adultas.
    Frente aos resultados, pesquisadores em todo o mundo resolveram desviar seus objetivos para a utilização das células-tronco embrionárias, visto serem totipotentes - a partir destas é que se forma todo organismo.
    Tendo em vista os bons resultado com os autotransplantes, querem agora dar um salto fazendo uma pajelança com as células-tronco embrionárias humanas.
    Vão contra a ética, pois para obtê-las devem destruir embriões humanos, que consideram um amontoado de células, sem vida(!). Ora, se não têm vida, como podem ser utilizadas no tratamento de doenças degenerativas?
    Em resumo: não existe justificativa para se utilizar células-tronco embrionárias humanas na terapia de doenças degenerativas.
     

  • Alguns esclarecimentos sobre os fetos anencéfalos - Dalton Luiz de Paula Ramos
    A discussão que acontece hoje no Brasil a respeito da decisão do ministro do STF sobre os fetos anencéfalos suscitou amplo debate. A partir das indagações que me chegaram pela Internet, apresento algumas breves reflexões, sem pretender esgotar tão complexa questão, basicamente sobre dois questionamentos que me foram apresentados:
    Os fetos com diagnóstico de anencefalia já não estão mortos?
    E o sofrimento dos pais? Não é mais lógico interromper essa gestação, uma vez que mesmo que a gestação chegue ao final a sobrevida dessas crianças será breve? Dessa forma não se abreviaria o sofrimento dos pais?
     

  • Manifesto de médicos contra a utilização de embriões humanos em pesquis

  • Em defesa da vida humana - por Dom Geraldo Majella Agnelo
    " O debate atual a respeito do uso de embriões humanos para retirar células- tronco pluri-potentes, com finalidades terapêuticas, nasce de um grande equívoco, que ignora o significado de um embrião e as conseqüências para a criação de uma mentalidade desumana.
    Um embrião não é um grumo de células, mas um indivíduo da espécie humana, e não é necessário partilhar uma visão cristã para compreender isto. Não se trata de uma verdade de fé, e sim de uma verdade que a razão é capaz de reconhecer.
    "
     
  • Carta da CNBB aos Senadores sobre o Projeto de Lei da Biossegurança
    "... nos congratulamos com as pesquisas recentes e o uso responsável de células-tronco encontradas no cordão umbilical, na medula óssea e um pouco espalhadas por todo o corpo humano. Incentivamos a continuação das pesquisas, visando descobrir outras fontes para se obter células-tronco, sem recorrer aos embriões humanos."
    "Não é lícito jamais sacrificar uma vida humana já presente no embrião em benefício de outra. É necessário, portanto, rejeitar com firmeza a produção de embriões, e a utilização de embriões já existentes, tanto para pesquisas, quanto para eventual produção de tecidos e órgãos."
 
Destaques

Artigos de maior repercussão do Veritas publicados neste site. Não deixe de ler!
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  • Ataque e nos defenderemos
    Carta aberta a Dom Estevão Bettencourt - Orlando Fedeli

    Em recente edição da revista "Pergunte e Responderemos", D. Estevão Bettencourt faz críticas ao artigo "Viva o Papa!", de Orlando Fedeli, publicado em nosso jornal Veritas em 1996. Nesta edição publicamos uma carta aberta a D. Estevão, em
    resposta ao seu artigo, sobre a infalibilidade papal, o Magistério Ordinário e o Concílio Vaticano II.
  • Viva o Papa! - Orlando Fedeli
    Em tempos de crise religiosa e eclesiástica - principalmente quando ela atinge as mais altas autoridades da Igreja - é normal aparecerem duas tentações opostas. A primeira - e a mais grave - é a de revolta contra a autoridade do Papa, que pode levar ao cisma e à heresia. A segunda - mais sutil - é a de, por respeito à autoridade, aceitar em silêncio os erros, ou fechar os olhos para os pecados de escândalo em que a autoridade possa vir a incorrer.
  • Desigualdade & igualdade: considerações sobre um mito - Orlando Fedeli
    Em nossos dias, tudo fala e trabalha em prol da igualdade, pois penetrou fundo nas mentes a idéia de que a igualdade é sinônimo de justiça, e de que o próprio Deus quer que haja igualdade entre os homens. Ora, Cristo e a Igreja ensinam que a desigualdade é um bem em si mesmo.
  • Conspiração na História: exemplos do Antigo Testamento - Orlando Fedeli
    A tese conspirativa da História é rejeitada pelos liberais, pois é incompatível com sua crença na bondade natural do homem. De outro lado, ela é exposta de modo ridículo por certa literatura anti-maçônica, que em tudo vê ações secretas, conciliábulos, maquinações fantasmagóricas, intrigas rocambolescas e que imagina simbologias cabalísticas misteriosas nas coisas mais simples. Foi a cosmovisão conspirativa que Umberto Eco caricaturou na obra "Il Pendolo de Foucault".
  • Doutrina e Arte - Hermann Windish
    O comum das pessoas pensa que a arte tem por objetivo apenas agradar. Se lhes for dito que as obras artísticas podem ser, e são, potentes meios de difusão de idéias, elas, surpresas, duvidam. E é este "estado de inocência ideológica" que facilita sobremaneira a assimilação de falsos sistemas religiosos, filosóficos e ideológicos através da arte.
  • Debate sobre pena de morte com o Deputado Hélio Bicudo - Orlando Fedeli
    Transcrevemos neste artigo o debate sobre pena de morte, ocorrido no último mês de agosto, na TV Unifesp, entre o Professor Orlando Fedeli e o Deputado Hélio Bicudo. Desprovido de argumentos jurídicos ou filosóficos, Bicudo decepcionou. Fundamentou sua argumentação num simples caso particular e na Constituição - escrita por parlamentares que erram ou que podem fazer coisas que não sejam do interesse geral da nação, segundo ele mesmo. É interessante notar como, para pessoas como Hélio Bicudo, a democracia só vale quando defende as idéias de seu partido. Quando o povo pensa e quer o que vai contra ele, o povo é controlado pela mídia, e não se deve fazer o que o povo quer, nem consultar o que o povo quer. É assim que nascem as ditaduras!
  • Uma reunião [imaginária] do PT - M. Garden
    Dizem que na natureza nada se cria, tudo se copia. Esse ditado é válido também para muitos dos inumeráveis artigos escritos pelo mundo afora. Por volta de 1964, Nelson Rodrigues criou as entrevistas imaginárias. O que nos permite, agora, criar as reuniões imaginárias. Assim como nas entrevistas imaginárias, nas reuniões imaginárias todos são francos. Imaginam estar falando com amigos...

 

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O Jornal Veritas foi publicado de 1985 a 1996. Sua circulação era destinada principalmente a universitários e leigos católicos. Temporariamente sua publicação está interrompida, tendo dado lugar ao site na Internet. Entretanto, ainda temos disponíveis vários números atrasados, que podem ser solicitados, mediante depósito em nossa conta bancária no valor de R$ 20,00, através do preenchimento do formulário aqui.

 


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