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Pergunta
  • Igreja Católica x Igreja Ortodoxa

Enviada por Paulo Costa Vieira, em 11 de outubro de 2000.
Local: Brasília / DF

"Tenho alguns amigos que são gregos e eles afirmam que a verdadeira Igreja criada por Cristo é a Igreja Ortodoxa e não a Igreja Católica Romana.
Eu gostaria de conhecer as razões que levaram à separação da Igreja Católica e quais os argumentos da ICR para se colocar como a verdadeira Igreja de Cristo.
Atenciosamente. Paulo Costa Vieira."

Resposta

Prezado Paulo,
Salve Maria.

Como vai você? Encontrei em meio à correspondência mais uma mensagem sua, que eu não atendera ainda.

A separação da Igreja Cismática Grega foi iniciada no século IX por Fócio.

Em 857, Fócio se fez eleger Patriarca de Constantinopla em prejuízo do Patriarca Santo Inácio.

Fócio procurou captar a aprovação do papa São Nicolau I, que acabou por excomungá-lo. Este se revoltou, assumiu ilicitamente os títulos de Patriarca Ecumênico e de Arcebispo e escreveu cartas contra São Nicolau, nas quais levantava várias questões contra a Igreja, especialmente a questão da processão do Espírito Santo. Fócio negava que o Espírito Santo procedesse do Pai e do Filho, afirmando que a processão do Espírito Santo era apenas do Pai.

Até hoje esse ponto de teologia separa os orientais dos católicos.

Fócio foi excomungado pelo IV Concílio de Constantinopla, mas obteve perdão do Papa João VIII. Entretanto, foi de novo condenado por esse papa.

Fócio conseguiu depois o apoio do Imperador  Basílio, mas com a ascenção ao trono do Imperador Leão, o Filósofo, e a energia dos Papas Estevão V e Formoso, o cisma de Fócio foi encerrado.

O Cisma do Oriente foi renovado no século XI pelo Patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário, no tempo em que o Papa São Leão IX governava a Igreja.

Cerulário levantava de novo a questão da processão do Espírito Santo e recusava a autoridade do Papa sobre toda a Igreja, alegando que o Imperador Constantino havia transferido a capital do Império para o Oriente (Constantinopla) e que, por isso, a autoridade suprema da Igreja fora também transferida do Bispo de Roma para o de Constantinopla.

Levantava ainda outras questões menores, como a do uso de pão ázimo na Missa, dizendo que era necessário que fosse pão com fermento para significar a divindade de Cristo oculta em sua humanidade.

O cisma foi definitivo, permanecendo até hoje.

No século XV foi feita uma tentativa de reunião no Concílio de Florença, mas que durou pouco.

Espero tê-lo ajudado um tanto, com este pequeno resumo. Recomendo-lhe que procure uma História da Igreja para conhecer a questão com mais detalhes.

Renovando meus votos de um santo e feliz Natal, me subscrevo atenciosamente.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

 


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