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Resposta a Padre Fábio de Melo e Padre Joãozinho por seu ataque à Montfort na TV Canção Nova
Ronaldo Mota
 
Até quando?
 
Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo ensinam heresia abertamente na TV Canção Nova.
 
 
“[A Eucaristia] Não é comer carne e beber sangue.” Pe. Joãozinho.[1]
 
Eu não sepultei algumas de minhas vaidades para ser o que sou.” Pe. Fábio de Melo.[2]
 
 
 
     “Filhos dos homens, até quando sereis de coração pesado? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?” (Sl IV, 3).
 
     Até quando seus corações buscarão a terra e se afastarão do Céu? Até quando Deus Nosso Senhor suportará esses padres vaidosos e defensores da mentira?
 
     Logo após publicarmos um artigo sobre as heresias ensinadas pelo Pe. Fábio de Melo, recebemos um vídeo[3] no qual esse Padre reafirma, com apoio de um certo Pe. Joãozinho, suas heresias.
 
     Vejamos o que nos disse o Pe. Joãzinho sobre a Eucaristia num programa da TV Canção Nova chamado Direção Espiritual:
 
     “Pera aí, eu falei, você está bebendo... esta bebendo vinho materialmente. Substancialmente você está se alimentando do sangue de Cristo. Sangue na Bíblia significa vida. (...) A pessoa confundiu transubstanciação com transmaterialização. Tanto que, lá naquele milagre eucarístico de Lanciano, na Itália, no norte da Itália, o corpo e o sangue de Cristo viraram carne e sangue. É um milagre eucarístico, está até hoje preservado lá. Só que a Igreja não preserva mais no sacrário, e ninguém poderia comungar aquilo. A Igreja tem consciência de que aquilo não é mais Eucaristia. Opa! Não é Eucaristia por quê? Porque não é mais pão e vinho. Agora é carne e sangue. Nós não somos antropófagos. A Eucaristia não é antropofagia. Não é comer carne e beber sangue.”.[4]
 
     Disso concluímos que:
     
     1. O sacerdote bebe a matéria de vinho e não a do sangue de Cristo.
     
     2. Não havendo pão e vinho não existe Eucaristia.
     
     3. Sendo carne e sangue não é Eucaristia.
     
     4. Na comunhão não comemos carne.
     
     5. Se na comunhão comêssemos carne seriamos antropófagos.    
 
     Mas, pelo contrário, o Evangelho nos ensina:
 
     “a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.” (Jo VI, 56).
 
     Ou seja, aquilo que comemos é a carne de Cristo. E isto está claríssimo tanto nas palavras de Nosso Senhor como no que a Igreja sempre ensinou, isto é, que na Eucaristia se encontra Cristo inteiro. Portanto, também materialmente, visto que Nosso Senhor tem corpo.
 
     Mas Sto. Tomás nos explica que: “assim como, ao proferir Cristo estas palavras, alguns dos seus discípulos se turbaram, dizendo: ‘Dura é esta linguagem, e quem a pode ouvir?’ (Jo VI, 61), assim também contra a doutrina da Igreja levantaram-se hereges que negam essa verdade.”.[5]
 
     Ora, Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo negaram essa verdade.
 
     Pe. Joãozinho exige que a Montfort leia o Concílio Vaticano II. Mas bastaria que ele lesse o catecismo para saber que está defendendo uma heresia. Pois o catecismo nos diz:
 
     “Nesta altura, os pastores hão de explicar que, neste Sacramento, se contém não só o verdadeiro Corpo de Cristo e tudo o que constitui realmente o corpo humano, como os ossos e músculos, mas também Cristo todo inteiro.”.[6]
 
     Será que esses padres chegariam ao cúmulo de afirmar que esses ‘ossos’ e ‘músculos’ não são materiais? Em todo caso, Sto. Tomás de Aquino ensina que na Eucaristia: “pela virtude divina, que não pressupõe a matéria, mas a produz, esta matéria se converte naquela, e por conseguinte este indivíduo naquele;”.[7] Isto é, a matéria do pão converte-se na matéria de Cristo, e por conseguinte o pão converte-se em Cristo.
 
     Não há a mínima dúvida. Na Eucaristia não há matéria de pão nem de vinho.
 
     “E porque a substância do pão não permanece, nem tão pouco alguma matéria anterior, como se demonstrou, é preciso afirmar que permanece aquilo que está a mais que a substância de pão. E tal é o acidente de pão.”.[8]                     
     
     Afirmar, como Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo, que quando comungamos ingerimos matéria de pão ou de vinho, é heresia condenada:
 
    “Como conseqüência devemos admitir que não remanesce coisa alguma da substância do pão. Foi esta razão que levou os Padres e Teólogos da antiguidade a confirmarem abertamente a verdade desde dogma, pelos decretos do Concílio Ecumênico de Latrão e do Concílio de Florença. Mais explícita, porém, é a definição do Concílio Tridentino: “Seja anátema quem disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia remanesce a substância do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo”.[9]
 
    Essa distinção, entre transubstanciação e o que eles chamaram de ‘transmaterialização’, é um absurdo do ponto de vista filosófico[10] e uma heresia do ponto de vista teológico.   
 
    Evidentemente, essas distinções malucas levariam à heresias malucas, como as enunciadas acima. Para esses padres, portanto, não havendo pão e vinho não há Eucaristia, quando, na verdade, a Eucaristia existe no momento em que deixam de existir o pão e o vinho; ou que – cúmulo da heresia –, havendo carne e sangue, não há Eucaristia, quando na verdade só há Eucaristia se há a carne e o sangue de Cristo.    
 
     Isso é o que a Igreja sempre ensinou ser a presença real de Cristo na Eucaristia. Ora, Pe. Fábio de Melo e Padre Joãozinho negam esse ensinamento. Logo, Pe. Fábio de Melo e Pe. Joãozinho negam a presença real.
 
     E mais: negam o que a Igreja entende por transubstanciação. Pois, segundo eles, na transubstanciação não há conversão da matéria do pão na matéria de Cristo, como a Igreja define. 
           
     A mentalidade modernista desses dois padres leva-os a acreditar que se comungássemos materialmente a carne e o sangue de Cristo seríamos antropófagos.
     
     Triste, deplorável e condenável.
     
      Até quando?
 
     “Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco? Até quando vos hei de suportar?” (Mt XVII, 17).
 
      Nós não somos antropófagos, apesar de comungarmos a carne e o sangue de Cristo. Pois, como nos lembrou um bom padre, a antropofagia é a destruição de uma pessoa pela alimentação. Ora, nós não destruímos o corpo nem o sangue de Nosso Senhor. Seu corpo é impassível, pois é aquele mesmo que está no Céu à direita de Deus Pai. Se esses padres não fossem tão duros de coração e estudassem o catecismo, poderiam perceber que não destruímos o Corpo do Senhor, pois Esse deixa de estar presente quando as espécies eucarísticas (as aparências de pão e vinho) sofrem corrupção[11]. É absolutamente distinto da antropofagia. É profundamente distinto.
 
      Mas é natural que tais idéias surjam e sejam aceitas por aqueles que acham duro crer na Sabedoria Encarnada. Embora, esta não seja dura, mas plena de doçura em seu semblante e em suas palavras, como nos lembra São Luis Maria Grignion de Montfort.[12] 
 
      Até quando?             
 

[2] Padre Fábio de Melo – Meu Ofício. Encontrado no site: www.fabiodemelo.com.br (31/07/09).
[3] Esse vídeo é parte de um programa chamado Direção Espiritual. Quem assisti-lo poderá comprovar que, lastimavelmente, Pe. Fábio de Melo e Pe. Joãozinho explicitam suas doutrina heréticas sobre a Santíssima Eucaristia. Nesse artigo, sempre que nos referirmos ao vídeo estaremos citando essa gravação que está no link indicado na nota nº 1 de nosso artigo.     
[4] Cf. vídeo citado (transcrição nossa).
[5] Suma Contra os Gentios. Livro IV. Cap. LXII
[6] Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 31 (negrito nosso).
[7] Suma Contra os Gentios. Livro IV. Cap. LXIII.             
[8] Suma Contra os Gentios. Livro IV. Cap. LXIII
[9] Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 35-36 (negrito nosso).
[10] Nosso Senhor é Deus e homem. Logo, sendo homem faz parte de sua substância o corpo material. Afirmar que Nosso Senhor está substancialmente na Eucaristia mas não materialmente é o mesmo que afirmar que a substância de Nosso Senhor não está totalmente e nem perfeitamente na Eucaristia.    
[11] “Por isso nos disse Inocêncio V: “os acidentes da Eucaristia nutrem ao revestir qualidade ou modo de substância; pois, ainda que sejam acidentes, têm, entretanto, vigor e natureza de substância; disso decorre que, embora no começo de sua absorção sejam acidentes, entretanto, ao fim da digestão se convertem nas mesmas substâncias que corresponderiam à conversão de sua própria substância. Não há nisto, portanto, novo milagre, porque tudo decorre do milagre precedente da transubstanciação””. (ALASTRUEY. Gregório. Tratado de la Santisima Eucaristia. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos. 1952, p. 206).
[12]Jesus é doce no semblante, doce nas palavras, doce nas ações.” (MONTFORT, Luis Maria Grignon de. El Amor de la Sabiduria Eterna. In: Obras. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos. 1984, p. 168.).


    Para citar este texto:
Ronaldo Mota - "Resposta a Padre Fábio de Melo e Padre Joãozinho por seu ataque à Montfort na TV Canção Nova"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=fabio-de-melo-montfort&lang=bra
Online, 29/06/2016 às 20:27h

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