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Cotidiano
  • (14/12/2000) E lá se foi o domingo
    O mundo moderno odeia o domingo. Principalmente a noite do domingo. Esse fato curioso decorre da frustação que se verifica nas almas daqueles que vêem o fim de semana passar sem fazer aquilo que realmente deveriam ter feito.
    Em artigo publicado recentemente (19/11/2000) no jornal O Estado de São Paulo, a psicoterapeuta Christian Ingo Dunker, da Universidade São Marcos, tenta dar uma explicação para a "síndrome de domingo a noite": "É o momento de despedida do ócio, de cálculo dos afazeres e dívidas ocupacionais".
    "É a evidência do contraste entre a atraente perspectiva do prazer vitual do tempo livre, que começa às sextas-feiras, em geral, da promessa de realização no tempo livre e a retomada da rotina na segunda-feira", continua Dinker.
    Sem dúvida há de se concordar que numa época tão pobre como a nossa, a sensação de não cumprimento do dever gera uma frustação enorme. Porém, a causa mais profunda - que é o que realmente importa - não foi citada. A grande causa de toda essa frustação é o não cumprimento do dever no dia que foi reservado a Deus.
    Para nós, católicos, o domingo é um dia de grande alegria. É o dia em que vamos receber o Homem-Deus "escondido" sob a espécie (aparência) pão.
    Deve haver, portanto, alegria no fim do domingo: a alegria da sensação de dever cumprido. A consciência tranquila é a recompensa do justo.
    Aqueles que procuraram o prazer, encontram a tristeza nas noites de domingo, quando o prazer já se foi, frustrando.
    Aqueles que procuraram a cruz, encontraram o consolo do Bom Pastor.
  • (06/10/2000) Mais uma defesa do aborto
    O O Estado de São Paulo de 3 de setembro traz em seu Suplemento Feminino, quase escondido, sem alarde e sem anúncio de primeira página, um artigo (de duas páginas) defendendo o aborto.
    O artigo não contém sequer um argumento que seja digno do nome, mas apenas dados estatísticos frios e distantes de toda a moral e de todo bom senso.
    Para começar, diz o artigo (escrito por Rosângela Rezende) que são praticados 1,4 milhões de abortos por ano no Brasil e, porque são feitos clandestinamente, cerca de 400 mulheres morrem por ano em razão de complicações pós-aborto.
    Portanto, deveríamos legalizar o aborto e assim salvar 400 mães em detrimento de, pelo menos, 1,4 milhões de crianças indefesas, vítimas dessas mesmas mães. Dizemos pelo menos 1,4 milhões, pois se o aborto for legalizado, certamente o número aumentará.
    Hoje o medo da punição certamente deve afastar algumas mães desse monstruoso crime.
    Para a advogada abortista Diana Isabel Azevedo, assessora parlamentar do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, a liberação não aumentaria o número de abortos, mas diminuiria o número de mortes de mães.
    Caberia perguntar à dra. Diana se a liberação do aborto também diminuiria a morte de crianças.
    Só o século XX seria mesmo capaz de formular e aceitar um "argumento" como esse: a morte de 1,4 milhões de crianças é defendida e incentivada, enquanto toda a preocupação se volta para a vida de 400 mães que supostamente morrem anualmente em decorrência de abortos mal feitos em clínicas clandestinas.
    "Em Cuba, diz o artigo, depois de legalizado o aborto em 1968, a mortalidade -materna- caiu 60%." A mortalidade de quem diminui? Das crianças indefesas? Não! Das crianças, não! Essas são "coisas" indesejadas que devem ser eliminadas.
    "A maior barreira é a pressão de deputados que apóiam a Igreja, insiste Diana. É difícil discutir quando, diante de dados e pesquisas, a bancada religiosa só mostra fotos de fetos mortos".
    Esse é argumento da sábia advogada. Ela sim tem os pés bem calcados no chão. Ela sim discute o problema com realismo. As fotos não podem fazer parte da realidade, deve-se discutir friamente a morte dos bebês.
    O que é ainda mais lamentável é que meios católicos estão cada vez mais aderindo à defesa do aborto. Como se não bastasse o já absurdo controle da natalidade, agora se defende a morte de crianças inocentes.
    Terminada a leitura do artigo, virando-se a página encontra-se outra matéria (de página inteira) mostrando em detalhes, com 21 fotos coloridas, como .... passar camisas. É a falta de lógica do nosso século. Numa página defende-se a morte fria de crianças indefesas, na seguinte, ensina-se a passar camisas...
  • (26/01/2000) Dr. Fritz mais uma vez na Justiça
    A Revista "Consultor Jurídico", de 30 de novembro p.p., divulgou a notícia de que o médium Rubens de Faria Junior, que dizia incorporar o Dr. Fritz, está sendo processado por sua ex-mulher, Rita Costa. Ela exige o pagamento de R$30 mil, que deveria ter sido efetuado em agosto, conforme o acordo celebrado no ato da separação judicial. Ainda segundo a revista, o médium teria um patrimônio de R$ 3 milhões, e sua movimentação bancária diária ultrapassaria os R$ 57 mil, provenientes de consultas mediúnicas que realizava num galpão de um subúrbio carioca, fechado pela Polícia Civil em fevereiro do ano passado. A polícia ainda investiga o médium por crime de ocultação de cadáver, seguindo denúncias de funcionários do Hospital Getúlio Vargas.
    À época do surgimento do "Dr. Fritz", a imprensa, principalmente a televisiva, deu um grande destaque às tais "cirurgias" do médium, para alegria dos espíritas. Por que agora, passados alguns anos, o mesmo destaque não tem sido dado para mostrar a "idoneidade" do falso médico e reparar o mal feito em propagar tais atividades diabólicas?
  • (13/08/1999) Homem que matou mãe grávida e suas duas filhas é executado na Flórida
    O Estado de São Paulo de 09 de julho último traz matéria contando a morte de um homem que fora condenado à cadeira elétrica por ter assassinado um mulher grávida de 3 meses e suas duas filhas, uma de 5 e outra de 10 anos de idade, em 1982. Nota-se na notícia um fato curioso, que muito nos chamou a atenção. Ao invés de narrar a história do crime, ou seja, o fato que deu causa à pena imposta ao assassino, o jornal prefere frisar a maneira como ele morreu.
    O modo pelo qual Allen Lee "Pequeno" Davis - este é o nome do criminoso - cometou seus "horrorosos" crimes nem sequer é mencionada. Mais uma vez a mídia tenta bradar contra a pena capital, como se essa fosse o ápice da injustiça e da brutalidade. Para completar a informação tendenciosa e incompleta, o jornal critica o governador da Flórida, Jeb Bush, por ter dito que a pena de morte não vai contra a sua fé católica. Ora, o que os jornalistas entendem sobre a fé católica? Certamente eles desconhecem que São Tomás de Aquino, o maior doutor da Igreja, o Doutor Angélico, defende com claros argumentos a pena de morte. Certamente não sabem eles que a pena capital sempre foi justamente defendida pela Igreja de Cristo e que esta, corretamente aplicada, é um ato de justiça que pode em muito auxiliar a edificação do povo e a conversão do próprio réu.
    Incongruência das incongruências, os mesmos que normalmente criticam a pena de morte impostas aos criminosos, defendem o aborto, ou seja, o assassinato dos inocentes. Coisas de nosso triste tempo...
  • (15/07/1999) Clonagem ou comércio?
    A Folha de São Paulo de 25 de junho de 1999 publicou notícia a respeito da clonagem de embriões para produzir órgãos. Nela, lê-se:
    "Outro caso é fazer com que o embrião desenvolva apenas um órgão para que seja utilizado em transplantes". "Esse assunto é muito polêmico", afirma o especialista em reprodução humana Edson Borges Júnior, coordenador da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e do congresso ...".   
    Além de matar o embrião, que já é ser humano (pois possui uma alma), projeta-se um verdadeiro comércio de órgãos humanos.

    Estas são algumas das novidades para o próximo milênio...   que Deus nos ajude e evite esta monstruosidade.
  • (30/06/1999) Ritual macabro em Mato Grosso
    Segundo a Folha de São Paulo do dia 22 de junho de 1999: " A Polícia Civil de Cuiabá (MT) encontrou ontem 16 crânios de crianças e dezenas de ossos humanos escondidos embaixo do piso e em outras partes da casa do pai-de-santo José Augusto dos Santos, 40, que foi preso sob acusação de ocultação de cadáver.Santos declarou ao delegado que apura o caso, Márcio Fernando Pieroni, que adquiriu os crânios de uma pessoa não identificada, que os teria roubado de cemitérios da cidade. Santos disse que usava os crânios em rituais religiosos.No entanto, Pieroni afirmou que o pai-de-santo teria dado informações contraditórias sobre a origem de alguns dos ossos, como o de uma criança. Santos deverá ser oficialmente interrogado hoje pela manhã. 
    Massa encefálica: Também foram encontrados três pacotes com massa encefálica, aparentemente humana, jóias e papéis enterrados com nomes e fotografias de pessoas conhecidas do Estado, como o governador Dante de Oliveira (PSDB) e o senador Antero Paes de Barros (PSDB).O piso da casa do pai-de-santo, onde funcionava um terreiro de candomblé, no bairro Osmar Cabral, periferia de Cuiabá, teve que ser arrancado pelos policiais.Alguns crânios estavam em vasos de cerâmica. As escavações na casa continuavam até o início da noite de ontem"... 
    Desaparecimento: Policiais da Delegacia Especializada de Homícidios e Proteção à Pessoa de Cuiabá chegaram ao pai de santo no decorrer de um inquérito que investigava o desaparecimento do farmacêutico Romualdo Pereira Barbosa, 29, ocorrido no ano de 1995.Três testemunhas declararam à polícia ter visto Barbosa entrar na casa do pai-de-santo no dia de seu desaparecimento. Santos negou a responsabilidade sobre o caso. Além de Santos, a polícia prendeu ontem sua mulher, Noranes Pereira Sávio, e as mães-de-santo Ana Paula Firmino, 36 e sua irmã, Marilene Firmino, 23. Elas também foram acusadas pelos crimes de ocultação de cadáver, violação de sepulturas e ultraje à pessoa morta." 

  • (14/06/1999) Eutanásia ao alcance de todos
    Lamentável o artigo veículado no jornal O Estado de São Paulo de 25 de abril de 1999, sobre a eutanásia. Lamentável, em primeiro lugar, pela falta de respeito a valores morais, do articulista Mário Vargas Llosa. Lamentável também pela falta de lógica com que trata o tema. Lamentável, finalmente, pelo seu desconhecimento das questões religiosas e filosóficas envolvidas na eutanásia.
    Llosa começa o artigo procurando mostrar uma suposta contradição entre uma lei americana do estado de Michigan, que proíbe que as autoridades carcerárias alimentem à força os reclusos em greve de fome (segundo esta lei as autoridades "deveriam limitar-se a explicar por escrito ao grevista as possíveis consequências fatais de sua decisão") e a condenação das atitudes do Dr. Jack Kevorkian, o "Dr. Morte", que promove a eutanásia. De acordo com Llosa, existiria um paralelo perfeito entre as duas atitudes, ou seja, a explicação aos grevistas equivaleria a "assistir os suicidas" na hora da morte.
    Como pode uma atitude em que se procura salvar a vida de uma pessoa ser igual àquela em que, ativamente, se busca a morte?
    Para Vargas Llosa o "Dr. Morte" é um autêntico herói dos nossos tempos (o que eu não discuto; diria até que se trata de um "herói" digno do século XX). Isso porque "sua "cruzada", como ele a chamou, serviu para que muita gente abrisse os olhos para uma monstruosa injustiça: a de que doentes incuráveis, submetidos a padecimentos indizíveis, que queiram por fim ao pesadelo que é sua vida, sejam obrigados a continuar sofrendo por uma legalidade que proclama uma universal "obrigação de viver"". Esse "abuso intolerável contra a soberania individual" seria, segundo Vargas Llosa, "uma intromissão do Estado que conflita com um direito humano básico". E continua: "decidir se alguém quer ou não viver é algo absolutamente pessoal, uma escolha em que a liberdade do indivíduo deveria poder ser exercida sem coerções…".
    Aqui chegamos no erro fundamental do Sr. Llosa: confundir liberdade com libertinagem. Liberdade é a possibilidade que o homem tem de escolher entre vários bens, e não entre o bem e o mal. Do contrário, seria necessário deixar impunes o latrocida, o homicida, o assaltante, em nome de sua liberdade de optar entre sua vontade e o direito alheio...
    A vida é um bem e a falta dela um mal. Ainda que a decisão de subtraí-la parta do próprio indivíduo que queira se matar. Não é dado o direito de escolha a ninguém entre ser honesto ou ladrão, veraz ou mentiroso.
    É coerente com o sofisma criado pelo Sr. Llosa a defesa do homossexualismo, das drogas, etc. o que ele faz posteriormente neste mesmo artigo, sempre em nome dessa pseudo-liberdade.
    Talvez o Sr. Vargas tenha se esquecido do aborto, "pupila dos olhos" de "intelectualóides" e daqueles que se consideram "defensores das populações pobres e oprimidas". Afinal de contas, matar o próprio filho também faz parte do pacote de horrores denominado, no mundo moderno, exercício da "liberdade" humana.
    Além disso, o direito à vida humana não permite dispor dela de modo absoluto. A vida é concedida para que seja usada dentro de certos limites.
    Da mesma forma que a auto-mutilação é condenável, o indivíduo que se suicida abusa do direito à vida que lhe foi dado.
    Outro erro é o de tomar o sofrimento humano nesta terra como sendo o mal absoluto. Considera-se assim que o contrário, ou seja, o prazer, é o bem absoluto. Vive-se para gozar a vida, o que leva a julgar desprovido de sentido qualquer obstáculo que se oponha a esse princípio.
    Repele-se as máximas de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Meu reino não é deste mundo" ou "Quem quiser vir após mim que tome sua cruz e siga-Me".
    Segundo o Sr. Vargas Llosa "uma sociedade civilizada pode ajudar a dar o passo definitivo alguém que, por razões físicas e morais, vê na morte uma forma de libertação, tomando (…) precauções devidas para assegurar que a decisão (de se matar) seja genuína, tomada em perfeito estado de lucidez, com cabal conhecimento de causa do que ela significa".
    Pergunto como pode alguém em "perfeito estado de lucidez" não ser capaz de reconhecer que a vida é um bem?
    Para coroar sua ignorância, ou falta de fé (o que é mais provável) o Sr. Vargas diz que "a culpa é da religião, sempiterna adversária da liberdade humana", religião cujos princípios certamente ele não conhece. Por exemplo, Vargas afirma que na religião ocidental (supostamente a Católica) está presente a "idéia de castigo eterno que ameaça o pecador" e que a "morte significa a perda absoluta da vida". Não consigo entender como a perda absoluta da vida pode resultar num castigo eterno.
    Tirando conseqüências de seus sofismas, o Sr. Mário Vargas Llosa poderia ser um bom advogado do nazismo, que também defendia a eutanásia, ou do Sr. Edson Izidoro Guimarães, enfermeiro do hospital Salgado Filho, do Rio de Janeiro, acusado de ser responsável por mais de 100 mortes pacientes terminais. Afinal, nesse caso a eutanásia não pode ser considerada um mal apenas porque rende algum dinheiro !

  • (13/05/1999) A Proibição da Cerveja
    Em artigo publicado pela Folha de São Paulo em 3 de maio último, a repórter Silvia Ruiz trata de um assunto muito atual: as drogas. A novidade é que dessa vez o álcool - e de maneira especial a cerveja - é tratado como droga, cujo perigo seria maior que o da maconha ou cocaína.
    Que o vício do álcool é um mal e um grande pecado, não se nega. O que soa absurdo, porém, é a tese protestante de que seu consumo é um mal em si, quaisquer que sejam as circunstâncias. Na verdade, tanto o vício do álcool como o da droga, embora graves, não são de igual relevância. Sem dúvida, o último é muito pior, por mais eficazmente destruir a inteligência.
    Os jovens, no desejo de sair do anonimato, de aparecer perante os outros, de poder se diferenciar da massa amorfa em que a sociedade atual transforma a todos, procuram beber ou consumir drogas para mostrarem-se adultos. Logo, o problema não está na cerveja em si, mas na cabeça desses jovens, carentes de qualquer princípio católico. Problema que uma eventual Lei Seca não resolverá, favorecendo apenas o consumo clandestino e o 'gangsterismo'.
  • (06/05/1999) A criminalidade e o controle de armas
    Em relação ao atentado contra estudantes de um colégio de Littleton e a possivel eficiência do controle de armas para a redução da criminalidade, o jornal "The New York Times", em seu artigo "A Gun Control Moment" , apresenta as medidas propostas ao Congresso Americano.
    Representados pelo presidente Bill Clinton, símbolo da mediocridade do século XX, os democratas propõem:
    1- Aumentar a idade mínima de 18 para 21 anos para obtenção de armas de fogo;
    2- Banir totalmente o acesso a armas nos meios juvenis;
    3- Criação de lei punindo os pais por crimes com armas cometidos por seus filhos;
    4- Forçar fabricantes e revendedores de armas a instalarem travas nas armas vendidas; por lei, somente o proprietário teria as chaves das mesmas;
    5- Limitar a compra de armas à quantidade de uma ao mês.
    Propõe-se ainda um "debate nacional" sobre as "causas e curas" para o problema da violência entre os jovens, e sobre o nível de responsabilidade dos pais em tais atos.

    É óbvio que tais propostas visam eximir os jovens criminosos de suas responsabilidades, transformando em réu a arma de fogo, imputável de penalidades, e não quem a maneja.
    Como condenar o homem - bom em sua essência, de acordo com Rousseau e os sociologos do Sec.XX - por tais atrocidades?
    Esses novos humanistas, defensores do mal e cegos da verdade, não querem ver a causa real de todo o mal do mundo moderno. Nossa esquerda , puxando o gatilho marxista e usando sua mira míope, dispararia uma primeira razão: "a culpa é da pobreza", diriam. Mas não é o caso: os jovens da "Gangue da Capa Preta", autores do morticínio de Littletown, possuíam excelente padrão de vida, nos moldes americanos.

    Nosso presidente-sociólogo Fernando Henrique, em matéria publicada no jornal "O Estado de São Paulo" de 28.04.99, diz que não há nenhum interesse em aumentar o calibre das armas (se é que se pode chamar assim..) utilizadas pelos policiais, pois, de acordo com ele, "o calibre ideal é aquele que tira o criminoso de ação, sem matar". Pena que os criminosos que ele cita não pensem da mesma forma...

    Vejamos o ocorrido na Australia, um ano após uma grande campanha de desarmamento da população:
    -Total de Armas apreendidas: 640.381 armas de fogo
    -Total gasto pelo governo na campanha: US$500milhões
    Consequencias:
    -Aumento do Índice de homicídios: 3.2%
    -Aumento do número de assaltos com armas de fogo: 44%
    -Aumento do número de assassinatos no Estado de Victoria: 300%
    Esses dados são oficiais do governo daquele país.

    Não adianta, portanto, ater-se à limitação das armas. O problema é muito mais amplo: o homem moderno perdeu o temor de Deus, o salutar freio que o impede de cometer tais pecados. Tornou-se, assim, escravo de seus caprichos, na medida em que faz tudo o que quer. Afinal, por que não matar ou roubar?
    O assunto é vasto, e poderemos abordá-lo novamente. A propósito, alguém saberia dizer onde está o síndico que assassinou brutalmente um professor, em S. Paulo, quando saía do elevador de volta do trabalho para entrar em casa? E o estuprador Paulinho Paiacã?

  • (06/05/1999) Música X Violência
    Muitos ainda se perguntam como dois jovens, com uma vida inteira pela frente,  puderam cometer crime tão chocantes como os que se viram na escola de Littletown,  no final do milênio. O debate nos EUA, assim como em todo o mundo, começou a suscitar várias hipóteses para tamanho desvio de comportamento.
    Harris (18) e Klebold (17) faziam parte de uma gangue, a "Trenchcoat Mafia" (mafia do casaco), eram fãs de heavy metal e música industrial e se vestiam na moda gótica, assim como Marilyn Mason. Harris tinha um site satanista na internet que foi tirado do ar pela AOL, seu provedor, pelo contéudo muito forte - dentre eles um poema suicida, receitas de bombas caseiras, desenhos e uma versão personalizada do DOOM (jogo de computador extremamente violento). Seus assuntos preferidos : armas e morte.
    Com a conivência dos pais, cada vez mais adolescentes se perdem no que se costumou chamar "liberdade",  uma vez que tudo "é fase" e os pais não querem arcar com a responsabilidade e embaraço, perante a sociedade, de ter um adolescente "problemático".
    Uma coisa é certa: a  música influencia muito o comportamento dos jovens. Se pesquisarmos os crimes cometidos por adolescentes veremos que 99% deles gosta de rock e tem por divertimento filmes e jogos violentos. Basta ver aqui mesmo, no Brasil, os bailes funks no Rio de Janeiro, onde pelo menos uma pessoa é morta por baile, vítima da violência das gangues.
    Em nossas escolas temos também uma situação caótica, com assassinatos, bombas caseiras e diretores escolares pedindo aos governos policiamento dentro de seus estabelecimentos por causa do tráfico de entorpecentes e da violência. Tudo isso onde teoricamente nossos filhos deveriam aprender ser educados. E nada pode se fazer contra os elementos que desvirtuam a mocidade. Estes não são somente os adolescentes problemáticos com família e situação complicadas. A conivência dos governos é enorme, com sua política de não censura, levando a TV e o rock como principais articuladores de formação juvenil. Os pais não entendem no final o que fizeram de errado ao assumir o conceito de liberalidade para educar.
    Educar é corrigir com amor, para que  possamos domar uma natureza decaída, e é isso que devemos passar para nossos filhos.Sem isso, criaremos monstros que não terão nem moral nem a graça de Deus, que é a coisa mais importante para todos nós.
  • (28/04/1999) "O sol se apagará"
    O Estado de S. Paulo de 20/04/1999 republicou um artigo de exatos 100 anos atrás. Referido artigo relatava a tese de dois professores noruegueses, Birkedal e Mohon, de que o sol estaria em processo de extinção. Segundo previam esses cientistas "a sua vida (do sol) nao excedará um seculo" .
    Em uma conferencia, Mohon teria demonstrado "com argumentos decisivos que todas comprovações científicas dão razão às profecias de Birkedal, comprovadas por fenômenos recentes de meteorologia, que não poderão explicar-se a não ser pela deprecidade do sol".
    Ou o frio precoce deste ano jah tem uma velha explicação, ou a previsão "científica" de um século atrás estava errada... Como sevê, nem sempre as previsôes científicas são verdadeiras. Isto mostra -- luminosamente -- como são crédulos e precipitados os que creem nas previsôes científicas como se fossem dogmas religiosos. Que dirão nossos descendentes das previsões atuais?
  • (23/04/1999) Influência da TV no caso da chacina do Colorado
    Como foi amplamente noticiado, em Littleton (Colorado - USA) dois alunos de uma escola pública secundária atiraram para todos os lados, matando alguns colegas, e espalharam mais de 20 explosivos pela escola. Em seguida, foram para a biblioteca, onde ambos se suicidaram. Tudo isso para comemorar os 110 anos do aniversário de Adolf Hitler.
    Alguns especialistas culpam a influência funesta dos violentos filmes e videogames vistos na TV. Não podem deixar de ter razão. Basta lembrar que as propagandas da TV têm efeitos inegáveis, levando os telespectadores a comprar os produtos anunciados. Por que os filmes violentos e imorais não fariam o mesmo, levando o público - especialmente o mais jovem - a imitar o que vê na tela?
    De fato, o costume de passivamente assistir TV 'emburrece', tolhendo nossa mais importante aptidão, que é o ato de raciocinar assim adquirir sabedoria. Se os adultos já formados se ressentem
    desse problema ( quando sua infância foi muito mais ativa que a da geração atual), imagine-se o estrago que fazemos deixando nossas crianças serem educadas, pelos programas televisivos, ainda que "politicamente corretos". Alguns resultados vemos hoje, como o citado acima. Mas essa é só é a ponta visível de um grotesco 'iceberg'. Se nada for feito, veremos coisas muito piores.
  • (23/04/1999) Pedagogia da irresponsabilidade na Medicina-USP (Folha de S.Paulo)
    Quer tenha sido assassinado, quer tenha morrido por acidente o estudante Edison Tsung-Chi Hsueh, vítima de trote nas dependências da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), quer descubram ou não quem o matou (caso a primeira hipótese proceda), não se pode negar que é essa própria instituição de ensino a responsável pela morte do calouro.
    O rapaz, que não sabia nadar, apareceu morto no fundo da piscina onde os estudantes praticavam trote violento. Ora, o que se espera de uma instituição de ensino num primeiro dia de aula para alunos novatos? Que instrua, que introduza o aluno naquele universo com atividades pedagógicas, educativas, que o receba com respeito e imponha respeito.
    Licenciosidade, vagabundagem, arrogância -esses os substantivos que definem a prática dos trotes nas universidades brasileiras. No caso específico da Medicina-USP, desde o início desse episódio trágico, a atitude dos alunos, e da própria direção da faculdade (de só se pronunciar depois da "sindicância interna"), trabalhou em favor da ocultação de verdades, da distorção da razão de ser dos fatos. Revelado o laudo do IML, que aponta para um possível assassinato, resolveram sair a público para gaguejar explicações.
  • (20/04/1999) Caso do chinês morto na USP: comemoração gera morte
    Trote homicida?
    A imprensa tem noticiado, cada vez com maior alarde, a morte de um estudante na Faculdade de Medicina da USP, por ocasião do famigerado trote. O funesto acontecimento foi tanto mais lamentável pelo fato de que parece ter sido causado, pelo menos por falta de socorro. Promotoria e polícia suspeitam que houve crime.
    Como é possível que estudantes universitários pratiquem trotes tão violentos que resultem em ferimentos e , no caso, na morte de um colega? Não indica esse fato a completa falência de formação recebida nas escolas secundárias? Não é esse trágico acontecimento uma nova comprovação da violência que domina nossa sociedade?
    E os estudantes de Medicina estão certamente entre os mais preparados do país. Preparados?

 


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