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- Romantismo e Modernismo
Se a ligação do Romantismo com as doutrinas da Gnose e da Cabala são conhecidas, não conhecíamos nenhuma obra que fizesse um relacionamento explícito entre o Romantismo e a heresia do Modernismo, condenada por São Pio X, na encíclica Pascendi, em 1908. Agora, enquanto redigíamos este trabalho, foi publicada na Europa, uma excelente obra, tratando desse tema. Referimo-nos ao livro do Abbé Dominique Bourmand, Cent Ans de Modernisme – Généalogie du Concile Vatican II, Ed Clovis, Étampes, 2.003.
Finalmente, essa relação é exposta sistematicamente, o que facilita compreender como os católicos foram preparados para aceitar os erros modernistas pela mentalidade romântica, largamente difundida no clero e nos meios paroquiais.
O Romantismo estendeu sua influência a todas as esferas do pensamento, no século XIX, incluindo, evidentemente a Filosofia e a Política. Assim é que o Simbolismo, as doutrinas de Bergson e de Blondel -- sem esquecer a Psicanálise de Freud -- que tanto influíram no Modernismo, estavam empapadas de teses românticas.
Neste artigo, queremos mostrar a ligação de alguns autores românticos com a Gnose do Modernismo.
Foram estas doutrinas que acabaram triunfando no Concílio Vaticano II dando origem à crise atual da Igreja.
- O Santo Sudário
Essa santa relíquia, tão distintamente mencionada na Sagrada Escritura, foi profetizada por São Bráulio na antiguidade, que seria guardada pelos apóstolos para os tempos futuros. É de fato uma prova material da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Quanto mais se estuda o Sudário e quanto mais técnicas se desenvolvem para estudá-lo, mais se comprova a sua autenticidade, para ódio dos inimigos da Igreja e do demônio, que já tentou queimá-lo mais de uma vez.
Nunca um objeto histórico foi tão contestado em sua autenticidade, assim como também nunca um objeto histórico foi tão cientificamente comprovado, além das próprias evidências históricas documentadas. Qualquer outro personagem histórico já teria sido reconhecido, sem nenhuma contestação, se tivesse deixado marcas como as que estão no Sudário.
É muito estranho como a mídia divulga amplamente as opiniões daqueles que, mesmo sem a menor base, contestam a autenticidade do santo Sudário. Qualquer charlatão que se dispõe a criticá-lo, recebe um microfone de uma rede Globo, e amplas reportagens da imprensa. No entanto, qualquer pequena análise dessas reportagens, é suficiente para se perceber o quão incompletas e de baixo nível elas são.
- Evolucionismo: dogma científico ou tese teosófica?
O evolucionismo é um dos "dogmas" da mentalidade moderna.
Ele extrapolou o campo puramente biológico, e é aplicado a tudo: nada mais é considerado estável, pois que se crê que tudo evolui. Neste sentido, a crença no evolucionismo pode ser apontada como uma das causas do relativismo triunfante em nossos dias.
A amplitude atribuída ao evolucionismo é de tal porte metafísico que -- como não podia deixar de ser --- alcança a esfera religiosa.
Além disso, o evolucionismo tem suscitado debates não só entre ateus e crentes, mas inclusive entre os próprios cientistas. Portanto, o debate não é simplesmente entre fé e razão -- o que é um falso dilema -- mas discute-se mais profundamente se a teoria da evolução é uma ciência verdadeira.
Nesse trabalho mostramos as relações do evolucionismo com o panteísmo e a gnose, com o nazismo e o marxismo, entre outras. Mostramos também as fraudes que os evolucionistas forjaram e diversas mostras de cientistas renomados contrários à bazófia da evolução. Discutimos também - ao contrário do que se pensa - como os fósseis apresentam um problema para os evolucionistas. Por fim, apresentamos o problema da origem do homem e as
conseqüências para a fé.
- Maomé - Origens do Islamismo
Apresentamos esse trabalho em resposta ao artigo agressivo e blasfemo de um muçulmano, atacando a Divindade de
Nosso Senhor Jesus Cristo, ao afirmar que ela não passa de um mito. O autor, injuriosamente, compara Cristo com
Adonis, Osiris e outros seres mitológicos, e declara explicitamente que quer destruir o 'Mito' do Redentor Jesus
Cristo.
Limitamo-nos, como resposta, quase que só a dar citações de um livro do Centro de Divulgação do Islam para a
América Latina, obra de autoria de Aminuddin Mohamad.
Esse volume insuspeito nos dá informações preciosas sobre o que aconteceu, de fato, na Arábia do século VII,
quando do início da pregação de Maomé.
Aminuddin Mohamad, em seu livro, mostra que houve uma profunda influência, e mesmo aliança, de judeus com Maomé,
pelo menos no princípio do Islam.
- A
Revolução Francesa
Quando se estuda a Revolução Francesa,
é impossível não ficar impressionado com a flagrante contradição entre suas
trilogia mágica - Liberdade, Igualdade, Fraternidade - em nome da qual se
fez a Revolução, e os fatos que dela resultaram.
Até mesmo o leitor mais hipnotizado
pelos slogans revolucionários se perturba ao ver o paladino da igualdade, Robespierre, praticamente fazer-se adorar na festa do Ser Supremo, em 1794.
O mais cego liberal tem que fazer restrições aos crimes de terror, e fica
estupefato ante a intolerância absoluta gerada pelo triunfo da Tolerância e
da Liberdade. Como não ver que a Fraternidade romântica e sonhadora de
Rousseau e de seus adeptos, a sociedade perfeita, pacífica e amorosa,
finalmente realizada em 89, produziu o ódio e a guerra?
Como se levou o povo francês em nome
da igualdade a aceitar a ditadura sangrenta de Robespierre, em nome da
liberdade aceitar a lei dos suspeitos, e em nome da fraternidade, a aplaudir
as execuções da Praça de Concórdia e as “noyades” de Nantes?
Que magia tem essas três palavras? Que
fraqueza há no homem que o leva a se deixar iludir estupidamente por esses
três talismãs doutrinários? Que impulsos e vibrações más despertaram na alma
revolucionária estas três mentiras do mundo moderno?
É o que analisamos nesse estudo.
- 2 - Jean Guitton
e o Modernismo no Concílio Vaticano II:
resposta ao parecer do Instituto Paulo VI de Brescia (Itália)
Sobre a grave confissão de Guitton, o Instituto Paulo VI de Brescia se limitou a emitir seu “Parecer”,
aplicando-o somente ao âmbito da “Revelação”, entendida conforme o documento Dei Verbum, enquanto que
Guitton se referiu à influência do Modernismo no Vaticano II de forma ampla.
Apesar disso, o próprio “Parecer” do Instituto Paulo VI de Brescia também acaba confirmando aquela gravíssima
confissão de Guitton, visto a Dei Verbum seguir a doutrina da “Nova Teologia”, cujos alicerces se encontram na
concepção gnóstica de “Revelação”, conforme proclamada pela heresia do Modernismo, condenada por S. Pio X em 1907,
e apresentada no nosso comentário.
É deste novo conceito gnóstico de “Revelação” que, introduzido na Igreja pelo Concílio Vaticano II, como
confessou Guitton, e abalando o Dogma, propiciou o aparecimento de tantas outras novidades modernistas,
como o novo conceito de Igreja, com o seu dolorosamente famoso "subsistit", a colegialidade, a liberdade
religiosa, o ecumenismo, etc. Evidentemente, porém, em nossa resposta-comentários ao douto “Parecer” do
Instituto Paulo VI de Brescia, trataremos da influência do Modernismo no Concílio Vaticano II também restrita
à “Revelação”, seguindo aquele “Parecer”.
- Catecismo sobre o
Modernismo
A presente tradução do Catecismo Sobre o Modernismo do Padre Lemius foi preparada com a
intenção de contribuir para que a Encíclica Pascendi Dominici Gregis, de S. Pio X,
fosse conhecida o quanto possível por todo o rebanho, e atender o que parece ser a real
necessidade do laicato católico. As questões tratadas na Encíclica se referem a
profundos e árduos problemas de teologia e de filosofia, circunstância que torna o
sentido completo do documento difícil de ser compreendido, exceto pela mente treinada dos
teólogos; por isso não causa surpresa que a pergunta seja repetidamente apresentada:
"O que é este Modernismo do qual ouvimos falar tanto?"
O método catequético há muito vem sendo reconhecido como o mais apropriado e eficiente
na instrução popular. As respostas de praticamente todas as perguntas foram tiradas
literalmente do texto da Encíclica, permitindo assim que o estudante tenha a filial
satisfação de saber que está sendo instruído com as próprias palavras do Santo Padre.
O modernismo é uma heresia que penetrou profundamente em todos os segmentos da sociedade,
inclusive - e principalmente - 'no próprio seio da Igreja'. Última heresia a ser
condenada pela Igreja e única a ser condenada no século XX, seus erros, entretanto, se
fazem presentes na mentalidade de muitos sacerdotes.
Apresentamos, a partir desta edição de "Cadernos Montfort", em
publicações periódicas, a tradução autorizada do Catecismo sobre o Modernismo.
- Gnosticismo e
modernismo em Eric Voegelin
Eric Voegelin (1901-1985) foi um estudioso alemão que causou comoção nos meios
acadêmicos ao classificar movimentos políticos modernos - como o positivismo e o
marxismo - como gnósticos, de modo que não passariam de novas versões de uma velha
heresia combatida pela Igreja Católica. Sua 'demonização' do marxismo - se não
precisa, ao menos justa - lhe garantiu alguma popularidade junto à direita americana,
embora Voegelin também condenasse o liberalismo e o protestantismo como movimentos
gnósticos.
Em grande parte devido à difusão das teses de Voegelin, teses estas inspiradas por
autores modernistas, tem havido recentemente uma onda de estudos 'revisionistas' sobre
gnose, questionando a validade do termo e buscando redefinir seu significado.
O presente estudo visa mostrar justamente como Voegelin está envolvido nesta confusão, e
quais as suas razões. A gnose é o coração de todas as heresias, e portanto deve ser
compreendida pelos católicos para que possam identificar suas manifestações e combater
sua doutrina.
- Maurice Zundel: um
herege escandaloso e descarado
Imagine-se que uma pessoa ouvisse alguém dizer que acredita que Cristo está tão
presente na sopa quanto na hóstia consagrada, na Missa.
Qualquer católico consideraria que tal pessoa ou não acredita na presença real de Jesus
na hóstia consagrada, ou que ele é um gnóstico pan crístico, do tipo Teilhard de
Chardin.
De qualquer modo, quem afirmasse tal frase escandalosa, seria tido como um herege.
Por que razão dever-se-ia tirar outra conclusão, se fosse um padre quem afirmasse tal
frase escandalosa e maliciosa?
Por que se poria de lado a lógica, se quem afirmou tal frase, que cheira fortemente a
heresia, foi um sacerdote amigo do Papa Paulo VI?
Pois Maurice Zundel foi amigo de Monsenhor Giovanni Batista Montini - o futuro Paulo VI
desde 1923. Foi ele quem escreveu a seguinte frase inacreditável na pena de um
sacerdote: 'Eu coloco tanta devoção ao tomar a sopa, quanto ao celebrar a missa,
porque estamos sempre à mesa do Senhor, e é de sua mão que recebemos o alimento,
símbolo de seu amor'.
Neste trabalho apresentamos uma resenha da doutrina herética de Zundel sobre a
Eucaristia, e como sua escola influenciou o comportamento dos fiéis diante do Santíssimo
Sacramento.
Já não se tem o menor cuidado com a hóstia consagrada. Não se cumprem as rubricas
mínimas de respeito que a Igreja exige para com ela. Isto se pode facilmente verificar,
hoje, com relação à presença real de Cristo na hóstia: a mera eliminação dos gestos
que exteriorizam a fé na presença real de Cristo na hóstia -- as genuflexões diante do
Santíssimo Sacramento, ou diante do tabernáculo, por exemplo -- pouco a pouco, leva os
fiéis a esquecerem-se da presença real de Cristo na hóstia, e, depois, fica mais fácil
negar o dogma.
- A "Vida da
Liturgia"... em agonia
Nenhum terremoto se produz repentinamente. Ele exige séculos de preparação telúrica. O
terremoto e as transformações provenientes do Vaticano II não puderam se realizar sem
uma longa preparação anterior, que inclui necessariamente os tempos de Pio XII.
Neste trabalho analisamos a espantosa doutrina do Padre Bouyer sobre a Missa, publicada em
1956, em pleno reinado de Pio XII, treze anos antes do Novus Ordo Missae de Paulo VI.
Ver-se-á bem por essas datas que Bouyer foi um precursor da Nova Missa de Monsenhor
Bugnini, aprovada por Paulo VI.
Entre outras teses pregadas pelo Pe. Bouyer, está aquela que defende a noção
protestante de Missa como ceia, e que fora condenada pelo Concílio de Trento. Por este
Concílio, estão excomungados os que defendem que a Missa é uma mera ceia ou banquete,
frase muito comumente ouvida, hoje em dia, para definir Missa. Por exemplo, os líderes do
Neo Catecumenato, Kiko Arguelo e Carmem, seguidores confessos das teorias do padre Bouyer,
defendem e ensinam essa mesma tese excomungada pelo Concílio de Trento. (Sobre o Neo
Catecumenato, leia mais em nossa seção de cartas)
- Elementos
esotéricos e cabalísticos nas visões de Anna Katharina Emmerick
Publicamos hoje, em nosso site Montfort, o terceiro capítulo da Tese de Doutoramento do
Professor Orlando Fedeli, aprovada na Universidade de São Paulo em 1988. Dois motivos
principais nos levam a isto:
1) A notícia de que, em breve, se pretende promover a beatificação dessa freira, cujo
processo fora vetado pelo Santo Ofício em razão das idéias heterodoxas existentes em
suas obras;
2) O fato de que julgamos importante que se conheçam as idéias gnósticas dessa freira,
hoje, a fim de que se saiba que esta tese foi apresentada na USP pelo autor, visando,
então, provar que muitas das idéias de Anna Katharina Emmerick que eram defendidas pelo
fundador da TFP, o sr. Plínio Corrêa de Oliveira, eram de fato gnósticas, esotéricas e
cabalistas, desmascarando assim, o pseudo catolicismo do homem que se auto proclamava
profeta, inerrante e imortal.
Esta tese foi enviada em 1988 à Congregação para a Causa dos Santos, que, em carta ao
autor, professor Orlando Fedeli, afirmou que ela seria levada em conta no processo de Anna
Katharina Emmerick. Logo mais publicaremos o capítulo II desta Tese, que trata da vida de
Clemens Brentano, secretário e redator das "Visões" de Anna Katharina
Emmerick. A inversão de ordem dos capítulos é causada pela necessidade de que se
conheça, o quanto antes, quem foi essa falsa mística do Romantismo.
- A Gnose
Tradicionalista de René Guénon e Olavo de Carvalho
Em recente polêmica entre o Prof. Orlando Fedeli e o escritor Olavo de Carvalho sobre a
gnose de René Guénon, publicada em nossa seção de cartas, Olavo pedia para que se
provasse ser ele um gnóstico.
O próprio escritor confessa: "De fato, a existência de uma gnose ou philosophia
perennis mostra que a religião e o dogma não são a última palavra em matéria de
espiritualidade, e que a 'fé' tende, em última análise, a desembocar num conhecimento
direto que elimina toda a necessidade de 'crença'... "
Diante deste Texto-Confissão de Olavo, são ociosas outras provas de que ele é um
gnóstico, pois a confissão do acusado dispensa outras investigações.
Com isso, a polêmica, de fato, está encerrada, e Olavo nem precisa responder mais qual
é sua religião, nem se Guénon é gnóstico.
Entretanto, apresentamos um estudo do problema, respondendo não tanto aos melodramáticos
AVISOS 2 e 3 que Olavo publicou, mas tendo em vista, sobretudo, esclarecer as pessoas que,
em medida maior ou menor, tinham sido enredadas pelas obscuras e esotéricas doutrinas
olavianas.
Além disso, este pequeno estudo pode ser útil em outras situações, e para outras
pessoas, já que a Gnose - e as brumas sofísticas em que ela se envolve - são
extremamente repetitivas.
(Leia mais sobre a polêmica entre o Prof. Orlando Fedeli e o escritor Olavo de Carvalho
na seção do leitor)
- Fátima: um
"segredo" contendo um enigma envolto em um mistério
O Vaticano acaba de publicar (26 de junho de 2000) o famoso terceiro segredo de Fátima. E
a surpresa foi proporcional à expectativa, que era imensa e velha de muitas décadas.
Assustou muito mais o longo silêncio sobre o segredo do que o texto que foi publicado. E,
se não fosse o caráter e respeito sagrado que merecem as palavras de Nossa Senhora, se
diria - à primeira vista e depois da tentativa de interpretação de Ratzinger - que se
trata de um segredo inútil. Houve até quem o classificasse como um segredo
"teologicamente vazio". Assustou mais o silêncio sobre ele do que sua
revelação.
Evidentemente, nossa despretensiosa hipótese de interpretação não pretende ter nenhuma
autoridade além daquela que provém de um exame atento, e que procura se ater
rigorosamente ao texto da visão, assim como de outros dados certos e bem conhecidos. É
claro também que nos submetemos ao julgamento e à crítica, em primeiro lugar da Igreja,
e depois de todos os que, mais doutos que nós, possam nos corrigir e elucidar. A
divulgação do "segredo" de Fátima aumentou o mistério. Não o elucidou. Fica
então no ar um novo mistério. O que nos consola e nos dá esperança é que Nossa
Senhora nos declarou: "Por fim, meu Imaculado Coração triunfará". O que nos
consola e nos dá esperança é que a Verdade encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, nos
disse e nos garantiu que: "Não há nada de oculto que não venha a ser
conhecido". (Mt X, 26) Até mesmo o terceiro segredo de Fátima. Sem aspas!
- Elementos
messiânicos na seita ismaelita de Alamut
O ismaelismo reformado de Alamut foi fundado no século XI por uma das figuras mais
misteriosas que já houve na História: Hassan ibn Sabbah, conhecido no Ocidente como o
"Velho da Montanha". Na fortaleza de Alamut - o ninho da águia, em 1126, Hassan
Sabbah estabeleceu a sede de uma seita que estendeu sua influência por amplas regiões do
Oriente, e que só terminou com a conquista de Alamut pelos mongóis, em 1256.
O esoterismo islâmico apresenta duas correntes principais: o shiismo e o ismaelismo. E se
a doutrina ismaelita é a forma por excelência da gnose no Islam, a seita de Alamut, um
dos ramos do islamismo, é, talvez, a mais tipicamente gnóstica do ismaelismo. As
recentes descobertas de textos de Hassan Sabbah, entre remanescentes do ismaelismo na
Índia, permitiram um conhecimento mais definido do pensamento gnóstico do Velho da
Montanha, o qual apresentamos neste trabalho.
- Conceituação,
causas e classificação das Utopias
Nas épocas de crise o problema do mal, em todas as suas formas (morte, doença, miséria,
injustiça, guerra, etc.), se põe de modo angustiante e coloca em xeque a cosmovisão da
sociedade. O homem decadente que duvida de sua própria cosmovisão e que perdeu suas
certezas refugia-se no sonho ou na profecia. Sonha com a idade de ouro e o paraíso
perdido ou com o milenarismo apocalíptico, mas recusa enfrentar o problema real posto no
aqui e no agora. Daí surgem as utopias. Toda a utopia foge do aqui e do agora. A utopia
pretende eliminar o problema do mal da face da terra negando o mal. Ela quer construir um
paraíso terrenal, já que não pode voltar ao Éden. A utopia é pois uma forma de
religião que promete a felicidade ao homem aqui na terra e agora. Mais ainda, a utopia é
uma religião naturalista que afirma estar no próprio homem a força que eliminará o mal
do universo. Sua sotereologia é humanista. O homem é o seu auto-redentor, 'salvador que
se salva a si mesmo'. A utopia é, no fundo, a Religião do Homem.
Neste trabalho conceituamos e classificamos as utopias, e estudamos as suas causas, o que
pode ajudar-nos a entender as crises sociais e religosas da sociedade atual.
- Das Processões
Divinas
Alguns hereges procuraram negar a existência de processões em Deus. Assim, eles
argumentavam que toda processão significa movimento para fora, ad extra. Ora, como em
Deus não pode haver mudança, esses hereges não aceitavam que houvesse processões em
Deus. Outros negavam que houvesse processões em Deus, afirmando que, entre o procedente e
o processor, havia diferenças, o que contraria a simplicidade e perfeição divinas. Para
elucidar a questão, apresentamos neste estudo a doutrina de São Tomás de Aquino sobre
as processões divinas.
Depois de provar a existência de Deus, São Tomás, na Suma Teológica, estuda Deus Uno,
em sua substância. A seguir, passa a estudar Deus enquanto Trino em suas pessoas divinas.
- Nos labirintos de
Eco
O livro O Nome da Rosa certamente foi o mais lido na década
80-90 e, muito provavelmente, o menos compreendido. Milhões de leitores foram cativados
pela misteriosa trama policial do romance, lendo muito em diagonal os áridos diálogos
filosóficos que entremeiam os crimes da abadia imaginada por Eco. O grande êxito de O
Nome da Rosa consistiu em ter sido um livro lido por multidões, embora escrito para
poucos. Com este ensaio, objetivamos dar algumas informações, além de uma
interpretação, que possam ajudar o grande público a melhor compreender o romance de
Eco.
- Origens do
Romantismo Alemão
O Romantismo alemão pode ser considerado como o Romantismo
por excelência, não só porque deu origem aos demais, mas principalmente porque ele foi
o único estabelecido sobre fundamentos filosóficos que lhe deram um claro caráter
metafísico. Sua doutrina tem forte influência na sociedade moderna.
Neste estudo chegamos à conclusão de que, sem dúvida alguma, o Romantismo alemão teve
raízes esotéricas, gnósticas e cabalistas.
- Escribas, Doutores
da Lei e Fariseus
A luta acirrada entre Cristo Redentor e os fariseus é
um dos pontos centrais da narrativa histórica dos Evangelhos, luta que veio a culminar
com o deicídio, no Calvário. Importa pois sobremaneira compreender o que foram e o que
pensaram esses escribas, doutores da Lei e fariseus. Qual era a sua origem? Qual a sua
doutrina? Por que Cristo se lhes opôs com tanta força? Por que recusaram eles o Messias?
Como se tornaram "cegos ao meio dia" (Is. LIX,10)? Por que não aceitaram a
Sabedoria, e por que fecharam seus olhos e ouvidos a Cristo, apesar de reconhecerem os
seus milagres?
A doutrina secreta dos fariseus, que nasceu no Antigo Testamento, foi combatida por Nosso
Senhor e persiste até nosso tempo.
- Maurras
"Tout est relatif, voilà le seul principe absolu"
(Charles Maurras)
Esta é uma das causas mais importantes dos erros de Maurras, assim como da confusão a
respeito de seu real pensamento. Nascido de família católica, Maurras muito cedo perdeu
a fé. Depois, a admiração pelo mundo grego levou-o ao paganismo e ao agnosticismo. Ele
é tido como o chefe de um dos mais ardorosos movimentos apoiados pelos católicos no
século XX, e pessoalmente foi incrédulo até a soleira da morte.Qual a doutrina de
Maurras? Que pensava ele? Qual era o seu sistema?
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Arte e Cultura |
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Introdução a uma leitura do Canto Primeiro do Inferno de Dante Alighieri
O Inferno de Dante - Canto Primeiro
É bem conhecida a estrofe de Dante, na qual ele chama a atenção para uma doutrina escondida em alguns de seus versos.
Sobre esse terceto, fundamentaram-se muitas interpretações esotéricas dos textos de Dante, algumas delirantes e descabeladas, outras até inteligentes e cativantes, quase todas bastante arbitrárias. As muitíssimas interpretações fantasiosas até o desvario, levaram outros, por reação, e contrariamente ao que o próprio Dante confessa e explica, a negar a possibilidade de existir qualquer sentido oculto na obra do grande poeta florentino. Os excessos imaginativos levaram ao ridículo as tentativas de se ler o que Dante quis dizer "sob o véu". Na verdade, essas interpretações exageradas acabaram por ter um efeito contrário ao que visavam, servindo para colocar, sobre o véu posto por Dante, um segundo véu, só que de qualidade inferior e esfarrapado.
No presente trabalho, analisando sua obra, vemos que não há como não ver que Dante não era católico. Seu ódio a Roma, simbolizada pela loba maligna, não era meramente político, e causado por decepção política. Dante odiava Roma porque tinha uma doutrina oculta anti católica.
Cremos, em nossa modesta opinião, que Dante Alighieri era, de fato, mais do que um crente da doutrina cátara, aquilo que se chamava nela um Perfeito.
- Música e Beleza
Com a revolução francesa, triunfou em todo o mundo o liberalismo, sistema filosófico e
político que nega a existência da verdade objetiva e que, por isso, produziu
naturalmente dois frutos loucos - o subjetivismo e o relativismo - responsáveis, hoje,
pela destruição de toda lógica e da sabedoria. Na estética, o subjetivismo liberal e
romântico leva à negação da existência da beleza objetiva. Tal como a verdade e o
bem, a beleza também seria subjetiva. Belo seria o que cada um considera como tal.
Conseqüentemente, não haveria critérios objetivos de beleza nem leis estéticas. Foi
esse modo de pensar subjetivista e relativista que preparou a explosão anarquista da Arte
Moderna, em nossos dias.
Neste estudo apresentamos algumas regras de estética e beleza na música. Analisamos
alguns tipos de música à luz dessas regras e sua influência na história.
- As três
revoluções na arte
Toda beleza manifesta de modo analógico as qualidades invisíveis de Deus. Nas obras de
arte há a manifestação analógica, intencional e racionalmente compreendida, de uma
qualidade invisível do Criador. A arte é, então, um meio de conduzir a alma humana pelo
caminho da contemplação de Deus através da beleza. Dessa forma, foi na Idade Média,
com o estilo românico e gótico, que a Arte cumpriu mais plenamente sua função de
transfigurar o mundo para dar ao homem o desejo do céu com o amor do verdadeiro bem.
Neste estudo mostramos as três revoluções na arte que causaram sua destruição
enquanto meio para Deus: o Renascimento, que separou a beleza do bem; o Romantismo, que
separou a beleza da verdade; e finalmente a Arte Moderna, que fará a última negação,
ao repudiar a própria Beleza e o próprio ser, renegando como consequência a Deus e o
próprio homem, que é a sua imagem.
- O Paraíso de Dante
Ao pronunciar estas conferências sobre o Paraíso de Dante, não pretendemos senão
despertar o interesse dos estudantes universitários brasileiros pela obra monumental do
grande poeta italiano, fazendo vislumbrar o altíssimo fulgor inteletual daquela que é
cega e caluniosamente chamada de "Idade das trevas".
- Rock, revolução e
satanismo
Enganam-se os que julgam que o Rock foi apenas uma revolução
musical. Ele foi mais. Foi uma revolução cultural que se estendeu das modas à
religião, do gosto ao comportamento social.
O Rock'n Roll difunde idéias, suscita comportamentos imorais e prega a rebelião. Por
isso ele se constitui numa verdadeira ação revolucionária que alcançou um efeito mais
profundo do que o de qualquer ideologia totalitária, do nazismo ao comunismo.
Políticos do erotismo, arautos da desordem e do caos, propugnadores da ação sem
qualquer sentido. Rebeldes contra a sabedoria e a lei. Apóstolos da irracionalidade e do
desespero. Tais se confessam os líderes do movimento Rock.
Lemos algures que foram feitas experiências com vacas em estábulos. Quando se tocava
Vivaldi elas davam mais leite. Quando se tocava Rock "escondiam o leite". E um
sacerdote nos contou que ao tocarem Rock para selvagens africanos, eles perguntaram porque
se estavam chamando os maus espíritos...
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Prática Cristã |
- Catecismo da Santa
Missa
PRIMEIRA PARTE - Capítulo
XI: Das disposições para assistir com frutos à Santa Missa e da maneira
como ouvi-la

"Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não
podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis porque, caro leitor, muitos não têm
pelo santo Sacrifício da Missa o amor que deveriam ter, porque este tesouro, a maior
maravilha e a maior riqueza da Igreja de Deus é um tesouro oculto, um tesouro muito pouco
conhecido." (S. Leonardo de Porto-Maurício).
Apresentamos em "Cadernos Montfort", em publicações periódicas, um trabalho
baseado no livro "Catecismo da Santa Missa", para esclarecer aqueles que pouco
conhecem a missa, e também aprofundar os conhecimentos de quem já a conhece.
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Apologética |
- Neo Paganismo
e Bruxaria
Capítulo 2 -
Causas do Ressurgimento do Paganismo
Nos dias de hoje há uma preocupação crescente,
principalmente entre os cristãos, com o acelerado desenvolvimento de
seitas neopagãs no hemisfério Norte, que está se alastrando pelos Estados
Unidos e Canadá, abarcando toda a Europa Ocidental e penetrando na Europa
Oriental, pela Rússia principalmente.
Na América do Sul, não considerando as religiões animistas provenientes da
África trazida pelos escravos, o paganismo tem se propagado entre os
jovens por um aumento de interesse e até mesmo adesão à ritos da bruxaria
moderna, mais conhecida como Wicca, devido principalmente ao sucesso de
produções de Hollywood, tais como Harry Potter, Senhor do Anéis, e outros
filmes nos quais a feitiçaria é tratada com simpatia.
Publicaremos a partir desta edição, um estudo sobre o neo paganismo e
bruxaria, e veremos que o paganismo ocidental é marcado pela rivalidade
com o cristianismo.
A visão de um mundo paganizado ao mesmo tempo aterroriza e motiva aos
católicos, pois recorda a perseguição e a coroa do martírio, que tantos
suportaram com valentia e fé, com muita fé, nos primórdios da Igreja.
Mártires católicos, que perante Roma pagã não compactuaram com sua moral
decadente e não aceitarem a outros deuses e outras religiões que não a
Igreja Católica do Deus Todo Poderoso.
- O Primado de Pedro
Uma das grandes razões de divergência entre católicos e
protestantes diz respeito à legitimidade para a interpretação das Sagradas Escrituras.
Para os seguidores da reforma, qualquer pessoa poderia ler e entender corretamente a
bíblia, sem o auxílio de ninguém senão do Espírito Santo, que guiaria cada um
infalivelmente na busca do verdadeiro significado da palavra divina. É o chamado livre
exame da Bíblia, proposto pelo ex-frade Lutero.
Para os católicos, o legítimo intérprete das Escrituras (e também da Tradição) é o
papa, sucessor direto de São Pedro, pois Cristo confiou a ele esse ministério. Ao Papa,
portanto, devem os católicos obediência em matéria de fé e moral, em função do poder
divino a ele conferido.
Importa pois saber qual das duas visões corresponde à vontade divina, pois aí teremos
resolvido o problema da interpretação da Bíblia Sagrada, que é motivo de divergência
entre católicos e protestantes. Examinemos pois, em primeiro lugar, as Escrituras.
Utilizaremos na maior parte da demonstração dessa verdade o esquema do livro Igreja,
Reforma e Civilização, do Pe. Leonel Franca, Ed. Agir, 6a edição.
- "Leia a
Bíblia"?
Os protestantes são conhecidos pela sua insistência na
Bíblia, que eles lêem e recomendam ler com insistência, como se pela leitura se achasse
a salvação. Daí o slogan protestante: "Leia a Bíblia".
Mas, de onde tiram os protestantes essa lei - ou recomendação - de que todos devem ler a
Sagrada Escritura?
Evidentemente Deus fez as Sagradas Escrituras para serem lidas. Mas lidas por quem? Por
todos? Por alguns? Por quem? Quem teria a missão de ler a Escritura e explicá-la aos
sábios e ao povo mais simples?
A própria Bíblia refuta a doutrina protestante a seu respeito.
- Reencarnação
A doutrina da reencarnação é comum a vários sistemas
religiosos, todos de fundo gnóstico. Ela provém de um erro a respeito do problema do mal
e da justiça divina. Modernamente, a doutrina da reencarnação se tornou muito difundida
pelo espiritismo.
Neste caderno, apresentamos alguns argumentos contra os fundamentos do espiritismo.
- Homeopatia:
ciência ou superstição?
Considerações sobre a Homeopatia, suas origens, sua
doutrina, e sua pseudo-cientificidade. Neste trabalho, concluímos que a Homeopatia é uma
concepção esotérica espiritualista do mundo, aplicada à arte de curar.
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