Religião

Uma parábola infame
Orlando Fedeli

Fruto sacrílego e podre da Liberdade de Religião
 
    Frei Carlos Mesters, conhecido herege, sequaz da sectária Teologia da Libertação, acaba de publicar uma escandalosa “parábola” blasfema intitulada “Parábola de Jesus no terreiro”.
     Ei-la (extraída de www.igrejadocarmo.com.br ): 
 

Parábola de Jesus no terreiro
Frei Carlos Mesters, O.Carm.
"Quando Deus andou no mundo..!"

Certa vez, Jesus reuniu os discípulos e as
discípulas e disse: "Quando vocês forem anunciar a Boa Nova do Reino, não levem dinheiro nem comida, mas confiem no povo. Chegando num lugar, se forem acolhidos e o povo partilhar comida e casa com vocês, e se vocês participarem da vida deles trabalhando e tratarem dos doentes e do pessoal marginalizado, então podem dizer ao povo com toda certeza: 'Gente! Olhe aqui! O Reino chegou! Está chegando!'" E eles foram.

Jesus também foi. Andou, andou. Estava começando a escurecer, quando chegou num terreiro. O pessoal que entrava, o saudava e dizia: "Boa Noite, Jesus! Entre e participe com a gente!" Jesus entrou. Viu o povo reunido. A maioria era pobre. Alguns, não muitos, da classe média. Todo mundo dançando, alegre. Havia muita criança no meio. Viu como todos eles se abraçavam. Viu como os brancos eram acolhidos pelos negros como irmãos. Jesus, ele também, foi sendo acolhido e abraçado. Estranhou, pois conheciam o nome dele. Eles o chamavam de Jesus, como se fosse um irmão e amigo de longa data. Gostou de ser acolhido assim.

Viu também como a Mãe-de-santo recebia o abraço de todos e como ela retribuía acolhendo a todos. Viu como invocavam os orixás e como alguns vinham distribuindo passes para ajudar os aflitos, os doentes e os necessitados. Jesus também entrou na fila e foi até a mãe-de-santo. Quando chegou a vez dele, abraçou-a e ela disse: "A paz esteja com você, Jesus!" Jesus respondeu: "Com a senhora também!" E acrescentou: "Posso fazer uma pergunta?" E ela disse: "Pois não, Jesus!" E ele: "Como é que a senhora me conhece? Como é que o pessoal sabe o meu nome?" E ela falou: "Mas Jesus, aqui todo mundo conhece você. Você é muito amigo da gente. Sinta-se em casa no meio de nós!"

 Jesus olhou para ela e disse: "Muito obrigado!" E continuou: "Mãe, estou gostando! O Reino de Deus já está aqui no meio de vocês!" Ela olhou para ele e disse: "Muito obrigado, Jesus! Mas isto a gente já sabia. Ou melhor, já adivinhava! Obrigado por confirmar a gente.
Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar!" E Jesus entrou na dança. Dentro dele o coração pulava de alegria. Sentia uma felicidade imensa e dizia baixinho: "Pai, eu te agradeço, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste ao povo humilde aqui do terreiro. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!". Dançou um tempão. No fim, comeu pipoca, cocada e batata assada com óleo de dendê, que o pessoal partilhava com ele. E dentro dele, o coração repetia sem cessar: "Sim, o Reino de Deus chegou! Pai, eu te agradeço! Assim foi do teu agrado!"
(destaques nossos).
 

 
     Até aqui o horror chegou!
     
Como foi possível um frade carmelita escrever tais horrores sem perturbação?
     Como se tornou possivel um frade publicar um texto escandaloso desses?  Será possível que nenhum Bispo, no Brasil, protestará?
     Temo que seja bem possível que nenhum Bispo proteste. É de temer, sim, que a CNBB, tão loquaz quando se trata de política, se cale, omissa e cúmplice, quando, se blasfema contra Cristo e contra o seu Evangelho.
     Caso a CNBB e os Bispos, pessoalmente, se omitirem, isso será claro sinal de cumplicidade, pois o Bispo é posto como sentinela da Igreja, para denunciar o inimigo. Cada Bispo é posto como pastor para proteger as ovelhas de Cristo contra os lobos. E Frei Carlos Mesters é um raivoso lobo vermelho. O silêncio dos Bispos, caso não condenem esse frade herético, será um escândalo ainda maior que essa “parábola” infame.
     E por que é de temer a omisão cúmplice e silenciosa do episcopado brasileiro?
     Em primeiro lugar, porque, no Brasil, se publicam, há décadas, as piores heresias, e se fazem os piores abusos litúrgicos, -- havendo até, na Diocese de Limeira, padre que dá hóstias consagradas para cachorros --, sem nenhuma condenação por parte dos Bispos. E a CNBB, normalmente acolhe em suas comissões e em seus quadros de peritos, os mais conhecidos hereges da Telogia da Libertação. Veja-se, como prova disso, para citar um exemplo, a famigerada Comissão Pastoral da Terra com seus Dons Balduínos e Dons Casaldáligas, e agora com Dom Erwin.
     Em segundo lugar, é de se temer que ocorra essa omissão coletiva, porque a grande maioria dos Bispos do Brasil está profundamente embebida do modernismo ecumênico do Concílio Vaticano II.
     Ora, o Vaticano II, por seu ecumenimso, considerou que em toda religião pode se encontrar a salvação, contradizendo assim o dogma católico, proclamado pelo IV Concílio Ecumênico de Latrão, de que fora da Igreja não há salvação: “Extra Ecclesiam nulla salus”.
     Que Bispo brasileiro assinaria, hoje, uma declaração aceitando esse dogma da Igreja?
     Que Bispo brasieiro teria a coragem de dizer ainda que fora da Igreja não há salvação?
     Tomara que ainda exista um Bispo assim.
     Se algum Bispo brasileiro ainda crê nesse dogma, que ele condene o texto de Frei Carlos Mesters. Faça isso e rejubilará a Corte celeste.
     Aceitando-se, porém, a doutrina do Vaticano II de que se pode alcançar a salvação em qualquer religião; aceitando-se a liberdade de religião, era lógico e natural que se caísse no indiferentsmo religioso e no relativismo.
     Frei Carlos Mesters é um herege relativista. O grosso do Episcopado nacional aceita o ecumenismo e pratica o relativismo.
     Até quando, Deus Santo? Até quando, se os sentinelas da Igreja se calam e até se tornam cúmplices dos inimigos de Deus, até quando tolerará Deus a perdição sistemática de suas ovelhas? Até quando o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas, tolerará que os maus pastores ajudem a massacrar as últimas ovelhas que permanecem fiéis?
     Frei Carlos Mesters descreve um Jesus macumbeiro. Ele parodia as parábolas do Evangelho de modo grosseiro e sacrílego. E ele blasfema contra o Verbo de Deus encarnado, insinuando ser Ele possuído por um...”orixá”!..
     E recheia a sua paródia de um palavreado demagógio, socialistóide e populacheiro, usando parolagem vulgar, para deturpar o próprio texto da Revelação.     
     Ora, está escrito no Apocalipse, que se alguém tirar, acrescentar, ou deturpar qualquer coisa do Evangelho, que caiam sobre ele, todas as maldições contidas na Sagrada Escritura!
 
Eu declaro a todos os que ouvem as palavars da profecia deste livro, que, se alguém lhes fizer acréscimos, Deus o castigará com as pragas escritas neste livro. Se alguém tirar qualquer coisa das palavras da profecia deste livro, Deus lhe tirará a sua parte do livro da vida, da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro(Apoc. XII18-19)

     Ai dos blasfemos!
     Ai dos deturpadores!
     Ai dos traidores de Deus!
     Ai dos cães mudos, que em vez de guardar a Casa de Deus, fazem festa para os lobos vermelhos!

     Deus não Se omite!

São Paulo, 18 de Julho de 2008,
Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Uma parábola infame"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/parabola_infame/
Online, 21/10/2017 às 04:52:06h