Religião

A ignorância infernal de Jose Reis Chaves sobre as penas eternas
Eder Moreira

“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e para seus anjos” (São Mateus XXV, 41). 

 

     Em um miserável programa kardecista (Presença Espírita na Bíblia) o incompetente blasfemador José Reis Chaves pretendeu demonstrar – segundo a lógica e o bom sendo espírita – a suposta irracionalidade das penas eternas que a Igreja Católica professa como dogma de Fé. Para a ignorância chavista, o inferno e sua eternidade seriam crenças injustas e uma forma de amedrontar as massas para docilmente serem manipuladas pelos interesses da religião.

     O artifício repousa na invenção de que o vocábulo “eternidade” teria sofrido uma tendenciosa modificação, adquirindo, nas línguas vernáculas, a conotação de perpetuidade irreversível. Mas, o pretenso especialista em grego – José Reis Chaves – esclarece que, na língua original dos evangelhos, o sentido da palavra “eterno” seria o de “indefinido” ou “indeterminado”, corroborando, supostamente, com a visão espírita das sucessivas reencarnações.

     Na concepção chavista, não haveria diferença entre tempo e eternidade. Ora, Santo Tomás de Aquino, rebatendo essa ideia errônea, elucida magistralmente em sua Suma Teologia:

É evidente que o tempo e a eternidade não são coisas idênticas. O fundamento dessa diversidade consiste para alguns que a eternidade não tem nem princípio nem fim, enquanto o tempo tem princípio e fim. Mas esta é uma diferença acidental, e não essencial. Porque, ainda considerando que o tempo não tivesse princípio e não pudesse ter fim, como sustentam aqueles que tem por eterno o movimento do céu, ainda assim se manteria a diferença entre eternidade e tempo [...] porque a eternidade é totalidade simultânea, coisa que não corresponde ao tempo; posto que a eternidade é a medida do existir permanente, enquanto o tempo é a medida do movimento” (Suma Teológica, Parte Ia, Q. 10, a. 4).

     Também Santo Agostinho – Doutor de Hipona – nos proporciona a correta noção de eternidade em suas nobilíssimas Confissões:

“Contudo, afirmo com certeza e sei que, se nada passasse, não haveria tempo passado; que se não houvesse os acontecimentos, não haveria tempo futuro; e que se nada existisse agora, não haveria tempo presente. Como então podem existir esses dois tempos, o passado e o futuro, se o passado já não existe e se o futuro ainda não chegou? Quanto ao presente, se continuasse sempre presente e não passasse ao pretérito, não seria tempo, mas eternidade (Confissões, Livro XI, Capítulo XIV).

     Essa mesma noção é corroborada pelo filósofo Boécio:

“A eternidade é a posse total e perfeita de uma vida sem fim (apud Dr. Thiago Sinibaldi. Elementos de Philosophia. Vol. I. 3ª edição, Coimbra: Typographia França Amado, 1906, p. 311)

     Sob a luz dessas explicações filosóficas, compreende-se perfeitamente a distinção entre o eterno e o temporal. Em qualquer idioma, eternidade é sempre um perpétuo presente que não se desloca para o tempo passado. É uma realidade fixa ou imutável, que não sofre modificação. Nesse sentido, penas eternas são aquelas que não cessam, permanecendo para sempre como punição eterna aos condenados.

     Essa é a noção básica desfigurada pelo kardecista José Reis Chaves. O ignorante simplesmente manipulou os termos – fazendo uma desastrosa confusão entre tempo e eternidade – além de supor uma ridícula e inverídica modificação no sentido histórico do vocábulo.

     Que a palavra eternidade sempre teve um mesmo significado – sem variação no tempo – demonstraremos pelas considerações insofismáveis dos próprios teólogos conhecedores da língua original dos Evangelhos.

     São Policarpo de Esmirna (século II), contemporâneo e discípulo do Apóstolo São João.

     Na ocasião de seu glorioso martírio, o santo bispo desdenhou as ameaças dos algozes diferenciando o fogo terrestre – que dura um certo tempo – do fogo infernal, que tem uma duração sem finalização:

“Tu me ameaças com um fogo que queima por um momento, e pouco depois se apaga, porque ignoras o fogo do julgamento futuro e do suplício eterno, reservado aos ímpios. Mas por que tardar? Vai, e faze o que queres” (Martírio nº. 11).

     Uma evidente distinção entre tempo e eternidade. O fogo terrestre que é temporário, e o suplício eterno no fogo inextinguível. Logo, desde os primeiros séculos, tinha-se a inequívoca compreensão das penas eternas.

     No discurso precedente o bispo é enfático:

“Felizes e generosos todos os mártires que surgem segundo a vontade de Deus. De fato, é necessário que tenhamos fé, para atribuir a Deus o poder sobre todas as coisas. Quem não admiraria a generosidade deles, a perseverança e o amor ao Senhor? Dilacerados pelos flagelos a ponto de se ver a constituição do corpo até as veias e artérias, permaneciam firmes, enquanto os presentes choravam de compaixão. A sua coragem chegou a tal ponto que nenhum deles disse uma palavra ou emitiu um gemido. Eles mostravam a todos nós que os mártires de Cristo não estavam em seus corpos, mas que o Senhor, aí presente, conversava com eles. Atentos à graça de Cristo, eles desprezavam as torturas deste mundo e adquiriram, em uma hora, a vida eterna. O fogo dos torturadores desumanos era frio para eles. De fato, tinham diante dos olhos escapar do (fogo) eterno, que jamais se extingue (Martírio, 2).

     O bispo oriental – que conhecia perfeitamente a língua dos evangelhos – entendia pena eterna como um castigo interminável em um fogo insuportável. Ora, a existência do fogo está relacionada à manutenção da pena aflitiva. Logo, se o fogo é incessante, como atesta Jesus Cristo e seus Apóstolos, é porque o tormento dos réprobos é evidentemente interminável.

     Somente por esses dizeres de São Policarpo – discípulo de São João – estaria liquidada a interpretação descabida de José Reis Chaves. Mas, prossigamos com a demonstração histórico-terminológica

     Santo Inácio de Antioquia (século I), contemporâneo dos apóstolos e discípulo de São Pedro e São Paulo:

“Meus irmãos, não vos enganeis. Aqueles que corrompem uma família não herdarão o Reino de Deus. Com efeito, se morrem aqueles que fazem isso segundo a carne, quanto mais aquele que, por sua má doutrina, corrompesse a fé em Deus, pela qual Jesus Cristo foi crucificado! Essa pessoa, tornada impura, irá para o fogo inextinguível, juntamente com aquele que a escuta” (Santo Inácio de Antioquia. Carta aos Efésios, 16).

     O santo mártir fala de pecados que privam os pecadores do Reino de Deus. E não é uma privação indeterminada, como sugere a estupidez kardecista, mas um castigo muito bem definido e irreversível no fogo inextinguível.

     Em outra carta, o santo é ainda mais contundente:

“Então, ainda estando na terra, contemplarás porque Deus reina nos céus. Aí começarás a falar dos mistérios de Deus, amarás e admirarás aqueles que são castigados por não querer negar a Deus. Condenarás o engano e o erro do mundo, quando realmente conheceres a vida no céu, quando desprezares esta vida que aqui parece morte e temeres a morte verdadeira, reservada àqueles que estão condenados ao fogo eterno, que atormentará até o fim aqueles que lhe forem entregues. Se conheceres esse fogo, ficarás admirado, e chamarás de felizes aqueles que, pela justiça, suportaram o fogo passageiro (Carta a Diogneto, 10).

     Assim como são Policarpo, Santo Inácio distingue a duração do fogo do inferno em relação ao do fogo terrestre. Enquanto o fogo do mundo tem uma durabilidade passageira, o fogo destinado ao tormento dos réprobos permanece perpetuamente.  

     Dois testemunhos apostólicos inquestionáveis. São Policarpo, discípulo de São João, e Santo Inácio, discípulo de São Pedro e São Paulo. É a doutrina de Cristo ecoando na voz de seus Apóstolos no decurso dos séculos.

     Orígenes de Alexandria (século III), que posteriormente sucumbiu no erro da salvação universal, também entendia a designação eterno como algo que permanece para sempre:

Aplicamos com exatidão o termo perpétuo, ou eterno, ao que não começou a existir e que não deixará de ser o que é. (Livro I, 2, 11).

     São João Crisóstomo
(século IV), patriarca de Constantinopla e conhecedor da língua grega, ensinava sobre o sentido exato do fogo eterno:
 

“Um só consolo existe: não cair no fogo inextinguívelPara os que ali caem não há consolo (In Ef. Hom., IV, 2, 10, grifo nosso).

     Claríssimo! Não há esperança para aqueles que são lançados no fogo inextinguível. Isso confirma a crença unânime entre os padres apostólicos de que as penas eternas sempre foram entendidas no sentido sempre ensinado pela Igreja Católica.

     Para não prolongar as citações, encerramos com as palavras de Santo Irineu de Lyon, discípulo de São Policarpo de Esmirna:

“Para os pecadores está preparado o fogo eterno: Deus o diz expressamente e todas as Escrituras o demonstram. Como demonstram que Deus sabia que isso aconteceria e que desde o princípio o preparou para os transgressores”
(Santo Irineu de Lyon, Contra as Heresias, 28,7).

     
Prossegue o bispo da Igreja:

“Como no Novo Testamento aumentou a fé dos homens em Deus, recebendo em acréscimo o Filho de Deus, de sorte que o homem se torna partícipe de Deus, e também cresceu o aperfeiçoamento da conduta, visto que se nos ordena não somente abster-nos das ações más, como também de todo mau pensamento, de palavras ociosas e licenciosas, assim o castigo dos que não crêem no Verbo de Deus, desprezam a sua vinda e voltam atrás é aumentado, e, de temporal que era, se tornou eterno. Aqueles aos quais o Senhor dirá: ‘Ide longe de mim, malditos, para o fogo eterno’, serão condenados para sempre
(Santo Irineu de Lyon, Contra as Heresias, 28,2

     A condenação é sem possibilidade de revogação. Assim era empregado o termo eterno para o os condenados. Assim entendiam os teólogos e bispos familiarizados com o idioma dos Evangelhos. Os entendedores do grego não viam as penas eternas como o fracassado kardecista José Chaves. Teológica e filosoficamente a Igreja sempre ensinou, com sua legião de teólogos, a eternidade das penas do Inferno. Não houve mudança ou variação no sentido da palavra. Em grego ou em português, o significado é sempre idêntico.

     Na própria Bíblia é possível demonstrar que Cristo ensinou de modo irrefutável a eternidade dos tormentos. Uma passagem que dissipa qualquer interpretação de um inferno passageiro é comentada pelos teólogos da Igreja.

     Dirá Nosso Senhor no Juízo Final: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (S. Marcos XXV,46).

     Sobre esse trecho explica Santo Agostinho:

“Alguns se enganaram dizendo que a expressão fogo eterno não é a pena eterna: prevendo isso o Senhor, concluiu sua sentença dizendo assim: E irão estes para o suplício eterno e os justos para a vida eterna” (apud Santo Tomás de Aquino. Catena Áurea).

     Os termos “eternos” aparecem tanto para designar o castigo quanto a felicidade dos justos no Céu. Por conseguinte, se o sofrimento no inferno não é para sempre, tampouco seria para sempre a felicidade no Reino de Deus. Não teríamos um castigo eterno, como também não haveria uma paz perpétua para os homens. Tudo seria temporário, inclusive a salvação ou felicidade celestial.

     Por sua vez, as reencanações seriam intermináveis, e os homens jamais alcançariam uma paz definitiva. Eterna seria apenas a busca por uma felicidade inatingivel. Esse seria o eterno castigo da humanidade.

     Para impossibilitar falsas interpretações, contrárias às penas eternas, sabiamente Nosso Senhor Jesus Cristo posicionou  – lado a lado – as duas realidades eternas para ensinar que, assim como são eternos os tormentos do inferno nos condenados, também são eternas as alegrias dos justos no Céu.

     É com uma miserável “compreensão racional” que o espírita Josá Reis Chaves pretendeu contestar os fundamentos inabaláveis das penas eternas. O “bom senso” kardecista é na verdade um abismo de contradições e falsificações.

     Concluindo essa questão com o admirável bom senso da Igreja Católica, analisaremos outra passagem bíblica que autentica a eternidade do inferno para os condenados.

     Fazendo distinção entre os pecados, Jesus Cristo assim sentenciou: 

Por isso vos digo: Todo o pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, lhe será perdoado; porém o que a disser contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado , nem neste século nem no futuro” (São Mateus XII, 31-32).

     Comentando esse trecho da Escritura – que afirma a impossibilidade de perdão aos que blasfemarem contra o Espírito Santo – Teofilato considera-o prova irrefragável das penas eternas, contra os defensores de um inferno efêmero:

“Nisto há um argumento contra os sectários de Orígenes, que dizem que as penas terão término e que chegará um dia em que os pecadores poderão unir-se aos justos e com Deus” (apud Santo Tomás. Catena Áurea).

     São Beda, que também comentou esse fragmento sagrado, manifestou semelhante compreensão:

"Porque é um erro o de Novaciano, que nega poder ser perdoado o que não sai vencedor do martírio, como também o de Orígenes, que afirma que todos os pecadores depois do juízo universal e de inumeráveis evoluções dos séculos, alcançarão o perdão de seus pecados: erro que as seguintes palavras do Senhor combatem: ‘Mas o que blasfemar contra o Espírito Santo não terá jamais perdão’" (op. cit.).

     Em harmonia com a tradição e o bom senso católico, asseverou Rábano:

“A autoridade desta passagem destrói o erro de Orígenes, que sustentava que todos os pecadores alcançariam depois de muitos séculos o perdão de seus pecados” (op. cit.).

     O ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo só admite uma conclusão: existem pecados que jamais serão perdoados. Ora, todo castigo permanece enquanto não é concedido o perdão. Deste modo, não havendo possibilidade de perdão, a culpa permanece para sempre. E para uma culpa eterna resulta uma pena eterna. Então, com justiça e bom senso alguns pecados são punidos com a eternidade do inferno.

     Esse é o ensino infalível e incontestável de Jesus Cristo. Nem mesmo a lorota de um espírita pode derrubar essas verdades lógicas e racionais. Somente na cachola mediúnica de José Chaves o eterno tem sentido temporário. Ademais, se assim fosse, ele deveria aplicar sempre o mesmo sentido em toda a Bíblia. Ora, a Escritura ensina que o poder de Deus é eterno (Daniel VII, 14). Também ensina que Ele é um Rei eterno (I Timóteo I, 17).

     Considerando o irracionalismo chavista, Deus então teria um poder e um reinado passageiro?  Deus então não seria onipotente? Tornar-se-á, em algum tempo, uma divindade fracassada sem poder e sem reinado? Eis as consequências absurdas do subterfúgio fracassado de José Chaves.

     O mesmo se pode dizer da concepção indefinida ou indeterminada atribuída ao temido vocábulo. Toda pena é definida ou determinada. Ela pode não o ser antes do julgamento. Mas, após o processo judicial, o magistrado determina uma pena definida. Assim, para aqueles que morrem em situação de pecado venial, o eterno juiz determina uma pena temporária no purgatório, enquanto para aqueles que morrem em situação de pecado mortal, sentencia uma pena eterna. Como o julgamento acontece imediatamente após o falecimento, logo, imediatamente a pena é determinada de acordo com a gravidade do pecado.

     Eis a Justiça! Eis a lógica de Deus!

     Veremos ainda outro raciocínio irracional do fracassado kardecista.

     Mostrando toda sua lógica espiritualista em contraposição ao irracionalismo da Igreja Católica, José Reis Chaves ensinou aos seus telespectadores que a pena deve ser determinada pelo tempo de duração do crime realizado. Assim, para um homem que permaneceu cem anos no pecado, a pena justa seria de cem anos de condenação. Esse seria o indestrutível bom senso do espiritismo.

     Consideremos um roubo de uma planta que durou dez minutos e um assassinato que durou exatamente trinta segundos. Aplicando a “lógica” chavista, o assassino deveria receber uma pena proporcional ao tempo de duração do pecado, ou seja, trinta segundos de condenação. Já o ladrão de plantas, que levou dez minutos para roubar, permaneceria apenas dez minutos na penitenciária como pena pelo seu delito. Ademais, adotando por critério apenas o tempo que levou a execução da transgressão, o roubo da planta que durou dez minutos seria mais grave que o assassinato que durou apenas trinta segundos.

     Portanto, não é o tempo, mas a matéria própria do delito e outros fatores que determinam o tempo de condenação. Como já dissemos, a culpa do pecador sempre aumenta de acordo com a dignidade da pessoa ofendida. O pecado mortal é uma ofensa gravíssima contra Deus que tem uma dignidade infinita. Logo, a culpa do pecador, que peca consciente e deliberadamente, é de uma gravidade infinita, merecendo, por isso, uma condenação também de duração infinita.

     Essa é apenas uma, das várias razões filosóficas pelas quais se compreende a necessidade das penas eternas reveladas por Deus e confirmadas pela Igreja Católica.

     Mas o show chavista prossegue...

     Irracionalmente!

     Consagrando o circo de aberrações, José Reis Chaves assacou sua última ineficaz munição contra o dogma do inferno. Para o contraditório kardecista, as pregações das penas eternas seriam apenas instrumentos de amedrontamento da Igreja Católica. Causar medo pelas penas seria então algo inadmissível.

     Ao apreciar os Evangelhos notamos a insistência de Nosso Senhor sobre os horrores infernais. Nas cartas apostólicas, facilmente encontramos ensinamentos acerca do trágico fim dos pecadores. E o mesmo se pode vislumbrar na ininterrupta tradição da Igreja de Cristo. Os efeitos desse “amedrontamento” são indiscutíveis. Quantas almas convertidas, graças às tenebrosas recordações do inferno! Quantos pecados evitados pela benéfica lembrança do trágico destino dos pecadores impenitentes. É a sabedoria de Deus quem assegura: “Pelo temor do Senhor evita-se o mal” (Provérbios XVI, 6).

Jesus Cristo “amedrontava” os pecadores para que, pelo horror das penas eternas, evitassem o pecado e perseverassem, por amor a Deus, na vida de santidade. A própria sociedade humana nos ensina que o amedrontamento é utilíssimo na diminuição da criminalidade e no estimulo a honestidade. É o que faz a polícia, causando medo nos delinquentes. É o efeito das penitenciárias e dos tribunais, que pela severidade das penas, amedrontam a civilização. Ora, se o amedrontamento é sempre perverso, então seria preciso acabar com os policiais, com as penitenciárias e com os tribunais. Além disso, não seria permitido trazer qualquer lembrança das possíveis penas aplicadas aos infratores da Lei.

     Nesse sentido, podemos proclamar juntamente com a Igreja Católica e com a sabedoria de Deus:

 

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios IX, 10).

Feliz do aluno que teme o castigo do mestre;

Feliz do filho que teme o castigo do pai;

Feliz do cidadão que teme o castigo do Estado;

Feliz do cristão que teme os castigos de Deus, e persevera até o fim na prática zelosa da Lei Eterna.

 

In Corde Jesu et Mariae

 

10/04/2018

 

 

    Para citar este texto:
"A ignorância infernal de Jose Reis Chaves sobre as penas eternas"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/ignorancia_jrchaves/
Online, 20/11/2018 às 15:45:44h