Religião

Bruxaria e Aborto, o Sangue dos Inocentes Oferecido ao Demônio
Paulo Pedrosa
 "Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos. Cumpriu-se então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: "Em Rama se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem!"" (Mateus II, 16-18).

O sangue dos santos inocentes foi derramado em Belém para satisfazer a sede de poder de Herodes. Choca saber que hoje o sangue dos inocentes é derramado para satisfazer o demônio...

A escritora e praticante de Wicca Ginette Paris explicitamente defende o aborto como forma de sacrifício necessário à deusa Ártemis. Segundo ela, a mulher não tem poder algum enquanto não tiver poder sobre a vida e a morte. (Ginette Paris, The Sacrament of Abortion, 1992 and the article Abortion as a sacrifice to Artemis, do livro Pagan Meditations: The worlds of Afrodite, Artemis e Hestia, Spring Publications, 1991).

Este pensamento grotesco tem ganhado cada vez mais adeptos entre as praticantes da Wicca e entre os americanos favoráveis ao aborto.

Diz ela em seu livro:

"Artemis tem a reputação de gostar de sacrifícios sangrentos, inclusive o de humanos... uma prática que deu má fama ao paganismo... A historias na qual Artemis clama pelo sacrifício de Ifigênia pode ser entendida de mais de uma forma... em uma, Ifigênia é uma vítima, oferecida em sacrifício no altar de Artemis; na outra Ifigênia se torna heroina, e o sacrifício toma um significado diferente. Uma vez que o aborto é um tipo de sacrificio, acredito que a exploração deste mito pode abrir novas sendas de pensamento" (Ginette Paris, The Sacrament of Abortion, Spring Publication, Dallas, 1992, p. 34. O negrito é nosso).

"Artemis, que personifica o respeito pela vida animal, aceita a necessidade da caça, mas apenas se regras e rituais de absolvição forem observados. Na maioria das religiões da deusa um raciocínio similar é aplicado aos fetos e aos recém nascidos. É perfeitamente aceitável que uma mulher que dá a vida também a destrua sob certas circunstâncias..." (Ginette Paris, The Sacrament of Abortion, Spring Publication, Dallas, 1992, p. 53. O negrito é nosso).

"Nossa cultura necessita de novos rituais bem como de leis que restaurem ao aborto sua dimensão sagrada, que é tão terrível quanto necessária" (Ginette Paris, The Sacrament of Abortion, Spring Publication, Dallas, 1992, p. 92. O negrito é nosso).

"O aborto é um sacrifício para Artemis. Aborto como um sacramento pelo dom da vida para permanecer pura" (Ginette Paris, The Sacrament of Abortion, Spring Publication, Dallas, 1992, p. 107.O negrito é nosso).

Então hoje, segundo as próprias palavras das adeptas da Wicca, estão sacrificando os inocentes para um demônio, posto que São Paulo nos ensinou que todos os deuses dos pagãos são demônios...

Para justificar sua adesão ao aborto as adeptas da Wicca usam argumentos ecológicos estapafúrdios:

"artigos científicos recentes relatam que certos animais comem seus filhotes para que o resto possa sobreviver" (espero sinceramente que ela não ache que devamos comer nossos bebês!) (Cfr. ata de reunião de encontro de Bruxas cujo tema fora Nascimento e Aborto, citado no site http://www.forerunner.com/champion/X0001_Birthing_Abortion.html);

temores apocalípticos paranóicos:

"o uso excessivo da fecundidade feminina pode trazer uma catástrofe ecológica"(Cfr. citação acima);

e até mesmo caquéticas teorias Malthusianas:

"haveria um desastre planetário se cada óvulo humano fecundado sobrevivesse" "(Cfr. citação acima).

Na verdade, a Wicca também pode ser vista como uma expressão mística do feminismo, por seu pensamento de que a mulher tem o poder sobre a vida e a morte, por darem a luz ou por abortar. E cada um desses atos é considerado como um ato mágico. Quanto mais artificial o meio para realizá-los e quanto maior o envolvimento de homens no processo, menor a "mágica" envolvida no processo. Muitas são até mesmo contra a pílula, por ser um agente químico e não natural, e preferem o aborto de fetos perfeitamente formados a ela.

Elas são bem francas, pois admitem que:

"apesar de muitas de nós acreditarmos que um feto pelo menos tenha uma consciência psíquica, nosso apoio ao aborto está baseado em uma profunda compreensão de que , como na natureza, tirar uma vida às vezes pode ser necessário" "(Cfr. citação acima).

É admitido, portanto, que o feto tenha uma consciência psíquica, termo que supostamente é um eufemismo para alma. Então, quando um bebê é assassinado através de um aborto, elas entendem perfeitamente que estão matando um ser humano, e não uma "coisa amorfa que ainda não se sabe dizer se humana, pois não possui alma", como é acreditado por tantos defensores do aborto.

Repito, as adeptas da Wicca, de uma forma geral, sabem que um ser humano está sendo assassinado quando é feito um aborto.

Cada praticante da Wicca acredita ser uma espécie ou parte da encarnação da "deusa", assim justificando sua crença de poder sobre a vida e a morte dos fetos. Elas vêem a vida como um processo cíclico de reencarnação. Segundo seu entender então, quando uma mãe decide matar seu bebê, ele será devolvido a "força cósmica", onde ficará aguardando sua próxima encarnação.

Daí se vê o perigo das idéias gnósticas (e espíritas) e o impacto que as mesmas tem sobre a sociedade, uma vez que elas justificam a cultura da morte, como o aborto, a eutanásia, etc. ou mesmo quando ela justifica opressões étnicas/sociais, como o caso dos párias na Índia.

Para aliviar o peso da consciência e a culpa natural que as mães ao abortarem sentem, as praticantes da Wicca contam com rituais que pretendem sufocar o sentimento de culpa e apoiar e encorajar a mulher que abortou.

Alguns dos rituais consistem em erigir um altar para um bebê abortado; derramar gotas de sangue do bebê abortado no solo em honra a "mãe terra", plantar uma árvore, etc. Um ritual bastante comum de "purificação" de mulheres que abortaram consiste em encorajá-las a imaginar que seu bebê foi liberado na força vital do cosmos, acompanhando isto com músicas ou poesias. Uma mulher sempre se benzerá (visto que elas pensam ser deusas) após seu aborto para recuperar seu estado de graça anterior ao aborto.

Tem se tornado cada vez mais evidente o vínculo entre clínicas de aborto e as associações das modernas praticantes de bruxaria – hoje chamada de Wicca – principalmente nos Estados Unidos da América. Tal vínculo se dá por relações trabalhistas, apoio financeiro, psicológico, e até mesmo apoio "mágico" pela realização de vários rituais de "proteção" contra manifestantes do movimento Pró-Vida americano.

O crescimento da Wicca e do Neo Paganismo só e possível, por causa do arrefecimento da intransigência doutrinária na Igreja. Ela (a Igreja) combatera o paganismo e a bruxaria com galhardia no passado: o primeiro com a palavra e o sangue dos mártires; e a segunda com firmeza e severidade.

Que o Deus da Vida dê força e coragem às autoridades da sua Igreja para que combatam como outrora, pois o sangue dos inocentes clama a Deus por vingança!


    Para citar este texto:
"Bruxaria e Aborto, o Sangue dos Inocentes Oferecido ao Demônio"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/religiao/bruxaria/
Online, 25/11/2017 às 01:48:16h