Política e Sociedade

A vitória esmagadora do `NÃO` no referendo
Orlando Fedeli
A vitória esmagadora do NÂO ao desarmamento, foi uma derrota completa do PT, que desejava que o povo brasileiro ficasse à mercê do golpe bolchevista planejado para instaurar a República Socialista do Brasil. Tal como haviam feito muitos partidos comunistas em outros países.          

O tiro saiu pela culatra.

O plano castrista de José Dirceu falhou. Em todos os Estados do Brasil venceu o NÃO.

O PT esperava uma vitória do SIM à proposta governamental, de modo que ela pudesse ser aproveitada pelo Departamento de Agitação e Propaganda do partido, para demonstrar que Lula recuperara prestígio, revertendo a queda abrupta que sofrera depois da descoberta do escandaloso assalto que o PT comandou  ao Tesouro nacional.

Dois terços dos votantes recusaram a proposta de Lula, do Ministro Tomás Bastos, e do PT, mostrando que a imensa maioria do povo brasileiro não aceita a empulhação petista.

Ficou demonstrada a ligação entre NÃO e anti-petismo.

O NÃO do referendo foi um sinal inequívoco de que Lula não vai ser reeleito. O plano petista, por enquanto pelo menos, fracassou.

O NÃO de domingo foi também um repúdio à CNBB por seu apoio descarado a Lula, ao PT e ao comunismo tupiniquim.

A CNBB se “esqueceu” de que a doutrina católica sempre defendeu o direito de legítima defesa. Isso está no Evangelho, onde Cristo recomendou que quem não tivesse uma espada vendesse o manto e comprasse uma. Isso está no Catecismo. Isso está na encíclica Redemptor Hominis de João Paulo II. Mas a CNBB não meditou, não leu, não estudou, não obedeceu.

Seguiu Dirceu.

De João Paulo II, se esqueceu.

Consta que até padres ditos tradicionalistas, em Campos (RJ), aqueles que aderiram ao Concílio Vaticano II e à Missa Nova, defenderam o SIM ao desarmamento. O povo não os seguiu.

O NÃO do Brasil, domingo passado, foi também um repúdio à Rede Globo que utiliza os seus “artistas”, dando-lhes ares de intelectuais para defender “o SIM para a vida”, enquanto em suas novelas se apregoa a defesa da corrupção, do aborto e da morte.

Chega de enganação mediática.

O NÃO de Domingo foi também um desmascaramento das chamadas enquetes de opinião pública.

A DataFolha dera um empate técnico entre o SIM e o NÃO, poucos dias antes do referendo, tentando animar o partido do SIM. Depois, como de costume, na última hora, previu a vitória do NÃO por 10 pontos porcentuais.

A vitória foi de quase trinta pontos e em todos os estados.

A mentira tinha uma diferença de 17 pontos porcentuais a menos.

Previram vitória com diferença de 10 pontos. A diferença foi de 27 pontos.

Qual a seriedade dessas pesquisas que sempre falam de empate técnico quando a esquerda está quatro pontos porcentuais abaixo, e que falam em vitória do socialismo, quando afirmam que ele tem só um pontinho a mais?

O Socialismo à frente, noticiariam as enquetes. Vitória da esquerda, diriam as manchetes

É o que se chama de imparcialidade matemática da mídia.

De imparcialidade dos “formadores de opinião pública”.

Mas, então, há formadores da opinião pública? Mas o povo não pensa por si? Há outros que o fazem pensar? E onde fica então a vontade do povo?

Vontade do povo seria o que desejam meia dúzia de marxistas encastelados em pontos chaves da sociedade, nos jornais, TVs, púlpitos, cátedras ou nas comissões da CNBB?

De qualquer modo, desta vez, o povo não foi “conscientizado”.

Graças a Deus!

 

São Paulo, 24 de Outubro de 2.005.

Orlando Fedeli


    Para citar este texto:
"A vitória esmagadora do `NÃO` no referendo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/politica/vitoria_nao/
Online, 25/11/2017 às 01:30:44h