Política e Sociedade

Nasce um novo partido: O PCC
Orlando Fedeli

     Temos agora um novo Partido: o PCC de Marcola. E ele se diz “O Partido”.
     E esse Partido é mais autêntico do que os nossos bem conhecidos grupelhos demagogos, num festival de siglas, que não querem dizer nada, que falam de ética e recebem “mensalões” e criam sanguessugas.
     O PCC é mais autêntico, porque mais sincero: sinceramente diz que vem nos destruir. Não promete benesses demagógicas. Vem logo de metralhadora e "três oitão". Arranca-nos o dinheiro à força. Não no-lo surrupiam por meio de impostos traiçoeiros. Assaltam Bancos. Organizam o tráfico. Assediam Postos de Polícia. Assassinam juízes. Lançam bombas no Ministério Público. Queimam ônibus. Espalham o terror. Quebram-nos o moral.
     Sem piedade.
     E o Estado está acuado.
     
     Em artigo na Folha de São Paulo, o Cardeal da Bahia, Dom Geraldo Magela Agnelo, escreveu:

“Ele
– e o ele é o Marcola do PCC -- aprendeu a corromper, a comprar pessoas e instituições; ele nos causa medo, pois atinge nossos filhos, atinge a todos nós, e agora ataca até mesmo a instituição criada para nos defender. Estamos reféns”.
 
     Somos reféns do PCC. E o PCC não se diz ético. É sincero.
     Quer destruir toda ética.
     Se ele se diz “O Partido”, por que não o Partidão?
     Se levarmos em conta o número de seus membros, ele, o PCC, é o verdadeiro “Partidão”.
     Esse era o título do caquético stalinista PCB, que de Partidão nunca teve nada. Sempre foi nanico. Naniquinho. Com pouquíssimos votos, e tendo como membros e fãs alguns burgueses moradores do Jardim Europa ou de Higienópolis. Burgueses marxistas, que bebericam chope, à noite, em barzinhos da Vila Madalena, e peroram sobre dialética e mais valia. Ou discutem sobre alta “cultura” tropicalista. E se dizem “intelectuais”. Sociólogos. De “latino-América”.
     O PCC não beberica: mata.
     Faz guerra. Ou antes, faz guerrilha urbana. E lança manifestos.
     Ainda nesses dias, foi lido “gratuitamente” o Manifesto do PCC na Rede Globo de Televisão. A das novelas que formam a nova “família” brasileira.
     O PCC quer que se aplique a lei do Estado Democrático de Direito. E não exige privilégios para si e para seus membros. Quer apenas o que a lei lhe concede por justiça: a transformação das antigas penitenciárias (lugares de fazer penitência) em centros recreativos de cidadãos. Com progressão da “pena”...
     O PCC é politicamente correto. Quer exercer a cidadania. É politicamente conscientizado.
     E tecnologicamente muito bem organizado. Com o apoio de advogados-pombos–correio.
     Mas, por ora, só São Paulo está em guerra. Ou em guerrilha.
     Sofre, pela terceira vez, o ataque dos criminosos do PCC, que aplicam as táticas guerrilheiras marxistas, aprendida com os colombianos das FARCS. Porque os membros do PCC são bandidos que atacam não simples transeuntes, e sim os órgãos e edifícios do Estado. E o Estado fica paralisado, porque se vê obrigado a combatê-los apenas como bandidos, e não como guerrilheiros. E guerrilheiros têm objetivos políticos.
     O que estamos assistindo é o começo de uma guerrilha, que ninguém sabe como vai terminar. E ela começa, quando o governo comunista do PT está entre a possibilidade de derrota, por causa de sua “ética” delubiana, e a reeleição, quiçá com a convocação de uma Constituinte...popular...
     O PCC, as FARCS, e o CV têm, no fundo, os mesmos objetivos estratégicos: a destruição da atual sociedade capitalista, pois eles estão contaminados — na medida em que isso é possível em criminosos comuns -- pela mesma ideologia marxista. São sociedades criminosas ideologizadas.
     Veja-se o lema do PCC -- Paz, Justiça e Liberdade – como comprova um novo caráter ideológico, nunca existente, antes, no mundo do crime.
     O lema Paz Justiça e Liberdade, bem podia ter sido inventado pelo ex Frei Boff, tanto ele reflete a doutrina da Teologia da Libertação, um Marxismo de sacristia e de barzinho.
     E não esqueçamos que Frei Betto, como o ex Frei Boff, são musas inspiradoras do PT e conselheiros da religião ideológica de Lula.
     Repare-se que estamos falando apenas de relação ideológica entre a Teologia da Libertação — inspiradora e gestadora do PT —com o PCC e seus demais aliados no mundo do crime. Não estamos acusando que haja uma aliança explícita e militar do PT ou do MST com o PCC, embora a ação do PCC nas cidades seja bem parecida com a do MST no campo.
     Claro que o PT do comunista castrista José Dirceu negará que tenha, não digo ligação concreta, mas mesmo qualquer ligação ideológica com o PCC e com as FARCS.
     Claro que o comunista e castrista Lula negará saber qualquer coisa - e é bem fácil ele convencer qualquer um de que ele não sabe nada – que ele desconhece qualquer ligação ideológica do PT com o PCC, com as FARCS, e até com o MST, seu querido movimento de revolução agrária, que ele acaricia e financia, e que a ala marxista da CNBB por meio da Pastoral da Terra de Dom Tomás Balduíno atiça e abençoa.
     PCC significa Primeiro Comando da Capital. Como poderia significar Primeiro Comando Comunista...
     De qualquer modo, PCC é uma sigla com conotação política. Tanto quanto Comando Vermelho. Nome este último que poderia bem ser o de uma facção militarizada do vermelhíssimo PT.
     As quadrilhas se tornam políticas, quando a política é dominada por quadrilhas, como denunciou o Procurador Geral da República ao chamar os envolvidos no mensalão de os 40 ladrões...
     Sem Ali Babá?...
     E agora temos as sanguessugas...
     E agora temos essa prova de necrose moral de nossa sociedade em Rondônia, onde Juízes, Presidente da Assembléia Legislativa, Deputados, e etc todos se aliavam para saquear o Estado.
     Qual a diferença entre eles e o PCC?     
     Essa relação ideológica entre as facções criminosas e as facções políticas é tão patente que um político da oposição, o sr. Secretário da Segurança de São Paulo, Dr. Saulo de Castro Abreu Filho, aproveitou-se disso para acusar publicamente, numa entrevista à TV Bandeirantes uma suposta cumplicidade concreta do PT com o PCC.
     Terá ele alguma prova documental de sua grave declaração, que o PT acusou ser de interesse eleitoreiro?
     Eis a notícia tal qual saiu na TV Bandeirantes:


 
“Secretário da Segurança Pública de São Paulo diz que PT incentivou ataques do PCC"
 
Segunda, 7 de agosto de 2006, 23h26  Atualizada às 04h25
 
“O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, acusou o PT de ter culpa na nova onda de ataques que aconteceu em São Paulo nesta segunda. No programa Canal Livre Eleições 2006, da rede de TV Bandeirantes, ele disse que há ligação entre "uma estrutura de poder do submundo e integrantes do PT" que teria incentivado a onda de violência. "Temos um inquérito com duas pessoas presas ligadas a partido político", afirmou.
Para ele, os novos ataques não foram ordenados de dentro dos presídios do Estado. "Esses ataques são para desmoralizar o Governo de São Paulo". Castro ainda destacou o que para ele é um caráter eleitoreiro na crise. Perguntado por um dos integrantes do programa quem teria servido como estopim para os ataques, Castro disparou: "O PT".



     Será que Dr. Saulo tem provas da acusação que fez?
     Por causa disso, o PT entrou com um processo contra o Secretário da Segurança de São Paulo na Justiça Eleitoral, e não na Justiça comum, por calúnia, difamação e injúria...
     Por que será que o PT preferiu a Justiça Eleitoral?
     Quanto ao PCC enquanto tal, plena razão teve o jornalista Arnaldo Jabor mostrando, numa pseudo entrevista profundamente inteligente, que o PCC, -- ideologicamente -- (tanto quanto o PT, digo eu) --, é fruto da pregação marxista dos “intelectuais”, da auto denominada “Inteligentzia”.
     E devem-se incluir dessa pseudo “Inteligentzia” os teólogos da Teologia da Libertação.
     Não são esses teólogos profundamente ligados ao marxismo de Fidel Castro? Não é o tirano de Cuba estreitamente ligado a Chávez, Evo Morales e às FARCS?
     E o PT de Lula não está umbilicalmente ligado a todos esses movimentos e líderes comunistas de “Latino América”? 
Não pregam esses teólogos comunistas a deposição do Deus Juiz punidor dos maus e que impõem ao homem mandamentos, tanto quanto o PCC quer acabar com os juízes punidores na terra?
     Escreveu o ex frei Leonardo, hoje Genésio Boff, falando de um indivíduo qualquer que se diz ateu:

"Quando se vai analisar de que coisa ele é ateu, eu - como teólogo - digo: "Sou dez vezes mais ateu que você, desse deus velho, barbudo, lá em cima... Até é bom a gente se livrar dele!..." (Frei Leonardo Boff, Pelos Pobres! Contra a Pobreza! Conferência pronunciada em Teófilo Otoni, em 1983, com apresentação de Dom Quirino A . Schimitz, Bispo de Teófilo Otoni, p. 54).

     De tanto os teólogos falarem em combater a violência institucionalizada com os métodos de Chê, apresentado como modelo para a juventude universitária, que o ideal do terrorista Chê chegou ao sub mundo do crime. Quem semeia ventos, colhe tempestades. Quem prega a violência da guerrilha contra a violência institucionalizada colherá PCCs e CVs.
 
     Na genial entrevista imaginária, já citada, o jornalista Arnaldo Jabor fez o bandido Marcola declarar:

Vocês intelectuais não falavam em "luta de classes", em "seja marginal seja herói?" Pois é: chegamos, somos nós! Há há.... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?”
 
     Marcola é o Chê tanto esperado pelos comunistas brasileiros, de batina e sem batina, e que gostam de se dizer “socialistas”... para não assustar os timoratos de paróquia, e os burgueses complexados pelo sofisma da mais valia.
     Agora, eles já têm o novo Chê.
     O Chê da cocaína e da bandidagem explícita: Marcola, o chefe do novo Partidão. Armado e fazendo guerrilha.
 
São Paulo, 17 de Agosto de 2.006.
Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Nasce um novo partido: O PCC"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/politica/partido_pcc/
Online, 30/03/2017 às 09:32:41h