Política e Sociedade

Um país apodrecido?
Orlando Fedeli

O PCC acaba de expor aos olhos de todos o estado de deterioração moral e de completa ausência de valores a que o Brasil – desgraçadamente – foi reduzido.
Uma facção criminosa se impôs ao Estado.
O crime organizado venceu um Estado desorganizado.
Pior que desorganizado, um Estado deteriorado.
Um Estado – como, de resto, – todo um país desgraçadamente apodrecido por anos de corrupção ideológica e moral, que atingiu, em vários graus, amplas camadas de todas as esferas e instituições sociais: Igreja, Estado, Universidade, Escola, Família, Congresso, Justiça...
Conforme declarou o jornal O Estado de São Paulo, em editorial, a crise vivida nestes dias tornou patente que o uso de força armada deixou de ser um monopólio do Estado. Criminosos montaram um Estado paralelo, com poder armado também paralelo.
E agora cabe bem a pergunta: por que o PT de Lula se esforçou tanto em fazer uma lei e uma campanha para o desarmamento da população? Por que o Lula não se preocupa em desarmar o PCC e o MST, as duas Forças mais Armadas do Brasil?
O trágico é que a mentalidade reinante atualmente no país tende a nada ver com seriedade, e a esquecer, na primeira rodada de um campeonato de futebol o câncer que corrói as instituições políticas brasileiras e a própria sociedade enquanto tal. E que, por isso mesmo, julgará como boa fórmula para resolver o problema – tapando os olhos para não ver a realidade e nem o futuro – que basta conceder aos criminosos o que eles pedem.
Como se diz na mídia, -- uma das grandes culpadas pela deterioração moral do Brasil de hoje --, tudo se arranjará construindo novos presídios, mais cômodos, com televisões gigantes para os criminosos assistirem a Copa do Mundo, com direito a uma cerveja, a banho de sol, e a outras benesses hoteleiras.
Com as bênçãos da Pastoral Carcerária, cujos frutos ninguém pune. Cujos frutos bons inexistem.
Foi-se o tempo em que penitenciária era lugar de fazer penitência... 
Penitenciária, hoje, é Quartel General do Estado Maior do Crime, sob guarda, proteção e serviço de hospedagem do Estado.
Isso graças também – não o esqueça o público – ao Cardeal Evaristo Arns, o nefasto propugnador dos Diretos Humanos dos criminosos, o protetor de todos os que violam a lei, o amiguinho de Fidel Castro. 
Como se chegou tão baixo?
Como um bandido – um marcola qualquer – é aceito como alguém com quem o governo — diz-se -- negocia sob terror? De fato, como afirmam muitas notícias e muitos observadores que a violência e o terror só terminaram, quando o governo negociou sua capitulação.
Marcola e o PCC venceram.
O Governo só obteve o fim das ações de terror, porque capitulou.
Que será que deram a Marcola?
Marcola impôs o que quis, e sai do confronto com um prestígio de líder vitorioso. Ele parou São Paulo. São Paulo antes cantava São Paulo não pode parar. Agora, São Paulo já não pode cantar mais essa vantagem. Marcola parou São Paulo. – ele se impôs pelo pânico a toda sociedade, e dobrou o Governo, que, de fato, capitulou.
Marcola fechou as lojas e as fábricas. Fechou as Universidades e as escolas. Obrigou a Justiça a encerar seu expediente antes da hora. Obrigou as delegacias de Polícia e os quartéis militares a se enclausurarem assustados atrás de cercas e de obstáculos. Marcola se tornou, mesmo que por trás das grades de sua cela, o carcereiro da sociedade.
Uma vergonha!
Marcola se aproveitou da saída das prisões concedida a muitos criminosos no dia das Mães – como eles são filiais! — para dar esse golpe teatral demonstrando seu poder. É o que dá conceder benefícios e atenuantes a criminosos, como fez o STF cedendo ao ministro Márcio Tomás Bastos e abrandando as penas contra os chamados crimes hediondos. Hediondo é o amolecimento da Justiça face ao crime!
Quantos dos que saíram para visitar “mamãe“ participaram dos atos de terror praticados?
As operações criminosas alcançaram tal amplitude e tal domínio da Capital que foram comparadas – com muita propriedade – a uma guerra. Um alto funcionário da Secretaria da Segurança afirmava em alto e bom som, numa entrevista, que havia uma guerra do PCC contra a Polícia.
Mas a guerra não era contra a Polícia. Essa é uma visão míope da realidade.
A guerra da qual se assistiu, nos últimos dias, a primeira grande batalha não foi só contra a Polícia, mas contra toda a ordem social.
E foi só uma batalha.
Que perdemos.
Em muitos jornais se considera que o poder estatal capitulou obtendo apenas uma trégua, vá lá se saber com que concessões aos criminosos.
Logo mais, diz-se, poderá haver outra batalha.
Quase ninguém, entre os comentaristas políticos, duvida disso.
O que se assistiu nos últimos dias foi apenas um grande ensaio geral do crime organizado para demonstrar o seu poder. Teme-se que se houver uma próxima vez, dizem, poderá não ser um ensaio, mas uma tentativa definitiva de tomar o poder.
Para quem?
Porque não serão os bandidos que irão governar. (Ou estarão eles já governando?).
A ação terrorista foi executada por bandidos ignorantes, membros do PCC, bandidos comuns que visavam apenas roubar, matar, vingar-se da sociedade da qual são os inimigos. Mas, quem planejou a ação não foi um bandido comum. E ele não visava roubar. Visava dobrar o Estado. Visava destruir a ordem jurídica. 
Quem organizou uma operação de guerra tão vasta foi alguém de capacidade acima do comum, com recursos militares e de comando fora do comum, no mundo do crime organizado. Não foi um simples punguista. Há um cérebro potente organizando essa operação, e esse cérebro age friamente, objetivando destruir a ordem social.
O General vencedor foi Sua Excelência Criminosa o General Marcola. 
E quem é Marcola? Seu nome é Marcos Willians Herbas Camacho
O noticiário afirma que ele começou como punguista no bairro do Cambuci, bairro operário onde as carteiras eram quase vazias.
Cresceu no crime.
E nas carteiras...
Deve ter andado por Brasília...
“Dize-me onde és punguista, e dir-te-ei a que nível de crime pertences”.
A pergunta que fica é: quem está por trás de Marcola?
Conta-se que ele gosta de ler.
Ora, pode-se muito bem parafrasear – d’outra forma – o conhecido ditado e dizer: Dize-me o que lês, e dir-te-ei quem és”.
Para saber então quem é Marcola, deve-se conhecer sua biografia – escrita numa ficha da Polícia criminal – ou então saber que livros ele aprecia.
Um dos livros preferidos de Marcola – o Rei do crime – é Estação Carandiru, obra do médico Dráusio Varela, o conhecido defensor do aborto e do assassinato de embriões, para aproveitar suas células-tronco.
Dráuzio Varela é o autor de um livro que Marcola aprecia...
“Dize-me quem te lê, e dir-te-ei que autor és”.
Acordei, hoje, parafraseador de ditados...
Deve ser um efeito indireto da confusão de ontem.
Além do lamentável Dr. Dráuzio, outra leitura preferida de Marcola é sobre estratégia militar.
Curioso... Para que um assassino preso estuda estratégia militar?
Para que? Agora já dá para desconfiar. Quem sabe, um dia, ele saia das grades e venha a ser um dos bolivaristas do Chavez e do petismo lulista do Zé Dirceu?
Marcola lê e estuda a obra de um estrategista chinês, que se tornou mais conhecido após a guerra do Vietnam, quando o desenterraram da poeira dos séculos orientais. Que é poeira mais espessa, na qual poucos metem a mão. O que facilita inventar gênios, lendas e a ocultar verdades.
Pois Marcola lê e estuda ‘A Arte da Guerra’, do filósofo chinês Sun Tzu que viveu há 2.500 anos, e que se tornou mais conhecido quando os Viet Congs entraram na moda universitária ocidental, entre os jovens que usavam a camiseta com a figura holywoodianamente retocada do Chê, sonhando ser heróis anti Yankees, e colocando em prática o “Hay que endurecerse sin perder la ternura”.
Pois Marcola Camacho endureceu-se lendo Sun Tzu, mas para não perder a ternura diz que lia Dante também.
Para não perder a ternura.
Lia Dante e Dráuzio... “qui intelectuellement hurlent d´être ensemble”. 
O difícil é imaginar como Marcola se pode encaixar entre os leitores de Dante, aqueles que mantêm “l´intelletti sani”.
Como pode manter “l’intelletto sano” um bandido que lê Estação Carandiru? 
De Sun Tzu parece que ele soube aproveitar bem a leitura, haja vista as provas que deu de esperteza no combate nestes últimos dias.
Deu uma lavada no Governo. 
     Com dezenas de mortos. Friamente. Sob a proteção das leis do Estado.
Como Marcola subiu do nível punguista do Cambuci para o de General e intelectual do crime organizado?
No Brasil, onde tudo é futebolístico, como comprovam os discursos de Lula, -- um técnico de futebol frustrado, perdido na Presidência da República e que gosta mais de comentar jogos ou jogar “peladas” no Torto do que de governar --, Marcola escolheu um nome de consonância política para a sua facção criminosa: Primeiro Comando da Capital: PCC
Enquanto o governo é futebolísticamente desorganizado, o crime é politicamente organizado.
PCC.
O nome parece pretender confinar suas atividades na Capital. No crime urbano.
No campo, já havia reserva de domínio, feita pela Pastoral da Terra da CNBB, para o MST e seus marcolas rurais -- Stédile e Rainha --, formados em sacristias.
E imaginem se o Marcola estivesse se aliado ao Stédile, que guerra de verdade eles poderão fazer!...
Ou será que a ação do Marcola nada tem a ver com as ações rurais do MST?
Não seria o PCC uma espécie de MST das cidades?...
Essa é só uma pergunta assustadora.
Não é uma afirmação.
Mas o MST parece ser o PCC do campo, em meio a bois, plantações e galinheiros. Pois o MST é uma organização criminosa no campo, visto que invadir propriedades alheias é crime tipificado no Código Penal. E o PCC é o MST dos presídios e das avenidas...
Stédile e Marcola cantam grosso como galos do mesmo poleiro...
Contra eles só há cacarejos assustados, tímidos e até cúmplices.
Fazendo acordos.
Tanto essa possibilidade de aliança Marcola-Stédile é possível que um grande jornal paulista noticiou nestes dias que:  “Segundo o Poder Judiciário, até o Movimento dos Sem-Terra (MST)ajudou o PCC a organizar o protesto” (Cfr. in O Estado de São Paulo, 16 de Maio de 2.006). 
Outro nome no mundo da bandidagem com entonação política é o Bandeira Vermelha.
Não. Não. Enganei-me. 
     O nome é outro.
É Comando Vermelho.
Bandeira vermelha é a do PT.
Há tanta coisa vermelha no Brasil de hoje, que me equivoquei.
Só fazem falta mesmo caras vermelhas de vergonha.
Estas são raras, e bem pouco vermelhas. É raríssimo encontrar nobres rostos recobertos pela “rougeur de l´amour ou de la honte” [pelo rubor do amor ou da vergonha]. 
O nome do outro Partido de bandidos é Comando Vermelho.
Que insinua uma infiltração do socialismo castrista entre os criminosos.
Até o crime, o socialismo conseguiu corromper!
Organizando-o. Intelectualmente.
Que é uma das piores formas de corrupção possível.
Em meio à crise marcolesca do último fim de semana, uma antropóloga do Rio, Professora da UFRJ, Doutora Alba, numa entrevista em que fez observações bem inteligentes, a uma emissora de poucas letras — só três! — mostrou que o vocabulário usado pelos membros do Primeiro Comando da Capital era o de um marxismo de sarjeta. Mas, bem indicativo de que há uma ligação política do crime organizado do Brasil com as ações desorganizativas do Comunismo internacional. 
E poderia ser diferente?
Se temos, às nossas portas, as FARC’s soviéticas e traficantes de cocaína, herdeiras de Fidel Castro e do Cartel de Medellín; se temos em nossos Ministérios uma quadrilha palocciana – não disse palaciana – e Zédirceusesca, que não pode ser investigada porque não há provas contra ele (como se investigar não fosse para buscar as provas); se temos um Congresso com Nobres Deputados Mensaleiros e Sanguessugas (Todos delubiamente inocentes. Todos silvianamente esquecidos do que disseram e do que fizeram); se temos valérios soltos e okamotos supremamente protegidos; como não haveria simbiose entre o crime e o comunismo?
Como pensar que não existe inter-comunicação intelectual marxistóide e bandidesca, em duas vias de direção, num vai-e-vem perpétuo entre o crime e a mentira?
O marxismo organiza o crime para derrubar o Estado capitalista, para fazer a Revolução; e o crime organizado ajuda a construir valeriodutos custosíssimos para corromper as “virtudes republicanas” como ficou de moda dizer nas CPI’s, onde todo mundo afirma que “respeita muito Vossa Excelência”...
Simbiose tanto mais fácil entre marxismo e banditismo, quanto o marxismo é a filosofia que prega o crime contra toda propriedade, e o banditismo só quer uma desculpa filosófica para assaltar toda propriedade a fim de justificar o crime como virtude cívica.
Assim, Doutora Alba considera com muita razão e com bons argumentos – que o PCC tem, sim, ligações políticas.
Zé Dirceu na Casa Civil, Palocci na Fazenda, Stédile nas fazendas dos outros, Dom Balduíno na Pastoral da Terra, Rainha assaltando terras no Pontal, espírito petista baixando no supremo, --- a tal ponto que parecem querer transformá-lo no Supremo PT Federal (SPTF) --, Lula lá, com picanha, pizzas e telemares aqui... Para completar o bando dos 40, só faltava o intelectual Marcola, no Primeiro Comando da Capital.
Ainda que não haja ligação direta de Marcola com o petismo, não há dúvida de que, em concreto, Marcola se encaixa perfeitamente com o ideal do PT: acabar com o direito de propriedade particular.
Assim como o Sombra, Marcola projeta, em sua ação, uma “sombra” petista.
Será que numa eventual tomada de poder violenta, tentada pelo castrismo tupiniquim, o MST não seria usado?
As FARC são castristas..
E por que o PCC seria excluído do assalto ao poder? Exatamente o PCC que é tão experiente em assalto!
De novo, é só uma pergunta, e só uma hipótese à guisa de estudo analítico.
Pergunta que o Brasil, hoje, se faz assustado.
 
***
Resta perguntar e procurar explicar como o Brasil chegou a “ISSO”.
ISSO, é o triunfo do banditismo, desde o banditismo marcolesco até o zedirceuzesco.
Como se chegou a tamanha perda de valores?
Como se conseguiu lançar o Brasil nesse abismo sem fundo de corrupção, e em tal grau, que parece ter se perdido todo o brio e a própria noção de honra? 
Como todo fenômeno complexo essa imensa decadência moral tem várias causas.
Uma das características dessa crise sem precedentes em nossa História é o relativismo. 
Se não há verdade absoluta, então não há moral absoluta. Tudo evoluiria. E, graças a esse evolucionismo absoluto, que se aplicou à moral, o aborto passou a ser uma decisão da mãe, e o casamento gay passou a ser legítimo.
E se é assim, por que assaltar banco é proibido?? 
Se a Pastoral da Terra de Dom Balduíno recomenda invadir e tomar as fazendas, mesmo produtivas, por que Marcola é bandido?
Se Stédile é herói, por que Marcola é bandido?
Só porque, em vez de fazendas, ele assalta Bancos a transeuntes?
Por que é crime matar um policial -- (embrião desenvolvido e fardado) --, se não é crime matar um embrião inocente, indefeso e sem farda?
Hein, Dr. Dráuzio?
Explique a diferença de direitos entre um embrião e um policial a seu amável leitor Marcola.
Se o relativismo criteriológico e moral são universalmente aceitos nesse Terceiro Milênio do Reino do Amor (relativo), porque as leis penais continuam a ser absolutas?
Se os Deputados mensaleiros são inocentados e protegidos até com Habeas Corpus do Supremo; se delúbios, stédiles e raínhas do PT e do MST, continuam soltos; se Zé Dirceu não pode sequer ser investigado; se os petistas podem ser inocentados da morte de um prefeito, por que Marcola tem que ser preso?
Que injustiça!
Só porque ele, sob a proteção dos Direitos Humanos, ordenou a morte de mais de 40 agentes carcerários, Marcola deveria ser condenado?
Condenar Marcola, segundo essa paseudo lógica, é defender a cristalização da lei. Seria retroagir à Idade das Trevas com suas fogueiras justiceiras. Já não há fogueiras justiceiras neste século do amor.
As fogueiras de nosso tempo queimam ônibus. Por vezes, com seus passageiros dentro, como aconteceu no Rio. Ou então são fogueiras para queimar índios pataxós, a fim de divertir filhinhos de papai, que depois são inocentados por nossa justiça de Habeas Corpus para privilegiados políticos e para filhos de papais poderosos e influentes, capazes de pagar advogados muito hábeis... 
Onde estão agora os defensores dos direitos humanos? Onde está o Cardeal Arns? Por que ele não protesta, agora, contra a violação dos Direitos Humanos dos que foram assassinados nestes dias?
Por que ele não protesta contra a violação dos direitos humanos de todo o povo paulista vítima de Marcola?
Por que ele não protestou contra a destruição de toda a ordem jurídica nacional promovida pelo PT, seu filhote, que promoveu tanta corrupção em nome da ética, e por que não protestou contra a ação terrorista do PCC? 
Onde estás, ó Cardeal? Por que te calas? Por que te escondes?
Agora seria uma boa hora para condenar os crimes e a corrupção.
É verdade que a Pastoral Carcerária de São Paulo - CNBB Sul 1, juntamente com o Instituto Terra Trabalho e Cidadania (ITTC) repudiou os atos de violência e lamentou as mortes ocorridas nos últimos dias em São Paulo.
Mas, como “órgãos pastorais” essas siglas logo se apressam a externar sua preocupação quanto a um revide violento por parte das autoridades deste Estado”.
     E evidenciando a Teologia marxista que as inspira, logo se apressam também para defender os “explorados” vítimas da violência institucional capitalista:

Não podemos aceitar que se criminalize e puna somente os pobres ou a pobreza. Se esses atos de violência nos causam horror porque são visíveis e vidas são tiradas, eles são, de certa forma, o resultado de uma violência institucional invisível e seletiva” 
(http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=3477. 15 – de Maio de 2.006)
 
Como isso cheira a simpatia, apesar dos repúdios e lamentações de oportunismo político!... 
Nunca se viu tão claramente a necessidade e a justiça da pena de morte. Marcola, condenado a mais de 40 anos de cadeia, disse explicitamente a um chefe de Polícia de São Paulo, em face dele e friamente, que poderia determinar a morte dele, e que nada lhe podia acontecer. De fato, as leis iníquas deste Brasil destruído pelo relativismo, devem proteger o assassino, que apesar de preso, organiza e desencadeia o terror.
Se ele tivesse sido condenado à morte por um tribunal legítimo, dezenas de pessoas não teriam sido mortas, e a ordem jurídica estaria consolidada.
Quantos crimes não advirão ainda por essa aniquilação do Direito que ele praticou com a capitulação de políticos sem força e sem fibra, paralisados pelo relativismo?
Convém que um pereça condenado à morte em julgamento legítimo, com todas as garantias, do que um assassino decidir, por capricho, quem deve morrer, e quando se deve afundar a ordem social no terror, para que os criminosos tenham vantagem.
Poucas vezes uma pena de morte, promulgada num tribunal do Estado, teria sido tão justa, se fosse pronunciada jurídica e legitimamente contra Marcola, o leitor de Dr. Dráuzio.
Marcola determinou o morticínio e o terrorismo, e, depois, conseguindo as regalias pelas quais lutava – telões para assistir a Copa do mundo além de outras vantagens – determinou, quando quis, o fim da matança e do terror, quando já conseguira a capitulação do Estado e a destruição do Direito. 
A Justiça parece existir no Brasil tanto quanto esquadra na Bolívia.
O Direito já não tem a força a seu dispor, mas a criminalidade tem a proteção da Lei e do Estado.
É o fim do estado de Direito. Marcola proclamou neste mês de Maio a Morte da Independência dos cidadãos brasileiros.
Quando a força se entroniza, o Direito se esvai, e aí só germina a injustiça e a violência.
Graças ao relativismo. Graças ao relativismo “canonizado” pelo Concílo Vaticano II e por seus teólogos. Graças ao “humanismo” de homens como o Cardeal Arns. Graças também à ética imoral do PT do valérioduto.
Que cloaca nos trouxe o valérioduto.
E quem trouxe o Valério e seu duto?
O PT.
Quem planta zédirceus colhe marcolas.
Que Nossa Senhora Aparecida salve o Brasil.
 
São Paulo, 16 de Maio de 2.006
Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Um país apodrecido?"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/politica/pais_apodrecido/
Online, 24/06/2017 às 12:31:46h