O Papa

Por que será que o Papa advertiu os Bispos do Brasil contra a Teologia da Libertação?
Orlando Fedeli

 
O Papa Bento XVI tem recebido grupos de Bispos brasileiros e os tem advertido, seriamente, contra os erros que o Papa sabe existirem no Brasil, e contra os quais a CNBB nada faz. Pelo contrário, a CNBB os incentiva.
 
Ainda agora, ao receber Bispos do Sul 3 e do Sul 4 — que classificações numéricas absurdas a CNBB adota! - Bento XVI fez sérias advertências contra a Teologia da Libertação, que tem influenciado muitos Bispos brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste, em todos os números, e até na cúpula da CNBB, apinhada de Teólogos da Escravidão marxista. Especialmente na Comissão Pastoral da Terra e no Cimi.
 
É de todos bem conhecida a influência nefasta do ex frei Genésio Boff, do comunista semi-frei Betto, do Padre Libânio S.J., notórios  pregadores do marxismo e da instalação de uma nova Igreja comunista.
 
Também é publicamente conhecida a “teologia” comunista de Dom Tomás Balduíno, de Dom Pedro Casaldáliga, de Dom Demétrio Valentim, de Dom Erwin Krauter, de Dom Edson Damian, que arrastam em suas esteiras outros Bispos de menor projeção, mas que também difundem o marxismo teológico em suas dioceses. Seria bem longo fazer a lista de Bispos castristas, chavistas, evococaleros, ou defensores de qualquer Zé da Laia marxistóide.
 
São esses Bispos que teimosamente mais se opõem ao Papa Bento XVI, em sua restauração da Teologia católica, e na liberação da Missa de sempre. E eles são secundados pela ação sabotadora de 3 ou 4 Bispos ligados aos Focolaris, assim como pelos bem mais numerosos Bispos carismáticos. Contra a Missa de sempre todos os que seguem teologias heréticas ou erradas de esquerda ou de direita, se unem.
 
O apoio dos Bispos a doutrinas absurdas tem chegado “ad limina” do suportável.
 
Por isso, muito importantes têm sido os encontros de Bento XVI com os Bispos brasileiros em visita... “ad limina”. No final dessas visitas, o Papa, sempre caridoso, faz pequenos discursos que refletem, pelo menos em parte, o que ele disse aos Bispos, particularmente, de modo bem mais claro.
 
Ao receber agora Bispos do Sul do Brasil, agora, ele advertiu publicamente contra a Teologia da Libertação e contra os males que ela causa. Pelo pouco que se conhece desse discurso, (cujo resumo publicamos mais abaixo) percebe-se que ele foi muito forte e muito claro.
 
Bento XVI reafirmou o que ele mesmo, quando ainda era Cardeal, disse da Teologia da Libertação, no documento Libertatis nuntius. Com isso, esse documento da Congregação da Doutrina da Fé, publicado há 25 anos atrás, ganha agora novo aval de autoridade papal de Bento XVI.
 
O Papa adverte contra as sequelas "mais ou menos visíveis de rebelião, divisão, desacordo, ofensa, anarquia, [que]  ainda se fazem sentir, criando em suas comunidades diocesanas um grande sofrimento e grave perda de forças vivas".
 
O Papa lembrou ainda um princípio de altíssima importância:
 
"A regra suprema de fé da Igreja provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, em uma reciprocidade tal que não podem subsistir de maneira independente".
 
Seria excelente que o texto integral do discurso do Papa fosse bem conhecido por todos os católicos do Brasil. De todo modo, é auspicioso saber que o Papa tenha conversado pessoalmente com certos Bispos em sua visita “ad limina” para recolocar as coisas nos eixos.
 
Ainda há dias, num encontro casual, no aeroporto de Guarulhos, encontramos um Bispo - que respeitosamente cumprimentamos - e que, quando nos apresentamos, foi logo nos dizendo: ”O Papa já falou comigo”.
 
Que consolação!
 
Tomara Deus que os Bispos brasileiros ouçam e apliquem bem e logo o que o Papa lhe disse pessoalmente. Isso uniria os católicos brasileiros na luta que o Papa trava mundialmente contra as forças do relativismo, arregimentadas pela Anti Igreja.
 
São Paulo, 7 de Dezembro de 2009,
 
Véspera da solene festa da Imaculada Conceição, a Escrava do Senhor, esmagadora de todas as heresias.
 
Orlando Fedeli
 
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Aci digital http://www.acidigital.com/noticia.php?id=17753
 
Vaticano
 
O Papa adverte sobre os perigos da teologia marxista da libertação e pede superar graves conseqüências
 
VATICANO, 05 Dez. 09 / 11:22 am (ACI).- O Papa Bento XVI advertiu sobre os perigos da teologia marxista da libertação e alentou os fiéis a superarem suas graves conseqüências em meio das comunidades eclesiásticas, como a rebelião e o desacordo, à luz da instrução Libertatis nuntius que cumpre 25 anos de publicação e que foi redigida quando ele era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Ao receber ao meio-dia de hoje ao grupo de Bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Santo Padre recordou que "em agosto passado se cumpriram 25 anos da Instrução Libertatis nuntius da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, que sublinha o perigo que comportava a aceitação acrítica, realizada por alguns teólogos, de tese e metodologias provenientes do marxismo".
Bento XVI advertiu, depois de ter refletido sobre o papel das universidades católicas, que as seqüelas da teologia marxista da libertação "mais ou menos visíveis de rebelião, divisão, desacordo, ofensa, anarquia, ainda se fazem sentir, criando em suas comunidades diocesanas um grande sofrimento e grave perda de forças vivas".
Por essa razão, o Santo Padre exortou "aos que de algum modo se sintam atraídos, envolvidos e afetados no íntimo por certos princípios enganosos da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece com mão estendida".
Bento XVI recordou também que "a regra suprema de fé da Igreja provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, em uma reciprocidade tal que não podem subsistir de maneira independente", como explica na encíclica Fides et Rateio o Papa João Paulo II.
"Que no âmbito dos entes e as comunidades eclesiásticas, o perdão devotado e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim às tribulações da querida Igreja que peregrina nas Terras da Santa Cruz", respirou.
A Instrução Libertatis nuntius foi publicada em 6 de agosto de 1984, depois da autorização do Papa João Paulo II, para que o então Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, para que procedesse com a publicação.
O objetivo da instrução, explica o mesmo texto, é "atrair a atenção dos pastores, dos teólogos e de todos os fiéis, sobre as separações e os riscos de separação, ruinosos para a fé e para a vida cristã, que implicam certas formas de teologia da libertação que recorrem, de modo insuficientemente crítico, a conceitos tomados de diversas correntes do pensamento marxista".
O chamado texto explica "a certeza de que as graves separações ideológicas" da teologia marxista da libertação "conduzem indevidamente a trair a causa dos pobres". Entre outras coisas, a instrução também adverte que a análise marxista da realidade "arrasta as ‘teologias da libertação’ a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem".

    Para citar este texto:
"Por que será que o Papa advertiu os Bispos do Brasil contra a Teologia da Libertação?"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/papa/papa-bispos-teologia/
Online, 28/06/2017 às 10:48:48h