O Papa

A eleição de S. S. Papa Bento XVI
Rogério A. Silva

A eleição de Sua Excelência Reverendíssima, o Cardeal Josef Dom Ratzinger, como Papa Bento XVI, pode ser colocada entre aquelas que mais expectativas provocou no mundo.
A ala modernista nutria a esperança de que após o término do terceiro mais longo pontificado da história da Igreja (O Papa João Paulo II ocupou a cátedra de São Pedro por quase 26 anos, sendo superado apenas por São Pedro e pelo Bem-Aventurado Pio IX), fosse eleito Papa alguém que satisfizesse as pretensões liberais e contrárias à Sagrada Tradição.
Mas, para tristeza desta, S. S. o Papa Bento XVI dá mostras de que irá exorcizar a chamada fumaça de Satanás outrora denunciada pelo Papa Paulo VI.
Obviamente, essa fumaça pode ser traduzida como a invasão dos lobos travestidos de cordeiros propugnadores da famigerada Teologia da Libertação, uma das vertentes do modernismo que tenta fincar tentáculo na cabeça da Santa Igreja.
A Teologia da Libertação bebe do veneno marxista, por essa doutrina milhares de vidas foram ceifadas, vítimas das inúmeras ditaduras espalhadas por todo o mundo.
Alguns estudiosos contabilizaram mais de 150 milhões de pessoas mortas em todo o mundo, durante 70 anos do “muro da vergonha”. 150 milhões!!!!!!! (os pobres que Frei Betto, Boff, Dom Arns e Dom Pedro Casaldáliga dizem proteger com seus equívocos marxistas). Nem o capitalismo franco-revolucionário vitimou tanto em tão pouco tempo.
De Cuba, passando pela URSS, Ucrânia e chegando até a china do Mao Tse Tung (onde a selvageria ultrapassou a cifra de 60 milhões de chineses), o comunismo aniquilou seja pela fome, como conseqüência de seus métodos falidos e obsoletos de produção e organização do estado (vale lembrar que seus métodos são contrários ao ensinado pela Doutrina Social da Igreja); seja pelas inúmeras guerras civis instigadas pelos agentes revolucionários, que, ensinando a luta de classes, colocaram em choque não somente classes, mas etnias; ou mesmo pelas ditaduras sangrentas como a de Fidel Castro e de Stálin, que para impor o comunismo, fazia calar pela força, pela tortura ou pelo fuzilamento de seus opositores.
A Santa Igreja, definida pelo Padre Jesuíta Leonel Franca, como “a grande educadora da humanidade”, nunca se calou contra essas injustiças. Famosa é a frase de nosso saudoso Papa João Paulo II acerca desta ideologia:
 
"Aprendi que um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa seduzir por doutrinas ou ideologias que pregam o ódio e a violência... Aprendi que um jovem começa perigosamente a envelhecer, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo de que 'o fim justifica os meios', quando passa a acreditar que a única esperança para melhorar a sociedade está em promover a luta e o ódio entre grupos sociais, na utopia de uma sociedade sem classes, que se revela bem cedo na criação de novas classes" (Papa João Paulo II, em 1980).
 
Existem ainda outras frases de outros clérigos que denunciam o comunismo:
 
"O comunismo é o regime da força bruta e da violência planificada" (Padre Antônio Feitosa)
"O comunismo não tem moral" (Padre Antônio Feitosa)
"O comunismo é intrinsecamente perverso" (Papa Pio XI, Encíclica Divini Redemptoris)
 
Mas, a maldade desta gente não parou por aí: vendo a grande força da Santa Igreja contra suas pretensões, esses revolucionários investiram Nesta para tentar fazê-la calar sua denúncia. Para tanto, encontram colaboradores de dentro Clero, como Frei Betto, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Pedro Casaldáliga e o ex-Frei Leonardo Boff, os quais contam ainda com o silêncio da CNBB.
 
"Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?" (São Lucas XXII, 48)
 
O histórico desta gente é de nítida colaboração com as inúmeras ditaduras marxistas, mesmo contrariando as condenações do Santo Padre. Desobedecendo ao Sucessor de São Pedro, muitos Bispos e Padres divulgam a Teologia da Libertação.
Quem não se lembra dos paredões de Fidel Castro que já deu cabo de mais de 30.000 vidas inocentes?
E das inúmeras guerras civis nos países africanos? Poucos sabem, mas quem as causam são os agentes da revolução comunista.
E as cenas dolorosas de seres humanos à míngua sob o flagelo da fome em países como Somália e Etiópia? Poucos também sabem, mas a Somália e a Etiópia são países contaminados pela filosofia comunista. A teimosia de gente vaidosa em se manter os métodos falidos do socialismo levou fome a milhares de pessoas na África.
Alguém sabe o que foi o holodomor? Pergunte aos ucranianos. Trata-se da fome coletiva causada pela reforma agrária comunista (http://www.ucrania.org.br/asp10/artigos/artigos_view2.asp?cod=72). Essa tragédia não é divulgada nos livros de história usadas por estudantes no Brasil, justamente para esconder os "podres" desta ideologia.
O crime de derramamento de sangue inocente não caberia num artigo. Mas, o que importa, é que, hoje, uma importante voz não quer se calar. O Santo Padre, recém eleito, quer dar continuidade à política do Papa anterior, S. S. o Papa João Paulo II e, por Justiça, condenar a ação maléfica da Teologia da Libertação que procura mesclar comunismo com cristianismo (como se fosse possível misturar o certo e o errado).
A grande esperança de Leonardo Boff e seus seguidores era ver um Papa que se omitisse frente aos crimes comunistas, mas a Divina Providência nos presenteou com Dom Ratzinger, que assim como João Paulo II, sofreu os horrores da chamada ditadura do proletariado. Este na Polônia, sua terra Natal, quando fora ordenado Padre às escondidas do governo marxista; aquele sofreu com outra forma de comunismo: o Nazismo. Basta lembrar que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, fundado por Adolf Hitler, se dizia defensor dos trabalhadores como vários partidos esquerdistas de hoje.
É preciso, portanto, rezar e pedir a Intercessão de Nossa Senhora que dê ao Papa Bento XVI sabedoria necessária para combater os inimigos da Santa Igreja que a atacam por dentro. O Santo Padre, recentemente, condenou as teses do Padre da Teologia da Libertação, Jon Sobrino, de El Salvador. Essa condenação encontrou forte oposição da ala libertacionista (ou progressista, como também são conhecidos).
Aos poucos, o Sumo Pontífice, muito bondosamente e preocupado com a salvação das almas, vai orientando o rebanho a si confiado por Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja sempre concede oportunidade para seus filhos se emendarem de seus erros, mas os progressistas, infelizmente, não estão dispostos a recuarem de suas idéias, comprovadamente perniciosas para os filhos de Deus e assim continuam a persistir no erro.
O atual Papa vem sendo vitimado por uma onda de críticas advindas da grande imprensa (sob influência da TL), sobretudo com artigos e ataques destes progressistas. Mas, o Santo Padre, consciente da responsabilidade, vai apascentando o rebanho tendo em si os conselhos de Nosso Senhor.
 
"Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia". (I Jo III,13)
"Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia". (São João XV,18-19)
 
A eleição de Dom Ratzinger como 265º sucessor de Pedro na cátedra romana tem despertado o vulcão de fúria desta parcela, muito significativa, do clero mundial e, principalmente, no Brasil.
A fidelidade do atual Sumo Pontífice à Sagrada Tradição representa um grande obstáculo aos planos de concretização modernista, no qual se inclui a Teologia da Libertação. A doutrina filosófica do Modernismo encontrou muitos adeptos dentro da Santa Igreja. O modernismo não é recente, vários Papas o denunciaram.
A Santa Igreja passa por uma grave crise, a qual consiste na subversão e insubordinação do episcopado não somente ao Santo Padre, mas à Sagrada Tradição da Igreja, por conseguinte, a formação religiosa dos fiéis católicos está seriamente ameaçada ante o vício modernista do episcopado.
 
São Pio X, rogai por nós.

    Para citar este texto:
"A eleição de S. S. Papa Bento XVI"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/papa/eleicao_bxvi/
Online, 24/04/2017 às 00:34:22h