O Papa

A alegria de um Papa sofrendo
Orlando Fedeli

Quem acompanha a cruel e orquestrada campanha de difamação desencadeada contra o Papa Bento XVI, pelo fato de que ele está reconduzindo a Igreja ao lugar do qual a afastou o Vaticano II e a Missa nova, compreende o valor desse Papa, duramente açoitado pelas mais baixas calunias, e vê, com alegria sublime, a sua face na foto abaixo, seu sorriso suave, e se comove com as bem verdadeiras palavras que ele pronunciou nessa Quinta Feira da Paixão, na qual ele mesmo revive os sofrimentos dAquele de quem ele é o Vigário na Terra.
 
Sim , o Papa sofre sorrindo com alegria sobrenatural.
 
Essa fotografia dele ilustra bem em que consiste a verdadeira felicidade.
 
Contra a Modernidade relativista, hedonista, inimiga da cruz de Cristo, e que vive em desespero, Bento XVI não só nos dá os ensinamentos doutrinários condenatórios da Modernidade antropocêntrica – exalada pelo Vaticano II – mas com seu exemplo vivo, ilustra o seu ensinamento.
 
Para um mundo que vive para o gozo, para a diversão como fim único, Bento XVI nos fala, e meio à sua dor e a seu martírio, que a felicidade humana consiste, antes de tudo, não na gargalhada, não no prazer, mas no compartilhar a cruz de todos os sofredores. Especialmente em procurar compartilhar a Cruz de Cristo na alegria suave do dever cumprido.
 
Carregar com paciência a Cruz.
 
Bento XVI ensina a este século do desespero, que por trás da máscara do gozo está a dúvida sobre o bem da existência. Porque, toda forma de existencialismo, pretendendo tornar o homem o “Absoluto”, recusa a contingência do ser. A gargalhada desesperada do século XX esconde a impotência do homem moderno de alcançar a felicidade absoluta com suas próprias miseráveis forças.

Nestes dias tenebroso, deste maldito século XXI, contemplamos o duelo transcendente entre o Mundo Moderno, gnóstico e desesperado, na sua frustração absoluta de obter a felicidade apenas por meio de sua capacidade natural, contra um Papa, que vindo desse mesmo Mundo Moderno, aceitou repudiá-lo, e assumindo o lugar de Vigário de Cristo, aceitou também, não só carregar sua pesada Cruz, mas caminhar, sorrindo  suavemente – e decidido — com alegria, para um martírio que já se aponta no horizonte e não tão longínquo.
 
Rezemos pelo papa Bento XVI. Compartilhemos sua Cruz e sua alegria!
 
A Montfort, nestes dias de dor, quer estar totalmente unida ao Papa Bento XVI e à sua Cruz.
Viva o Papa!!!
Viva o Papa, em sua Cruz!!
Viva o Papa em sua doce alegria!!!
 
São Paulo, 1 de Abril de 2010.
Orlando Fedeli

Bento XVI "Quem ama está disposto a sofrer"
 
Bento XVI sorri
 
“Na Igreja antiga, o óleo consagrado era considerado, de modo particular, como sinal da presença do Espírito Santo que, a partir de Cristo, se comunica a nós. Êle é o óleo da alegria. Essa alegria é algo diferente da diversão ou da alegria exterior que a sociedade moderna espera. A diversão, em seu lugar correto, certamente é algo bom e agradável. É bom poder rir. Porém, a diversão não é tudo. É apenas uma pequena parte de nossa vida, e onde ela quer ser a totalidade, ela se converte em uma máscara por de trás da qual se esconde o desespero ou, ao menos, a dúvida sobre se a vida é realmente boa, ou se não seria melhor não existir em vez de existir. O gozo, que nos vem de Cristo, é diferente. Ele nos dá alegria, sim, porém certamente pode estar junto com o sofrimento. Nos dá a capacidade de sofrer e, no sofrimento, permanecer, entretanto, intimamente alegres. Nos dá a capacidade de compartilhar o sofrimento de outros e assim tornar perceptível, na disponibilidade recíproca, a luz e a bondade de Deus”.
 
[ Tradução do excerto: Montfort. Texto original em espanhol do site La Buhardilla de Jeronimo]
 

    Para citar este texto:
"A alegria de um Papa sofrendo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/papa/alegria-papa-sofrendo/
Online, 21/08/2017 às 05:18:57h