Igreja

Vaticano contra a secularização do Clero
Orlando Fedeli

O Papa vai inaugurar, dentro de poucos dias, o Ano Sacedotal, visando uma profunda mudança no comportamento do clero. Depois do Vaticano II , sacerdotes e religiosos, infelizmente, deixaram-se levar pela secularização. A Gaudium et Spes abriu a Igreja ao mundo. “A fumaça de Satanás entrou no templo de Deus”. De dentro do templo, saíram os sacerdotes, segundo o novo modelo conciliar.
 
O clero se mundanizou.
 
Com a desculpa de que o “hábito não faz o monge”, muitos monges se desfizeram do hábito. Muitos padres passaram a se vestir e a se comportar como leigos. Daí, passaram a viver como leigos. Abandonados os costumes eclesiásticos, especialmente a oração, com conseqüências desastrosas. Conventos se fecharam. Ordens se esvaíram. Colégios católicos morreram. Apostasias se multiplicaram. Viram-se freiaras de mini saia e monsenhores de bermudas.  
Normalemnete, os Padres deixaram de usar a batina. Inicialmnete passaram a usar o clergyman protestante. Depois, começaram a usar roupas comuns. Afinal, adotaram roupas esportivas: camisas abertas ao peito, bermudas, e mesmo shorts. Até Bispos houve que passaram a andar de “motoca”, e a ter casas na praia.
 
Inaugurou-se a “pastoral do turismo”.
Claro que as roupas mundanas facilitaram os namoros e o abandono do celibato...
Nasceram os padres cantores. Padres galãs, dos quais recentemente Padre Cutié se tornou símbolo.
Começaram os escândalos. Abafados pelo método de transferências de padres pedófilos ou homossexuais de uma diocese para outra...
 
Agora, graças a Deus, e  para grande ódio do clero modernista, o Papa Bento XVI deu início a um retorno à situação pré conciliar..
Sandro Magister no artigo abaixo fala em retorno à situação surgida com o Concílio de Trento!
Imagine-se!
 
O Ano Sacerdotal que o Papa Bento XVI vai inaugurar, agora, em meados de Junho, começará com a recepção em Roma, das relíquias de São João Maria Vianney, o patrono e modelo do clero.
O modelo absolutamente oposto ao do padre nascido do Vaticano II.
 
São João Maria Vianney, o contrário dos padres cantores, dos padres de Missas- Show, dos Bispos motoqueiros, dournariamanete o opsto dos Bispos da Teologia da Libertação.
O espírito do Vaticano II está morrendo.
Daí, Monsenhor Jean-Louis Bruguès – secretário da Congregação para a Educação Católica (a que cuida dos seminários) -declarar em seu discurso, abaixo transcrito, aos Reitores de Seminários:
          
“Compreendo as dificuldades que os senhores encontram no exercício do ministério de reitores de seminários. Mais do que a passagem de uma geração a outra,os senhores devem garantir harmoniosamente a passagem de uma interpretação do Concílio Vaticano II para outra, e provavelmente de um modelo eclesial a outro. A posição dos senhores é delicada, porém é absolutamente essencial para a Igreja”.
 
Deus guarde o Santo Padre Bento XVIe lhe conceda o triunfo sobre os inimigos da Fé Católica.
Orlando Fedeli
 

 
O Vaticano contra a secularização do Clero e pelo retorno aos princípios do Concílio de TRENTO
 
 Veja-se também o discurso de Monsenhor Jean-Louis Bruguès – secretario da Congregação para a Educação Católica ( que cuida dos seminários)
 
Um ano especial para renovar os sacerdotes como eram
Bento XVI o convocou para reforçar a identidade espiritual do clero e também para limpar sua "sujeira".
Os Legionários de Cristo não olho do furacão. Sobre os seminários, o piedoso diagnóstico do secretário da Congregação para a Educação Católica

por Sandro Magister - http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1338822?sp=e



ROMA, 10 de Junho de 2009 - Dentro de poucos dias, sexta feira 19 de Junho, festa do Sagrado Coração de Jesus, terá início o Ano Sacerdotal especialmente desejado por Bento XVI.

Suas finalidades foram indicadas pelo Papa Joseph Ratzinger aos Cardeais e Bispos que fazem parte da Congregação para o Clero, reunidos em 16 de Março pasado em assembléia plenária.      
Até 1967, a Congregação para o Clero era chamada Congregação "do Concílio". Com efeito., havia sido instituída logo após o Concilio de Trento, para velar pela aplicação das indicações conciliares para o clero na cura de almas.
O perfil do sacerdote delineado pelo Concilio de Trento caracterizou a vida da Igreja católica até a metade do século XIX. Um modelo foi o santo Cura de Ars, Juan María Vianney, de quem se comemora o 150º aniversário de sua morte.
Porém nas últimas décadas, a identidade do sacerdote católico foi mudada, perturbada e desintegrada pelos golpes da secularização, fora e dentro da Igreja.
A intenção do Ano Sacerdotal é precisamente a de reconstruir não sacerdote uma forte identidade espiritual, fiel a sua missão originária. Isto implica também uma enérgica obra de eliminação da "sujeira" que contaminou uma parte do clero, quantitativamente limitada porém desastrosa não plano de sua imagen global.
Nesse sentido adverte-se uma coincidência. Com o início do Ano Sacerdotal terá inicio também a visita apostólica ordenada pelas autoridadees vaticanas dentro da congregação dos Legionários de Cristo. Essa congregação se distingo pela abundância de vocações e pelo grande número de novos sacerdotes. Porém ao mesmo tempo corre o risco de desmoronar, tal como já desmoronou a figura de seu carismático fundador, o sacerdote Marcial Maciel, cuja  vida dupla gravemente imoral - definitivamente descoberta - se  converteu hoje num terrível escândalo, antes de tudo para aqueles que foram seus mais ferventes discípulos.
Reconstruir a identidade espiritual do clero implica então também um cuidado especial por sua formação. Como os seminários foram uma pedra miliar da reforma da Igreja querida por o Concilio de Trento, também hoje a identidade dos novos sacerdotes se forja nos seminários.
A Congregação para o Clero não cuida dos seminários. Quem deles cuida é a Congregação para a Educação Católica.
Em consequência, também esta última deverá esforçar-se para que o Ano Sacerdotal produza frutos. Algo já foi feito, a julgar pelo discurso pronunciado por seu secretário, Jean-Louis Bruguès, aos reitores dos seminários pontifícios congregados em Roma dias atrás (vide abaixo ].
Monsenhor Bruguès, de 66 anos, dominicano, até o ano 2007 foi Bispo de Angers. Além de Secretário da Congregação para a Educação Católica é vice presidente da Obra Pontifícia para as Vocações eclesiásticas e membro da Comisão para a formação dos candidatos ao sacerdocio. Ademais, é acadêmico da Pontifícia Academia São Tomás de Aquino.
O discurso que ele dirigiu aos reitores de seminário não tem nada da linguagem curial, é de uma franqueza não comum. Descreve e denuncia sem meias cores os danos do pós Concílio, em particular na Europa, incluindo a impresionante ignorância sobre pontos elementares da doutrina que hoje se verifica nos jovens que entram no seminário.
Essa ignorância chega a tal ponto que, entre os remédios que propõe, monsenhor Bruguès está que se dedique um ano inteiro do seminário para aprender o Catecismo da Igreja Católica.
         O Catecismo "ad parochos" foi outra das pedras miliares da reforma tridentina. Quatro séculos depois, se está de novo alí, no mesmo ponto.
Aqui, em seguida, apresentamos o discurso do secretário da Congregação para a Educação Católica aos reitores dos seminários pontificios, publicado na edição do "L'Osservatore Romano" de 3 de Junho de 2009:

Formação para o sacerdócio: entre o secularismo e os modelos de Igreja

por Monsenhor Jean-Louis Bruguès


       Sempre é arriscado explicar uma situação social a partir de uma única interpretação. Entretanto, algumas chaves abrem mais portas que outras. Desde há muito tempo estou convencido do fato de que a secularização se converteu numa palabra-chave para pensar hoje nossas sociedades, porém também a nossa Igreja.
        A secularização representa um processo histórico muito antigo, porque nasceu na França a mitad do século XVIII, antes de se estender ao conjunto das sociedades modernas. Todavia, a secularização da sociedade varia muito de um pais para o outro.
        Na França e na Bélgica, por exemplo, ela tende a desterrar da esfera pública os sinais de pertencença religiosa e a remitir a fé à esfera privada.
Observa-se a mesma tendência, porém menos forte, na Espanhaa, em Portugal e na Gran Bretanha. Nos Estados Unidos, pelo contrário, a secularização se harmoniza fácilmente com a expressão pública das convicções religiosas, o  que pudemos ver também por ocasião das últimas eleições presidênciais.
Desde uma década, surgiu entre os especialistas um debate muito interessante. Até agora, parecia que se devia dar por descontado que a secularização à européia constituía a regra e o modelo, enquanto que a de tipo americano constituía a exceção. Porém agora são numerosos os que -por exemplo, Jürgen Habermas- pensam que é verdade o oposto e que também na Europa pós-moderna as religiões desempenharão um novo papel social.


RECOMEÇAR DESDE O CATECISMO


       Qualquer que seja a forma que tenha assumido, a secularização ela provocou em nossos países uma derrocada da cultura cristã. Os jovens que se apresentam em nossos seminários não conhecem nada ou quase nada da doutrina católica, da historia da Igreja e de seus costumes. Essa incultura generalizada nos obriga a efetuar revisões importantes na prática que se seguiu até agora. Mencionarei duas.
Em primeiro lugar, parece-me indispensável prever para esses jovens um período - um ano ou mais - de formação inicial, de "recuperação", de tipo catequético e cultural ao mesmo tempo. Os programas podem ser concebidos de forma diferente, em função das necesidadees específicas de cada região. Pessoalmente, penso num ano inteiro dedicado à assimilação do Catecismo da Igreja Católica, o qual está apresentado na forma de um compendio muito completo.
Em segundo lugar, seria necessário revisar nossos programas de formação. Os jovens que ingressam no seminário sabem que não sabem. São humildes e estão desejosos de assimilar o mensagem da Igreja. Pode-se trabalhar verdaderamente bem com eles. Sua falta de cultura tem de positivo que não têm os preconceitos negativos de seus irmãos mais velhos, o que  é uma feliz circunstância, graças à qual podemos construir sobre uma "tabula rasa". Esse é o motivo pelo qual sou a favor de uma formação teológica sintética, orgânica e que Aponte para o esêncial.
       
Isso implica, por parte dos professores e dos formadores, a renúncia a uma formação inicial marcada por um espírito crítico - como foi o caso de minha geração, para a qual o descobrimento da Bíblia e da doutrina foi contaminado por um sistemático espírito de crítica - e pela tentação de lograr uma especialização demasiado precoce, precisamente porque falta a esses jovens o necesário background cultural.
Permítam-me confiar- lhes algumas interrogações que me surgem neste momento. Há mil motivos para querer dar aos futuros sacerdotes uma formação completa e de alto nível. Como uma mãe atenta, a Igreja deseja o melhor para seus futuros sacerdotes. Por isso multiplicaram-se os cursos, porém a ponto de sobrecarregar os programas de uma forma que me parece exagerada. Provavlemente os senhores  perceberam o risgo do desânimo em muitos de vossos seminaristas. Pergunto: uma perspectiva enciclopédica é adequada para esses jovens que não receberam nenhuma formação cristã de base? Essa perspectiva não provocou tavez uma fragmentação da formação, uma acumulação de cursos e uma impostação excessivamente historicista? É realmente necessário, por exemplo, dar aos jovens que não aprenderam jamais o catecismo uma formação profunda nas ciências humanas ou nas técnicas de comunicação?
         Eu aconselharia preferir a profundidade mais do que a extensão, a síntese mais que os detalhes, a arquitetura mais que a decoração
. Outras tantas razões me levam a crer que a aprendizagem da metafísica, tão obrigatória, representa a fase preliminar absolutamente indispensável para o estudo da teología. Os que vêem a nós receberam com frequência uma sólida formação científica e técnica – o que é uma fortuna - porém a falta de cultura geral não lhes permite ingressar com passo decidido na teología.

DUAS GERAÇÕES, DOIS MODELOS DE IGREJA


       Em numerosas ocasiões falei das gerações: da minha, da que me precedeu e das gerações futuras. Esta é, para mim, a encruzilhada da situação atual. Certamente, a passagem de uma geração a outra sempre colocou problemas de adaptação, porém o que vivemos hoje é absolutamente peculiar.
O tema da secularização deveria nos ajudar, também aquí, a compreender melhor. Ela conheceu uma aceleração sem precedentes durante os anos Sessenta. Para os homens de minha geração, e ainda mais para os que me precederam, a maioria deles nascidos e criados em um ambiente cristão, essa aceleração constituiu um descobrimento essencial, a grande aventura de sua existência. Chegaram a interpretar a "abertura ao mundo" invocada pelo Concílio Vaticano II como uma conversão à secularização.
Assim, de fato, vivemos, ou inclusive favorecemos, uma auto secularização potente na maior parte das Igrejas ocidentais.
         Os exemplos abundam. Os crentes estão dispostos a comprometer-se no serviço da paz, da justiça e das causas humanitárias, porém crêem eels na vida eterna? Nossas Igrejas levaram a cabo um esforço imenso para renovar a catequese, porém essa mesma catequese não tende a desatender as realidades últimas? Nossas Igrejas embarcaram na maior parte dos debates éticos do momento, incitados pela opinão pública, porém quantos falam do pecado, da graça e da vida teologal? Nossas Igrejas desenvolveram felizmente tesouros engenhosos para que os fiéis participem melhor na liturgia, porém esta última não perdeu em grande parte o sentido do sagrado? Alguém pode negar que nossa geração, talvez sem se dar conta, sonhou uma "Igreja de crentes puros", uma fé purificada de toda manifestação religiosa, pondo em guarda contra toda manifestação de devoção popular como as procissões, as peregrinações, etc.?
         O impacto com a secularização de nossas sociedades transformou profundamente nossas Igrejas. Poderíamos adiantar a hipótese de que passamos de uma Igreja de "pertencência", na qual a fé era comunicada pelo grupo de nascimento, a uma Igreja de "convicção", em que a fé se define como uma escolha pessoal e valente, com frequência em oposição ao grupo de origem. Este trânsito foi acompanhado por variações numéricas impressionantes. A olhos vistos, as presenças diminuiram nas Igrejas, mas também nos seminários. Porém fazem anos que o Cardeal Lustiger mostrou, com números na mão, que na França a relação entre o número de sacerdotes e o dos praticantes havia sido sempre a mesma.
Nossos seminaristas, como nossos jovens, pertencem também a esta Igreja de "convicção". Não lchegam eles mais dos campos, mas antes das cidades, sobretudo das cidades universitárias. Com frequência cresceram em familias divididas o "espatifadas", o que deixa neles marcas de feridas e, talvez, uma espécie de imaturidade afetiva. O ambiente social a que pertencem não os sustem mais: escolheram por convicção ser sacerdotes e renunciaram, por ele, a toda ambição social (o que digo não vale para todos por igual; conheço comunidades africanas nas quais a família ou o povo valorizam ainda as vocações surgidas em seu seio). Por isso eles oferecem um perfil mais determinado, individualidades mais fortes e temperamentos mais valentes. Com respeito a isso, têm direito a toda nossa estima.
A dificuldade sobre a qual quisera atrair a atenção dos senhores supera então a cornija de um simples conflito de gerações. Minha geração, insisto, identificou a abertura ao mundo com a conversão à secularização, frente à qual experimentou uma certa fascinação. Pelo contrário, os mais jovens nasceram efetivamente na secularização, a qual representa seu ambiente natural, e a assimilaram com o leite materno, porém buscam antes de tudo tomar distância dela e reivindicam sua identidade e suas diferenças.

ADAPTAÇÃO AO MUNDO OU CONTESTAÇÃO?

        Existe agora nas Igrejas européias, e quiçá também na Igreja americana, uma línha divisória, por vezes de fratura, entre uma corrente "conciliadora" e uma corrente "contestatária".
        A primeira nos leva a observar que existem na secularização valores de forte matriz cristão [???] , como a igualdade, a liberdade, a solidaridade e a responsabilidade [???] , razão pela qual deve ser possível chegar a acordos com tal corrente e a identificar os campos de cooperação.
A segunda corrente, pelo contrário, convida a tomar distância. Considera que as diferenças ou as oposições, sobretudo no campo ético, chegarào a ser cada vez mais marcantes. Em consequência, propõe um modelo alternativo ao modelo dominante, e aceita sustentar o papel de uma minoría contestatária.
A primera corrente chegou ser a predominante logo após o Concilio; proporcionou a matriz ideológica das interpretações do Vaticano II que se impuseram no fim dos anos Sessenta e na década siguinte.
As coisas se inverteram a partir dos anos Oitenta, sobretudo  - porém não exclusivamente - pela influência de João Paulo II. A corrente "conciliadora" envelheceu, porém seus adeptos detinham ainda os postos chaves na Igreja. A corrente do modelo alternativo se reforçou consideravelmente, porém ainda não se converteu em dominante. Assim se explicariam as tensões do momento em numerosas Igrejas de nosso continente.
        Não me sería difícil ilustrar com exemplos a contraposição que descrevi em línhas gerais.
As universidades católicas se distribuem hoje segundo essa linha divisória. Algumas jogam a carta da adaptação e da cooperação com a sociedade secularizada, à custa de serem obrigadas a tomar distância em sentido crítico com respeito a este ou a esse aspecto da doutrina ou da moral católica. Outras, de inspiração mais recente, põem o acento na profissão de fé e na participação ativa na evangelização. O mesmo vale para as escolas católicas.
O mesmo se poderia afirmar, para retomar o tema deste encontro, a respeito da fisonomía típica dos que batem à porta de nossos seminários ou de nossas casas religiosas.
Os candidatos da primera tendência se tornaram cada vez mais raros, com grande desgosto dos sacerdotes das gerações mais antigas. Os candidatos da segunda tendência se tornaram hoje mais numerosos que os primeros, porém hesitam cruzar o umbral de nossos seminários, porque muitas veces não encontram alí o que buscam.
Eles são portadores de uma preocupação pela identidade (com um certo desprezo são qualificados por vezes como "identitatários"): pela identidade cristã - em que nos devemos distinguir dos que não compartem nossa fe? - e pela identidade sacerdotal, enquanto que a identidade do monje o do religioso é mais facilmente perceptível.
        Cómo favorecer a harmonía entre os educadores -que pertencem muitas vezes à primeira corrente- e os jovens -que se identificam com a segunda? Os educadores continuarão aferrando-se em critérios de admissão e de seleção que remetem à sua época, porém que não se correspondem mais com as aspirações dos mais jovens? Contaram-me o caso de um seminário francés em que as adorações do Santísimo Sacramento haviam sido desterradas durante uma boa vintena de anos, porque se as considerava muito devocionais. Alí, os novos seminaristas teraimtido que lutar durante a mesma quantidade de anos para que fossem restabelecidas as adorações, enquanto alguns docentes preferiram apresentar a renÚncia frente ao que julgavam como um "retorno ao pasado"; ao ceder aos requerimentos dos mais jovens, tinham a impressão de que renegavam o que pelo qual haviam letado durante toda a vida.
Na diocese da qual fui Bispo, conheci dificuldades similares quando os sacerdotes mais antigos - e também comunidades parroquiais inteiras - experimentavam grandes dificuldades para responder as aspirações dos sacerdotes jovens que lhes havíam sido mandados.
          Compreendo as dificuldades que os senhores encontram no exercício do ministério de reitores de seminários. Mais do que a passagem de uma geração a outra, os senhrores devem garantir harmoniosamente a passagem de uma interpretação do Concílio Vaticano II para outra, e provavelmente de um modelo eclesial a outro. A posição dos senhores é delicada, porém é absolutamente essencial para a Igreja.



    Para citar este texto:
"Vaticano contra a secularização do Clero"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/vaticano_contra_secularizacao/
Online, 30/03/2017 às 07:47:07h