Igreja

O Motu Proprio ... "o proprio il terremoto?"
Orlando Fedeli

    A notícia de que o Papa Bento XVI vai liberar a Missa de sempre por meio de um Motu Proprio faz os modernistas rangerem os dentes de fúria incontida, ao mesmo tempo que causa desespero nos semi modernistas em sua splendorosa falsitatis.
    Uns partem para o cisma. Outros para os ataques cheios de ódio incontido, usando sofismas para defender o Concílio Vaticano II.
Outros ainda mais disfarçados, silenciam sobre o Motu Proprio. Poucas Conferências de Bispos se pronunciaram a respeito. Aguardam em silêncio medroso o terremoto que está por vir.
    E que virá!
    Porque o terremoto -- o Motu proprio -- virá!
    Isso mostra como os modernistas de todos os naipes e gamas compreendem que a liberação da Missa de sempre, no fundo, como dizia Paulo VI, é uma condenação do Concílio Vaticano II. Até um jornal leigo do Brasil afirmava nestes dias que a liberação da Missa era um passo em direção à anulação do que fizera o Concílio Vaticano II.
    Os moderadamente modernistas -- o pior tipo de modernista, por serem os mais disfarçados e que fazem mais mal -- silenciam ou semi silenciam. Sussuram em público e murmuram em segredo. Privadamente.
    Uma conhecida agência noticiosa que se apressa em dar notícias progressistas, noticiou de modo bem frio -- sussurantemente -- a promulgaçao do Motu Proprio de Bento XVI. A Canção Nova, por sua vez, sempre errada, declarou que o Papa Bento XVI ia liberar um "Novo" Missal.
    O "Novo" Missal é o de Trento. Parece até que, para a Canção Nova, tudo sempre tem que ser novo.
    Outros são mais violentos. Soube ontem de um padre que declarou a um amigo meu, que, mesmo que o Papa viesse ordenar que a Missa devia ser rezada na igreja dele, ele não o permitiria jamais. Na igreja dele, Missa de sempre, NUNCA!!!
    Outro declarou que, se o Papa ordenasse a obrigatoriedade dessa Missa em latim, e o Bispo dele não acatasse a ordem do Papa, ele ficaria com o Bispo, contra o Papa.
    Como se vê é o cisma silencioso, denunciado por João Paulo II, que começa a esbravejar...
    O site modernista Golias, num artigo de 28 de junho intitulado Os Tradicionalistas Pressionam, tratando de confrontos já ocorridos entre tradicionailstas e progressistas, na França, escreveu:

"Os Bispos franceses temem as conseqüências de uma legalização da antiga Missa que multiplicaria, aqui e acolá, na França, situações desse tipo. De fato, a justaposiçao de ritos poderia bem ser a árvore que esconde uma floresta: a de uma confrontação, muitas vezes tácita e contida, mas podendo se tornar explosiva, entre tendências eclesiais totalmente opostas, com escolhas de sociedades contraditórias e variadas, visões de Deus, do homem e do mundo muito difíceis de harmonizar" (Golias, Les tradis mettent la pression Le 28 juin  http://golias-editions.fr/spip.php?breve426).
 
    Note-se, de passagem, como esse site Modernista da linha da Teologia da Libertação, reconhece, sem dificuladade, que os defensores da Nova Missa e do Concílio Vaticano II têm uma visão de Deus, do homem, e do mundo oposta à visão dos católicos de sempre, e que é praticamente impossível harmonizar as posições teológicas contraditórias do Concílio Vaticano II e da Nova Missa com as doutrinas da Igreja Católica de sempre.
 
    E cotinua o site Golias, dizendo coisas bem interessantes:

"O que o próximo Motu Proprio poderia mudar é bem claro; os grupos tradicionalsitas poderiam organisar com padres de sua escolha celebrações desse tipo.Eles não precisariam mais depender da autorização do Bispo para fazer isso. Os Bispos ficam sempre preocupados, quando seu poder é ameaçado. No caso concreto que analisamos, o que está em jogo nos parece muito mais profundo: um salvo conduto concedido -- [pelo Papa]-- aos que contestam as orientações do Concílio [Vaticano II] poderia, com o passar do tempo,  conduzir a colocar entre parênteses as orientações conciliares".
"Há alguns anos, o Bispo de Blois, Monsenhor Joseph Goupy, exlamou: "Não toquem no Concílio". Os católicos que se opõem ao Motu Proprio não querem, de modo algum, tornar a discutir um justo pluralismo de sensibilidade na Igreja. Eles temem mais um sutil sepultamento das conquistas do Vaticano II, com uma crescente banalisação das escolhas inspiradas por sua contestação ou ou por sua rejeição.No fundo, um debate imenso e complexo sobre o próprio sentido do cristianismo pede que seja ainda aberto" (Golias, Les tradis mettent la pression Le 28 juin  http://golias-editions.fr/spip.php?breve426  O destaque é nosso).
 
    Eis o que os mais argutos percebem e o que os "semi' modernistas ou modernistas disfarçados de moderados -- sem confessá-lo sentem: o Motu Proprio de Bento XVI, liberando a Missa de sempre, é um terremoto "sutil" que enterrará a Nova Igreja nascida do Concílio Vaticano II.
    Bento XVI, sem dizê-lo, está sepultando o Concílio Vaticano II.
    Aliás, o modo que Bento XVI escolheu para liberar a Missa é sintomático: ele vai liberar a Missa por meio de um Motu Proprio, isto é, por meio de um documento papal que indica ser uma vontade pessoal do Papa. Uma decisão oficialmente tomada por sua única vontade, sem necessiadde de consultar os Bispos. O que é um golpe na Colegialidade em má hora e erradamente proclamada pelo Concílio Vaticano II.
    O Motu Proprio vai contra a Colegialidade do Vaticano II.
    Sutilmente... Juridicamente...
    Sem pretender-se tal, o Motu Proprio de Bento XVI, como dizem os italianos, "è proprio um terremoto". É mesmo um terremoto.
    Ó Terremoto imensamente desejado que causará a ruína, o desmoronamento e o sepultamento da Nova Igreja Modernista nascida do Concílio Vaticano II!
    O Segredo de Fátima, logo mais, ficará patente nos fatos, ao se realizar na História, como triunfo da Missa e do Imaculado Coração de Maria!

São Paulo, 29 de Junho de 2007
 

    Para citar este texto:
"O Motu Proprio ... "o proprio il terremoto?""
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/terremoto_proprio/
Online, 21/09/2017 às 20:07:25h