Igreja

Retrato de uma profanação: fotografias de um ritual hindu no Santuário de Fátima
John Vennari *

(Publicado com autorização do site Fatima. Tradução nossa)

UPDATE: Catholic Family News - Current Issue: July, 2004 go to www.oltyn.com

Reportagem Especial: o “Catholic Family News” obteve uma cópia de vídeo da transmissão realizada em 5 de maio pelo canal “SIC Television” de um Ritual Hindu realizado no Santuário de Fátima.

Pela primeira vez, veja a reportagem com fotos deste evento!

(os artigos aparecem abaixo das fotos)

(Nota: reproduzimos abaixo somente algumas das fotos publicadas no site indicado acima)


Os hindus trazem uma oferta de flores.
Para eles, Nossa Senhora de Fátima é uma manifestação de um de seus deuses.
 

A transmissão da SIC diz, “Este é um evento singular
na história do Santuário e de devoção própria...
 

...o sacerdote Hindu, o Shastri recita no altar (Católico)
 o Shandi Pa, a oração pela paz”.
 

O ritual hindú – uma cerimonia para falsos deuses –
profana o Santuário de Fátima, fazendo-se necessária
uma re-consagração da Capela
 

Recebido pelo Bispo de Fátima, a SIC explica, “Os peregrinos
Hindus são recebidos como se fossem uma embaixada, um gesto de silêncio
 

...que pode ser entendido como um convite para outras
visitas”. Significando que a profanação de Fátima vai
possivelmente ocorrer novamente..
.
 

O reitor Guerra, do Santuário, recebe um manto dos
Hindus, coberto de versos do Baghwad Gita, o
“livro secreto” do hinduísmo, cuja mensagem básica é;
Tudo na vida é uma ilusão.
 

O Bispo de Fátima também recebe o manto ornado
com os versos da mitologia pagã
 

(Curioso como certos padres sentem vergonha de usar a batina, mas até posam para vestir o pagão paramento hindu. Será que eles se sentem mais confortáveis trajando roupa da sua verdadeira religião? – Comentário de Renato Coelho)

(reconhecimento à SIC Televisino pela exposição de vídeo de onde estas fotos foram extraídas)

O Catholic Family News obteve uma cópia da transmissão da SIC Television do ritual Hindu realizado em Fátima. Conforme relatado no mês passado, o sacrilégio aconteceu em 5 de maio, com as bênçãos do reitor Guerra, do Santuário de Fátima, e do Bispo de Leiria-Fátima, D. Sarafim de Sousa Ferreira e Silva.

SIC, um canal de televisão nacional de Portugal, divulgou o ritual hindu em Fátima no mesmo dia que ele aconteceu.  O apresentador chamou o acontecimento de  uma  “experiência ecumênica incomum”.

A transmissão apresentou orações matinais no templo Radha Krishna de Lisboa. “Luz e água, energia e natureza, marcam o ritmo do Arati, a oração matinal,” disse o apresentador.  “O hinduísmo é a mais antiga das grandes religiões. Ele é caracterizado por múltiplas divindades, reverenciando através de uma tripla dimensão da vida e do sacro: o deus criador, o deus mantenedor, e o deus que tem o poder de destruir”.

Deste modo, os hindus fazem o serviço de reverencia da manhã aos seus falsos deuses, os quais não são nada mais que demônios. São Francisco Xavier, o apóstolo da Índia, disse a respeito do hinduísmo: “Todas as invocações dos pagãos são odiadas por Deus, porque todos os seus deuses são demônios” [1]

Uma jovem mulher hindu aparece na tela com estátuas de deuses ao fundo. Ela explicou, “Este é o deus Shiva e sua mulher Parvati. No centro podemos ver o deus Rama, a nossa direita sua mulher Sita e a nossa esquerda, seu irmão e companheiro Lakshmama. Agora podemos ver Krishna Bhagwan e sua esposa Radha. As divindades estão sempre acompanhadas de seus respectivos maridos ou mulheres. Como uma regra, quando precisamos dos deuses ou queremos pedir suas graças, nos pedimos para a divindade feminina, que é muito importante para nós.”

Aproximadamente 60 hindus, anunciou a transmissão, “deixam Lisboa com o chandam, o sinal em suas testas que mostram o desejo de boa fortuna em uma tarefa nobre. E este é o dia dedicado a maior das divindades femininas. Ela é chamada a Mais Santa Mãe, a deusa Devi, a divindade da Natureza que muitos hindus portugueses também encontram em Fátima.”

Outra jovem hindu explica, “Como uma hindu, que acredita no mundo, ou melhor, nos seres humanos, como membros de uma família global, é natural para mim ver qualquer manifestação de deus, incluindo Nossa Senhora de Fátima, como uma manifestação do mesmo deus.”

Aqui, esta jovem senhora fala com uma autêntica hindu, uma vez que o hinduísmo serve a seus falsos deuses como uma manifestação do “Deus”.  Desta forma, eles não estão honrando à Nossa Senhora como Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas reverenciando-A como uma manifestação de seu deus pagão.

O jornal mostra então os hindus trazendo flores à estátua de Nossa Senhora, dentro da Capelinha, a pequena capela construída sobre o local onde Nossa Senhora de Fátima apareceu. O sacerdote hindu sobe ao altar católico e recita uma reza hindu. Enquanto, o apresentador da SIC diz, “Este é um momento único na história do Santuário e da devoção. O sacerdote hindu, o Shastri, recita no altar o Shanti Pa, a oração pela paz.”

O Papa Pio XI, em uma prece litúrgica consagrando o gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus, rezou pela conversão de todos que não são membros do Corpo Místico. Ele invocou Nosso Senhor, “Seja  O Rei de todos aqueles que estão envolvidos com a escuridão e a idolatria”. [2] Esta idolatria é agora praticada no santuário de Fátima, profanando o local sagrado, fazendo-se necessário que a Capela seja re-consagrada novamente.

Em outro clip, o sacerdote hindu explica que ele encontrou uma “energia divina” em Fátima. “É uma energia que permeia todo o local, “ ele disse. “Tem uma força presente aqui, ao nosso redor. Sempre que venho aqui, eu sinto esta vibração...”

A rede SIC explica então que a apresentação deste grupo de hindus em Fátima “não é bem aceita por todos os católicos”. A câmera muda então para o Reitor do Santuário, Guerra, que defende a presença hindu e seu rito no Santuário Católico.

“É óbvio” disse o Reitor Guerra, “que estas civilizações e religiões são bem diferentes.  Mas eu acredito que há um papel comum para todas as religiões. Há um papel que.. como eu posso dizer, nasce da humanidade comum que todos possuímos. E é muito importante que nos reconheçamos este fundo comum, porque, devido ao choques de diferenças, nos algumas vezes esquecemos de nossa igualdade. Estes encontros nos dão esta ocasião.

Os hindus são então recepcionados pelo Bispo de Leiria-Fátima em uma sala contendo um modelo grande do Santuário modernista de Fátima, atualmente em construção. “Desta vez”, disse a transmissão, “os pelegrinos hindus são recebidos como se fossem uma embaixada; um gesto silencioso que pode ser entendido como um convite para outras visitas.” Isto significa que a profanação pagã no Santuário de Fátima tem grandes chances de acontecer novamente.

O Bispo de Leiria-Fátima diz, “Nos não queremos ser fundamentalistas, não queremos isto, mas queremos ser honestos, sinceros e queremos comunicar  por osmose os frutos deste ritual, a fim de que possamos produzir frutos. Eu tenho um prazer em encontrá-los.”

Neste momento, o sacerdote hindu coloca nos ombros do Bispo de Leiria-Fátima e do Reitor Guerra um manto coberto com os versos do Bhagwad Gita, um dos livros secretos do hinduísmo.

A reportagem termina com um close no livro de visitas que inclui as assinaturas do Papa João Paulo II, Madre Teresa, e um alto sacerdote hindu. Pode-se dizer que os hindus querem manter Fátima “nos planos dos locais onde eles alegam que encontram vibrações de santidade..”

Catholic Family News noticiou a orientação inter-denominacional em Fátima desde que foi lançada no Congresso Inter-religioso que aconteceu em Fátima em Outubro de 2003.[4]. Nos advertimos repetitivamente que este tipo de profanação era inevitável se os católicos não resistissem ao novo programa ecumênico.

Como previsto, os criadores da “Nova Fátima” como o Pe. Robert J. Fox ridicularizaram nossos esforços e tentaram dissuadir os católicos em nos levar a sério. Pe. Fox, em uma transmissão da EWTN em 25 de abril, dizia que os relatos sobre as atividades inter-denominacionais em Fátima não eram mais que “fabricados”, que ele conhecia o Reitor Guerra do Santuário pessoalmente, e que o Reitor jamais permitiria que atividades inter-denominacionais acontecessem. Menos de duas semanas depois desta transmissão da EWTN, o Santuário de Fátima estava profanado por este ritual pagão, com as bênçãos do Reitor Guerra e do Bispo de Leiria-Fátima.

O Papa Leão XIII juntamente com seus predecessores ensinou “Somos obrigados a servir a Deus da forma como ele nos mostrou ser Sua vontade”. [3] O hinduísmo venera falsos deuses que são demônios. É um sacrilégio o Reitor Guerra e o Bispo de Fátima permitir estes rituais em um santuário católico.

O Papa Pio XI chama de “ignomia” colocar a verdadeira religião de Jesus Cristo “no mesmo nível das falsas religiões”. [5] O Papa Leão XIII da mesma forma ensina “é contrário a razão que o erro e a verdade tenham os direitos iguais.” [6] Desta forma , a “igualdade” a que o Sr. Guerra se refere, e sua noção de várias religiões com um “papel comum”, contraria a verdade Católica.

O Reitor Guerra e o Bispo de Leiria-Fátima são também culpados de grave escândalo. Suas ações dizem a estes pobres hindus, que estão escravizados por uma religião pagã, que eles estão agradando a Deus da forma como estão.  Isto é contrário ao desejo manifesto de Cristo, que disse, “Ninguém vai ao Pai senão por Mim.” “Aquele que acreditar e for batizado será salvo. Aquele que não acreditar será condenado”.  Os hindus rejeitam a Jesus Cristo. Eles não têm interesse no batismo ou nas verdades reveladas por Deus. O Reitor Guerra e o Bispo de Leiria-Fátima aconselham e encorajam a apostasia. Com seus maus exemplos, eles escandalizam não somente os hindus, mas também outros que observam suas ações.

“O escândalo” diz Santo Tomás de Aquino, “é uma palavra ou ato que deixam ocasião para a ruína espiritual do próximo”. São Leão chama os autores de escândalos de assassinos que matam não ao corpo, mas a alma. São Bernardo diz, que as Escrituras garantem a esperança de emenda e perdão, falando em pecadores no geral. Porém tratam daqueles que escandalizam, como pessoas separadas de Deus, aos quais existe pouquíssima esperança de salvação. [7]

Talvez seja por isto que vemos uma cegueira espiritual nestes homens. Eles insistem nas suas apostasias apesar dos avisos de católicos preocupados. De qualquer forma, devemos rezar por eles.

E com respeito aos próprios hindus? O Shastri vem a Fátima porque ele sente uma “energia divina”. “vibrações de santidade”.  Membros de todas as religiões servem ao mesmo deus e são parte de uma “família global”.

Esta é a linguagem do paganismo, não da que recebemos de nossa Tradição católica. “Vibrações de santidade” é o que os hindus chamam Shakti, e eles se dirigem a vários locais para encontrá-la. Eles irão correr para estar na presença do Dalai Lama ou do Papa João Paulo II ou Ghandi porque isto lhes da Darshan, a boa sorte que vem em estar às vistas de um homem santo. Cada um destes termos esta enraizado em superstições pagãs, não nas verdades reveladas por Cristo.

Em resumo, os hindus não forma ao Santuário de Fátima para se tornarem Católicos. Mas ao contrário, eles tornaram hindu o Santuário de Fátima, colocando seus mitos e superstições pagãs em um dos locais mais sagrados do catolicismo.

Isto não é honrar a Mãe de Deus, mas uma blasfêmia contra Ela, uma vez que não há nada honrável em colocar-se Nossa Senhora nos mesmo nível de mais uma deusa neste pantheon de divindades demoníacas. “E que concórdia entre Cristo e Belial?” Disse São Paulo, “Ou que de comum entre o fiel e o infiel?” (2 Cor. 6:15)

No fim da visita, os hindus presentearam o Msgr. Guerra e o Bispo de Fátima com o manto coberto de versos do Bhagwad Gita.  Este livro contém uma história que ilustra o princípio do Hinduísmo.

Arjuna, um guerreiro, esta na eminência de uma grande batalha. Ele sente medo do dia seguinte, porque ele sabe que sabe que terá que matar seus amigos, parentes, professores. O carroceiro de Arjuna, que era na verdade o deus Krishna escondido, diz a Arjuna para não ter medo da batalha que se aproxima porque nada daquilo era real. Ninguém iria morrer. Tudo aquilo, e toda a vida, é uma ilusão.

O Arjuna então dirigiu-se então ao sangrento conflito acreditando que fosse seu Dharma, seu destino,  para destruir seus amigos e parentes. É tudo ilusão de qualquer forma. Ninguém realmente morre. Isto é o hinduísmo em poucas palavras. Você é deus, todo o resto é ilusão. [8]

Os católicos que testemunharam o Reitor do Santuário de Fátima e o Bispo de Fátima cobrirem-se com o manto decorado com os versos da mitologia pagã, certamente desejariam que a profanação hindu em Fátima fosse uma ilusão, que nada daquilo fosse real.

Mas não, isto realmente aconteceu. E os católicos devem registrar seu testemunho a Roma e Fátima, enquanto oferecem orações de reparação pelos líderes católicos que deram a capela de Nossa Senhora de Fátima à uma religião cujo deus é o Demônio.

Notas:

1. Saint Francis Xavier, James Brodrick, S.J., (New York: Wicklow Press, 1952), p. 135.
2. Consecration of the Human Race to the Sacred Heart of Jesus, Pope Pius XI, published along with the Encyclical Quas Primas, “On the Kingship of Christ”, 1925.
3. Imortale Dei, 1885.
4. Ver J. Vennari: “Fatima to Become an Interfaith Shrine? An Account from One Who Was There", (CFN, December, 2003), "More News on the Fatima Interfaith Program",  (CFN, Jan., 2004), "Shrine Rector Confirms New Interfaith Orientation at Fatima", (CFN, Feb., 2004), Hindu Ritual Performed at Fatima Shrine, (CFN, May, 2004).
5. Quas Primas, 1925.
6. Libertas, 1888.
7. Citações extraídas dos Sermons of Saint Alphonsus Liguori, “On Scandal,” (Rockford: Tan Books, reprinted 1982), pp. 168-181.
8. Para mais informações, ver “The Dharma of Deception”, Edwin Faust, Catholic Family News, November, 1998.


    Para citar este texto:
"Retrato de uma profanação: fotografias de um ritual hindu no Santuário de Fátima"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/santuario_fatima2/
Online, 23/04/2017 às 09:02:18h