Igreja

Tristeza, Vergonha, Indignação: Comentando um Comunicado Político da CNBB
Orlando Fedeli

Comunicado da CNBB

07 de setembro de 2005


“A verdade vos libertará” (Jo 8,32)

A nossa Pátria vive momentos de grande sofrimento. As instituições políticas do País estão sendo duramente atingidas. Reiteradas denúncias de corrupção perpassam vários níveis do Poder público. Cresce a indignação ética que nasce da consciência da violação de valores fundamentais da nossa sociedade. A democracia não subsiste à corrupção.

O povo brasileiro precisa recuperar a esperança - pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos subtraídos – numa colaboração eficaz para a real purificação de nossas instituições.

O dia 07 de setembro já faz parte da nossa cultura como apelo a sermos sujeitos da nossa história, completando a nossa independência e a nossa soberania (?). A mãe Pátria espera de todos nós decisões corajosas para uma renovada face da nossa democracia.

No mundo que caminha, cada vez mais, para um pensamento único, somos chamados, pessoas e comunidades brasileiras, à co-responsabilidade pela construção de uma nação com identidade própria, valorizando as riquezas de nossas origens culturais.

A atual crise está levando o povo ao descrédito da ação política. Instaurada pela revelação de práticas ilegais, ela reflete um mal antigo de natureza política, do qual os desvios éticos são sintomas significativos. A cultura da corrupção, alimentada por corporativismos históricos, tem utilizado as estruturas de poder para o benefício próprio, substituindo o debate de idéias por projetos de poder.

Por isso, a crise que nos invade está desafiando o País para um novo Projeto de sociedade que contemple as reais necessidades da população, sobretudo dos mais empobrecidos, nestes tempos de profundas transformações.

As grandes mudanças das últimas décadas, como a terceira revolução industrial e a ampliação crescente da globalização, estão tendo sérias repercussões políticas e econômicas, concentrando rendas e diminuindo as possibilidades de trabalho. Assistimos o enfraquecimento do Estado-Nação e a transformação das relações entre capital e trabalho.

Um clamor específico está emergindo em meio a esta crise: uma radical reforma do atual sistema político. Não podemos deixar passar este momento sem realizar uma profunda reforma política. Precisamos assegurar a fidelidade partidária, aprimorar os institutos da democracia representativa e favorecer a democracia participativa e deliberativa. O Projeto de lei, em tramitação no Congresso Nacional, para a regulamentação do Art.14 da Constituição Federal, nos oferece esta possibilidade de participação por meio de referendos, plebiscitos e conselhos, em todos os níveis de decisão.

Mais do que nunca precisamos valorizar a lei 9.840, assegurando sua aplicação, rápida e severa, possibilitando a lisura das campanhas eleitorais contra a corrupção eleitoral.

A experiência de participação popular na política – por meio de movimentos sociais, sindicatos, pastorais sociais, e partidos políticos – é uma conquista e um patrimônio histórico do povo brasileiro; não pode ser perdida pela ação nefasta de políticos que buscam o poder e vantagens pessoais a qualquer custo.

Queremos, nesse sentido, estimular os cristãos que, em nome da sua fé, se engajaram no mundo da política, dizendo-lhes que vale a pena se doar por uma causa que nos ultrapassa: a política pode ser uma forma de exercício de um amor maior.

O povo brasileiro já deu, ao longo de sua história, muitas provas de energia e capacidade de superar crises. A atual crise política poderá se tornar uma ocasião de amadurecimento das instituições democráticas do País, de comprometimento maior com a verdade que nos liberta e de luta por um Brasil justo, solidário e livre, onde “justiça e paz se abraçarão”.

Confiamos nas suas convicções éticas e cristãs, capazes de sempre se reanimar e se levantar com mais coragem e esperança. Está em nossas mãos a mudança do Brasil.

A pedido do episcopado católico do Brasil, o dia 07 de setembro deste ano seja ocasião para especiais orações pela nossa Pátria.

Deus nos proteja! Nossa Senhora Aparecida interceda por nós.


Cardeal Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Presidente da CNBB

Dom Antônio Celso de Queirós
Bispo de Catanduva, SP
Vice-Presidente da CNBB
Dom Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo
Secretário-Geral da CNBB

 
TRISTEZA, VERGONHA, INDIGNAÇÃO!
Comentando um Comunicado Político da CNBB

As Conferências Episcopais não possuem uma base teológica, não fazem parte da estrutura indispensável da Igreja, assim como querida por Cristo: têm somente uma função prática, concreta” Cardeal Joseph Ratzinger,-- hoje Bento XVI,-- A Fé em Crise, E.P.U. , São Paulo, 1985, p. 40).

É com tristeza que comentamos o último Comunicado da CNBB, cujos autores, enquanto Bispos, são dignos de todo respeito por serem sucessores dos Apóstolos. Porém a CNBB, enquanto entidade, não tem esse mesmo direito apostólico, pois as Conferências Episcopais, como disse o Cardeal Ratzinger, agora Bento XVI, não têm caráter divino, já que não foram instituídas por Cristo.
 
Deve-se respeito aos Bispos da Santa Igreja, pastores da grei de Cristo, que eles têm o dever de conduzir ao céu, dando verdadeira doutrina, assim como santos ensinamentos morais, e não simplesmente regulamentos “éticos”, esses mandamentos inventados, normas puramente filantrópicas, “ersatz” pretensiosos de uma moral humana substitutiva da Lei de Deus.

E como podem exigir acatamento certos Bispos da CNBB que não respeitam os ensinamentos da Igreja e nem as ordens do Papa?

Quão lamentável é constatar que muitos Bispos dessa entidade resistem tenazmente aos ensinamentos do Papa, desrespeitando a autoridade suprema do Romano Pontífice!

Somente agora, após dois anos, a CNBB proibiu a confissão comunitária, abuso que a Santa Sé condenou naquela época. E, mesmo assim, vários Bispos se manifestaram resistentes ao que o Papa mandou. E quanto à condenação de abusos nas Missas, é pior ainda: é como se o Papa nada tivesse dito na Encíclica Ecclesia de Eucharistia e na Declaração Redemptionis Sacramentum.

A mesma desobediência se vê em matéria doutrinária.

Quantos Bispos brasileiros resistem ao Papa, promovendo a famigerada Teologia da Libertação, que a Santa Sé condenou?!
Em quantos seminários se ensina abertamente a heresia modernista e a marxista Teologia da Libertação de Boff!

E em matéria moral, quanto haveria a fazer nos seminários brasileiros, que parecem tanto com o que aconteceu em Boston!

Que escândalos não se vêem nas PUCs, onde normalmente se ensina marxismo, e onde professores ateus ou padres apóstatas são os encarregados de ensinar religião, mas lá ensinam o materialismo histórico e o ateísmo, livremente! Não contou o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o parteiro do PT, que perguntando qual a orientação dos professores da PUC de São Paulo, ficou contente ao ter notícia de que os professores lá eram petistas, e nada disse e nada fez contra isso?...

E na PUC de São Paulo, ainda nestes dias, não se deu um conflito de estudantes contra a polícia, porque se quis proteger um traficante que vendia sossegadamente droga, e que a polícia queria prender?!

Como se vê, ao invés de tratar de política, os Bispos teriam muito que fazer em seu campo próprio, cuidando da religião, já que S.Exas. foram constituídas por Cristo exatamente para ensinar a verdade e a virtude, e para combater a heresia e o pecado.

Todos os fiéis devem religioso respeito aos Bispos, enquanto membros da Sagrada Hierarquia, mas eles não são obrigados a aceitar os erros que os Prelados possam eventualmente ensinar, mesmo na religião, quanto mais na política, que não é o seu campo próprio.

E se Bispos não obedecem ao Papa, Supremo Pastor, mesmo quando ele ensina infalivelmente a verdade, por que o fiel deveria respeitar as heresias ensinadas por certos Bispos? Por que o fiel deveria se submeter às opiniões puramente políticas emitidas por uma entidade não de Direito divino como é a CNBB?

Têm, pois, os fiéis o direito de discordar de Comunicados políticos emitidos pela CNBB.

Mais ainda: os fiéis têm o direito de discordar rotundamente do que afirmam Bispos seguidores da Teologia da Libertação, que não respeitam o Papa e nem a verdade infalível. Esses Bispos não podem exigir que se respeitem as mentiras que ensinam contra a doutrina papal, especialmente em matéria sócio-política.

O respeito devido aos Bispos não justifica que se fique calado ante seus erros escandalosos e ante suas rebeldias contra a Santa Sé. Que esses Bispos libertários não escudem atrás de sua dignidade Sagrada, a mentira socialista e a “ética” naturalista e falsa da marxista Teologia da Libertação.

É por tudo isso que, respeitando a Sagrada Autoridade dos Bispos, como sucessores dos Apóstolos, ousamos escrever palavras profundamente discordantes, mas bem verdadeiras, contra os erros contidos em Comunicados da CNBB, particularmente no último Comunicado datado do dia 7 de Setembro deste ano.

Nesse Comunicado, a CNBB trata – pudicamente, sem identificar pessoas e partido, e sem nomear o governo e o Presidente Lula -- da crise que abala as instituições e o Brasil.

O cuidado da CNBB em não citar o PT e os petistas, culpados pela corrupção que escandaliza e abala nosso país, provém do fato de que muitos Bispos da CNBB foram promotores do PT, esse partido socialista e castrista, que jamais poderia ter sido patrocinado por Bispos católicos, visto que a Igreja sempre condenou o socialismo, e mesmo o pretenso socialismo cristão.

Foram Bispos da Teologia da Libertação que, exorbitando de suas funções, de seus direitos e de seus deveres, deram o seu aval episcopal ao PT e a Lula, tornando-se co-responsáveis pela mentira que foi e é o PT, e portanto também pela pseudo “ética” marxista, corruptora e corrupta do PT, para a qual o fim – o estabelecimento do socialismo - justifica os meios: a fraude, o roubo e a mentira deslavada. Tudo seria legítimo para o triunfo da causa proletária, pela opção preferencial pelos pobres, que se transforma em opção preferencial pelo partido.

Esse aval dado por tais Bispos ao PT e a Lula acaba por prejudicar a própria Igreja, já que, para o povo simples, os Bispos são identificados com a própria Igreja. E esse prejuízo para a Igreja também não pode ser tolerado. A fidelidade e o amor à Santa Igreja exigem-nos defendê-la, e, para isso, lamentavelmente, urge criticar os erros desses maus Bispos, erros que transparecem no último infeliz Comunicado da CNBB.

Aliás, é a condenada Teologia da Libertação, preconizada por uma forte ala da CNBB, que geralmente dá o estilo e o tom aos Comunicados da entidade episcopal, e, em particular, a este último, o que compromete a CNBB com a corrupção agora vinda à tona, tanto mais que essa corrupção é a do partido que Cardeais, Bispos e Padres apresentaram como modelo de ética.

O estilo e o tom, assim como as idéias transmitidas nos Comunicados da CNBB, rascunhados por “peritos”, sabe-se, não são compartilhados por muitos Bispos fiéis ao Papa e à doutrina católica. Mas eles são anulados pelo rolo compressor dos teólogos da Libertação, e são silenciados. Depois, eles se calam por temer romper a famosa unidade do Episcopado...

Quem poderia tomar a voz desses Bispos cujas idéias são caladas e excluídas dos Comunicados da CNBB, senão o Papa?

Só o Papa poderia falar por eles, mas como disse um padre da Teologia moderninha: o Papa está longe... Ele não sabe o que acontece por aqui, no Brasil... Então, fazemos o que queremos...

São também esses Bispos libertários que falam como ventríloquos pela boca de Lula, usando, por exemplo, o comunista castrista frei Betto, ou Gilberto Carvalho (que o senador Mercadante apresentou como ex padre também).

Esses Bispos modernistas e libertários gostam muito de falar de supostos pecados da Igreja, e de pedir perdão por eles. Seria bem oportuno que eles pedissem, agora, perdão por ter patrocinado e apoiado o PT, assim como que condenassem os pecados muito reais desse partido socialista, pecados do Partido que eles apresentaram ao povo como modelo de ética cristã.

De que adianta um bispo agora reconhecer: “Aqueles que nós colocamos lá nos abandonaram?”

Ademais, é extremamente infeliz que a CNBB venha falar agora em recuperar o sonho e a esperança. Isso significa, em concreto, lastimar o insucesso do PT, e a esperança de montar um outro partido socialista pseudo-cristão, mais hipócrita que o PT, e mais capaz de fundar o Estado Socialista, como se fosse o Reino de Deus na terra.

Como católicos e brasileiros, então, fomos tomados de tristeza, de vergonha e mesmo de indignação, ao ler o último Comunicado da CNBB.

Tristeza, por constatar que a CNBB insiste em manter sua intromissão indébita e infeliz na política partidária, defendendo o igualitarismo socialista. Insiste em manter a defesa do socialismo, fundamentando-se na Teologia da Libertação, condenada pelo Papa João Paulo II e pelo então Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI. Tristeza, porque, nesse último Comunicado, a CNBB insiste em manter seu discurso naturalista e politiqueiro, que mais se parece com um manifesto de um partido político, tal o tom laico que o inspira, tom absolutamente impróprio a um documento eclesiástico.

Nesse Comunicado, se trata do problema da corrupção petista através de um ângulo absolutamente naturalista, colocando-se as chamados “convicções éticas“ até antes do que as “cristãs”. Ademais, o nome de Cristo está incrivelmente ausente desse documento episcopal.

O único sinal de que o documento foi escrito por pessoas religiosas, é uma menção a Deus e a Nossa Senhora Aparecida, na frase de conclusão, exprimindo o desejo de que protejam o Brasil.

Mas essa frase final é quase uma fórmula de encerramento protocolar.

Quase uma simples interjeição!

Um escrúpulo tardio, para tentar dar um toque longinquamente religioso a um documento episcopal.

Tristeza!...

Isso é pouco demais para um comunicado eclesiástico. Afinal de contas, a CNBB é um órgão cujos componentes são sucessores dos Apóstolos, e não candidatos a vereador.

Por isso, a tristeza.

Por isso, a vergonha.

Daí, a indignação.

Infelizmente, passou a ser característica da CNBB, manifestar-se deste modo: mais como entidade política, tratando de temas sociais, políticos, econômicos e naturais. Raro é que dela emanem documentos de caráter religioso e com estilo claramente católico.

Quando a CNBB vai tratar da salvação das almas?

É o que se perguntam os fiéis mais esclarecidos.

A CNBB se preocupa com o trânsito, com a falta de água, com a reforma agrária, jamais com a salvação das almas.

Quando a CNBB falará do céu e do inferno?

Ela não fala nem do Céu católico, nem do inferno de Lúcifer. E muito menos fala do inferno cubano, que os Bispos libertários, que dão o tom dos comunicados CNBebêicos, desejam instaurar no Brasil.

Desgraçadamente, o naturalismo domina os documentos da entidade episcopal brasileira. E como Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou que a boca fala do que há em abundância no coração (Mt 12, 34), a tristeza invade as almas de muitos católicos, que se perguntam: o que embebe os corações de nossos Bispos?

A CNBB – desgraçadamente -- parece mais um partido político — e partido fracassado -- do que uma entidade religiosa.

Por isso, a tristeza e a vergonha.

Por isso, a indignação!

E qual a causa desse naturalismo que domina os prolixos documentos da CNBB?

Causa disso, já o dissemos, é a Teologia da Libertação, que domina um largo setor do Episcopado, inspirador maior das manifestações da CNBB, e que pretende falar indevidamente por todos os Bispos e por todos os católicos, mais de acordo com as instruções do ex-Frei Boff e de seus discípulos, encastelados como peritos da CNBB, do que em consonância com a doutrina e orientação da Santa Sé.

Roma condenou a Teologia da Libertação que, segundo confessa o próprio ex-frei Boff, é marxismo na Teologia.

A Teologia da Libertação, através da CNBB, propugna para nosso país um sonho, uma esperança.

Um sonho? Não!

Um pesadelo! Uma esperança: o triunfo do castrismo bolchevista.

Sim, é o pesadelo castrista, é a esperança de instituir no Brasil e na América Latina a tirania socialista, que a Teologia da Libertação propugna. O que quer a Teologia da Libertação é favorecer a ideologia igualitária e tirânica, para a qual trabalhava, arrecadando fortunas e usando mensalões milionários, o stalinista José Dirceu, movendo o Presidente Lula como porta voz rouquenho e semi letrado da ideologia bolchevista

Porque esse é o fim visado pela ala comunista encastelada na CNBB, e que inspira o tom de grande número de seus documentos.

E isso causa tristeza, vergonha e indignação.

Até parece que esses Bispos ignoram que o socialismo foi condenado pela Igreja. Até parece que esses Bispos libertários defensores da escravidão socialista, desconhecem que o Papa Pio XI declarou:

Socialismo religioso, socialismo cristão são termos contraditórios; ninguém pode, ao mesmo tempo, ser bom católico e socialista verdadeiro” (Pio XI, Quadragésimo Ano, n0 119).

Esse “ninguém” inclui também os Bispos, permitam-nos respeitosamente lembrar isso: ninguém, muito menos um Bispo, pode ser católico e socialista , ao mesmo tempo.

O povo simples não lê – ainda bem, e graças a Deus! -- os indigestos e chatos comunicados da CNBB. Esses comunicados são destinados aos políticos e aos “conscientizados” na ideologia marxista, -- daí sua linguagem politiqueira – e aos ativistas do castrismo das CEBs -- daí seu linguajar revolucionário.

Que significam certas afirmações e palavras do último Comunicado da CNBB, tais como:

“completando a nossa independência e a nossa soberania”?

Que significa o “Projeto de sociedade que contemple as reais necessidades da população, sobretudo dos mais empobrecidos, nestes tempos de profundas transformações”?

Esse projeto é o socialista condenado pela Igreja?

Que vaga demagogia é essa que mal esconde, nos farrapos de slogans, o desejo e a perspectiva de implantar aqui o castrismo?

Que significa, senão a filosofia do materialismo-histórico adotada pela Teologia da Libertação, o jargão sócio-econômico de comício esquerdista expresso na seguinte frase do comunicado da CNBB:
 
concentrando rendas e diminuindo as possibilidades de trabalho. Assistimos o enfraquecimento do Estado-Nação e a transformação das relações entre capital e trabalho” ?
E isso causa tristeza, vergonha e indignação!

E que demagogia vulgar na frase:
 
Precisamos assegurar a fidelidade partidária, aprimorar os institutos da democracia representativa e favorecer a democracia participativa e deliberativa”.
Esqueceram-se tais Bispos da Teologia da Libertação que eles são sucessores dos apóstolos, e não candidatos, discursando em comício eleitoral suburbano?

Vergonha nos ruboriza!

Tristeza nos enche a alma!

Indignação nos inflama o coração!

E que significa a frase:
 
A experiência de participação popular na política – por meio de movimentos sociais, sindicatos, pastorais sociais, e partidos políticos – é uma conquista e um patrimônio histórico do povo brasileiro; não pode ser perdida pela ação nefasta de políticos que buscam o poder e vantagens pessoais a qualquer custo?”
Ela é manifestação da esperança dos Bispos da Teologia da Libertação de que todo o trabalho de agitação revolucionária desenvolvido nas CEB´s – patrocinadas por eles – não seja perdido, pelo erro de José Dirceu, corrompendo tudo, e de modo tão inábil.

Que significa essa frase, senão o desejo de que os militantes do bolchevismo, que a Teologia da Libertação criou, não percam a esperança de implantar, um dia, o comunismo no Brasil e na Latino-América, como dizem muitos desses pseudo teólogos da Libertação, agentes de Fidel Castro, com saudades do sandinismo e do muro de Berlim.

Não disse Frei Betto, o cozinheiro de camarões e de Catecismos Populares heréticos, que uma das maiores tristezas de sua vida aconteceu quando caiu o muro de Berlim, construído pelo bolchevismo stalinista?

Que significa a frase:
 
Queremos, nesse sentido, estimular os cristãos que, em nome da sua fé, se engajaram no mundo da política, dizendo-lhes que vale a pena se doar por uma causa que nos ultrapassa: a política pode ser uma forma de exercício de um amor maior”?.
 
Seriam Delúbio e Palocci exemplos desses cristãos?
Essa frase é a expressão da agitação castrista da Teologia da Libertação nas CEB´s comunistóides, e no MST bolchevista dos Stédiles e Rainhas, formados em paróquias católicas, por padres comunistas.

E pode-se perguntar: de onde vem o dinheiro que financia as CEB´s e o MST ? Porque dinheiro eles têm muito.

Não haveria um “ético” valérioduto colombiano das FARC atrás de tudo isso?

Cinqüenta Bispos da Teologia da Libertação estiveram, ainda agora, no Congresso das CEB´s em Ipatinga, soprando os carvões desanimados e já um tanto frios do marxismo tupiniquim, para tentar reinflamar a esperança de formar um novo PT, um PT verdadeiramente “ético”, segundo a “ética” do marxismo, que rouba para o Partido, para a causa, e não para um bolso pessoal.

Não declarou recentemente Dom Thomas Balduíno, seguindo a “ética” marxista, que se deveriam invadir também as fazendas produtivas?

Não seria isso roubo, condenado em dois mandamentos da lei de Deus?

Como um Bispo católico pode defender pura e simplesmente a negação do direito natural de propriedade, expresso nesses dois mandamentos da lei de Deus?

Essa é a “ética”cristã” defendida por um dos Bispos da Comissão Pastoral da Terra da CNBB?

Um Bispo comunista na Comissão Pastoral da Terra da CNBB!

Isso é que causa tristeza, vergonha.

E -- muito mais -- indignação!

E que faz a cúpula da CNBB para anular essa pregação anti-católica e imoral de Dom Tomás Balduíno, em nome da ética bolchevista?

Faz nada.

Indignação, tristeza, vergonha é o que sentem os católicos traídos e abandonados. Excluídos.

A CNBB diz que defende os excluídos...

Excluídos, mesmo, são os católicos de verdade, que não compactuam com o socialismo cristão pregado pela CNBB, e condenado pelos Papas. Quem não adere à Teologia da Libertação é excluído nas paróquias, nas Dioceses, e até na CNBB. É excluído dessa Igreja nova que a Teologia Modernista preconiza e difunde com seus manifestos político -econômicos, vazios de catolicismo, estufados de socialismo.

Indignação maior se tem, quando se vê a CNBB falar contra a corrupção — a do PT, que ela evita citar – e ao se saber que esse partido que assaltou o Estado e corrompeu toda a política nacional foi, na verdade, praticamente fundado por Bispos da Teologia da Libertação.
 
Dom Paulo Evaristo Arns foi o parteiro do PT.

Foi a ala castrista da CNBB que sempre estimulou o PT.

Foi ela que chocou os ovos dos quais nasceram os delúbios, os paloccis e os burattis, os gilbertos e os waldomiros.

Quantos líderes do PT e da ladroagem petista não aprenderam a “ética” socialista nas sacristias, nas CEB´s e nas PUCs!?

E o próprio Lula que diz que de nada sabe — e que todo o Brasil sabe que ele sabia de tudo -- o próprio Lula embrulhado na notas frias e nos joguinhos de game da Telemar, não é ele uma cria iletrada da CNBB?

Não foram Lula e o PT chocados na incubadeira da Teologia da Libertação da CNBB ?

A ala castrista da CNBB é a grande responsável pela ascensão ao poder, no Brasil, do PT, esse partido “eticamente” bolchevista, partido da “moralização” socialista.

Que horror e que hipocrisia a do PT!

Que vergonha, que tristeza, e que indignação pelo aval que Bispos deram a esse partido!

Sem o patrocínio da ala castrista da CNBB, Lula seria, ainda hoje, um simples proletário --...pouco ativo, é verdade...-- , discutindo futebol e a solução dos grandes problemas nacionais, com voz roufenha, abeirado ao balcão de algum botequim infecto no ABC, e jamais o Presidente da República. Um Presidente que, apesar de depender totalmente dos Bispos, não vetou a lei dos embriões, e que promoveu uma comissão para legitimar o aborto. Ele, o Presidente que não sabe de nada, mas que Dr. Bicudo confessou ser um mestre em esconder sujeira debaixo do tapete...

Afinal, Bicudo abriu bem o bico!

E se fosse só sujeira, e roupas íntimas cheias de dólares, e dinheiro do Valério, e fortunas em paraísos fiscais, e comedeiras e bebedeiras éticas no Torto e a direito, discursando sobre o Fome Zero, o que foi enfiado sob o tapete...

Mas, sob o tapete, há quem entreveja escorrer o sangue de um prefeito...

O sangue de Daniel clama ao céu pela boca de seu irmão, e a CNBB faz que não ouve, e que não houve nada em Santo André. Não há “sombra” de Dirceu nesse caso tenebroso. Por acaso, é ela a guarda de seu irmão, Dr. João Daniel?

A CNBB se cala sobre tudo isso, mas fala em recuperar a esperança, formando um novo PT...

Chega, Excelências da Teologia da Libertação!

O Brasil está farto da “ética” desses pseudo-incorruptíveis socialistas.

Basta!

Não nos falem mais dessas esperanças eticamente bolchevistas!

Já tivemos mensalões demais!

O que a CNBB deveria fazer era pedir perdão ao Brasil por ter patrocinado – pelo menos através de sua ala mais comunicante – por ter feito acreditar nesse partido corrupto e corruptor, o PT, que falava hipocritamente em nome da ética.

Por acaso, se pensa que ninguém no Brasil tem memória?

Por acaso, julga-se que se é capaz de enganar os católicos, falando em ética, depois de fazer votar em Lula e no PT ?

Tristeza... Vergonha... Indignação!

Tristeza, vergonha, indignação sentem muitos católicos verdadeiros -- e por isso mesmo excluídos pelos Bispos da Teologia da Libertação -- ao ler esse último e infeliz Comunicado da CNBB, emitido no dia da Pátria, traída e enganada.

Tristeza, vergonha e indignação sentem muitos católicos verdadeiros e excluídos pela ala libertária da CNBB que tenta voltar a impingir a esperança de fazer instituir, no Brasil, o bolchevismo castrista.

Basta!

PT nunca mais!

Seria de esperar que a CNBB condenasse a Teologia da Libertação. Que condenasse o socialismo e o PT. Seria de esperar que a CNBB pedisse ao Papa a remoção dos Bispos e Cardeais que ajudaram a iludir o Brasil.

Basta!
 
O Brasil não agüenta mais ter tanta tristeza, tanta vergonha e tanta indignação!

Parece providencial que agora esteja no trono pontifício aquele que foi o Cardeal Ratzinger, aquele que condenou o ex frei Boff e a Teologia da Libertação.

Ele sim é a nossa esperança. Ele, sim, é o desespero dos Bispos marxistas da Teologia da Libertação.

Esperança, os católicos têm no Papa Bento XVI.

Não na Teologia da Libertação dos boffes e dos bettos!

Esperança temos em Deus e em Nossa Senhora, que farão a Verdade Católica livrar a Igreja dos erros, das falsas esperanças e dos pesadelos da CNBB!

Deus guarde nossos Bispos na Fé, e guarde o Brasil dos sonhos igualitários e socialistas da ala castrista encastelada na CNBB.

São Paulo, 7 de Setembro de 2005.

Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Tristeza, Vergonha, Indignação: Comentando um Comunicado Político da CNBB"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/pt_cnbb/
Online, 23/07/2017 às 21:52:19h