Igreja

Polêmica entre FSSPX e IBP e ataque à Montfort
Orlando Fedeli


NOVA ACUSAÇÃO DO PADRE LAGUÉRIE À MONTFORT: QUE SERIA A TFP DISFARÇADA

Publicamos hoje, para conhecimento de nossos leitores, a polêmica entre Padre  Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da América do Sul da FSSPX e o Padre Phillipe Laguérie, Superior do IBP, envolvendo a MONTFORT.

O documento do Padre Bouchacourt nada diz sobre a Montfort.

Padre Laguérie responde em tom coloquial, entre irônico e gentil. Mas, deixando de lado as suas acusações anteriores contra a Montfort – às quais respondemos a ele, pessoalmente – Padre Laguérie, infelizmente, lança agora publicamente, uma nova acusação contra nós: a Montfort seria a TFP disfarçada.

Tal acusação é estapafúrdia.

Todos os que lêem  o site Montfort e todos os que conhecem a história da TFP sabem bem que essa é uma acusação que vai contra a evidência dos fatos.

Para evitar escândalo, e para não prejudicar a luta pela Missa de sempre, assim como o combate contra os erros modernistas do Vaticano II, temos nos abstido de contestar publicamente as acusações que nos fazem.

Mas, tudo tem um limite. E a legítima defesa pode nos obrigar a vir a público, expondo nossas razões.

Que Deus una os que lutam contra o Modernismo triunfante, hoje, e dê, o quanto antes a vitória à Igreja, como Nossa Senhora prometeu em Fátima.  
São Paulo, 24 de Setembro de 2008.
Orlando Fedeli
Presidente da Associação Cultural Montfort.
 
 

 
 
REVISTA “IESUS CHRISTUS” Nº 118
EDITORIAL DEL SUPERIOR DE DISTRITO
LIÇÔES DE UM CHEQUE MATE

Em 8 de setembro de 2006, com grande reforço da publicidade, foi fundado o Instituto do Bom Pastor (IBP). Declarado direito pontifical, dependendo, então, diretamente da Santa Sé e não dos bispos locais, o IBP também recebeu o poder de abrir seminários, de tomar em cargo paróquias pessoais, ou seja, lugares de culto recrutando fiéis desejosos de seguir a liturgia tradicional e de aproveitar a vida paroquial que nasce dela. Ele também pode formar sacerdotes e diáconos, chamar as ordens menores e maiores, candidatos julgados aptos ao sacerdócio. Seus estatutos chegam mesmo a especificar que a liturgia tradicional foi declarada “rito próprio do Instituto em todos seus atos litúrgicos” (1) e que os membros habilitados podem “emitir críticas sérias e construtivas do Vaticano II para permitir a interpretação autêntica”. Certo, o IBP não conseguiu nenhum bispo saído das suas fileiras, apesar de que, na prática, conforme o direito canônico, todos os bispos do mundo inteiro podem conferir as Ordens sagradas aos membros do Instituto e administrar a crisma cada vez que o IBP pedir.

Na presença de tais privilégios concedidos, alguns profetizaram o inevitável declínio da Fraternidade São Pio X, pois todas as reivindicações desta última foram satisfeitas no novo Instituto, com exceção de um bispo próprio. Estes profetas de mau agouro anunciaram que os seminários da FSSPX veriam seus efetivos caírem, que o apostolado de seus padres iria tornar-se estéril pela  “cabeça dura” de seus superiores e que uma derivação sectária e cismática era quase inevitável.

No dia 1° de fevereiro de 2007, novo sucesso! O IBP consegue sua primeira paróquia pessoal em Bordeaux. Um seminário foi aberto na França, assim que dois distritos surgem a luz do dia: um na França e outro na América do Sul! Todos os dois dirigidos por refugiados da FSSPX. As vocações abundam. Um pré-seminário foi fundado em São Paulo, no Brasil, enquanto que uma missa de ordenação é celebrada na basílica de São João do Latrão em Roma. Na América do Sul, casas são abertas em Santiago do Chile, em São Paulo, no Brasil e em Bogotá, na Colômbia. Diante destas realizações, a desconfiança da FSSPX em relação as intenções de Roma parecem sem consistência. Alguns padres e seminaristas da FSSPX deixam-se seduzir pela nova obra fundada e se unem a ela. Tudo parece melhorar , até que...

No ano seguinte, em 2007, o entusiasmo começa a cair. Em Bogotá, o cardeal fez saber que o IBP era persona non grata e que não poderia exercer ali um apostolado oficial.(2)

No mês de março do ano de 2008, o cardeal de Santiago assinala ao reverendo padre Navas, superior do distrito do Instituto na América Latina, que o IBP tem 6 meses para fazer suas malas e terminar todo apostolado na capital chilena. No mesmo momento, o arcebispo de São Paulo, no Brasil, informa ao padre do Instituto que ele não necessita mais dos serviços do IBP na sua diocese.

Para terminar, no dia 5 de agosto passado, o IBP se retirou do Brasil e terminou todo o apostolado no país. Hoje, na América do Sul, o IBP não tem nenhum apostolado reconhecido pelos bispos. Enquanto que ao mesmo tempo, um padre argentino do Instituto pedia a admissão na FSSPX ...

Tais fatos, longe de alegrarmos, não podem nos afligir pois os padres e os fiéis saíram quase assassinados deste fiasco. Entretanto, nós não podemos deixar de pensar em tudo isto, que tudo isto poderia ser evitado. Então, o medo da FSSPX tinha fundamento!

Por que Roma favoreceu a criação do Instituto do Bom Pastor? Estava ela convencida que só um retorno à Tradição pode curar o mal que consome a Igreja desde o seu interior? Estava ela persuadida da superioridade da Missa Tradicional sobre a de Paulo VI? Quer ela retornar pouco a pouco a usar do antigo Ritual para o bem das almas? A resposta é negativa.

Desde muitos anos, Roma tenta estabelecer um equilíbrio político entre sua ala tradicional e sua ala progressista e vai querer, com o tempo, fazer a sínteses. Um golpe à direita, um golpe à esquerda! Eis porque, ontem, Roma concedeu à fundação do IBP que ela aprova hoje os estatutos do Caminho Neocatecumenal, sociedade religiosa que se distancia de maneira impressionante, tanto em seu ensinamento, como na prática, da Tradição católica.

Basta constatar que Roma continua sempre fortemente impregnada pelo espírito liberal. Em efeito, a marca forçada do ecumenismo continua.

O IBP, como todas as famílias religiosas que assinaram um acordo prático com Roma, se cala. Ninguém ousou emitir críticas sobre a visita recente do Papa à sinagoga, ou confrontar a doutrina tradicional com a apologia do liberalismo americano feita pelo Papa Bento XVI no seu retorno dos Estados Unidos.

Só a FSSPX lembra a tempo e a contra tempo que tais eventos são uma ruptura com a Tradição e ensinamento dos Papas. É necessário constatar, infelizmente, que a difusão da Verdade, a extensão do reino de Nosso Senhor Cristo Rei e a salvação das almas não são mais os únicos critérios que guiam as decisões romanas.

A criação do IBP foi uma decisão política visando favorecer uma “legítima sensibilidade tradicional” na Igreja, mas sem colocar em cheque o espírito do Vaticano II. Os bispos da América do Sul viram ali um perigo para as aquisições do concílio Vaticano II. Eles regusaram sua implantação e Roma cedeu! Apesar de alguns sinais positivos, as autoridades romanas não querem ainda um retorno à Tradição. O IBP não está, então, em liberdade condicional!

Este cheque demonstra que hoje Roma não tem a autoridade suficiente para fazer respeitar suas decisões. Nós constatamos isso a cada dia na aplicação do Monto Próprio ao sujeito da missa Trindentina Deixando o IBP, não é que a confirmação desta seja impotência. Encentivado por seus princípios, Roma e os bispos não querem mais exercer sua autoridade, salvo para condenar a FSSPX. Nós vimos recentemente em Correntes quando aconteceu a inauguração da nossa capela.

Mas uma releitura dos textos do Concílio Vaticano II, a luz da Tradição, será possível? O IBP, que teve a possibilidade pelos seus estatutos de fazer “críticas sérias e construtivas” sobre os textos mais controvertidos, ficou bem silencioso sobre este sujeito até hoje.

O reverendo Padre Calmel OP, responde com muita clareza a esta questão: “sabemos desde muito tempo que são textos [os textos conciliares, NDrl] de compromissos. Sabemos ainda que uma fração modernizante queria impor uma doutrina herética. Impedidos de culminar, ela conseguiu assim mesmo, adaptar textos não formais; estes textos apresentam a dupla vantagem para o modernismo de não poder serem taxados de preposições claramente heréticos, mas contudo de poder atrair, em um sentido oposto, a fé. Nos atrasaremos em combater diretamente? Por um momento nós pensamos. A dificuldade é que eles não dão pressa a argumentação, eles são demasiados moles. Quando se tenta expressar uma fórmula que lhe parece inquietante, eis que —na mesma página— você encontrará outra inteiramente irrepreensível. Quando você busca fortalecer vossa predica ou vosso ensinamento sobre um texto sólido é impossível encontrar um próprio a transmitir a vosso auditório o conteúdo tradicional da Fé e da moral. Você percebe em breve que o texto que você escolheu ao sujeito, por exemplo, da liturgia, ao do saber das sociedades em relação a verdadeira religião, este texto é insidiosamente debilitado por um segundo texto que, em realidade, extenua o primeiro quando ele tinha um ar de o contemplar. Os decretos sucedem as constituições, as mensagens e as declarações, sem dar ao espírito, salvo exceção raríssima, uma toma suficiente”.(3)

Jean Madiran confirma também esta análise: “Os textos conciliares foram completados ( no caso da Nota prévia) ou mesmo redigidos de uma maneira suficientemente tradicional para poderem ser votados por uma questão quase unânime, e, entretanto, de uma maneira suficientemente astuciosa para permitir, como em seguida mostrou, desenvolvimentos posteriores que na época os padres conciliares teriam recusado”.(4)

No meio desta tempestade que não parece prolongar-se, aparece a nobre figura do Papa Pio XII, falecido justo a 50 anos, no 9 de outubro de 1958. Ele foi o último papa a propor com força uma solução totalmente católica à crise que já sacudia o mundo e começava a minar a Igreja. É necessário reler sua primeira encíclica. Ela constitui todo um programa que se faz eco de São Pio X que ele canonizou:

“Pode ter um dever maior e mais urgente que “de anunciar as insondáveis riquezas de Cristo”(5) aos homens de nosso tempo? E pode ter coisa mais nobre que desdobrar “os estandartes de Cristo Rei” —Vexilla Regis— diante daqueles que seguiram e seguirão os emblemas enganadores, e de recobrar as bandeiras vitoriosas da cruz àqueles que a abandonaram? (...) o reconhecimento dos direitos reais de Cristo e o retorno dos indivíduos e da sociedade a lei de sua Verdade de seu Amor são as únicas vias de salvação. (...) a reeducação da humanidade, se ela quer ter algum efeito, deve ser antes de tudo espiritual e religiosa: ela deve, por conseguinte, partir de Cristo, mesmo como de seu fundamento indispensável, ser realizada pela justiça e coroada pela caridade. (...) Quando enfraqueceram a fé em Deus e em Jesus Cristo, quando foi obscurecido nas almas a luz dos princípios morais, de mesmo golpe se encontra solapado o fundamento único, e impossível de substituir, desta estabilidade, desta tranqüilidade, desta ordem exterior, privada e pública, que somente pode engendrar e guardar a prosperidade dos Estados”.(6)

Nós esperamos que um dia tais palavras retumbem de novo desde a Cátedra de Pedro! Isto ainda levará algum tempo, mais este dia voltará pois nós cremos na promessa de Cristo de não abandonar a sua Igreja e seu Vicário. Enquanto esperamos temos que pedir a graça da fidelidade, agüentar, rezar, agir, fazer penitência e suplicar a Nossa Senhora de nos dar esta restauração da tradição que não poderá vir de outro lugar que de Roma. Como nos recomendou D. Fellay, fazemos subir nossa suplica em direção ao céu quando rezamos o terço cotidiano recitado nesta intenção. O futuro da Igreja e do mundo depende disto!

Que Deus os abençoe!
Padre Christian Bouchacourt
Superior de Distrito América del Sur


(1) Estatutos do IBP I § 2.
(2) Decreto 1289, do 8 de agosto de 2007, assinado pelo Cardeal Pedro Rubiano Saenz, arcebispo de Bogotá, Colombia.
(3) R.P. Calmel. OP.: Brève apologie pour l’Eglise de toujours, p. 35-36, edição Difraliver.
(4) Jean Madiran, Le concile en question, p. 63 ( edição D.M.M.).
(5) São Paulo aos Efésios, III, 8.
(6) Pio XII: Summi Pontificatus do 23 de outubro de 1939.
 
 

 RESPOSTA DO PADRE LAGUÉRIE, ATACANDO A MONTFORT
Bien cher monsieur l’abbé, merci.

Publié sur le site officiel du district de France, votre édito sud-américain a de nombreuses qualités. La première est qu’il est signé de votre main, même s’il s’inspire en grande partie, jusque dans le plan et le phrasé, d’un pamphlet courageusement anonyme paru ces derniers jours sur le net. Quand l’intrépide curé qui l’a signé aura le courage de sortir du bois…pour l’heure je n’ai pas de temps à perdre avec les poltrons.

Parce qu’aussi bien, vous déplorez réellement le sort qui est fait à l’I.B.P. Et en ces temps de dictature de la pensée, c’est courageux de votre part. C’est d’ailleurs la seule justification de vos lignes pessimistes que trouvent sur le net les porte-paroles officieux de la Fraternité, gênés.
Enfin, et à bien y regarder, vous nous faites le plus précieux compliment : c’est notre position de départ, sa cohérence comme sa rigueur qui motive l’hostilité des évêques et même (c’est vous qui le dites) le soutien parcimonieux de Rome. Merci cher abbé ; il fallait que ce fût dit et, si possible, par un autre que nous.

Vos lignes débordent d’amitié pour le Bon Pasteur, en ses débuts toujours actuels. Je sais, pour vous avoir rencontré à l’époque, que ce ne sont pas des mots creux ou vides.

Les reproches que vous semblez-nous faire n’en sont absolument pas : les rodomontades des évêques de Bogota et Santiago devraient attirer dans la bouche d’un prêtre de la Fraternité Saint Pie X, supérieur de district par surcroît, autant de compliments, non ? Ou alors, bigre, la Fraternité aura bien changé en quatre ans et devrait signer rapidement des accords ! Heureusement que Mgr Lefebvre ne s’est pas arrêté pour si peu, nous ne serions prêtres ni vous ni moi ! Notre séminaire d’Ecône en 1973, en parfaite règle canonique pourtant, était traité de « sauvage » par tous les évêques français réunis à Lourdes.

Faut pas tout mélanger non plus. L’évêque de Sao-Paulo nous a fait un accueil très sympathique (comme quelques-uns en France), et vous êtes un des mieux placés pour savoir que notre retrait de ce pays n’est dû qu’à la T.F.P. déguisée en Montfort. Allons, l’abbé…
[« Também é preciso não misturar tudo. O Bispo de São Paulo nos fez uma acolhida muito simpática ( como alguns Bispos na França), e o senhor é um dos que está melhor colocado para saber que nossa saída desse país só foi causada pela TFP disfarçada em Montfort. Vamos, senhor Padre... »]

Dernier de vos arguments, qui n’en sont pas et Dieu merci, le cas du Père G. qui quitte l’Institut pour rejoindre la Fraternité. C’est le seul bidouillage de votre texte. Vous pourriez quand même dire merci au passage. Il célébrait la forme ordinaire, voilà deux ans. Nous lui avons tout appris, avons tout régularisé à Rome, bon boulot. Pour raison de confort (vous êtes riches et nous sommes pauvres ; nous sommes persécutés, vous ne l’êtes plus ; votre maison d’Argentine est cossue et il y a sa famille, notre maison de Santiago est misérable et l’abbé Navas souffrant), il décide de vous rejoindre. Allez ! Je ne vais pas crier au schisme et j’espère qu’il ne va pas payer trop cher ses origines. Inutile de le réordonner sous conditions et évitez-lui les Kerguelen : vous avez tant de chaudes maisons où il fait si bon vivre.

Jusque-là, rien à redire vraiment sur votre prose. Je voudrais quand même vous dire, cher abbé, que si vous aviez connu les débuts de votre Fraternité et les épreuves qu’elle a traversées, vous vous alarmeriez moins vite des petites misères du commencement de l’I.B.P. Et quoique que votre sollicitude me touche profondément, je la crois excessivement préoccupée ; demandez aux anciens qu’ils vous racontent les « heures les plus sombres de notre histoire ». Savez-vous, par exemple que Mgr Lefebvre a plusieurs fois voulu tout arrêter et qu’il l’a décidé et annoncé une fois. Sans la vaillance de notre cher abbé Aulagnier, il n’y aurait pas de Fraternité ! Voyez, je n’en suis pas là. Vous vous payez le luxe, aujourd’hui, de renvoyer d’assez bon séminaristes parce qu’alors on en gardait d’épouvantables ! Quant aux faveurs épiscopales, votre fondateur a bien du s’en passer.

Et vous passez logiquement à la question romaine. Tous ces petits avatars, c’est bien la preuve que Rome n’a pas changé ; que l’I.B.P. n’était qu’une embûche dressée par Rome contre la Fraternité ; que si nous faisions aujourd’hui ce qu’ils ont fait hier, il nous arriverait demain ce qui leur arrive aujourd’hui. « Liberté surveillée » etc.…

Là-encore (décidément !) je suis d’accord avec vous. Vous voyez bien que l’important est la qualité d’un accord pratique et la Fraternité devrait être gré à l’Institut de lui avoir montré cela et d’en essuyer les plâtres. Vous dites très justement que le salut de l’Eglise ne peut venir que de Rome et non pas de je ne sais quelle dernière cartouche, parce que tirée du bon endroit et au bon moment par je ne sais quel Robin des bois. Vous n’êtes pas de ceux, quand même, qui rêvent la nuit que Vatican II n’a jamais eu lieu : c’est le réveil qui est cauchemardesque. Vous êtes bien loin de l’Europe, sinon vous sauriez que le seul à y avoir déploré la visite du pape à la mosquée est l’abbé de Tanoüarn, du Bon-Pasteur. Quand vous parlez du « lâchage » de l’I.B.P, vous rendez-vous compte à quel point vous nous complimentez ! Est-t-on jamais responsable d’être lâché ? Ca demanderait des nuances, sans doute, mais tout dans votre argumentation tend à équiparer nos deux instituts et, sans que je partage tout à fait ce point de vue, je le prends sur vos lèvres comme un bel encouragement. Et puis enfin, si c’est que le pape qui n’est pas obéis, n’est-ce pas le devoir de tous de le soutenir. Le Cardinal Castrillon-Hoyos, rencontré la semaine dernière, me l’a dit et répété : « surtout ne changez-pas, restez ce que vous êtes ». Quand M. Christophe Geffroy de la Nef, justement épinglé par Jean Madiran dans Présent (20 septembre) parle de l’Institut comme d’une « ambiguïté détestable », qui « ne pourrait avoir qu’un temps », il se tourne résolument vers le passé, déserte en pleine campagne et abandonne le Pape. D’ailleurs, de quoi se mêle-t-il ?

En 2006, certains d’entre vous se contentaient sagement de dire que le jeune institut devrait faire ses preuves, avec le temps. Il me semble que cette frénésie des bilans qui dérange bien des sommeils en ce moment est quelque peu prématurée. Salomon était plus sage, n’est-ce pas : « un temps pour planter, un autre pour récolter ; un temps pour bâtir, un autre pour habiter » ? Serait-ce que la permanence et le tranquille développement de l’Institut obsède les nuits de quelques-uns ? Je ne crois absolument pas que vous soyez de ceux-là : votre texte est magnifique et suppose une profonde estime pour le Bon Pasteur. Grand merci : tenez, je vous invite aux ordinations du 11 octobre prochain, qui portera le nombre de nos prêtres de 18 à 22 et je fais un vieux coup d’œil fraternel et chaleureux au vieux curé de Saint-Nicolas du Chardonnet. Avec mon amitié en Notre Seigneur.

Abbé Philippe Laguérie.

    Para citar este texto:
"Polêmica entre FSSPX e IBP e ataque à Montfort"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/polemica-fsspx-ibp/
Online, 24/03/2017 às 21:04:57h