Igreja

A Paixão (ou Ódio) segundo Boff
André Melo


Estávamos recentemente limpando nosso arquivo de artigos publicados na imprensa, e encontramos uma matéria publicada em 21 de Novembro de 1993 pela Revista da Folha ("A Paixão de Boff") que trata do ex-frade e de sua "companheira", a "teóloga" Márcia Monteiro da Silva Miranda.

É de escandalizar as almas mais liberais o que declara Boff nesse artigo.

Insatisfeito por escandalizar apenas através de sua rebeldia aos ensinamentos de Nosso Senhor e da Igreja, Boff, agora - quer dizer, há muito tempo, desde 1981 - escandaliza também com sua "relação pós-moderna" (sic!) com uma mulher casada, mãe de 6 filhos e que trabalhava como sua secretária.

A relação foi mantida em segredo por quase 12 anos. Na verdade, nenhum dos dois sabe exatamente quando ela começou. O fato é que hoje Márcia é divorciada e passa dois dias da semana no apartamento de Boff...

 

Feitiços

Boff se revela também macumbeiro. Conta que em seu apartamento há uma estátua de São Jorge que ele pegou em uma macumba e agora "dorme" embaixo do lavabo, em seu banheiro.

"De cara o santo - que para a Igreja nem mais santo é - não se sentiu a vontade na casa. Bastou colocá-lo sob a pia e o encanamento estourou. O padre Leonardo entrou em ação, tratou de benzer o guerreiro e a imagem sossegou".

Realmente, a linha que separa o marxismo racionalista do misticismo mais furibundo e diabólico é tênue, muito tênue.

Seu charuto predileto era o da marca Oxóssi (antes da fábrica fechar), nome de uma "entidade" do candomblé identificada com São Jorge (pobre São Jorge...). Segundo Boff, o tal charuto Oxóssi possui fumo puro.

Ele explica: "Charuto de despacho não pode ter mistura, o santo não aceita".

 

Livros

Em seu apartamento há cerca de 4.000 livros. Um pior que o outro.

São livros que vão desde a astrologia até o erotismo mais baixo. Bem baixo. No nível do Boff.

 

"União pós-moderna"

O teólogo da Libertação define a união com sua amante com entusiasmo: "...é grandioso, extraordinário, é comunhão, é fusão, é transfiguração, é entusiasmo de vida, no sentido grego da palavra entusiasmo".

A revista não deixa de nos explicar qual o sentido grego da palavra entusiasmo. Quer dizer "ter um deus dentro".

Mais uma explicação gnóstica do "romântico" Boff.

Como foi dito, Boff e Márcia não se lembram bem quando começou sua relação. Ela é de família tradicional de Petrópolis (RJ), estudou no colégio Sion e se dedicava ao "trabalho de assistência aos pobres". Juntamente com seu marido, Luiz Gonzaga Paixão Miranda, cedeu um lugar para Boff proferir palestras quando, em 1971, ele foi proibido pelo bispo local, d. Manoel Pedro Cintra, de proferir uma série de conferências sobre a Teologia da Libertação.

Os dois se apaixonaram no final de década de 70, e Márcia acabou se separando do marido que, segundo ela, "foi o primeiro a saber".

Que sinceridade edificante, não?

O amasiado Boff critica o celibato e diz que "a mulher despertou nele sua dimensão feminina".

Trata-se, segundo ele, de um "enriquecimento tão grande" que o faz sonhar. "Eu gostaria que as pessoas, padres, bispos, até o papa, velho como é, descobrissem sua dimensão feminina".

Palavras desencontradas para justificar o horrível crime cometido por esse que ousa insinuar que todos - inclusive o papa! - deveriam, a seu (mau) exemplo, se amasiar.

 

Os dedos e Boff

Boff não possui as pontas dos dedos médio e anular da mão direita.

Ele as perdeu aos 19 anos, na serraria do Convento São Francisco de Assis, em Santa Catarina.

Guardou-as até ser descoberto pelo superior, que o fez enterrá-las, dizendo que isso ia contra o voto de pobreza do monge.

Parece que ia muito mais contra o bom-senso e contra a sã razão...

 

Aliança de Coquinho

Ambos, Leonardo e Márcia, usam uma aliança de coquinho, presente de um cacique, Aniceto.

A aliança "identifica em todo o mundo os religiosos e leigos que optaram pelos pobres e pela Libertação".

O tal amuleto tem, portanto, um significado revolucionário. Boff pretende dar um ao papa: "Se ele diz que optou pelos pobres e quer a Libertação, tem de usar o símbolo", intimida o amasiado ex-frade.

 

Ritos

Como Márcia é casada na Igreja, não poderá oficializar sua união com Leonardo Boff. Ele não parece fazer questão alguma disso: "Não sou a favor de ritos e formas que têm apenas uma função social".

Como herege que é, Boff também se opõe aos ritos da Igreja, formados e enriquecidos pelo Espírito Santo por quase dois mil anos.

Além de herege, Boff é ignorante, desconhecedor do valor e significado dos ritos sacramentais, como o do casamento. Pelo visto, no afã de estudar a revolução, ele se esqueceu de aprender o catecismo.

 

Boa vida

Mas nem tudo é rebeldia na vida de Leonardo Boff. A sesta de meia hora, o salame (que não pode faltar na geladeira!) e o kibe cru são apreciados.

Perguntado se faz dieta: "Não, como pra caramba. Gosto de tudo".

De tudo, menos da sã doutrina. Dessa fonte ele não bebe....

Boff é o oposto do que todo o padre deveria ser, desde o principal até os mínimos detalhes.

 

Casamento

Perguntado como define o casamento, sua resposta é .... mística:

"Uma sintonia cósmica de forças e energias que se personalizam e de repente descobrem a sua destinação comum. E se carregam pela eternidade afora, mesmo quando separadas".

Boff, Boff, quem te viu, quem te vê...

 

Céu, Inferno e Purgatório

Boff diz que não tem medo de morrer.

O céu "é a suprema erupção de todas as potencialidades do ser humano".

O inferno é "a caixa de lixo que Deus não tem. Quer dizer, inventaram que Deus tem uma caixa de lixo, mas não tem".

Que Deus tenha pena de sua alma.

O purgatório? "É aqui".

Tudo muito simples, fácil, onde todos têm o final feliz garantido e sem esforço.

Todas as definições de Boff são heréticas e se opõem ao que dizem as Sagradas Escrituras e ao que a Igreja sempre ensinou.

Vê-se, assim, a que ponto pode chegar a pessoa que se afasta da Igreja para defender seus caprichos. Amasiamento, macumba e gnosticismo fazem parte da vida e das idéias do ex-frade franciscano Leonardo Boff.


    Para citar este texto:
"A Paixão (ou Ódio) segundo Boff"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/paixaoboff/
Online, 20/07/2017 às 19:49:39h