Igreja

Seguir a “Mulher vestida de Sol” contra o “dragão” do materialismo
Orlando Fedeli

15/08/2007 13:09    VATICANO - http://www.asianews.it/index.php?l=it&art=10076&size=
 
Na homilia da festa da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, Bento XVI convidou os fiéis a terem a “coragem de viver”, como Maria, “contra todas as ameaças do dragão”, porque “o amor é mais forte que o egoísmo”. A crítica às ditaduras anti-cristãs: nazismo, stalinismo, materialismo. No Ângelus: Nossa Senhora “solidária com o Filho na luta e na vitória contra a morte”.
 
Castel Gandolfo (AsiaNews) – O amor “é mais forte que o ódio e que o egoísmo” mesmo em nosso mundo contemporâneo dirigido pela “ideologia materialista do consumo e do divertimento”. Isso no-lo demonstra exatamente Maria, que “superando a morte nos diz: coragem, no final vence o amor!”. São palavras de Bento XVI, na sua homilia durante a Missa celebrada esta manhã na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, por ocasião da festa da Assunção.
O Papa partiu da imagem apocalíptica do "dragão vermelho, símbolo do egoísmo absoluto, do terror, da violência" para descrever a história do mundo como uma contínua "luta entre o amor e o egoísmo". E isto não só nos tempos do Império romano, mas também hoje, como no século XX. "Vemos realizada esta força do dragão vermelho nas grandes ditaduras do século passado", disse Bento XVI. "A ditadura do nazismo e a de Stalin tinham um poder que penetrava em todo canto. Parecia impossível que a longo prazo a fé pudesse sobreviver diante deste dragão tão forte que queria devorar o Deus feito menino e a Mulher, a Igreja. Mas, de fato, também neste caso, por fim, o amor foi mais forte que o ódio”.
O Pontífice identifica o dragão de hoje “nas ideologias materialistas que nos dizem: É absurdo pensar em Deus. É absurdo observar os mandamentos de Deus. É cosa, de um tempo já passado…Vale apenas o consumo, o egoísmo, a diversão. Assim é a vida”. “E de novo – continua – parece absurdo, impossível opor-se a esta mentalidade dominante, com toda a sua força mediática, propagandística. Parece impossível hoje pensar ainda num Deus que criou o homem e que se fez menino e que seria o verdadeiro dominador do mundo”
Bento XVI se detém enfim sobre o significado da figura de Nossa Senhora, “vestida de sol, isto é, de Deus”. É exatamente Maria, que “tendo superado a morte, nos diz: coragem, por fim vence o amor! A minha vida era dizer sou a escrava de Deus, minha vida era dom de mim mesma, por Deus e pelo próximo. Tende confiança, tende a coragem de viver assim mesmo contra todas as ameaças do dragão”. “Maria – insiste – é o sinal da vitória do amor, do bem, de Deus”.
 
Um segundo significado da Virgem, é o da “Mulher que sofre, que deve fugir, que dá à luz com um grito de dor e também a Igreja, a Igreja peregrina em todos os tempos; em todas as gerações, de novo deve dar a luz Cristo, trazê-lo ao mundo com grande dor neste modo sofredor. Em todos os tempos perseguida pelo dragão”. “Mas – sublinha o Papa – em todos os tempos nutrida por Deus, nutrida por si mesma com o pão da Santa Eucaristia. E assim em toda a tribulação, em todas as diversas situações da Igreja nos tempos, nas diversas partes do mundo, sofrendo vence”.
 
“E assim, a festa da Imaculada - explica Bento XVI – é o convite para ter confiança em Deus e convite também para imitar Maria”, que disse: “Sou a escrava do Senhor, coloco-me à disposição do Senhor”. O Papa nos convida, pois, a “dar a nossa vida e não a gozar a vida. E precisamente assim estamos no caminho do amor que é um perder-se, que é porém o único caminho para encontrar-se verdadeiramente, para encontrar a verdadeira vida”. “Olhemos Maria, a Assunta – concluiu - deixêmo-nos encorajar pela fé, e na festa da alegria:Deus vence. A fé aparentemente débil é a verdadeira força do mundo. O amor é mais forte que o ódio”.
 
No final da manhã, o Papa dirigiu-se depois, como de costume, aos numerosos fiéis e peregrinos, que enchiam o pátio do Palácio apostólico de Castel Gandolfo para a recitação do Ângelus. Nessa ocasião, ele sublinhou a solidariedade entre “Mãe e Filho, estreitamente associados na luta contra o inimigo infernal até a plena vitória sobre ele”. “Como a ressurreição gloriosa de Cristo foi o sinal definitivo desta vitória – disse - assim a glorificação de Maria também em seu corpo virginal constitui a confirmação final da sua plena solidariedade com o Filho tanto na luta quanto na vitória”. “Maria não se afasta de nós – concluiu o Papa – temos necessidade de senti-la mãe e irmã nas concretas situações de nossa existência”. 
(tradução nossa do original italiano)


 
Comentário 1
 
Esta homilia do Papa relaciona Nossa Senhora com a “mulher vestida de sol” de que fala o Apocalipse, em seu capítulo XII. Nessa passagem do Apocalipse, São João trata justamente da luta do Dragão vermelho contra a Mulher vestida de sol, que tem que fugir para o deserto por causa da perseguição que sofre.
Ora, essa passagem e essa relação, nos dias de hoje, ganham um relevo muito particular pelo debate que se trava na Itália entre Antonio Socci e o Cardeal Bertone, Secretário de Estado de Bento XVI, a respeito do Terceiro Segredo de Fátima. Socci sustenta a tese de que, no ano 2000, o Vaticano escondeu parte do Terceiro Segredo, publicando apenas a narração da visão que os três pastores de Fátima tiveram, e não a explicação que Nossa Senhora deu a eles sobre essa visão.
O livro de Socci (Il Quarto Segreto, ed. Rizzoli) comprova exaustivamente essa tese. O êxito do livro -- que alcançou cinco edições em 4 meses, na Itália — demonstra quanta penetração teve esse autor, assim como o êxito de sua tese.  
Nas páginas desse livro, tratando da relação de Fátima com o Apocalipse, Socci faz longas considerações, sempre bem fundamentadas em documentos sérios, mostrando que há, de fato, uma relação profunda entre o Terceiro Segredo e o Apocalipse, exatamente quanto a passagem que trata da luta entre a Mulher vestida de Sol (Nossa Senhora de Fátima, ou a Igreja) e o Dragão vermelho, Lúcifer.
Esse livro de Socci foi contestado pelo Cardeal Bertone, que, numa vídeo conferencia na TV RAI UNO, tentou provar que não há outro documento sobre o Terceiro Segredo, a não a ser aquele já publicado pelo Vaticano no ano 2.000. Nesse documento, se contava uma visão na qual um Papa é massacrado, juntamente com Cardeais, Bispos, religiosos, padres e povo fiel.
A exposição do Cardeal Bertone, na RAI Uno, foi um fracasso tal que Socci respondeu a ela dizendo que o Secretário de Estado do Vaticano – que gostava de narrar ou comentar jogos de futebol — marcara um gol contra.
De fato, em sua exposição na TV, o Cardeal Bertone deu até as medidas do envelope do Terceiro Segredo. Mas não sabia que, quando o Terceiro Segredo foi mandado para Roma, o envelope que o continha fora medido, e que sua medida era diferente daquela dada pelo Cardeal no envelope que mostrou na TV. Logo, há mesmo outro envelope com o Terceiro Segredo, no Vaticano.
O Cardeal Bertone mostrou o envelope que continha o Terceiro Segredo. Nesse envelope, não havia nada escrito. Ora, Monsenhor Loris Capovilla, secretário pessoal do Papa João XXIII, contou que, quando João XXIII leu o Terceiro Segredo, mandou que ele, Mons. Capovilla, escrevesse uma frase sobre o envelope, dizendo que João XXIII não fazia um juízo sobre o texto, e que se devia manter o texto em segredo. Portanto, o texto verdadeiro do Terceiro Segredo de Fátima está contido noutro envelope, no Vaticano.
Sobre esse texto, lido por vários Cardeais, transpirou que, nele, Nossa Senhora prevenia que não se convocasse um Concílio, e nem se mudasse a liturgia. João XXIII recusou esses pedidos. Convocou o Concílio Vaticano II, e, em seu discurso de abertura do Concílio, atacou os “profetas de desgraças”, isto é, os três pastorinhos que viram Nossa Senhora em Fátima.
Foi feito o Concílio e se mudou a Missa. E os resultados estão aí: ruínas por toda a parte. Uma auto demolição da Igreja e a fumaça de Satanás no templo de Deus, como confessou o próprio Paulo VI.
 Certa vez, ao ser interrogado sobre o Terceiro Segredo, o Cardeal Ratzinger disse que ele nunca seria publicado, porque, nele, não havia nada que já não estivesse na Revelação.
Ratzinger usou, então, a palavra Revelação em dois sentidos: 
     1 - No sentido de Sagrada Escritura e Tradição, fontes da Revelação.
     2 - No sentido de Apocalipse, que, em grego, significa Revelação. 
Então a Irmã Lúcia precisou que estava de fato na Revelação, isto é, no Apocalipse. E deu até os capítulos: entre os capítulos VIII e XIII.
Exatamente nessa parte do Apocalipse se fala da Mulher vestida de Sol e do Dragão vermelho, que a combate.
Tudo isso dá ao terceiro Segredo de Fátima um teor altamente dramático por sua relação com o Apocalipse e com o Anticristo.
O Cardeal Ciappi, teólogo do Papa, e que leu o Terceiro Segredo, escreveu que ele tratava de uma grande apostasia que afetaria o mais alto cume da Igreja. Portanto, que atingiria um Papa, pelo menos.
Precisamente na hora em que a polêmica Socci vs Bertone pega fogo, Bento XVI pronuncia esta homilia na festa da Assunção falando da Mulher vestida de sol e do Dragão Vermelho.
É difícil não ficar com a impressão que Bento XVI quis tratar da luta entre a Mulher vestida de Sol e o Dragão Vermelho, falando do Apocalipse e do Terceiro Segredo de Fátima. E Bento XVI fala ainda de martírio. E no Terceiro Segredo, se vê um Papa morto a tiros e flechadas.
 É difícil também resistir à impressão, senão à idéia, de que Bento XVI interveio veladamente na polêmica do Terceiro Segredo, dando mais razão a Socci do que a Bertone.
Resta saber o que o Cardeal Bertone vai dizer em Fátima, em 13 de Outubro próximo, quando ele presidirá as comemorações do 900 aniversário do milagre do Sol.
Que segredos serão mais compreendidos nessa ocasião?




Comentário 2 

 
Como vimos é impossível não ficar impressionado pelo tom apocalíptico e militante destas palavras do Papa Bento XI em sua homilia, pela festa da Assunção de Nossa Senhora aos céus.
Militante, sim, pois todo o texto é um contínuo apelo à luta em defesa da Fé e da Igreja contra lúcifer e seus asseclas. Contra o Dragão vermelho seguindo a Maria, a Mulher vestida de Sol.
Ao contrário do pacifismo otimista de João XXIII e de Paulo VI, ansiosos por entrar em diálogo e em acordo com o mundo – e, não esqueçamos, que o Príncipe deste mundo é o diabo, o Dragão Vermelho — Bento XVI fala de uma luta inconciliável na História, como bem salienta a notícia da asianews:

O Papa partiu da imagem apocalíptica do "dragão vermelho, símbolo do egoísmo absoluto, do terror, da violência" para descrever a história do mundo como uma contínua "luta entre o amor e o egoísmo".
Bento XVI faz ressurgir a visão católica da História como local de embate entre os filhos da Mulher e os filhos da Serpente. É uma visão Teológica da História que durante muitas décadas andou bem esquecida nos discursos papais.
Essa visão lembra a maldição de Deus contra a serpente, quando o onipotente disse:

Pois que fizeste isso, és maldita entre todos os amimais e bestas da terra. Rastejarás e comerás pó todos os dias de tua vida. Colocarei inimizades entre ti e a Mulher, entre tua raça e a dela. Tu lhe armarás ciladas ao calcanhar, e ela mesma te esmagará a cabeça” (Gen., III, 14-15).
Deus dividiu a humanidade em duas “posteridades”: a da Mulher, e a da Serpente, a da Virgem e a de Lúcifer, a da Igreja Católica e a da Sinagoga de Satanás (Apoc II, 9), a seguidora da doutrina católica e seguidora da Gnose. Duas Cidades se combatem na História, pois só “Dois amores construíram duas Cidades. O Amor de Deus até o desprezo de si mesmo, construiu a Cidade de Deus; enquanto o amor de si mesmo até o desprezo de Deus construiu a Cidade do Homem” (Santo Agostinho, Civitas Dei, XIV, 26).
Desde então, os homens ou adoraram a Deus, ou se adoraram a si mesmos.
Na História, como disse o Papa São Leão Magno, há apenas uma luta: a da Igreja Católica contra a Anti Igreja, a do Catolicismo contra o Antropoteísmo. A religião do Deus que se fez homem, Cristo, contra a religião do Homem que se faz deus, quer de modo gnóstico, quer de modo panteísta.
 
Bento XVI não fala apenas teoricamente, mas identifica o Dragão vermelho do Apocalipse com os totalitarismos do século XX, o nazi-fascismo e o comunismo. Ele mostra ainda que esse Dragão — o diabo — está atuante, hoje, na mentalidade relativista, consumista, cheia de egoísmo, que faz da vida um “curtir” de toda ação humana, qualquer que ela seja, só para desfrutamento pessoal, graças à negação de toda hierarquia de fins nas ações humanas. Vive-se, hoje, apenas para viver, para buscar apenas o que é “bem-para-mim”, e nunca para o Bem em si mesmo, Deus.
Cada ação é fechada nela mesma, e não ligada a um fim superior, ao Bem infinito transcendente. “Curte-se” um som, um passeio, um namoro, uma esposa... E troca-se o bem relativo por outro, também ele relativo e passageiro. Tudo flui. Nada fica. Nada permanece. Esquecendo-se que “la vida es un camino, camino a la eternidad”, como bem poetou um aluno meu, em uma bela canção.
Bento XVI não hesita em atacar a mentalidade consumista como obra do “Dragão vermelho”.
            Parece absurdo querer evocar um Deus transcendente neste mundo mergulhado em si mesmo, no prazer, no divertimento, no shopping, esse novo templo consumista do Baal moderno.
Parece impossível evocar Deus Criador de todas as coisas, neste mundo cientificista e darwinista que prefere se pensar filho de macaco do que filho de Deus. Mundo que é, na verdade, filho do cão.
Filho do Dragão.
 
E quando tudo parecia perdido um grande sinal apareceu no céu” uma Mulher vestida de Sol...”
Em Fátima, em 1917, apareceu a Virgem Maria vestida de Sol.
Em vão, seus apelos se dirigiram aos Papas. Eles assinaram os acordos de Metz com a URSS e com a B´Nai Brith.
Em vão, pediu a Virgem que se voltasse para Cristo. Paulo VI voltou-se para a ONU, e a declarou a única esperança de paz para o mundo.
A paz de Cristo não  veio. Veio a paz da ONU. Ela chegou com Bin Laden e com Bagdá.
Em vão, a Virgem Maria pediu aos Papas que consagrassem a Rússia ao seu Imaculado Coração, prometendo que, se isso fizessem, teriam paz. Pio XII e João Paulo II consagraram o Mundo, e não a Rússia. Daí, os castigos vieram como foram prometidos, em Fatima: guerras contínuas desde 1936.
Ó homens de cerviz duríssima!
Os do Vaticano...
Os do Vaticano II.
Em vão Nossa Senhora pediu penitência. Em vão pediu que se rezasse o terço. Preferiu-se o blá blá blá carismático do Concílio Vaticano II.
Em vez de rezar, preferiu-se o diálogo com o mundo.
Em vez de expor a doutrina de sempre, preferiu-se redigir “Manifestos”, longos, prolixos, indigestos. E heréticos. E marxistóides, boffentos e castristas. A CNBB especializou-se nessas peças heréticas materialistas, insuportáveis e vazias.
Profanou-se até a Missa. Fizeram-se as missas ecumênicas, protestantes e macumbíferas.
Em vez de penitência se organizou a “pastoral do turismo”... A pastoral da praia.
O clero debandou. Os conventos se laicizaram. Os seminários se esvaziaram. A caridade virou filantropia. Tudo porque se convocou um Concilio que Nossa Senhora de Fátima prevenira que não fosse convocado. Tudo porque se mudou a Liturgia sacrossanta por uma missa nova, fabricada por um maçom e seis pastores protestantes. As igrejas ficaram desertas, e parece até que a abominação da desolação entrou no lugar santo.
A fumaça de satanás entrou no templo de Deus.
Assim se instalou a “civilização do amor”...
Buscou-se a unidade sem a verdade. Em nome do ecumenismo...
Nunca na História, houve tanto ódio e tanta divisão.
Instalou- se o reinado do Dragão vermelho. 
E é exatamente nessa hora do triunfo das trevas que Bento XVI teve a coragem de liberar a Missa de sempre e de começar a criticar o Vaticano II. Começou com o subsistit...
É nesta hora que o Papa Bento XVI tem a coragem de proclamar que a vitória virá por meio da Mulher vestida de Sol – Nossa Senhora de Fátima. Ele a aponta como Rainha vitoriosa, como Mãe protetora, e como modelo de sofrimento, como Rainha dos mártires.
Porque a igreja precisa de mártires.
Bento XVI nos lembra que por meio de Cristo eucarístico, por meio de Maria Santíssima por meio de um Papa mártir, a Igreja terá a vitória.
Bento XVI liberou a Missa. O coração da Igreja volta a bater livremente. A vitória está próxima.
Levantemos nossas cabeças, porque a Mulher vestida de Sol apareceu no horizonte da história.
Assim nos promete Bento XVI:

Mãe e Filho, estreitamente associados na luta contra o inimigo infernal até a plena vitória sobre ele”. “Como a ressurreição gloriosa de Cristo foi o sinal definitivo desta vitória – disse - assim a glorificação de Maria também em seu corpo virginal constitui a confirmação final da sua plena solidariedade com o Filho tanto na luta quanto na vitória”. 
Cristo, Maria, o Papa. Vitória. O Dragão vermelho está prestes a ser esmagado. 
            Roma vencerá. O Imaculado Coração de Maria triunfará. Cristo reinará. 

Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Seguir a “Mulher vestida de Sol” contra o “dragão” do materialismo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/mulher_dragao/
Online, 25/11/2017 às 01:35:18h