Igreja

A maçonaria e modernistas em guerra contra Bento XVI
Orlando Fedeli

Sedevacantistas fazem o mesmo 
 
Os pronunciamentos do Papa Bento XVI em sua recente viagem à África provocaram extrema irritação  nos inimigos de Deus e da Santa Igreja.(Conferir abaixo os documentos do Grande Oriente e do site Golias contra Bento XVI).
Deus seja louvado por isso.
 
Triste – apocalíptico e catastrófico-- é ver um Papa elogiado pela Maçonaria.
 
Com efeito, ainda no avião, em viagem para a África o Papa Bento XVI corajosamente desafiou a Modernidade e atacou o preservativo, defendendo a continência sexual e o matrimônio monogâmico como únicos meios de combate sério à Aids.
 
Depois, Bento XVI atacou o aborto chamado terapêutico, o que foi visto como um apoio implícito ao Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, por ter declarado que, segundo o Código de Direito Canonico, os médcos e a mãe de uma menina em que foi exceutado um duplo aborto, haviam incorrido na excomunhão latae sententiae.
 
Na África ainda, Bento XVI exortou os missionários católicos a pregarem Cristo, condenando o curandeirismo e a feitiçaria. O que doeu profundamente nos defensosres do ecumenismo do Vaticano II.
 
Finalmente, o Papa afirmou que os sacerdotes deveriam marcar sua presença na sociedade pelo uso da batina.
 
Evidentemente, tudo isso demonstrou como o Papa Bento XVI quer fazer os cegos verem, os surdos ouvirem e os missionários mudos falarem. E falarem revestidos do habito talar.
 
Tudo isso, vai frontalmente contra a mentalidade e as teses do Vaticano II. Vai contra a Igreja Nova nascida dos textos do Vaticano II.
 
Diante disso, o Grande Oriente de França, que já tem atacado explicitamente Bento XVI, veio de novo a público, ele que é secreto, declarar guerra a Bento XVI e aos católicos fiéis, em nome da... tolerância.
 
Em nome da tolerância, a Maçonaria não tolera o catolicismo e o Papa.
 
E é ela quem organiza mundialmnete a campanha de imprensa contra Bento XVI, preparando uma futura revolta e cisma modernistas.
 
O Grande Oriente – a Maçonaria – condena Bento XVI por ter atacado o preservativo, assim como pelo levantamento da excomunhão dos quatro Bispos da FSSPX.
 
E, perguntará algum ingênuo leitor, o tem que ver a Maçonaria com o levantamento da excomunhão dos Bispos de Dom Lefebvre?
 
Tem que ver com tudo, e profundamente, porque levantar a excomunhão dos Bispos de Dom Lefebvre significa que é lícito criticar o Vaticano II, Concílio que a Maçonaria aplaudiu, pois fez o que ela queria: o ecumenismo e a liberdade de religião e de consciencia, além da democratização da Igreja através da colegialidade.
 
Por sua vez, os Modernistas uivaram de ódio no site Golias,  critiando o integrismo já sem freio de Bento XVI.
 
Segundo eles “Nada mais detem Bento XVI”, que brande diariamente o “cetro do Apocalipse”.
 
Os modernistas de Golias—expressador da heresia do “espírito do Concílio”-, qualificam as palavras do Papa de “criminosas” e “monstruosas”.
 
E como é agradável constatar que, depois de quarenta anos do Vaticano II a Maçonaria volta a atacar com fúria—e fúria inaudita—um Papa.
 
Bem aventurado Papa Bento XVI,  odiado pelos inimigos de Deus e da Santa Igreja!
 
Como esse tom difere do que disse a Maçonaria por ocasião da morte de João XXIII, e da morte e enterro de Paulo VI:
 "Na [morte] de João XXIII, o Dr. G. Gamberini, Grão Mestre do Grande Oriente da Itália -- [e, acrescento eu, Bispo da Igreja Gnóstica] -- distribuiu a nota seguinte:
  
"Sucede quase sempre, que um papa deixe profundas lamentações no âmbito de sua Igreja, mas, certamente, é a primeira vez que um papa morre circundado pela simpatia e pelo afeto de toda a humanidade. Desaparece, como todos sentem, um homem bom. Juntamente com esse homem bom desaparece o mais límpido, e ao mesmo tempo, o mais genial e eficaz defensor da Igreja. Consagrara-se à sobrevivência da Igreja, e a esta sobrevivência estava pronto a sacrificar todo outro valor tradicionalmente a ela associado  [e foi o que João XXIII e Paulo VI fizeram no Vaticano II]. A sua morte é um grande mal para a Igreja. Mas desaparece, também, um homem que se prometia tapar, em virtude de um autêntico sentimento cristão, o abismo escavado pela Igreja, antes dele, entre si mesma e a civilização moderna. E a sua morte é um grande mal para todos". (Dr G. Gamberini citado por  J.A.E. Benimeli, G. Caprile e V.Alberton, Maçonaria e Igreja Católica , editora Paulus , São Paulo, 1981. Cito a Quarta edição brasileira, que é de 1998, pp. 100-101. Os destaques são meus).
 
O mesmo maçom Gamberini, "Bispo" da Igreja Gnóstica, elogiou também o Papa Paulo VI, por ocasião de sua morte, dizendo:
 
"(...) Nenhum dos seus predecessores foi tão difamado como ele. Talvez, porque, no seu tempo, a arte de difamar não conseguira as presentes garantias de impunidade. Mas, sem dúvida, a ele e não aos seus predecessores coube a sorte de tomar conhecimento da incumbência da ameaça final para a sua Igreja como para todas as religiões, como para toda espiritualidade. E teve de bater-se e procurou fazê-lo em mais de uma frente, com mais de uma tática. Para os outros, a morte de um Papa é um acontecimento proverbialmente raro, mas que acontece, não obstante com a freqüência de anos e de decênios. Para nós é a morte de quem fez cair a condenação de Clemente XIV e de seus sucessores. Ou seja, é a primeira vez -- na História da Maçonaria moderna -- que morre o chefe da maior religião ocidental, não em estado de hostilidade com os maçons. E pela primeira vez na História os maçons podem prestar homenagem ao túmulo de um Papa, sem ambigüidades nem contradições. (Dr G. Gamberini citado por  J.A.E. Benimeli, G. Caprile e V.Alberton, Maçonaria e Igreja Católica , editora Paulus, São Paulo, 1981. Cito a Quarta edição brasileira, que é de 1998, pp. 101-102. Os destaques são meus).
 
Graças a Deus temos agora um Papa que é odiado pela Maçonaria e pelos modernistas. E que os sede vacantistas consideram herege e falso Papa.
 
A quem ajudam os sede vacantistas?.
 
São Paulo, na festa da Anunciação de Nossa Senhora, 25 de Março de 2009,
Orlando Fedeli

 
 
As palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI contra o uso do preservativo como meio de prevenção da AIDS
http://www.godf.org/communiques.asp
 
19 de Março de 2009 - 01:00
As Obediências maçônicas signatárias fazem questão de exprimir sua estupefação e sua indignação diante das palavras irresponsáveis tidas pelo Papa Bento XVI contra o uso do preservativo como meio de prevenção da AIDS.
 
No momento de seu primeiro delocamento na África, Bento XVI não pode ignorar as devastações particularmente dramáticas que essa doença traz exatamente para os povos desse continente, em particular para as crianças, e que são sistematicamente sublinhadas pela l’O.M.S., l’O.N.U-IDS e todas as O.N.G. competentes nesse assunto.
 
Essas palavras escandalosas se inscrevem num contexto preocupante quanto ao estado de espírito atual da alta hierarquia vaticana depois de uma série de tomadas de posição particularemente infelizes  sobre a reintegração de um Bispo integrista negacionista e a excomunhão pronunciada contre uma criança violentada, sua família e os médicos que provavelmente salvaram sua vida.
 
Negar a esse ponto as evidências científicas em nome da doutrina da Igreja torna-se insuportável quando a consequência é a colocação em perigo da vida de outrem e as Obediências signatáirias associam-se aos protestos emitidos pelo Governo da República francesa a esse respeito.
 
Diante dessa atitude obscurantista, os Franco Maçons e os Franco Maçons dass Obediênciass signatáirias lembram uma vez mais seu apego intocável ao princípio de laïcidade assegurando a plena liberdade de consciência para todos os cidadãos.
 
 
 
Paris,  19 de Março de 2009
Grande Oriente de França
Grande Loge Feminina da  França
Federação Francesa de Direito Humano.
 
 

 
Viagem do Papa na : as déclarações de Bento XVI em Angola
Aborto terapêutico : o exagero integrista do Papa
 Christian Terras, Golias
 
Em um incrível zelo intransigente, que doravante parece não ter mais nenhum freio, o Papa Bento XVI intensifica os escândalos que suscita, e que são semanais, senão quotidianos, nestes últimos tempos. Depois do tollé suscitado Terça Feira dia 17 de Março pelas incr;ieis declarações pontifícias, premeditadas com cuidado, relativas au preservativo (ver artigos mais acima), o Papa Ratzinger ataca agora o aborto terapêutico quando de um discurso feito por ele  na Sexta Feira 20 de Março no palácio da presidência angolana, em Luanda.
Nada mais detem Bento XVI.
Segundo ele, qui brande o cetro do Apocalipse, trata-se de uma ameaça contra os "próprios fundamentos" da sociedade. Para o Papa: "Como é amarga a ironia dos que promovem o aborto ao nível dos cuidados da saúde das "mães" ! Como é desconcertante a tese dos que pretendem que a supressão da vida seria uma questão de saúde reprodutiva", prosseguiu ele, fazendo específica referência ao Protocolo de Maputo.
É preciso saber que esse documento adotado pela União africana (UA) em 2003 é relativo aos direitos das mulheres na África e completa a Carta africana. Seu artigo 14 apela aos governos para que autorizem o "aborto médico, em caso de agressão sexual, de violação, de incesto e quando a gravidez p~e em perigo a saúde mental e física da mãe ou a vida da mãe ou do feto".
A excomunhão de Recife foi implicitamenta aprovada. É a primeira vez (mas sem dúvida não a última) desde sua eleição em 2005 que Bento XVI se opõe tão espcificamente ao aborto terapêutico, ponto sensível sobre o qual em geral as autoridades católicas se mostravam mais prudentes, senão, tolerantes. Por isso mesmo, ele dá prova de uma lamentável e doravante recorrente falta de humanidade parecendo não medir o peso pessoal mais que pesado e destruidor de uma violentação para uma mulher.
Enfim, há algo de incrível e de revoltante em recusar a interrupção da gravidez para salvar uma mãe, tanto mais que muito frequentemente, não intervindo, é a vida da mãe como a da criança que parece mais que comprometida. A consciência moral da humanidade entretanto estabelece há muitos lustros a diferença ética evidente entre um aborto por "conforto" se se pode dizer (injustamente aliás, porque ele é sempre uma provação para a mulher) e uma interrupção de gravidez baseada em razões médicas imperativas.
É certo que o Papa pensa assim apoiar indiretamente, sem citá-lo, mas todo o mundocompreendeu, a intransigência revoltante de Arcebispo de Recife que excomungou uma mãe cuja filha, uma criança de nove anos em perigo de morte, recorreu com razão à interrupção de gravidez, coseqúência de uma violentação. (Cf. Golias Hebdo n°72)
Nós qualificamos as palavras de Joseph Ratzinger sobre a Aids de "criminosas". Concernente suas palavras sobre o aborto terapêutico, será preciso doravante chamá-las de « monstruosas ».
 

    Para citar este texto:
"A maçonaria e modernistas em guerra contra Bento XVI"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/maconaria-modernistas-contra-papa/
Online, 23/06/2017 às 19:26:25h