Igreja

Palavras de Doutrina: Em direção ao Motu Proprio
Rev. Nicola Bux e Rev. Salvatore Vitiello
Cidade do Vaticano (Agenzia Fides) – O recente anúncio da iminente publicação de um Motu Proprio sobre a celebração da eucaristia de acordo com o rito que é conhecido como o de São Pio V aprovado na última edição pelo Beato João XXIII, levantou um aguçado interesse dentro da mídia e dos fiéis comuns.  Até sua publicação muito próxima, seria oportuno ilustrar dois fundamentais aspectos de um procedimento parecido.

Um texto recente de Nicola Bux e Adriano Garuti leva o título: “Pedro ama e une. A responsabilidade pessoal do Bispo de Roma pela Igreja universal”. É precisamente deste ponto de vista que o Motu Proprio a ser logo feito publico deve ser lido: um livre e soberano ato do Pontífice que, por direito e pela fé da Igreja no primado de Pedro, tem uma responsabilidade pessoal que não pode ser delegada a outros, na condução da Igreja universal.
 
Aceitar o exercício desta responsabilidade é parte integral da aceitação da fé devida ao dogma do primado de Pedro e neste sentido chama todos os católicos a amar, rezar e obedecer o único que é chamado a ser o Bispo de Roma, o Pastor universal da Igreja.
 
O Motu Proprio deve ser bem-vindo por todos sendo que não é uma medida restritiva, mas antes uma ‘extensão’ de opções, em continuação com a familiar linha de Ratzinger da “razão estendida”.
 
Ninguém será impedido de forma alguma, quando muito será ‘impedido de impedir’, celebrações de acordo com o antigo rito. Através dos séculos a Igreja nunca temeu diferenças litúrgicas-rituais, sendo que elas não significam diferenças na fé, e ela sempre tolerou legítima distinções lingüísticas, geográficas e rituais, na simples condição de que estas expressem a verdadeira fé da Igreja.
 
É difícil ver como algumas pessoas, freqüentemente campeões das teorias mais liberais em muitos outros campos, hoje temem maior liberdade de escolha de rito no qual se celebra a Divina Liturgia. Uma impressão fundada, de que precisamente eles são os promotores da perniciosa criatividade litúrgica que tão frequentemente distorce nossos ritos impedindo-os de falar ao povo de Deus.
  
Quem tem medo de liberdade? Ninguém, esperamos. O Motu Proprio é um ato de responsabilidade pessoal do Papa que está estendendo a liberdade da Igreja.

    Para citar este texto:
"Palavras de Doutrina: Em direção ao Motu Proprio"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/direcao_motu_proprio/
Online, 23/08/2017 às 14:45:05h