Igreja

Realmente, o cinismo de Padre Joãozinho não tem limites
Um Padre da periferia do mundo

 
     Primeiramente, ele pensa que enganou alguém com sua fraude autoral, em absurdo desrespeito ao Papa. Quer dar lição de reverência ao magistério papal quando o utiliza dentro do contexto de sua defesa da identidade unívoca do homem com Deus. Até nisso ele se parece com os protestantes, que defendem suas heresias com as frases inspiradas da Escritura, isoladas e descontextualizadas para serem melhor adulteradas.
 
     Depois, ele imagina que nos enganou com sua tentativa desonesta. Qualquer pessoa com o mínimo de cultura seria capaz de perceber que um suposto teólogo com a boca cheia de “nés” seria incapaz de escrever um texto com aquela articulação. Além do mais, para quem analisa e lê com atenção os documentos pontifícios, não é necessário ser “esperto” para perceber que aquela maravilhosa sutileza textual (inacessível à inteligência diminutiva do Pe. Joãzinho) saíra da pena de Bento XVI.
 
     No entanto, isso não altera o status da questão. Bento XVI, assim como Santo Agostinho, não defendem a identificação unívoca do homem com Deus, nem muito menos a identificação desta com a presença de Nosso Senhor na Eucaristia!
 
     O Pe. Joãzinho tem que deixar de ser cínico e trocar sua falsa “ternura”, mais venenosa que as carícias de uma serpente peçonhenta, pelo reconhecimento humilde de seu erro, em vez de recomendar aos outros que o façam. Ele errou, defendeu a heresia da consubstanciação e a identidade unívoca do homem com Deus! Não tem escapatória! Não adianta fugir para a química, a biologia, a física quântica ou qualquer outra ciência! Nossa discussão é metafísica, pois esta é a linguagem na qual se expressa o dogma! Se ele foi impreciso verbalmente, que retifique sua imprecisão e não fuja de seu dever sacerdotal.
 
     Seu orgulho leva-o ao atrevimento de esconder-se por detrás da autoridade do magistério, deturpar o seu sentido, descontextualizá-lo na busca desesperada de defender autoritariamente suas teses e, mais uma vez, mudar o foco da questão.
 
     Nós defendemos o autêntico magistério de Bento XVI, não a usurpação que dele fazem aqueles que querem distorcê-lo protestantemente, interpretando-o dentro de um “livre-exame” auto-referencial.  
 
     Se quando, Roma locuta, causa finita; quando Joãozinho fala, só gera confusão! Só faltava agora, depois de identificar homem e Deus e a Presença Eucarística com as outras “presenças”, identificar sua teologiazinha de última categoria com o Magistério do Romano Pontífice!
 
     Tenha dó, Padre Joãozinho! Paciência tem limites!
 
     O cinismo impudico de Pe. Joãozinho é uma vergonha e seu uso desrespeitoso do magistério papal é uma desonra, digna de um proporcional desagravo.
 
X, 13 de agosto de 2009
Um Padre da Periferia do Mundo
 

    Para citar este texto:
"Realmente, o cinismo de Padre Joãozinho não tem limites"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/cinismo-sem-limites/
Online, 18/12/2017 às 05:01:23h