Igreja

Polêmica com Prof. Felipe Aquino sobre o Instituto do Bom Pastor
Orlando Fedeli
1 - Artigo do Prof. Felipe Aquino: "Ex-seguidores de Lefebvre retornam à Igreja"
2 - Carta aberta do Prof. Orlando Fedeli: "Professor Felipe Aquino falseia a verdade!"

3 - Carta do Padre Rafael Navas Ortiz sobre o comentário do Professor Felipe Aquino   
4 - Réplica do Professor Felipe Aquino ao Padre Rafael Navas Ortiz
5 - Tréplica do Padre Rafael Navas Ortiz ao Professor Felipe de Aquino



  
"Ex-seguidores de Lefebvre retornam à Igreja"
Professor Felipe Aquino

É uma grande alegria para nós católicos saber que um grupo de cinco sacerdotes e seminaristas franceses, vários deles ex-membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X fundada pelo arcebispo cismático Marcel Lefebvre, restabeleceram sua plena comunhão com a Igreja Católica e fundaram o "Instituto do Bom Pastor" com a aprovação do Papa Bento XVI. (ACI, Roma, 11 set 06).
         D. Marcel Lefebvre e seus seguidores, inclusive o ex  Bispo de Campos dos Goytacazes, RJ, não aceitaram o Concilio Vaticano II e suas decisões, e separaram da Igreja Católica, e foram excomungados "latae sententiae" quando D. Lefebvre ordenou bispos sem o consentimento do Papa.
Foi uma dura separação para a Igreja. Mas graças a Deus agora retornam à Igreja como muitos outros já o fizeram, aceitando o Concilio e tudo mais que é ensinado pelo Magistério da Igreja.
Este Instituto foi fundado em Roma em 8 de setembro último, na festa da Natividade da Virgem María, como Sociedade de Vida Apostólica de direito pontifício, podendo celebrar a Missa em latim segundo o rito tridentino. Segundo seus estatutos, a seus membros lhes reconhece "o uso exclusivo da liturgia gregoriana", rito contido nos livros litúrgicos que regiam em 1962, ou seja, o pontifical, o missal, o breviário e o ritual romano.
Segundo a agência France Press, os sacerdotes em questão são Paul Aulagnier, Guillaume de Tanouarn e Philippe Laguérie, nomeado este último Superior Geral no decreto de ereção do novo instituto.
Os seminaristas, continua a agência, seriam ordenados pelo Cardeal Darío Castrillón Hoyos, Prefeito da Congregação para o Clero e Presidente da Comissão "Ecclesia Dei" criada para facilitar a volta à comunhão eclesiástica plena dos vinculados à Fraternidade fundada  por Lefebvre.
O Arcebispo de Burdeos e Presidente da Conferência Episcopal de França, Cardeal Jean-Pierre Ricard, assinalou em um comunicado que a este Instituto pertencem os clérigos que desejam "exercer seu sacerdócio na tradição doutrinal e litúrgica da Santa Igreja Católica Romana".
 Os estatutos do Instituto do Bom Pastor foram aprovados com caráter experimental por um período de cinco anos.
O ponto principal de discórdia entre D. Lefebvre e a Igreja foi o Concilio Vaticano II tão amado pelos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI que deles participaram. Os católicos não podem ter dúvidas sobre a legitimidade, validade e grandeza desse Concilio que foi, como disse João Paulo II, "uma primavera para a Igreja".
          Ele disse sobre o Concilio, em 15/10/1995:
"Na história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. O Concílio Ecumênico Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia-a a necessidade de uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como "sinais dos tempos", exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus.
Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época.
À distância de trinta anos, é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça. Como pedi na Carta Apostólica Tertio milennio adveniente (n.36) entre os pontos de um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliara passou para a vida, as instituições e o estilo da Igreja.
        Já no Sínodo dos Bispos de 1985 [sobre o Concílio] foi posto um análogo interrogativo. Ele continua válido ainda hoje, e obriga antes de mais a reler o Concílio, para dele recolher integralmente as indicações e assimilar o seu espírito... A história testemunha que os Concílios tiveram necessidade de tempo para produzir os seus frutos. Contudo, muito depende de nós, com a ajuda da graça de Deus. " (L'Osservatore Romano, 15/10/95)
Veja então, que o Concilio Vaticano II foi a Grande Bênção para a Igreja nos últimos tempos.
 
Prof. Felipe Aquino

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=novidades&id=I0184



Carta aberta: "Professor Felipe Aquino falseia a verdade!"
Professor Orlando Fedeli

São Paulo, 21 de Setembro de 2.006
 
Que feio, Professor Felipe Aquino! Que feio o senhor fez!
Como o senhor teve a coragem de distorcer de tal modo a realidade?
O senhor falseou completamente os mandatos que o Instituto Bom Pastor recebeu do Papa Bento XVI.
O senhor afirmou que os membros do Instituto Bom Pastor “agora retornam à Igreja como muitos outros já o fizeram, aceitando o Concilio e tudo mais que é ensinado pelo Magistério da Igreja”.
Isso é uma completa inverdade. Os padres do Instituto Bom Pastor não aceitaram o Concílio Vaticano II. Mais ainda: tiveram o mandato do papa de fazer a crítica dos erros desse Concílio meramente pastoral, como declarou o próprio Paulo VI.
Como acredito que o senhor sabe ler, só posso concluir que sua distorção foi proposital.
Uma vergonha, repito.
E por que o senhor fez isso?
Porque não quer admitir que é lícito aos católicos recusar os erros ensinados pelo pastoral Concílio Vaticano II.
Tantas vezes o senhor presunçosamente declarou esse Concílio infalível, que agora, lhe falta humildade para admitir que errou.
O Concílio Vaticano II nada definiu, nem ensinou infalivelmente. O Vaticano II nada propôs que se devesse crer dogmaticamente. Foi o que proclamaram o Papa Paulo VI e a Comissão Teológica do Concílio.
O ensinamento do Vaticano II nunca se presumiu Magistério infalíveldogmático. Nunca nenhum Papa definiu qualquer tese do Vaticano II como dogma.
Portanto, o senhor não tem autoridade e não tem nenhuma base para transformar um Concílio pastoral, que não exerceu o Magistério infalivelmente, mas só falou pastoralmente, em Magistério infalível. Esse é um abuso que o senhor pratica enganando seus leitores.
Por isso, é que o Papa Bento XVI pode reconhecer e mesmo mandar que os Padres do Instituto Bom Pastor devem criticar os textos do Vaticano II. Se O Vaticano II fosse infalível, o Papa Bento XVI teria errado ao mandar ou mesmo permitir que se criticasse o Concílio.
E para isto o senhor não tem resposta.
E se um Instituto Pontifício pode criticar os erros do Vaticano II então todo fiel pode fazer o mesmo, pois que o que está doutrinariamente errado não pode ser aceito, e tem que ser criticado.
Portanto, do Vaticano II o “espírito“ já foi reprovado por Bento XVI, e a letra pode ser atacada.
O que sobrará dele?
Como já disse, os padres do Instituto Bom Pastor não têm apenas a possibilidade de “celebrar a Missa em latim segundo o rito tridentino”.
Os Padres do Instituto Bom Pastor têm a obrigação — dada pelo próprio Papa Bento XVI — de rezar apenas a Missa de sempre, não podendo rezar a Missa Nova de Paulo VI nunca, nem mesmo na Quinta Feira Santa, junto com o Bispo local.
Com isso fica destruída a acusação de que quem recusa a Missa Nova de Paulo VI, por seu sabor protestante, é cismático. Não é cismático coisa nenhuma.
O Papa, logo mais – diz-se que já no próximo mês de Outubro – vai promover a reforma dessa Missa protestantizante. Portanto, se o Papa Bento XVI considera que a Missa Nova deve ser reformada, ele reconhece que ela tem falhas.
Portanto, tinham razão Dom Lefebvre e Dom Mayer em recusar essa Missa Nova e o Vaticano II.
E lhe aviso que logo mais também o Papa Bento XVI, — se diz por toda a parte — irá anular a injusta excomunhão lançada contra esses dois Bispos.
Prepare-se para ter que fazer novo ato de humildade.
O senhor escreveu: 

Os católicos não podem ter dúvidas sobre a legitimidade, validade e grandeza desse Concilio”.

         Claro que nenhum católico nega que o Concílio Vaticano II foi “legítimo” e “válido”.
Mas que significam esses dois adjetivos? Que o Vaticano II foi realmente convocado pelo Papa João XXIII obedecendo às formas e leis canônicas, e que também foi reconvocado e encerado legitimamente por Paulo VI. Portanto, o Vaticano II foi válido. Ninguém o nega.
Porém, o senhor insinua que, o Vaticano II, sendo um Concílio legítimo e válido, seria também obrigado aceitá-lo como infalível. O que falseia a verdade.
Um Concilio, legitima e validamente convocado, não é necessariamente infalível.
Um Concílio, legitima e validamente convocado, só é infalível e obrigatório de ser aceito como infalível, nas partes que o Papa declarar infalíveis. Caso contrário, não.
É preciso acrescentar que um Concílio, legitima e validamente convocado, é obrigatório que seja aceito, quando ele ensina com Magistério Ordinário, se ele repete o que a Igreja sempre ensinou. Caso contrário, não se é obrigado a aceitar o que ele diz, mas antes se é obrigado a rejeitar o que um Concílio diz, não dogmaticamente, em oposição ao que a Igreja sempre ensinou. E essa rejeição foi a que Dom Lefebvre e Dom Mayer defenderam contra o pastoral Vaticano II, porque ele não ensinou o que sempre a Igreja ensinara.
Agora, o Papa Bento XVI manda que os membros do Instituto Bom Pastor —que sempre rejeitaram — e continuam a rejeitar — os erros do Vaticano II, façam uma crítica dos erros desse Concílio.
E Bento XVI admite que eles o rejeitem.
Logo, o senhor distorceu os fatos quanto ao Instituto Bom Pastor, negando os mandatos que ele recebeu do Papa. E distorce os fatos porque eles comprovam que o senhor sempre errou ao dizer que o Concílio era infalível, e quem não o aceitasse estava separado da Igreja, como o senhor escreveu muitas vezes em cartinhas “discretas”...
E agora, Felipe? Agora o senhor ficou num beco sem saída.
Para sair dele, o senhor deve reconhecer que o Vaticano II não foi infalível. E isso o mói de desgosto.
O senhor fala ainda da “grandeza” do Concílio Vaticano II...
Esse infeliz Concílio só teve três coisas grandes: 
  1. O tamanho dele. Foi o Concílio que contou com o maior número de Bispos, na História. Mas número significa apenas quantidade. E isso só tem importância nas épocas democráticas liberais, capitalistas e materialistas, que colocam a quantidade acima da qualidade.
  2. O tamanho imenso de seus erros.
  3. A imensidão das ruínas que o Vaticano II causou. As maiores e mais graves da História da Igreja.
E como prova do valor extraordinário do Vaticano II, o senhor me cita um discurso elogioso de João Paulo II sobre o Concílio. Como se qualquer pronunciamento do Papa pudesse ser tomado como manifestação infalível de um dogma.
E o senhor não leu um discurso de Paulo VI dizendo que, depois do Vaticano II a fumaça de satanás entrou no Templo de Deus.
No discurso de João Paulo II que o senhor cita, esse Papa afirma que “Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja”.
Ora, Paulo VI havia dito algo também do Vaticano II e da primavera. Só que o Papa Paulo VI disse o oposto do Papa João Paulo II sobre a primavera e o Vaticano II. Eis o que disse Paulo VI também num discurso:

Por alguma fissura, a fumaça de Satanás está no templo de Deus: a dúvida, a incerteza, o questionamento, a preocupação, a insatisfação, o afrontamento surgiram. (...) Nós pensávamos que o amanhã do Concílio seria um dia ensolarado para a Igreja. Porém, encontramos novas tempestades. Nós procuramos cavar novos abismos ao invés de aplaná-los. Que aconteceu? Nós vos confiaremos nosso pensamento: foi um poder contrário, do diabo, este ser misterioso, inimigo de todos os homens, qualquer coisa de sobrenatural, que veio apodrecer e secar os frutos do Concílio Ecumênico e impedir que a Igreja brilhe em hinos de alegria por ter descoberto sua própria consciência” (Apud Yves Chiron, op. cit. p. 320). (En passant: desde quando a Igreja perdera “a consciência”?).
 
São dois discursos de dois Papas diferentes, dizendo coisas opostas.
Seriam eles dois discursos infalíveis?
Qual desses dois discursos seria infalível?
A infalibilidade poderia dizer coisas contrárias? Claro que não.
Com qual discurso papal o fiel seria obrigado a ficar?
Qual dos dois discursos descreve a realidade pós conciliar?
Disse a verdade João Paulo II quando afirmou que:

“Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja
” ?

         Ou disse a verdade Paulo VI, ao afirmar que:
 
Nós pensávamos que o amanhã do Concílio seria um dia ensolarado para a Igreja. Porém, encontramos novas tempestades. Nós procuramos cavar novos abismos ao invés de aplaná-los”  e que “o diabo, este ser misterioso, inimigo de todos os homens, qualquer coisa de sobrenatural, que veio apodrecer e secar os frutos do Concílio Ecumênico”?
 
Prezado Professor Felipe Aquino, que Deus lhe conceda a força de alma para reconhecer que o senhor errou ao qualificar o Vaticano II como infalível, e ao acusar aqueles que criticam o Concílio de estarem separados da Igreja.
Rogo a Nossa Senhora que lhe abra os olhos, e lhe obtenha de Deus a graça de reconhecer seu erro e sua injustiça.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli


Carta do Padre Rafael Navas Ortiz sobre o comentário do Professor Felipe Aquino


Sr profesor Felipe Aquino - Canção Nova (RCC) -

De mi consideración:


     Al leer su particular versión sobre la reciente erección por Roma del Instituto del Buen Pastor, Sociedad de vida apostólica,  querida y diseñada a instancias del Papa, uno no puede menos que preguntarse cómo pudo usted llegar a desvirtuar tanto la realidad de lo encomendado por el Papa a dicho Instituto, y en particular, el mandato de criticar constructivamente el último Concilio Pastoral para facilitar su correcta recepción, la cual aún no se ha dado...

    Es evidente que dicha misión, con relación al Vaticano II, dada por el Papa al IBP, lejos de costituir una exigencia de aceptación del Concilio, como usted afirma, crea más bien una obligación de critica del mismo; crítica que por lo demás ha comenzado, y cuya pauta ha dado el mismo Benedicto XVI, particularmente expresada en el mensaje de Navidad a la Curia Romana en diciembre pasado.

    En ese Discurso, el Papa Benedicto XVI reprobó el llamado "espíritu del Concílio" que da una interpretación nitida y abiertamente modernista del Vaticano II. Ahora, el Papa solicita que se haga una crítica al texto del Vaticano II, y lo solicita al Instituto del Buen Pastor, encargándolo particularmente de esta ardua misión. Si el espíritu del Vaticano II ha sido reprobado por el Papa Benedicto XVI, y si él pide ahora que su letra sea criticada, se puede preguntar ¿qué es lo que resta del Vaticano II?

    Si los miembros del Instituto del Buen Pastor pueden, no sólo no aceptar, sino mismo tienen que criticar el texto del Vaticano II, queda evidente, una vez más, que ese Concílio pastoral no fue, de manera alguna, infalible. Usted ha de concordar, profesor Felipe, que las declaraciones infalibles de la Iglesia no pueden ser criticadas, ni pueden ser recusadas.

    Luego, una vez más, queda claro que el Vaticano II no ha sido un Concilio infalible.

    El triple mandato del Papa dado al Instituto del Buen Pastor ha sido muy bien explicitado por el Superior general del mismo, el P. Laguérie.

    Lamentablemente, usted, profesor Felipe, quizás por no tener fuentes seguras, hizo una presentación distorcionada y falsa del triple mandato pontificio de que nos hablan los documentos Vaticanos; esto se articula bien con los infundios calumniosos diseminados desde el Polo "tradicionalista" y sedevacantista anuciando un supuesto compromiso litúrgico y doctrinario que  presuntamente se manifestará tarde o temprano. Y es que en su desconcierto, ambos sectores, apelan a una pretendida mala fe tanto del Papa como de los Sacerdotres del IBP... ya que al erigirse y presentarse públicamente sobre las bases que son conocidas y  explicadas por los interlocutores (Roma y los sacerdotes) estarían fingiendo. Pero el análisis de los documentos oficiales dan un categórigo desmentido, tanto a unos como a los otros, quienes parecen tomar así su deseo por la realidad, pasando tan superficial como calumniosamente de la suposición a la mentira. Quizas sus fuentes no fueron certeras.

    Esperando, Sr. Felipe Aquino, que, en aras de la verdad, usted tenga a bien tomar conocimiento de la realidad y pueda rectificar su versión distorcionada de lo que en realidad encomendó el Papa al IBP.


Cordialmente


P. Rafael Navas Ortiz

 


 Réplica do Professor Felipe Aquino ao Padre Rafael Navas Ortiz

P. Rafael Navas Ortiz
Eu retirei a noticia do site www.aciprensa.com como está abaixo:

Ex-seguidores de Lefebvre retornam à Igreja e fundam Instituto aprovado pelo Papa
ROMA, 2006-09-11 (ACI).- Um grupo de cinco sacerdotes e seminaristas franceses, vários deles ex-membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X fundada pelo arcebispo cismático Marcel Lefebvre, restabeleceram sua plena comunhão com a Igreja Católica e erigiram o "Instituto do Bom Pastor" com a aprovação do Papa Bento XVI.<?
Os membros do Instituto, erigido em Roma em 8 de setembro último, Natal da Virgem María, como Sociedade de Vida Apostólica de direito pontifício, poderão celebrar a Missa em latim segundo o rito tridentino. Segundo seus estatutos, a seus membros lhes reconhece "o uso exclusivo da liturgia gregoriana", rito contido nos livros litúrgicos que regiam em 1962, ou seja, o pontifical, o missal, o breviário e o ritual romano.
O Arcebispo de Burdeos e Presidente da Conferência Episcopal de França, Cardeal Jean-Pierre Ricard, assinalou em um comunicado que a este Instituto pertencem os clérigos que desejam “exercer seu sacerdócio na tradição doutrinal e litúrgica da Santa Igreja Católica Romana”.
O Cardeal francês explicou que o Santo Padre “tomou a decisão de erigir este novo Instituto”. Deste modo, continua “se dá a vontade de propor uma experiência de reconciliação e de comunhão que terá que afirmar e aprofundar-se com os fatos”. Os estatutos do Instituto do Bom Pastor foram aprovados com caráter experimental por um período de cinco anos.
Do mesmo modo, o Cardeal informou que as modalidades da presença da nova Sociedade de Vida Apostólica na arquidiocese de Burdeos será regulada por um convênio a estabelecer-se entre ambas as partes.
Segundo a agência France Press, os sacerdotes em questão são Paul Aulagnier, Guillaume de Tanouarn e Philippe Laguérie, nomeado este último Superior Geral no decreto de ereção do novo instituto.
Os seminaristas, continua a agência, seriam ordenados pelo Cardeal Darío Castrillón Hoyos, Prefeito da Congregação para o Clero e Presidente da Comissão “Ecclesia Dei” criada para facilitar a volta à comunhão eclesiástica plena dos vinculados à Fraternidade fundada por Lefebvre.
 
     Segundo meu entendimento, se a noticia diz que "retornaram à Igreja" é porque aceitaram o C. Vaticano II plenamente, uma vez que foi aprovado pelo papa Paulo VI e todos os seus sucessores; sendo extremamente elogiado pelo papa João Paulo II, que o considerava a "Primavera da Igreja".
     Não sou eu que digo que o C. Vaticano II é sem erro, é o Catecismo da Igreja, aprovado por João Paulo II:

§891- “Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé e aos costumes... A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro”, sobretudo em um Concílio Ecumênico (LG 25; Conc. Vat. I, DS 3074).

     Ora, P. Rafael, se o C. Vaticano II foi legitimo e válido, então, seus ensinamentos são corretos. Discordar disso é colocar-se fora dos ensinamentos da Igreja. Não abro mão disso; seria subversão.
     Favor ver os anexos.

Prof. Felipe Aquino
Site: www.cleofas.com.br
Tel 0xx12 3152 6566



Tréplica do Padre Rafael Navas Ortiz ao Professor Felipe Aquino

     Sr Felipe Aquino:
     En su respuesta se puede entrever la causa (o parte de ella) de la distorción que usted hace de la misión encomendada por el Papa al IBP, en especial al lo referente al Concilio V II. Me permito enumerarle algunas acotaciones a su respuesta:

1º Por sus afirmaciones pareciera que la Infalibilidad pontificia usted la hace extensiva a las agencias de Prensa como ACI..., si es así: ¡ craso error!

2º Las cuatro condiciones para que una enseñanza del Magisterio sea inafalible, definidas en el Cocilio Dogmático Vaticano I, son recordadas en el Nº del Catecismo citado por usted, como si de solo citar ese texto se pudiera lógicamente concluir, sin más, que se dan todas esas condiciones en el Vaticano II, lo cual implícitamente es además una acusación a quienes lo aceptan sólo como Pastoral, empezando por el otrora Cardenal Ratzinger.

3º Son precisamente esas 4 condiciones las que no están integras en la índole dada por los papas al Concilio como consta explícitamente en el documento, por voluntad expresa de Juan XXIII, que lo convoca, en la reconvocatoria de Pablo VI, en la homilía de la clausura como en otras ocaciones posteriores en las cuales se estableció que el Concilio no enseñó infaliblemente doctrina alguna, se quizo hacer una presentación pastoral de la doctrina... lo unico que habría de infalible en sus documentos, lo sería por haberlo sido ya desde antes del Concilio y no por estar en sus documentos. Y ¿Ahora usted, Profesor Felipe, pretende contradecir la voluntad de los Papas, proclamando la infalibidad de los documentos que ellos explícitamente no quisieron hacer infalibles?

4º Independientemente de las meras opiniones, de los elogios o constataciones pontificias de advertencia, ante las espectativas de la Iglesia frustradas en los hechos, el Cardenal Ratzinger, en el ejercicio de sus funciones como Prefecto de la Congregación de la doctrina de la Fe de Juan Pablo II, fue preciso en fustigar a quienes han pretendido hacer del Concilio el "Superdogma" cuendo en realidad tiene "un rango mucho más modesto".... "pastoral" sin autoridad de infalibilidad. Vea el discurso a los Obispos de Chile en 1988.

5º Sería un delirio impensable creer que la Igesia exigiera en la conversión de cualquier hereje o cismático, una declarción que manifestara creer en la infalibilidad de un Concilio  meramente pastoral, o de cualquier otro documento y/o determinación de la misma índole.

6º Usted asumió como suya la calificación dada por la prensa de que lo realizado por los miembros del IBP fue "un retorno a la Iglesia" y quiere deducir, por arte propio, que eso sería aceptar plenamente precisamente el mismo Concilio que el Papa les encomienda criticar... Se le podría creer si usted dijera que sería aceptarlo como plenamente pastoral pues así lo aprobaron los Papas -criticable constructivamente- y no como plenamente dogmático e infalible -incriticable por lo tanto- como no lo fue querido por el Papa.

7º Pero en realidad no fue "un retorno a la Iglesia", como usted le creyó plenamente al texto de la Agencia de prensa; en efecto, el Superior General del Instituto del Buen Pastor manifestó que fue todo lo contario: "(et soit dit entre parenthèse, ce n’est pas un retour au bercail, mais du tout ! on appartient à l’Eglise par sa foi, par son baptême, et par la reconnaissance du pontife romain, ça nous l’avions déjà. C’est la manifestation de cette reconnaissance que nous étions catholiques – voila ce qui s’est passé. Je ferme la parenthèse.) "

     Es una pena que todo un profesor hubiera limitado las fuentes de sus afirmaciones, sobre un tema tan delicado como es lo mandado por el Papa al IBP, al cable de una agencia de Prensa y no hubiera retornado a las Fuentes originales.


Cordialmente


P. Rafael Navas Ortiz



Nota: logo após o início desta polêmica, o artigo do Professor Felipe Aquino foi retirado do site da Editora Cleofas 

    Para citar este texto:
"Polêmica com Prof. Felipe Aquino sobre o Instituto do Bom Pastor"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/carta_felipe_aquino/
Online, 28/03/2017 às 18:40:38h