Igreja

Bis, após o Motu Proprio
Orlando Fedeli

Publicamos antes do Motu Proprio de Bento XVI o artigo intitulado Um Decreto papal do qual repetimos, aqui, um trecho. Colocamos entre colchetes uma complementação atualizando o artigo


 
Vejam, transcrito aqui, o texto de um decreto Papal lido num Consistório:
 
"Houve no passado e haverá no futuro um único e oficial Rito Romano da Missa. Durante o futuro próximo, haverá duas variações oficialmente sancionadas daquele sagrado Rito Romano: a tradicional, que floresceu durante mais de mil anos antes de o Concílio de Trento lhe conferir uma sanção especial; e o Novus Ordo do Papa Paulo VI, o qual, num estado reformado, também está autorizado. Ambos serão ditos em latim, conforme foi decretado pelo Concílio Vaticano II, exceptuando-se as orações em vernáculo ditas pelo povo. O Novus Ordo paulino será purificado de suas partes suspeitas, as palavras validatórias da Consagração serão restauradas nele, sendo completamente expurgados os acréscimos de Lutero. A realização de uma ou outra Missa será decidida não por sufrágio popular mas por ordens diretas da Santa Sé. Todas as sanções eclesiásticas fulminadas contra os movimentos ditos tradicionalistas e seus líderes estão doravante revogadas. Ademais, a maioria delas já era nula e sem efeito desde o início."
 
Que decreto é esse?
De onde saiu isso?
É verdade?
Parece ser de hoje!
Mas não é.
Não é senão “historical fiction”.
É romance.
            Esse “Decreto” foi publicado num romance de Malachy Martin, em 1990, no livro The Keys of this Blood, (New York: Simon & Schuster, 1990, p. 693).
 
Mas esse texto de romance histórico é incrivelmente coincidente com o que se diz que está para acontecer. [E que agora já aconteceu, pelo menos em parte, enquanto se aguarda sua complementação].
E que pode realmente acontecer, pois há inúmeros e fortíssimos indícios de sua possibilidade.
Como Malachy Martin descreveu com tanta exatidão o que está acontecendo hoje?
Ele inclusive põe em cena um velho Cardeal chileno!...
Tão exata coincidência da ficção com a realidade ou é profecia, ou é a execução de um plano.
É impossível que Malachy Martin tenha profetizado, pois profeta ele nunca foi, e ele nem foi Caifás, e nem, muito menos, ele pode ser comparado à mula de Balaão.
Profecia, então, não é.
Será um plano?
Um plano não pode ser, pois que um plano, executado com tantos pormenores imprevisíveis, é absurdo e não pode ser realizado.
Então o que significa essa incrível coincidência do texto de Malachy Martin de 1990 com os – por enquanto – boatos galopantes na Internet em 2.006?
Malachy Martin foi um padre jesuíta, que viveu alguns anos no Vaticano, exercendo então o cargo de secretário do muito modernista Cardeal Bea, um antigo confessor do conservador Pio XII (Papas conservadores arranjam cada confessor herege!).
Disse Malachy Martin, nesse mesmo livro - The Keys of this Blood New York: Simon & Schuster, 1990, p. 630).– que: 

O verdadeiro conteúdo desse “Terceiro Segredo” permaneceu por um longo tempo secreto até o Pontificado de João Paulo II. Nessa época, o conteúdo dele foi revelado para um suficiente número de pessoas em base privada, e ambos, João Paulo II e Joseph Ratzinger falaram com suficiente franqueza acerca do conteúdo de tal modo que afinal o essencial da mensagem podia ser seguramente esboçado” (Malachy Martin, The Keys of this Blood,
 
Será que Malachy Martin, nesse tempo em que trabalhava na Cúria Romana, leu o texto do famoso Terceiro Segredo de Fátima?
É bem possível que sim.
E que dizia o verdadeiro texto do Terceiro Segredo?
O Vaticano só publicou, — de repente — apenas a visão desse Terceiro Segredo e não o texto que acompanhava e explicava a visão dos três pastorezinhos...
Não se sabe porquê, talvez desgostoso com o que via acontecer no Vaticano, Malachy Martin deixou a Cúria, quis ser reduzido ao estado leigo, mas com o direito de rezar Missa em casa.
Desde então escreveu ele uma série de livros, nos quais desvelava muitas coisas que aconteciam no Vaticano.
De repente, ele foi encontrado morto em Nova York.
É um perigo saber muita coisa.
Morreu por tanto saber...
Que pensar então desse decreto papal “profético” — decreto de romance — publicado em 1990, e que tanto coincide com os boatos atuais? 
O mistério é grande demais para ser entendido por quem, como eu, sabe tão pouco dos bastidores romanos, e que só aguarda, rezando, para que o Papa Bento XVI vença os lobos que uivam na noite do século XXI.
Rezemos pela alma de Malachy Martin, que sabia demais.
Por vezes é conveniente saber de menos.
E rezemos pelo Papa.
Porque há muitos lobos em Roma.
E no Brasil há guarás, que são lobos tupiniquins.
Rezemos então também pelo Brasil, que está em estado lulal mensaleiro.
Que é uma forma de estado de coma moral.
Tanto se falou em Fome Zero que o Brasil ficou em estado de COMA!
Engolindo lula.
Pois não disse Lula: “Vão ter que me engolir?”
Rezemos pelo Brasil.
Que indigestão!
 
São Paulo, 25 de Abril de 2.006
Orlando Fedeli

    Para citar este texto:
"Bis, após o Motu Proprio"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/bis_motu_proprio/
Online, 27/05/2017 às 03:14:11h