Igreja

O alvo visado é o Concílio Vaticano II
PROLITURGIA


PROLITURGIA - movimento favorável à Missa nova nascida do Concílio Vaticano II --, critica o Episcopado francês. Arcebispo de Paris afirma que a defesa da Missa de sempre é, no fundo, uma crítica radical ao Vaticano II.


 
"Não,Excelência: não foram só os "Tradicionalistas" que recusaram os livros litúrgicos regularmente promulgados"

27/10/06 - PROLITURGIA -
 
     No Instituto Católico de Liturgia de Paris, Monsenhor Vingt-Trois teria dito:
     
"A pretexto de mobilização para a defesa de uma forma litúrgica, assistiu-se realmente uma crítica radical do Concílio Vaticano II, e mesmo assistiu-se a uma pura e simples rejeição de algumas de suas declarações. A recusa dos livros litúrgicos regularmente promulgados foi seguida de injúria publica aos Papas e coroada por fatos em que se empregou a violência, como a tomada à força de uma igreja paroquial em Paris e de uma segunda tentativa abortada por parte dos mesmos autores"

     Salvo o respeito que devemos ao Senhor Arcebispo de Paris, devemos dizer que sua visão da história é algum tanto errôneaou incompleta. Lembremos que:

-- Desde o Concílio, centenas de cartas foram dirigidas aos Bispos da França e dezenas de livros foram publicados para chamar a atenção sobre o fato que a liturgia desejada pelo Concílio era traída na maioria das paróquias. Jmais houve a menos resposta...
-- em 1985, o historiador Françõis-Georges Dreyfus-- que não pode ser acusado de ser "tardicionalista" visto que ele é luterano -- publicava na editora Grasset uma obra intitulada "Bispos Contra o Papa", obra na qual ele denunciava uma larvada campanha anti- romana feita por uma parte do episcopado francês;
-- que em Maio de 2000, Monsenhor Lagoutte, então Secretário da Conferência dos Bispos, reconhecia que era difícil encontrar, na França, a liturgia celebarda conforme os livros litúrgicos em vigor (afirmação confirmada pelo antigo Núncio Apostólico, Monsenhor Felici);
-- que o uso do latim e do canto gregoriano, assim como o uso do atual missal romano, haviam sido proibidos pelos Superiores dos Seminários e pelos Curas de par[oquias sem que nenhum Bispo interviesse para deter tais abusos de poder( o antigo Bispo de Estrasburgo, Mons. Doré, reconhecia até que em matéria de liturgias paroquiais, as escolhas, as escolhas concernindo os modos de celebarra eram da competência das equipes litúrgicas locais).
-- que basta abrir os cartazes de sacristia ou  pesquisar nas tribunas de órgão para descobrir as toneladas de folhas policopiadas que foram usadas ou que são ainda usadas no lugar do missal romano atual...
 
     Então, de onde vem a "recusa dos livros litúrgicos regularmente promulgados"?
     Dos "tradicionalistas", sim, incontestavelmente. Mas também vem daqueles que, durante anos, dizendo-se fundamentar no Vaticano II-- ou antes, em seu "espírito" -- e que hoje arregalam os olhos espantados quando se os faz descobrir que as liturgias com as quais eles entupiram os fiéis não são conformes com a liturgia definida depois do Concílio.
     Enfim, "cereja no topo do bolo": tendo estado na Missa em uma igreja colegial de uma importante cidade, eu constatei que lá, como em outros lugares, a liturgia era recheada de elementos saídos da cabeça do celebrante, mas que não estavam no missal. Escrevi então ao Cura-decano da apróquia que muito amavelmente me respondeu que "seguir fielmente a liturgia da igreja provinha do mais puro farisaísmo".
http://perso.orange.fr/proliturgia/Informations.htm

    Para citar este texto:
"O alvo visado é o Concílio Vaticano II"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/alvo_vii/
Online, 21/10/2017 às 17:41:21h