Crônicas

Situação na Diocese de Ciudad del Este e a visita canônica: entrevista com Padre Jorge Miguel Martinez
[caption id="attachment_32090" align="aligncenter" width="320"]http://diocesiscde.info/index.php?option=com_content&view=article&id=2153:mons-rogelio-acompano-a-los-jovenes-en-la-apertura-del-cjc&catid=25:noticias-de-la-diocesis&Itemid=81 Dom Rogelio Livieres e Padre Jorge Miguel na abertura do Congresso de Jovens Católicos de Ciudad del Este[/caption]   Após palestra no Congresso Montfort, Padre fala do sucesso apostólico de Dom Rogelio Livieres e visibilidade da Igreja.   Após sua participação no Congresso Montfort, como palestrante, o Padre Jorge Miguel Martinez, Fundador da Comunidade Missionária de Jesus,  professor do Seminário Mayor San José de Ciudad del Este e responsável pela Pastoral da Juventude da Diocese, concedeu ao site Montfort uma entrevista, em que discorreu sobre a ação apostólica do Dom Rogelio Livieres, Bispo de Ciudad del Este, e comentou ainda sobre a visita canônica que ocorreu naquela diocese. Site Montfort: Padre Jorge Miguel, o senhor pode contar um pouco de sua história, como decidiu entrar no seminário, como foi a vida no seminário, como o senhor se tornou padre e depois como foi constituindo sua comunidade e seu grupo em Ciudad del Este? Padre Jorge Miguel: Eu não posso falar de minha vocação sem falar da minha comunidade, porque foi por causa da minha comunidade, que é uma comunidade de leigos, que eu fui para o seminário. Vendo a necessidade dos sacramentos na vida litúrgica e da atenção pastoral, que era muito escassa e muito difícil na nossa cidade, pensando nisto, eu me decidi pelo sacerdócio. Não que nunca tivesse pensado no sacerdócio.  Tinha pensado, mas não dava o passo decisivo. Então, na medida em que fui me convencendo sobre a necessidade do sacerdócio e dos sacramentos na vida cristã é que me decidi a entrar no seminário. Dom Rogelio, o atual Bispo da diocese, meu pai espiritual, não só Bispo no sentido administrativo, mas como um pai para mim, já era bispo nesta ocasião. Em outubro ele completará dez anos como bispo da diocese. Quando eu me encontrei com ele, em meados de 2005, eu falei sobre a nossa comunidade, que era de leigos, a Comunidade Missionária de Jesus. Ele me aconselhou a entrar para o seminário. Isto reforçou o chamado sobrenatural, porque eu via isto como uma constância na minha vida. O Bispo abriu o seminário em 2006 e eu entrei na primeira turma. Éramos trinta e seis seminaristas. E, desde essa época, entram no seminário por volta de vinte e seis ou vinte e sete candidatos todos os anos. Site Montfort: É um número significativo de novos seminaristas. Em todo o Paraguai há um número tão elevado de vocações? Padre Jorge Miguel: Realmente é muito alto, mas isto é só na diocese de Ciudad del Este. Para o resto do Paraguai há um só seminário, o Seminário Nacional. Como geralmente as dioceses são pobres e têm dificuldades de recursos, não costumam enviar muitas vocações. Além disto, há outros motivos.  Exemplo desta situação é a própria diocese de Ciudad del Este. Antes da chegada de Dom Rogelio, no máximo a diocese levava para o seminário cinco ou sete seminaristas por ano, dos quais, com sorte, apenas um ou dois se tornavam padres. Site Montfort: A que o senhor atribui este crescimento de vocações na diocese? Padre Jorge Miguel: Muito fácil. O crescimento das vocações é pela visibilidade da Igreja. Na diocese, creio que em todo o Paraguai, mas de forma especial na diocese, há aproximadamente uns vinte anos, começou um crescimento na vida espiritual dos fiéis e um desejo de servir a Deus cada vez maior. Este desejo foi sempre aumentando, nunca houve um arrefecimento. Quando Dom Rogelio chegou à diocese e viu a explosão de todos os movimentos laicais de vida espiritual nos leigos, mas sem atenção sacerdotal, ele se decidiu por abrir o seminário. E o que fez com que houvesse muitas vocações? Esta vida espiritual se desenvolvia, ainda que sem padres, mas com intenção de servir a Deus da melhor forma possível, fez com que os jovens começassem a ver que a melhor forma possível de servir a Deus é o sacerdócio.  Então, fazendo discernimento, se era realmente o estado de vida que Deus queria para cada um, você encontra um grande número de vocações por todo o lugar. Além disto, a visibilidade da Igreja, ou seja, o uso da batina, da roupa clerical pelo menos, da liturgia e da disciplina eclesiástica, foi sendo melhorada substancialmente com Dom Rogelio. Isto fez com que se aproximassem do seminário jovens muito bons, inclusive universitários, pessoas que tinham terminado a faculdade, ou jovens muito jovens.  Faz dois anos Dom Rogelio abriu um seminário menor.  Não contente com um seminário e um instituto de vida sacerdotal, além do mais agora um seminário menor. Site Montfort: Quantos são os seminaristas? Padre Jorge Miguel: Aproximadamente são quarenta no seminário menor, cento e trinta no seminário maior São José, e sessenta no Instituto Santo Irineu. São ao total, portanto, aproximadamente duzentos e trinta seminaristas. Site Montfort: Qual a diferença do Instituto para o Seminário? Padre Jorge Miguel: O Seminário tem o ciclo normal de filosofia e teologia. O Instituto Santo Irineu tem em vista o estudo completo, mas no momento tem somente a parte propedêutica do Trivium e do Quadrivium. O Instituto Santo Irineu tem a formação clássica, ou seja, o Trivium e o Quadrivium e a leitura de grandes textos; ou seja, não usam manuais, é um sistema diferente, clássico propriamente, não novo, mas inovador, enquanto consideramos que a educação está deteriorada em todo o mundo e no Paraguai também. No mundo em geral. O que faz o Instituto Santo Irineu é desenvolver um método para que seja utilizado nas escolas católicas da diocese, no seminário maior, no seminário menor, e em todos os institutos de formação sacerdotal que poderão existir na diocese. Site Montfort: O senhor comentou que já havia um fervor religioso quando da chegada de Dom Rogelio na Diocese. Diante desta situação, qual o papel dele, houve uma ação ativa? Padre Jorge Miguel: Totalmente ativo! Quando a Igreja funciona somente com leigos, não funciona, porque é uma Igreja deformada.  A Igreja está constituída sobre Cristo e sobre os apóstolos, e sem os sacramentos não há Igreja. Então os leigos – eu sou desta época anterior a Dom Rogelio – fazíamos o que podíamos. Pregávamos recolhimentos (todos estes movimentos tinham características carismáticas), fazíamos encontros, palestras etc. Só que isto, ainda que fizesse crescer o número de fiéis para a Igreja, com pouca formação e com pouca atenção sacramental não passava no máximo de ser uma coisa boa, agradável, mas não tinha garantias a longo prazo. Todo mundo fazia o que podia e Deus deve ter ajudado porque não tinha outra possibilidade. A situação mudou com Dom Rogelio porque, com ele, em dez anos, ele ordenou 60 padres. Quando ele chegou havia na diocese 14 ou 15 padres, realmente é uma grande diferença. Site Montfort: Dom Rogelio tem na diocese também um trabalho caritativo? Padre Jorge Miguel: Dom Rogelio diz que são os padres que tornam possível que a Igreja possa chegar a todos. Assim, não se trata de que ele pessoalmente faça isto, mas ele cuida de formar os agentes principais da ação da Igreja. Ainda que muitos pensem que o seminário forme apenas na doutrina e não tenha nada social, isto não é verdade porque, com os novos padres, pode-se ter uma pastoral penitenciária permanente com dois e até quatro padres. Existe a capelania dos hospitais, tem a pastoral social que funciona muito bem. Ainda agora, com as grandes enchentes que houve na diocese, a pastoral social trabalhou muito neste sentido.  Mas não só no sentido material, porque os padres foram até os necessitados e confortavam e consolavam os pobres que tinha ficado sem casas, e, além de ajudar, procuravam fazer catequese e levar os sacramentos para as pessoas, porque, conforme Dom Rogelio afirma, essa é a função principal da Igreja. O resto ela faz em função dos sacramentos, porque a função de salvação das almas não é somente dar casas para as pessoas – porque isto todo mundo pode fazer –, mas salvar as almas, o que somente a Igreja pode fazer. Site Montfort: O senhor falou sobre a preocupação de Dom Rogelio com a doutrina católica. Este também é um ponto de atenção importante para ele no seminário? Padre Jorge Miguel: O Papa Bento XVI disse para os bispos do Paraguai várias vezes, e disse também pessoalmente para Dom Rogelio, que tinham que conseguir que as pessoas conhecessem bem o compêndio do catecismo. Então, o que Dom Rogelio fez foi insistir no catecismo. Insistir na doutrina. Sempre disse aos padres que não se distanciem da doutrina da Igreja. Que sempre ensinem o que a Igreja sempre ensinou, ou seja, aquilo que a doutrina e a Tradição sempre ensinaram. Que não se separem disto, que não inventem nada de novo; que nós temos que ensinar o mesmo que sempre ensinaram todos os santos e padres da Igreja e os grandes doutores da Igreja, e ensinar isto e somente isto. Que os padres não fiquem “viajando” nas homilias, ensinando qualquer coisa, mas sim a doutrina da Igreja e o catecismo, e, se isto é bem ensinado, então nós vamos conseguir muitas coisas. E de fato isto é assim, porque os fiéis costumam falar da diferença nas homilias de muitos padres desde a chegada de Dom Rogelio, e como eles, os fiéis, têm apreendido muito mais a respeito da realidade do pecado, a respeito dos sacramentos, da liturgia, a respeito da vida moral dos fiéis da Igreja, e tudo isto por insistência de Dom Rogelio, porque ele sempre insiste que o que deve ser ensinado é a doutrina da Igreja, a doutrina da salvação. Site Montfort: Dom Rogelio, pensando e agindo da forma como o senhor relata, deve gerar muita incompreensão. Ele deve sofrer muitos ataques, especialmente da imprensa, dos meios que se autodenominam progressistas na sociedade, e mesmo na Igreja, com a Teologia da Libertação, que hoje procura se tornar novamente presente. Isto tem ocorrido? Padre Jorge Miguel: Os grandes opositores de Dom Rogelio sempre foram muito afeitos – senão visivelmente promotores, pelo menos afeitos e no fundo do coração simpáticos - à Teologia da Libertação, ou pelo menos a alguns de seus princípios: o reino de Deus na Terra, uma Igreja somente deste mundo. São pessoas que não veem e nem olham para a vida eterna. Então, estes princípios, estes postulados da Teologia da Libertação sempre se opuseram ao trabalho de Dom Rogelio. Ele teve oposição no clero da sua própria diocese, em alguns religiosos, e também em alguns bispos. E na imprensa não houve tanto ataque, senão somente quando, por solicitação destes opositores, começou a imprensa a atacar Dom Rogelio por má interpretação sobre alguns fatos. Você sabe, não importa quanto você explique. Quando a imprensa afirma algo é o que ela vai repetir até o final. Foi assim com o caso da abertura do seminário, ou seja, qualquer pessoa sensata, com um mínimo de conhecimento da Igreja, sabe que qualquer bispo tem direito de ter seu seminário, e a imprensa tem reafirmado que Dom Rogelio não tem licença da Conferência Episcopal para abrir um seminário. Como se as Conferências Episcopais tivessem autoridade sobre o Bispo... Site Montfort: Como se o processo de abertura do seminário implicasse em uma solicitação e uma autorização por parte da Conferência Episcopal... Padre Jorge Miguel: O direito canônico já prevê esta licença independentemente da vontade da Conferência Episcopal. Site Montfort: E todo este movimento contrário a Dom Rogelio não teve alguma influência nesta visita canônica que está sendo realizada na diocese? Padre Jorge Miguel: Há um bom resumo da situação da visita canônica, e das suas inúmeras causas e das coisas que a rodearam antes e durante a visita, que vocês podem encontrar no site da diocese: www.diocesiscde.info. E na entrada do site há o resumo explicativo da situação; o link é: http://diocesiscde.info/index.php?option=com_content&view=article&id=3861:resumen-explicativo-de-la-situacion&catid=34:apoyo-a-nuestro-obispo&Itemid=86. A questão é todo esse movimento contrário ao Bispo, e não somente a insistência do Bispo na doutrina católica:  a insistência do Bispo para que o clero cuidasse da liturgia, cuidasse da doutrina, obedecesse ao Papa; que amasse a Igreja não como uma instituição, mas principalmente como esposa de Cristo  – não que ela não seja uma instituição; que os padres tenham a consciência de buscar não o reino deste mundo, mas sim o Reino de Deus. Com base nisto todas as incompreensões, como, por exemplo, a abertura do seminário, a insistência do Bispo em combater a Teologia da Libertação na Igreja do Paraguai, e também o número de vocações. Questionou-se muito a legitimidade das vocações, no seminário, muitíssimo, como se não fizéssemos nós o melhor esforço para verificar que estas vocações sejam realmente corretas e que estes meninos encontrem verdadeiramente seu local na Igreja, e se Deus realmente os chamava para o sacerdócio que eles chegassem à ordenação... Site Montfort: Quando o senhor fala em legitimidade, a acusação consiste em que não haveria uma boa preparação para o sacerdócio? Padre Jorge Miguel: Que não seriam vocações legítimas, seriam meninos que estivam meramente interessados na vida boa do padre, pensando alguns que nós prometeríamos casa, carro, e salário para os padres, e por isto seria que os meninos se aproximavam do seminário. Claro, não podia ocorrer que nós tivéssemos duzentos seminaristas na diocese, enquanto que muitos seminários estão vazios, ou fecharam, ou outras coisas...   Site Montfort: Aqui no Brasil, de forma geral, os seminários com quinze ou vinte membros são considerados como tendo um grande número de vocações.  Nós acabamos de ser informados de que um seminarista brasileiro, de um instituto Ecclesia Dei, se transferiu para um seminário na França, que também é unificado. Ele receberá por mês 360 euros, além de passagens e cartão de crédito. Mesmo assim, ele será o único seminarista recebido neste ano por essa grande diocese da França. As vocações são um problema mundial – o próprio Papa fez este alerta –, elas diminuem cada vez mais e não há sinal de reversão deste quadro.  O clero cada vez mais tem uma média de idade avançada e os jovens têm pouco ou nenhum interesse pelo seminário.   Padre Jorge Miguel: Isto porque não há vida espiritual nos fiéis. Se os fiéis rezam e se encontram com Deus então é claro que haverá vocações. Onde não há vocações? Nas sociedades secularizadas. Se você tem uma sociedade católica, claro que haverá muitas vocações. Ou seja, uma sociedade de pessoas que rezam, que comungam, que se confessam, que vão à missa, que vão a retiros. Em Ciudad del Este há cinco mil pessoas que vão a retiros todo o final de semana. Então, se há um padre na rua e alguém para este padre pedindo para se confessar, em cinco minutos tem uma fila na rua de pessoas querendo se confessar, de pessoas pedindo a benção, conselhos espirituais, conselhos de vida. Um padre não pode ir “tranquilo” para o centro da cidade porque você sabe que alguém vai pará-lo na rua para pedir alguma forma de assistência espiritual. No Paraguai inteiro há muito respeito pelo sacerdote, mas se este sacerdócio ainda é vivido como presença de Cristo no meio de seus filhos, este respeito é muito maior. É isto que acontece em Ciudad del Este. Site Montfort: Como é que o clero, e principalmente o povo em geral, viu esta visita canônica? Aqui em São Paulo o povo em geral não acompanhou este assunto, mas aqueles que souberam da visita canônica tiveram certa perplexidade, porque existem muitas dioceses no Brasil cujos problemas financeiros e de escândalos morais são públicos, e jamais se falou em uma intervenção.  Creio que poucas pessoas no Brasil saibam o que é uma “visita canônica”. Por essa razão, causou espanto entre nós esta visita à Diocese de Ciudad del Este. Padre Jorge Miguel: Diz o ditado: de Roma vem o que a Roma vai. Eu acho que nem podemos imaginar a quantidade de informações caluniosas que chegaram até lá. Isto está em nosso site. Isto diz Dom Rogelio sempre, e eu acredito perfeitamente nisto. Além do mais temos provas claríssimas de que chegaram a Roma informações caluniosas, erradas, totalmente distorcidas sobre a diocese. Ou seja, porque nós temos muitas vocações, então elas vieram até nós sendo enganadas? Qual a prova de que estaríamos enganando? É porque existem desistências... Isto não prova nada. Em nenhum seminário entram vinte seminaristas e saem vinte padres, e, é claro, nem no nosso. Como nós temos muitos retiros, nós estamos obtendo muitas vocações com isto, e até sobre os retiros havia uma acusação. O caso do Padre Carlos: porque ele foi acusado injustamente de abuso sexual, tem de ser verdade? A acusação já é uma verdade? Não pode ser! Em nenhum caso, ninguém pode ser considerado inocente? O acusado tem que ser sempre culpado? Não pode ser isto! Não pode ser que qualquer um que seja o acusado ele tenha que ser, em princípio, culpado. Porque foram vendidas propriedades isto significa que alguém teve um lucro pessoal? Isto também não. Porque você usa batina você tem de ser uma espécie de bicho papão conservador que vai devorar crianças?  Não! Não é isto! Porque você tem muita gente necessariamente você tem muito dinheiro? Também não é isto. Tem muita riqueza espiritual sim, mas não muito dinheiro, como todo mundo pensa. Estas informações distorcidas que chegaram até Roma. Por que esta visita? Pelas informações que chegaram até lá. Então foi boa a visita neste sentido. É a única forma de que cheguem até Roma informações diretas da Diocese. Porque nós também sempre enviamos informações, mas de repente a balança começa a ficar desequilibrada. Site Montfort: Aqueles que conhecem e querem apoiar este trabalho de Dom Rogelio, demonstrar o apoio, que estão concordes com a sua atividade pastoral, o que estas pessoas podem fazer? Padre Jorge Miguel: Divulgar. O que eles têm de fazer é divulgar o que Dom Rogelio fez e faz e vai continuar fazendo na medida de suas possibilidades. Obviamente que ele sempre será um filho da Igreja. Ele vai sempre obedecer porque este sempre foi seu desejo. Obedecer à Igreja, fazer o que a Igreja quer. Fazer o que a Igreja sempre fez e fazer o que a Igreja quer;  não fazer a vontade particular de alguns, mas fazer o que a Igreja quer,  como Esposa de Cristo. Ou seja, fazer o que Cristo quer. Então, o melhor que se pode fazer aqui é divulgar todo o trabalho de Dom Rogelio, que está completamente documentado no site da Diocese, para que o mundo saiba realmente o que está acontecendo. Isto é o melhor que se pode fazer, porque então não haverá risco algum de que qualquer um queira fazer chegar informação equívoca quando todos os dados clarissimamente expostos estão colocados no site. Site Montfort: Para concluir, já agradecendo toda a atenção que o senhor nos dispensou nesta entrevista ao nosso site:  o senhor esteve aqui em São Paulo e conheceu a nossa cidade, que conselho o senhor nos daria? Padre Jorge Miguel: É difícil dar um conselho para todas as pessoas de São Paulo. Assim vou imaginar um cristão na minha frente. Eu direi para ele: não tenha medo de fazer a Igreja visível, com toda a sua riqueza, porque o que é visível da Igreja, diga-se batina, diga-se liturgia, diga-se esse testemunho dos fiéis, tudo que seja necessário para a presença da Igreja no meio deste mundo para lembrar a todos. Porque esta presença significa lembrar a todos que Cristo, o Filho de Deus, se fez Homem por nós para levar-nos para o Céu, e que esta é a tradição que nós recebemos. A respeito disto é que São Paulo vai dizer: “Tradidi quod et accepi”. Eu transmito aquilo que recebi. O Filho de Deus se fez Homem para nos salvar e esta salvação se faz por esta Igreja. É esta Igreja que terá de levar a salvação para todos os homens. Então disto nós não temos que ter medo algum, porque nossa religião foi revelada por Deus e foi colocada como único caminho para chegar a Deus.  

    Para citar este texto:
"Situação na Diocese de Ciudad del Este e a visita canônica: entrevista com Padre Jorge Miguel Martinez"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/cronicas/situacao-na-diocese-de-ciudad-del-este-e-a-visita-canonica-entrevista-com-padre-jorge-miguel-martinez/
Online, 29/03/2017 às 10:09:48h