Ciência e Fé

Darwin aposentado por invalidez
Fábio Vanini
            A obra “Origem das Espécies” estará, dentro de alguns anos, comemorando seus 150 anos de publicação. A máxima evolucionista de que “tudo muda” completara um século e meio de idade e os seus adeptos insistem em assumi-la como a regra fixa e imutável que impera na natureza. Contraditoriamente, a única coisa que não muda é a máxima.
            Parece que Darwin não quer se aposentar por idade avançada e colocar as barbas de molho. No entanto, a pressão seletiva tarda, mas não falha. Darwin entrou com um pedido de aposentaria por invalidez. Depois de tanto tempo contribuindo como servidor público, comprometido em alimentar o ensino de Ciências nas escolas com suas fábulas, percebeu ele que suas pernas não o suportam mais e já é hora de entregar-se aos braços da Previdência Ssocial.
            O compromisso do darwinismo com o materialismo já é, há muito tempo, conhecido. Richard Lewontin já o afirmara: 

Nós ficamos do lado da ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não que os métodos e instituições da ciência de algum modo compelem-nos a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrario, somos forçados por nossa prévia adesão ao conceito materialista do universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os não iniciados. Além disso, para nós o materialismo é absoluto; não podemos permitir que o 'Pé Divino' entre por nossa porta." (New York Reviews of Books, maio de 1987 - negritos nossos).

            Há, nessa impressionante confissão de Lewontin, um compromisso não somente com o materialismo, mas com a contradição.
            Porém, as pernas da mentira, como as pernas cansadas de Darwin, são curtas.
            Num recente Congresso realizado nas Ilhas Galápagos, o World Summit on Evolution, Dr. William Provine, professor de história e filosofia da ciência na Universidade de Cornell, confessara: 

Nós precisamos de outra teoria da evolução” (apud “Construindo sobre ruínas antigas e areias movediças”, Enézio E. de Almeida Filho, http://pos-darwinista.blogspot.com/). 

            E resolveu abrir o jogo diante de vultos como Daniel Dennett, Niles Eldredge, Douglas Futuyma, Peter and Rosemary Grant, Lynn Margulis, entre outros.
            Procura-se uma muleta para o velho naturalista inglês …
            E o Dr. Jeffrey Schwartz ofereceu a sua, a qual chamou de Teoria da Origem Súbita. O professor da Universidade de Pittsburgh propõe a Origem Súbita, ressuscitando o velho neutralismo de Kimura e Gould, uma vez que alguns pontos do neodarwinismo não se sustentam pelos fatos. Entre eles, o próprio Dr. Schwartz assume, por exemplo, que “[os fósseis intermediários] não foram encontrados porque eles não existem”, ou “Por que as células não mudam sutil e constantemente em pequenas maneiras ao longo do tempo como Darwin sugere? Os biólogos celulares sabem a resposta: As células não gostam de mudar e não mudam tão facilmente”. Sobre biomoléculas: “As células nos seus estados comuns têm conjuntos de moléculas – vários tipos de proteínas – cujas tarefas são eliminar erros que possam ser introduzidos e desestabilizem o funcionamento de suas células. Por exemplo, algumas proteínas trabalham para manter a membrana da célula intacta. Outras proteínas funcionam como acompanhantes (chaperones), trazendo as moléculas para as suas próprias localidades na célula, e assim por diante. Em resumo, com aquele tipo de proteção de mudança, é muito difícil para as mutações, de quaisquer tipos, firmarem-se”. Quanto às mutações, elas “podem ser significantes e benéficas (como os dentes ou membros) ou, mais provavelmente, matarem o organismo”. As declarações do professor Schwartz foram extraidas do artigo “Construindo sobre ruínas antigas e areias movediças” (Enézio E.de Almeida Filho, http://pos-darwinista.blogspot.com/).
            Somando-se a esses fracassos as derrotas obtidas nas tentativas de se provar a origem espontânea da vida, ponto crucial para o evolucionismo, aproxima-se a hora de Darwin “bater as botas”.
            O professor de química da Universidade da Califórnia, David Deaner, chefiou uma equipe que realizou experimentos em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. A intenção era verificar a produçao espontânea de moléculas fundamentais para o surgimento da vida em um ambiente que pudesse reproduzir as condições ambientais existentes há bilhões de anos. "Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em organismos pioneiros", disse ele (www.terra.com.br, 13 de fevereiro de 2006). “…os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química", declarou Dr. Deaner. E com isso, tirou-se mais um legume do minestrone caótico - que já andava meio sem sal - que teria gerado a vida.
            Esse experimento é apenas mais um dos que fazem da teoria da origem espontânea uma “ficção conveniente”, como designou Sherwood Chang, durante o workshop “Evolução: Um Ponto de Vista Molecular”, apoiado pela NASA (“Evolution: Lost worlds”, Laura F. Landweber and Laura A. Katz, in “Trends in Ecology & Evolution”, Volume 13, 3 , Março de 1998).
            Também já em 1998, Leslie Orgel reafirmara o mesmo fracasso: “Na minha opinião, não existe base conhecida em química para a crença de que longas seqüências de reações possam se organizar espontaneamente – e toda razão para acreditar que elas não podem. O problema de alcançar a especificidade suficiente, seja em solução aquosa ou na superfície de um mineral é tão grave, que a chance de se fechar um ciclo de reações tão complexa quanto o ciclo reverso do ácido cítrico, por exemplo, é insignificante” ("The origin of life ¬ a review of facts and speculations", Orgel, L., Trends in Biochemical Sciences 23: 491–495, Dezembro de 1998).
            Como se vê, o Evolucionismo de Darwin - e com ele o neodarwinismo, o neutralismo e outras “descendências com modificação” - entrou na fila da Previdência Social e espera o seu salário mínimo.
            O que mais intriga é que, diante de todas essas confissões de fracassos e ausência de fatos que corroborariam a fabula cantada pelo naturalista inglês, alguns padres insistem em dizer o Darwinismo e a fé se harmonizam.
            Recentemente, a revista “Civiltà Cattolica”, da Companhia de Jesus, declarou:

 “
Não há contraposiçao entre Darwin e fé" (“Non c'è contrapposizione Darwin-fede”, pe. Emmanuel Carreira Perez, Civiltà Cattolica, fevereiro de 2006).

            Já em novembro de 2005, a mesma revista Jesuíta, pelas mãos do Pe. de Rosa, referindo-se ao debate entre fé e darwinismo, publicara:

é gravemente errôneo e sinal de ausência de conhecimento da natureza (religioso e não científico) da Bíblia ver uma contradição ou, pior, uma oposição entre isto que afirma a Bíblia sobre a origem do homem e o que diz a teoria da evolução ajustada a um sentido espiritualista
" (Pe. Giuseppe de Rosa, caderno 3730, 19 de novembro 2005, p. 319 apud http://www.italialaica.it/cgi-bin/news/view.pl?id=005370 - tradução nossa). 

            Ou seja, o jesuita prefere assumir a crença no darwinismo, ainda que os proprios cientistas confessem seus fracassos. Alias, somem-se a esses fracassos, as fraudes do também jesuita Teilhard de Chardin, já na primeira metade do sec. XX.
            Em consonância ao padre jesuíta De Rosa, declarou o padre Rafael Pascual: 

a Bíblia não tem uma finalidade científica, mas sim religiosa, pelo que não seria correto tirar conseqüências que possam implicar a ciência, nem a respeito da doutrina da origem do universo, nem enquanto a origem biológica do homem.” (Padre Rafael Pascual, L.C., entrevistado pela agencia Zenit, 7 de dezembro de 2005).

            Para eles, fica o peso da Pascendi, de São Pio X: 

“Assim também nas Sagradas Escrituras, afirmam-no, ocorrem muitos erros em matéria científica e histórica. Mas aqueles livros, acrescentam, não tratam de ciência ou história, e sim de religião e de moral.” (São Pio X, Pascendi, 1907, descrevendo - e condenando - o modernista apologeta).

            Assim, durou quase 150 anos a fábula de Darwin. O Beagle faz água. É mais um Buda que se despedaça. “
Nós precisamos de outra teoria da evolução”, insistem os evolucionistas deseperados. Diz um velho ditado popular, muito comum entre os caipiras: “Cavalo que cai duas vezes no mesmo buraco não é cavalo…
 
No Coração de Maria Santíssima,
Fábio Vanini

    Para citar este texto:
"Darwin aposentado por invalidez"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/ciencia/darwin_aposentado/
Online, 23/06/2017 às 12:22:16h