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Ser católico e pró-aborto é fazer um "pacto com o diabo", diz Arcebispo
DENVER, 21 set 04 (ACI) – em uma coluna publicada no semanário da Arquidiocese, o Arcebispo de Denver. Chrales Chaput, fustigou duramente os políticos que se declaram católicos e aprovam doutrinas contrárias [aos ensinamentos católicos], como ao aborto; assinalou que tal atitude é “fazer um pacto com o diabo”.

Em sua coluna o Arcebispo de Denver lembra que faz quarenta e quatro anos este mês (12 de setembro de 1960) que John F. Kennedy pronunciou sua histórica – e fatídica – mensagem à Associação de Ministros Evangélicos de Houston, onde, na prática “separou sua identidade católica de seu serviço público”.

“Ao comprometer-se a por o “interesse nacional”acima das “pressões e ditames religiosos” Kennedy criou um molde para toda uma geração de candidatos católicos: seja norte-americanos em primeiro lugar, católico depois”, continua a Arcebispo.

Esse foi um cálculo fácil para Kennedy – assinala a coluna – que, de qualquer modo, vivia sua fé de uma maneira muito relaxada. E isso era certamente o que o público norte-americano, com seu histórico preconceito anti-católico, queria ouvir.

Contudo, segundo nota Monsenhor Chaput, “a partir de 1973, devido à legalização do aborto, os católicos eleitos enfrentavam uma opção. Podiam ou trabalhar para mudar as leis permissivas ou, pelo menos, mitigar as leis permissivas do aborto, ao mesmo tempo em que tratavam de re-preencher as cortes com juízes pró-vida. Ou podiam abandonar o não-nascido e procurar maneiras de justificar moralmente sua decisão”.

O Arcebispo assinala também em sua mensagem que faz vinte anos que, no dia 13 de setembro de 1984, o então governador de Nova Iorque, Mario Cuomo, pronunciou uma conferência na Universidade de Notre Dame que pretendia dar força intelectual à concessão realizado por Kennedy.

Como, conforme explica o Arcebispo de Denver, argumentou que “podia opor-se privadamente ao aborto, mas segundo seu ponto de vista, não tinha o direito de “impor” sua fé aos outros.”

No final – explica Mons. Chaput -, Cuomo argumentou que “a aprovação ou a recusa às restrições legais ao aborto não se deveriam converter em medida exclusiva da lealdade católica”.

Para o Prelado de Denver, “com essas palavras, determinou as instruções para todos os católicos “pelo direito de escolher” que tenha desempenhado uma função pública desde então.

“Em síntese”, para essa doutrina, “é correto ser católico e, no âmbito público, sempre se estar disposto a eliminar tudo o que seja inconvenientemente católico.”

Mas, segundo o Arcebispo, “isso não é uma concessão. Isso é um pacto com o diabo, e tem um custo tão astronômico que nenhuma nação, nenhum servidor público e nenhum eleitor pode permitir-se”.


Ser católico y pro-aborto es hacer un "pacto con el diablo", dice Arzobispo norteamericano

DENVER, 21 Sep. 04 (ACI).-En una columna publicada en el semanario de la Arquidiócesis, el Arzobispo de Denver, Charles Chaput, fustigó duramente a los políticos que se declaran católicos y apoyan doctrinas contrarias como el aborto; y señaló que tal postura es "hacer un pacto con el diablo".

En su columna, el Arzobispo de Denver recuerda que hace cuarenta y cuatro años este mes (12 de Septiembre de 1960), John F. Kennedy pronunció su histórico -y fatídico- mensaje a la Asociación de Ministros Evangélicos de Houston, donde en la práctica, "separó su identidad católica de su servicio público".

"Al comprometerse a poner él, el 'interés nacional' por encima de 'las presiones o dictados religiosos' Kennedy creó un molde para toda una generación de candidatos católicos: sé norteamericano primero, católico después", agrega el Arzobispo.

"Éste fue un cálculo fácil para Kennedy -señala la columna -, quien de todas maneras vivía su fe de manera bastante laxa. Y esto era ciertamente lo que el público norteamericano, con su histórico prejuicio anti-católico quería escuchar".

Sin embargo, según señala Mons. Chaput, "a partir de 1973, a raíz de la legalización del aborto, los funcionarios católicos elegidos enfrentaban una opción. Podían trabajar ya sea para cambiar o por lo menos mitigar las leyes permisivas del aborto al mismo tiempo que trataban de repoblar las cortes con jueces pro-vida. O podían abandonar al no-nacido y buscar maneras de justificar moralmente su decisión".

El Arzobispo señala también en su mensaje que hace veinte años el 13 de Septiembre de 1984, el entonces gobernador de Nueva York Mario Cuomo pronunció una conferencia en la Universidad de Notre Dame que pretendía darle fuerza intelectual a la concesión realizada por Kennedy.

Cuomo, según explica el Arzobispo de Denver, argumentó que "él podía oponerse privadamente al aborto, pero, según su punto de vista, no tenía el derecho de 'imponer' su fe a otros".

"Al final -explica Mons. Chaput-, Cuomo argumentó que 'la aprobación o el rechazo a las restricciones legales al aborto no se deberían convertir en la vara de medición exclusiva de la lealtad católica".

Para el Prelado de Denver, "con esas palabras, escribió la coartada para cualquier católico 'pro-elección' que ha desempeñado una función pública desde entonces".

"En síntesis", para esa doctrina, "está bien ser católico en el ámbito público siempre que se esté dispuesto a eliminar todo lo que sea inconvenientemente 'católico'".

Pero según el Arzobispo, "Esa no es una concesión. Ese es un pacto con el diablo, y tiene un costo tan astronómico que ninguna nación, ningún servidor público y ningún votante puede permitirse".


    Para citar este texto:
"Ser católico e pró-aborto é fazer um "pacto com o diabo", diz Arcebispo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/mundo/catolico_pro_aborto/
Online, 28/06/2017 às 10:56:46h