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Japão registrou menos bebês e mais suicídios em 2007
Chisa Fujioka


Qua, 04 Jun, 12h37

TÓQUIO (Reuters) - Um número menor de bebês nasceu e um número maior de pessoas se suicidou no Japão em 2007, mostrou um relatório do governo divulgado na quarta-feira.
 
Os dados aparecem no momento em que o país enfrenta uma taxa de natalidade bastante baixa.

O número de bebês nascidos em 2007 caiu em 2.929 em comparação com o ano anterior, para 1.089.745, afirmou o Ministério da Saúde.

Segundo o ministério, isto confirma a tendência de que os casais estão optando por vidas mais livres e de que as mulheres estão encontrando dificuldade para trabalhar e criar os filhos ao mesmo tempo.

O documento do governo mostrou que o número de pessoas que cometeram suicídio subiu em 856, para um total de 30.777.

O Japão apresenta a segunda maior taxa de suicídio entre os principais países industrializados do mundo, ficando atrás apenas da Rússia.

A quantidade de pessoas que se matam aumentou muito depois do estouro da bolha econômica, na década de 1980, responsável por deixar muitos japoneses endividados.

O governo prometeu diminuir o número de suicídios em 20 por cento até 2016, através de medidas como instrumentos para detectar pessoas deprimidas e a promoção da saúde mental.

No entanto, os suicídios com sulfato de hidrogênio, que pode ser feito a partir de detergente comum, transformam-se em um crescente problema para o Japão.

Dezenas de casos foram registrados na imprensa neste ano, e sites na Internet descrevem diferentes formas de obter o gás.

Não há nenhum tabu religioso contra o suicídio no Japão, e até o século 19 a prática era uma forma de punição ou de expiação por algum erro cometido.


Comentário

Na década de 70 a suécia possuia uma das mais altas taxas de suicídio do ocidente, só perdendo para países da Cortina de Ferro. O governo socialista iniciou um programa de "prevenção de suicídios" que consistia em treinar a toda a população a observar comportamentos pré-suicidas nos colegas de trabalho, na família, nas escolas etc. e incentivou as pesquisas acadêmicas nesta área. As universidades suecas são grandes produtoras de trabalhos acadêmicos nesta área. O resultado foi uma queda brutal nas taxas.

Em todos os países industrializados do mundo as curvas mostravam um aumento contínuo das taxas de suicidio, mas nas décadas de 80 e 90, com o início da comercialização de medicação anti-depressiva estas taxas diminuíram.

Uma característca curiosa destas medidas é que elas mostraram apenas um efeito de retardo no crescimento das taxas de suicídio, mas não as detiveram nos anos subseqüêntes, que voltaram a crescer.

Vivemos numa sociedade repleta de meios, ditos terapêuticos, para prevenir que as pessoas se matem: psicológicos, psicoterápicos,
farmacológicos etc. [exceto MORAIS...] As pessoas consomem alcool, drogas, dispões dos mais variados meios de fuga da realidade como diversões abundantes, passatempos, hobbies, turismo, sem falar no sexualismo desenfreado, mas não conseguem preencher a falta enorme de Deus nas suas vidas.

Acredito que as taxas de suicídios continuarão a crescer em todos os lugares até atingirem níveis alarmantes e talvez os luminares da
ciência genética tentem descobrir o "gene dos suicidas" e criar o homem sob medida para o maravilhoso mundo novo. O que não vão
conseguir é frear o suicídio civilizacional em que nos atolamos com a promoção da contracepção e do homossexualismo e de tantas outras aberrações que lhes seguirão.

Jaime Maia


    Para citar este texto:
"Japão registrou menos bebês e mais suicídios em 2007"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/mundo/20080604/
Online, 20/09/2017 às 18:54:15h