Igreja e Religião

Cinco Primeiros Sábados do Mês: no Centenário de Fátima, atendamos ao pedido de Nossa Senhora

 Como forma de preparação para o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, sugerimos o incremento à devoção da Comunhão Reparadora nos Cinco Primeiros Sábados do Mês, pedida por Nossa Senhora à Irmã Lúcia, a começar de 7 de janeiro de 2017 e sucessivamente em 4 de fevereiro, 4 de março, 1o. de abril e 6 de maio. O texto a seguir retoma a explicação da própria Irmã Lúcia sobre os pedidos de Nossa Senhora: 

 

Irmã Lúcia explica a 
Devoção da Comunhão Reparadora dos Primeiros Sábados

"A Irmã Lúcia tomou esta 'devoção amorosa' tanto a peito que constantemente volta a ela na sua correspondência. Não há nada mais capaz, sem dúvida, de tocar os nossos corações do que esta insistência da mensageira de Nossa Senhora. Aqui ficam alguns destes belos textos:

"Nunca me sinto tão feliz como quando chega o primeiro sábado ..."

No dia 1 de Novembro de 1927, Lúcia escreve à sua madrinha do crisma, Dona Maria Filomena Morais de Miranda:

"Não sei se já tem conhecimento da devoção reparadora dos cinco sábados ao Imaculado Coração de Maria; mas como ainda é nova, lembrou-me de lha indicar, por ser uma coisa pedida pela nossa querida Mãe do Céu, e por Jesus ter manifestado desejo de que seja abraçada. Pareceu-me por isso que a Madrinha estimará muito não só de ter conhecimento dela, para dar a Jesus a consolação de a praticar, mas também de a fazer conhecer e abraçar por muitas outras pessoas.

"Consta no seguinte: durante cinco meses, no primeiro sábado, receber Jesus Sacramentado, rezar um Terço, fazer quinze minutos de companhia a Nossa Senhora meditando nos mistérios do Rosário1e fazer uma confissão. Esta pode ser alguns dias antes e, se nesta confissão anterior nos esquecermos de formular a intenção, (requerida) podemos oferecer a confissão seguinte, contanto que no primeiro, sábado se receba a Sagrada Comunhão em estado de graça com o fim de reparar as ofensas que se proferem contra a Santíssima Virgem, e que trazem amargurado o Seu Imaculado Coração.2

Parece-me, minha boa Madrinha, que somos felizes por poder dar à nossa querida Mãe do Céu esta prova de amor que sabemos deseja que se Lhe ofereça. Quanto a mim, confesso que nunca me sinto tão feliz como quando chega o primeiro sábado. E não é verdade que a nossa maior felicidade está em sermos todas de Jesus e Maria, em amá-Los a Eles só, sem reserva? Vemos isto tão claro na vida dos santos ... Eles eram felizes porque amavam, e nós, minha boa Madrinha, havemos de procurar amar como eles, não só para gozar a Jesus, que é o menos — se O não gozarmos cá, gozá-l’O-emos lá — mas para darmos a Jesus e a Maria a consolação de serem amados ... e que assim, em troca deste amor, salvassem muitas almas. Adeus, minha boa madrinha; abraço-a nos Corações Santíssimos de Jesus e Maria." 

A 4 de Novembro de 1928, depois de várias tentativas para obter uma aprovação oficial do Bispo da Silva, a Irmã Lúcia escreve ao Padre Aparício:

"Espero, portanto, que o nosso bom Deus Se dignará inspirar a Sua Ex.cia Rv.ma uma resposta favorável, e que colherei, entre tantos espinhos, esta flor, vendo ainda na terra amado e consolado o maternal Coração da Santíssima Virgem. Agora é este o meu desejo, porque é também esta a vontade do bom Deus. A maior alegria que sinto é ver o Imaculado Coração da nossa terníssima Mãe conhecido, amado e consolado, por meio desta devoção".

No dia 31 de Março de 1929, a Irmã Lúcia escreve de novo ao Padre Aparício, acerca do Cónego Formigão e do Padre Rodríguez que desejam pregar a Devoção Reparadora:

"Espero que o nosso Divino Jesus irá fazer de Suas Rv.cias,segundo o grande desejo que tem da propagação desta amável devoção, dois apóstolos ardentes da devoção reparadora ao Imaculado Coração de Maria. Não imagina V. Rv.cia como é grande a minha alegria em pensar na consolação que com esta devoção vão receber os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, assim como a lembrança de um número imenso de almas que por meio desta amável devoção se vão salvar. Digo ‘que se vão salvar’, porque ainda não há muito tempo que o nosso bom Deus, na Sua infinita misericórdia, me pediu para procurar forma de fazer reparação com os meus sacrifícios e orações, e reparar de preferência o Imaculado Coração de Maria e suplicar, para as almas que contra Ele blasfemam, o perdão e a misericórdia, pois que a estas almas a Sua divina misericórdia não perdoa sem reparação ... "

"De que modo faço as meditações"

Nesta devoção que é tão simples e fácil, a Irmã Lúcia escreve a sua mãe: "Os quinze minutos (de meditação) é o que me parece que lhe vai fazer mais confusão. Mas é muito fácil". Trata-se de "acompanhar a Nossa Senhora por quinze minutos"; e não é necessário, de modo algum, meditar sobre todos os quinze mistérios do Rosário: pode escolher-se um deles, ou dois. Numa carta citada pelo Padre Martins, a Irmã Lúcia escreve:

"De que modo faço as meditações sobre os mistérios do Rosário, nos primeiros sábados: primeiro mistério, a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Nossa Senhora. 1.º Prelúdio: representar esse facto no meu espírito e ouvir o Anjo a saudar Nossa Senhora com estas palavras ‘Ave, Maria, cheia de graça!’.

2.º Prelúdio: pedir a Nossa Senhora que infunda na minha alma um profundo sentimento de humildade.

"1.º Ponto: Meditarei no modo como o Céu proclama a Santíssima Virgem cheia de graça, bendita entre todas as mulheres e destinada a ser a Mãe de Deus.

"2.º Ponto: A humildade de Nossa Senhora, reconhecendo-se e dizendo-se a escrava do Senhor.

"3.º Ponto: Como devo imitar Nossa Senhora na Sua humildade; quais as faltas de orgulho e soberba com que mais costumo desgostar a Nosso Senhor; e quais os meios que tenho de empregar para os evitar, etc.

"No segundo mês faço a meditação do segundo mistério gozoso; no terceiro mês, do terceiro, e assim sucessivamente, seguindo o mesmo método de meditação. Quando acabo estes Cinco Primeiros Sábados começo outros cinco, e medito sobre os mistérios dolorosos; depois, os gloriosos e, quando acabo estes, começo de novo com os mistérios gozosos".

Desta forma, a Irmã Lúcia revela-nos que, sem se contentar só com uma prática dos Cinco Primeiros Sábados, ela pratica todos os meses "a amável Devoção Reparadora" pedida por Nossa Senhora. Como se trata de "consolar a Nossa Mãe do Céu" e de interceder eficazmente pela salvação das almas, porque não seguir o seu exemplo e renovar esta prática piedosa frequentemente? 

 

(1) Lembramos que, de acordo com o pedido exacto da Santíssima Virgem, este quarto de hora de meditação tem que se fazer durante um tempo diferente do da reza do Terço. 

(2) É claro, segundo esta carta, que não há necessidade de comunicar esta intenção ao confessor: é suficiente oferecer a Deus esta confissão mensal, com o espírito de reparar o Imaculado Coração de Maria. 

 

 

Fonte: Associação de Fátima 

 

 


    Para citar este texto:
"Cinco Primeiros Sábados do Mês: no Centenário de Fátima, atendamos ao pedido de Nossa Senhora"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/igreja/cinco_primeiros_sabados/
Online, 14/12/2017 às 00:31:03h