Igreja e Religião

Bispos italianos declaram-se contrários a Bento XVI e à Missa de Sempre
O documento que publicamos abaixo sobre a reunião do Episcopado Italiano revelou a resistência dos Bispos da península ao Papa Bento XVI e contra a Missa de sempre.
Foi muito bom que eles declararam que são contra a Missa de sempre por razão teológica: a Missa de sempre não se coaduna com a Eclesiologia nascida do Concílio Vaticano II.
Ora, como a Missa de sempre, jamais revogada, foi durante dois mil anos a lex orandi da Igreja, que exprima com perfeição a lex credendi, afirmar que essa Missa não se coaduna com a Eclesiologia do Vaticano II confirma que a doutrina eclesiólogica deste Concílio é contrária ao que a Igreja sempre acreditou e expeima em sua lex orandi.
Isso mostra como o Vaticano II não seguiu a Fé e portanto, não foi infalível. Pelo contrário, não só foi falível, como errou. Por isso, Paulo VI dizia que aprovar e liberar a Missa de sempre seria condenar simbolicamente o Concílio Vaticano II.
E, dizendo isso, Paulo VI profetizou!
Foi excelente que a resistência à Missa de sempre tenha sido derrotada. 
A Missa de sempre, queira-se reconhecê-lo, ou não -- é a condenação do Vaticano II.
Foi o que proclamaram esses Bispos italianos, contrários ao Papa Bento XVI, ao dizerem que a Missa de sempre é inconciliável com à Eclesiologia do Vaticano II.
E se isso é assim, -- e é assim -- então o Vaticano II é que está errado.


Missa Tradicional: Sinal de Contradição na Itália e no mundo 
http://rorate-caeli.blogspot.com
Da edição de sexta-feira (21 de Setembro de 2007) do diário Italiano Il Foglio:
 
Debate na CEI (Conferência Episcopal Italiana): o motu proprio sobre a Missa não deve ser interpretado, mas aplicado. 
    ROMA. Na última segunda-feira, em seu discurso de abertura ao encontro do Conselho Permanente [da Conferência Episcopal Italiana-CEI], o Presidente da CEI, o Arcebispo de Gênova Ângelo Bagnasco, incluiu uma recepção decididamente positiva do motu proprio “Summorum Pontificumpelo qual Bento XVI reconheceu a plena cidadania da Missa Pré-Conciliar na Igreja Católica, liberando seu uso.
    Ainda, desde as primeiras intervenções nas discussões que aconteceram a portas fechadas, compreendeu-se que nem todos pensam deste modo no pequeno parlamento da CEI. Palavras críticas dirigidas à dita Missa Tridentina vieram do Arcebispo de Lanciano, Carlo Ghidelli,um lombardiano, e do [arcebispo] de Chieti, Bruno Forte,  um Napolitano, ambos antigos estudantes do Cardeal Carlo Maria Martini.
    O Arcebispo de Lucca, Benvenuto Italo Castellani, o Arcebispo de Palermo, Paolo Romeo (na fila para receber a púrpura cardinalícia no próximo consistório), e o Bispo de Cerignola, Felice di Molfetta – presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia e quem, no passado, foi duramente crítico mesmo diante de “Redemptionis Sacramentum”, a instrução contra abusos litúrgicos publicada em 2004 pela vaticana Congregação para o Culto Divino, em conjunto com a [Congregação] para a Doutrina da Fé, dirigida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger – também falou contra o Missal plenamente reabilitado pelo Pontífice reinante.
    A linha comum de todos essas intervenções críticas era, por um lado, a acusação de que o velho Missal está embebido numa eclesiologia agora incompatível com aquela expressa pelo novo Missal, um produto de reforma litúrgica efetuada no pós-Concílio e, por outro, o pedido para que a CEF tomar a responsabilidade pela preparação de um documento interpretativo do motu proprio para sua aplicação, num sentido obviamente restrito, na Igreja Italiana.
    A tentativa de enfraquecer “Summorum Pontificum” bem na nação que tem o Papa como seu primaz foi, apesar de tudo, derrotada.
    O pedido para a promulgação de um documento interpretativo não foi aceita também porque Cardeais de grande relevância, como Camillo Ruini, Carlo Caffarra e Ângelo Scola, expressaram-se contra essa possibilidade em intervenções claras.
...
    As perplexidades de setores consistentes da Igreja Italiana sobre o motu proprio já haviam sido reveladas no último Agosto, em Spoleto, onde a 58ª Semana Litúrgica Nacional foi celebrada. Na época, muitos liturgistas pediram ao Bispo Di Molfetta a conduzir ao Papa, com uma carta endossada pela CEI, as preocupações e perplexidades com a liberação da missa Pré-Conciliar. Mas o secretário da CEI, bispo Giuseppe Betori, evitou assinar.
 

    Para citar este texto:
"Bispos italianos declaram-se contrários a Bento XVI e à Missa de Sempre"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/igreja/20070921/
Online, 18/10/2017 às 11:07:07h