Igreja e Religião

Abusos litúrgicos na Diocese de Osasco - SP em paróquias das CEBs


É com profunda dor na alma que divulgamos a matéria abaixo, descrevendo abusos litúrgicos em paróquias da Diocese de Osasco - SP, com o beneplácito de sacerdotes, tudo organizado pelas COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE (CEBs).  


Assim, um vereador 'preside a celebração'... Outro faz homilias comentando a Bíblia como Ministro da Palavra... Duas mulheres 'oficiam missas' , sem Consagração .... Leigos ministram sacramentos incluindo casamentos.....E tudo com as bençãos também de padres... Muito felizes ....Veja o que declaram estes!...

Como é possível ainda ocorrer tais abusos já condenados pela Instrução Redemptionis Sacramentum, de 25 de março de 2004?...


Segue a matéria. 

Marcelo Fedeli
 


 

Encontros misturam diversão e serviços

Vizinhos se reúnem em projetos para população carente

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/09/09/ger-1.93.7.20070909.4.1.xml


Domingo, 9 setembro de 2007


Missa, fanfarras, dança do ventre, forró, bingos, barracas e mais missa. Essa animação toda do último domingo de agosto que levou tanta gente à Praça da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Helena Maria, periferia de Osasco, foi mais uma festa das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) para divertir o povo.

Diversão e exercício da cidadania, juntando folclore com serviços de saúde, assistência jurídica, atendimento psicológico, emissão de carteira de trabalho e educação ambiental. Tudo com patrocínio do vereador Aluísio Pinheiro (PT), que ali iniciou sua carreira política. Eleito com os votos da paróquia, continuou participando das atividades como ministro da palavra, fazendo homilias e comentando a Bíblia.

Aluísio é filho das CEBs, por isso ele está aqui”, diz o padre Xavier Cutajar, um missionário vindo da ilha de Malta. Só acompanho, porque são eles, os leigos, os principais agentes de tudo o que acontece nas comunidades”, observa o padre, enquanto abençoa as pessoas. “Deus abençoe vocês para servirem o povo com amor ”, vai repetindo o padre, jogando água benta de sala em sala, onde aumentam filas de pessoas que querem cortar cabelo, tratar dos dentes e tirar documento.

Montadas pelas CEBs da paróquia, as barracas de artesanato, jogos e comidas típicas ostentam os nomes de seus patronos - Padre Cícero Romão Batista, de Juazeiro do Norte, e Dom Oscar Romero, de El Salvador, são “santos informais homenageados ao lado da Sagrada Família, Jesus Cristo, São João Batista, São Francisco e Nossa Senhora Aparecida.
Comecei a freqüentar a comunidade aos 32 anos, hoje tenho 48”, apresenta-se Roberto Fernandes de Oliveira, ministro da palavra e do batismo na CEB Padre Cícero.Eu era católico, mas não tinha noção das coisas. Agora, minha vida toda é voltada para a Igreja.” Enquanto Oliveira fala, o coro da paróquia canta que “prova de amor maior não há que dar a vida pelo irmão”. É mais uma celebração dominical, semelhante a uma missa, com a diferença de que não há consagração, pois não há sacerdote. As oficiantes são duas mulheres. Shirley Campos Conceição preside a celebração e Clélia Alves Bonifácio dá a comunhão. Trabalhando em rodízio, os ministros se distribuem em duplas pelas comunidades para rezar, refletir sobre a Bíblia, visitar doentes e administrar sacramentos. Julina Alves do Nascimento, assistente social, cuida da preparação de noivos. Há dois leigos que fazem casamento. Todos passam por curso de Teologia da diocese, com cerca de 500 alunos.

Na Vila Pompéia, a missa das 17h30 de sábado reúne 40 fiéis na CEB Santo Antônio. O celebrante, padre Arlindo Toneta, fala da importância da catequese, depois do catequista, o engenheiro Cláudio Gentil, dar depoimento emocionado sobre seu trabalho. Domingo, 26 de agosto, seria o Dia do Catequista. Ali todos se conhecem, pois, além de vizinhos, freqüentam missas da CEB e trabalham em obras sociais. A pequena capela se esconde atrás do sobrado de quatro quartos, a Casa de Acolhida Padre Alfonso Pastore.

Mantida por doações, a obra acolhe pacientes do Hospital das Clínicas e do Incor que se submetem a transplantes. É gente que vem de longe, como o paraense Carlos Roberto da Costa e a maranhense Denselane Salazar de Queiroz, há meses em recuperação. “Doar órgãos é um ato de amor e acolher doentes que fazem as cirurgias também”, diz o industrial Oscar Cansian, coordenador da Casa de Acolhida.

A cinco quarteirões dali, 18 pessoas participam da celebração das 19h. Seria o horário da missa, mas nesse sábado não há padre. Quem preside a celebração é o vendedor Sírio Barazetti, um dos coordenadores leigos da CEB Sagrada Família. As CEBs são células eclesiais que celebram a Eucaristia e a Palavra de Deus a partir da realidade”, diz padre Arlindo, da Paróquia da Pompéia, dos padres camilianos, uma das pioneiras na experiência. Foi em seu território que o padre Alfonso Pastore fundou uma das primeiras comunidades de São Paulo, oficializadas em 1971 pelo arcebispo d. Paulo Evaristo Arns. Acabou virando paróquia. 
(destaques nossos)


    Para citar este texto:
"Abusos litúrgicos na Diocese de Osasco - SP em paróquias das CEBs"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/igreja/20070909/
Online, 24/05/2017 às 16:36:46h