Cotidiano

Mais uma defesa do aborto
O O Estado de São Paulo de 3 de setembro traz em seu Suplemento Feminino, quase escondido, sem alarde e sem anúncio de primeira página, um artigo (de duas páginas) defendendo o aborto.
O artigo não contém sequer um argumento que seja digno do nome, mas apenas dados estatísticos frios e distantes de toda a moral e de todo bom senso.
Para começar, diz o artigo (escrito por Rosângela Rezende) que são praticados 1,4 milhões de abortos por ano no Brasil e, porque são feitos clandestinamente, cerca de 400 mulheres morrem por ano em razão de complicações pós-aborto.
Portanto, deveríamos legalizar o aborto e assim salvar 400 mães em detrimento de, pelo menos, 1,4 milhões de crianças indefesas, vítimas dessas mesmas mães. Dizemos pelo menos 1,4 milhões, pois se o aborto for legalizado, certamente o número aumentará.
Hoje o medo da punição certamente deve afastar algumas mães desse monstruoso crime.
Para a advogada abortista Diana Isabel Azevedo, assessora parlamentar do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, a liberação não aumentaria o número de abortos, mas diminuiria o número de mortes de mães.
Caberia perguntar à dra. Diana se a liberação do aborto também diminuiria a morte de crianças.
Só o século XX seria mesmo capaz de formular e aceitar um "argumento" como esse: a morte de 1,4 milhões de crianças é defendida e incentivada, enquanto toda a preocupação se volta para a vida de 400 mães que supostamente morrem anualmente em decorrência de abortos mal feitos em clínicas clandestinas.
"Em Cuba, diz o artigo, depois de legalizado o aborto em 1968, a mortalidade -materna- caiu 60%." A mortalidade de quem diminui? Das crianças indefesas? Não! Das crianças, não! Essas são "coisas" indesejadas que devem ser eliminadas.
"A maior barreira é a pressão de deputados que apóiam a Igreja, insiste Diana. É difícil discutir quando, diante de dados e pesquisas, a bancada religiosa só mostra fotos de fetos mortos".
Esse é argumento da sábia advogada. Ela sim tem os pés bem calcados no chão. Ela sim discute o problema com realismo. As fotos não podem fazer parte da realidade, deve-se discutir friamente a morte dos bebês.
O que é ainda mais lamentável é que meios católicos estão cada vez mais aderindo à defesa do aborto. Como se não bastasse o já absurdo controle da natalidade, agora se defende a morte de crianças inocentes.
Terminada a leitura do artigo, virando-se a página encontra-se outra matéria (de página inteira) mostrando em detalhes, com 21 fotos coloridas, como .... passar camisas. É a falta de lógica do nosso século. Numa página defende-se a morte fria de crianças indefesas, na seguinte, ensina-se a passar camisas...

    Para citar este texto:
"Mais uma defesa do aborto"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/cotidiano/mais_uma_defesa_do_aborto/
Online, 23/11/2017 às 11:13:31h