Cotidiano

E lá se foi o domingo
O mundo moderno odeia o domingo. Principalmente a noite do domingo. Esse fato curioso decorre da frustação que se verifica nas almas daqueles que vêem o fim de semana passar sem fazer aquilo que realmente deveriam ter feito.
Em artigo publicado recentemente (19/11/2000) no jornal O Estado de São Paulo, a psicoterapeuta Christian Ingo Dunker, da Universidade São Marcos, tenta dar uma explicação para a "síndrome de domingo a noite": "É o momento de despedida do ócio, de cálculo dos afazeres e dívidas ocupacionais".
"É a evidência do contraste entre a atraente perspectiva do prazer vitual do tempo livre, que começa às sextas-feiras, em geral, da promessa de realização no tempo livre e a retomada da rotina na segunda-feira", continua Dinker.
Sem dúvida há de se concordar que numa época tão pobre como a nossa, a sensação de não cumprimento do dever gera uma frustação enorme. Porém, a causa mais profunda - que é o que realmente importa - não foi citada. A grande causa de toda essa frustação é o não cumprimento do dever no dia que foi reservado a Deus.
Para nós, católicos, o domingo é um dia de grande alegria. É o dia em que vamos receber o Homem-Deus "escondido" sob a espécie (aparência) pão.
Deve haver, portanto, alegria no fim do domingo: a alegria da sensação de dever cumprido. A consciência tranquila é a recompensa do justo.
Aqueles que procuraram o prazer, encontram a tristeza nas noites de domingo, quando o prazer já se foi, frustrando.
Aqueles que procuraram a cruz, encontraram o consolo do Bom Pastor.

    Para citar este texto:
"E lá se foi o domingo"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/cotidiano/e_la_se_foi_o_domingo/
Online, 23/11/2017 às 11:13:45h