Brasil

O buraco sem fundo do MST
OESP
O Movimento dos Sem-Terra (MST), famoso movimento de cunho político, hoje presente em todo o país e pregador da também famosa e agonizante Reforma Agrária, tem o costume de cobrar de seus adeptos generosos "impostos" sobre a verba que o governo lhes destina, e que provem dos impostos que o governo cobra daqueles que trabalham.
A propósito, foi publicada recentemente uma notícia em um jornal paulista (cfr. OESP 9 de outubro de 2000). Diz o jornal que "os maiores pedágios foram detectados em Rondônia (chegando a 11%) e no Espírito Santo (até 10%)".
Ou seja, boa parte do dinheiro (11%!) destinado a famílias de integrantes do movimento são repassadas para a direção do MST, para financiar invasões de prédios públicos e viagens (a nota não informa quais viagens, nem de quem, nem para onde. Que pena....) Aqueles que previamente não se comprometerem a pagar o "pedágio" não recebem a assinatura do laudo de técnicos indicados pelo MST. Sem essa assinatura, o lavrador não recebe o crédito do governo.
É a velha tática de chantagem comunista. Há casos, como em Paranavaí, em que a cobrança era feita por uma "banca arrecadadora" dentro da própria agência do Bando do Brasil da cidade. Dessa forma o MST fica mais próximo de seus clientes, e também da fonte...
A notícia ainda diz que "por discordarem da cobrança da taxa sobre os créditos -3% do dinheito repassado pelo Incra e 2% sobre a produção-, dezenas de assentados do Paraná pediram desligamento do MST".
Há males que vêm para bem, como lembra o popular ditado.
"No Espírito Santo, além de a taxa chegar a 10%, ela recaía também sobre os créditos de fomento e habitação destinados aos projetos do Incra".
"A sindicância também apurou que dirigentes praticaram agressões físicas contra os técnicos que não aceitavam as imposições do MST".
Vemos nesses dois trechos como o MST é nitidamente um movimento filo-comunista. Primeiro, porque não consegue ver qualquer bem, seja a produção ou o dinheiro, sem logo imaginar uma forma de taxá-la. E, segundo, porque não hesita em usar a força para atingir seus fins. Não foi o que vimos na Rússia Comunista, na China e em Cuba?
Outra nota diz que o governo (leia-se Raul Jugmann) vai exigir a devolução do dinheiro desviado pelo MST. Quem viver verá.
Não causa surpresa notar que os técnicos responsáveis pelos laudos para a liberação dos créditos eram em sua maioria pessoas indicadas pelo próprio MST, que agora poderia justamente ser chamado de Movimento da Sobre-Taxa. Também não espanta saber que a recente pauta de reivindicações do MST, entregue ao governo e negociada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conig), pedia a liberação de recursos para a assistência técnica, mas exigia que os técnicos fossem indicados por sua liderança.
Cabe a pergunta: Será que os bispos e padres (e não são poucos) ligados ao MST não sabiam desses desvios? E, se sabiam, por que se omitiram? Qual a finalidade do MST?
Por fim o artigo diz que na semana passado o governo liberou R$31 milhões para a assistência técnica de assentados. "Nenhum centavo desses recursos irá para cooperativas ou entidades que desviaram dinheiro"-ressalta Raul Jungman, ministro do Desenvilvimento Agrário. Será?
Até quando o dinheiro do País será entregue aos montes para esse movimento?
Parece que o cofre do MST não tem fundo.


    Para citar este texto:
"O buraco sem fundo do MST"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/imprensa/brasil/brasil20001009_1/
Online, 30/03/2017 às 09:40:47h