Política e Sociedade

UFRJ: o saber anticatólico de Minerva
PERGUNTA
Nome:
Philippe Gebara
Enviada em:
30/11/2005
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
Religião:
Católica
Idade:
16 anos
Escolaridade:
2.o grau em andamento



Caríssimo Prof. Orlando Fedeli,

Sou aluno do Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, e, analisando o vestibular de Geografia deste ano da UFRJ (2005), chamou-me muito a atenção uma questão. Decidi enviá-la ao senhor, porque, além dos motivos óbvios, é um professor:

Questão 4:

Católicos e Islâmicos no Mundo

Na passagem para o século XXI, o fundamentalismo religioso assume importância crescente. No mundo islâmico, é
flagrante a influência religiosa sobre a vida social, política e cultural. Nos países católicos, como o Brasil, o México e
as Filipinas, onde estão os maiores contingentes de fiéis católicos, essa influência também é sensível.

Apresente duas situações em que a influência religiosa afeta a política e a vida social nos países de religião dominantemente católica.


Agora, o Gabarito:

Entre essas situações destacam-se:

1 - a resistência às políticas de liberação do aborto e de controle da natalidade;

2 - a resistência às pesquisas de engenharia genética, como células-tronco;

3 - a influência sobre o ensino e formação cultural;

4 - a resistência ao reconhecimento dos direitos das minorias.

Fonte: UFRJ, UFRJ 2006- Concurso de Acesso aos Curso de Graduação 2. Disponível em http://www.vestibular.ufrj.br/

Penso que seria cabível algum tipo de iniciativa de católicos contra tal atitude da UFRJ, uma vez que, após a leitura de um texto sugestivo e insinuador, restam somente duas opções ao aluno: ou, de modo constrangedor e faltoso, responder o que os professores desejam, ou, de modo reto, fazê-lo sinceramente, correndo o risco, porém, de perder os pontos devidos.

Muito obrigado.

Um abraço fraterno,
Philippe Gebara

Ps.: remeti a mesma denúncia ao Dom Estevão, o qual se propôs a abordar o assunto na Pergunte & Responderemos, mostrando sua surpresa em uma entidade governamental, estabelecida em um país democrático, querer impor aos seus alunos uma ideologia que pode contrariar a muitos.

RESPOSTA

Muito prezado Philippe,
salve Maria!
 
    Você tem toda razão. A questão, tal como foi posta, quer forçar uma resposta anti católica (veja, por exemplo, a resposta sobre as células-tronco. Não se diferencia as células-tronco adultas das embrionárias).
    É assim que se aplica a liberdade de religião.
    Essa pergunta da UFRJ indica bem o espírito anti católico que domina os dirigentes educacionais em nossos dias.
    É o que eles chamam de democracia e de neutralidade. Na realidade são fanatica e fundamentalisticamente anti católicos
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli