História

Jesus existiu?
PERGUNTA
Nome:
Ricardo
Enviada em:
19/07/2004
Religião:
Católica
Idade:
37 anos
Escolaridade:
Pós-graduação incompleta



Caríssimos da Monfort,

primeiramente gostaria de cumprimentá-los pelo excelente trabalho que desenvolvem neste sítio. As informações e idéias que são aqui divulgadas têm contribuído para o enriquecimento de meus conhecimentos sobre fé cristã, e têm sido muito útil em meus trabalhos pastorais.
Escrevo a vocês com o objetivo de buscar esclarecimentos sobre um artigo escrito por Frank Zindler, em um site de uma tal Sociedade da Terra Redonda, o qual expõe argumentos, fundamentados até na própria Bíblia, segundo os quais Jesus Cristo nunca existiu, mas foi inventado; e que o cristianismo foi derivado do mitraísmo e do judaísmo.
Como o artigo é muito extenso, indico o endereço: http://www.str.com.br/Atheos/jesus.htm 
Espero poder ver publicada a opinião de vocês a respeito deste artigo.

RESPOSTA


Prezado Ricardo, Salve Maria!

Gostaríamos de poder atender sua solicitação. Contudo, devido ao volume de cartas tivemos que tomar alugmas diretrizes para melhor responder aos consulentes. Entre estas diretrizes não estamos analisando textos de outros sites.

Entretanto, demos uma pequena passada de olhos no texto citado.

Pelo que vimos, trata-se de um cético que pretende dizer que a existência de N. Senhor não é verdadeira.

Ora, isto é totalmente falso. Sem falar das fontes cristãs (uma vez que este tal de Frank Zindler é um cético) , várias foram as testemunhas não-cristãs que relataram algo sobre Cristo.

Tácito em seus Anais menciona a atitude tomada por Nero contra os cristãos para fazer cessar o rumor popular que o acusava de haver incendiado Roma. O historiador informa-nos sobre o fundador do que chama de seita. «O fundador da seita, Cristo, fora condenado à morte pelo procurador Pôncio Pilatos no reinado de Tibério. Essa perigosa superstição, um momento detida, em seguida se espalhou, não só na Judéia, origem desse mal, mas também em Roma para onde confluem de toda a parte e encontram acolhida todas as coisas as mais grosseiras e vergonhosas».
Suetônio menciona perturbações entre os judeus de Roma, no tempo do imperador Cláudio, provocadas por um tal Cresto (Cristo). (...)
 
Plínio, o Moço (pelo ano 112 ou 113), escreveu ao imperador Trajano uma missiva na qual menciona a rápida difusão do Cristianismo através da Ásia Menor. Essa carta de Plínio tem uma importância especial para a História das origens cristãs, pois atesta de modo insuspeito que os primeiros Cristãos cultuavam  Cristo como Deus.
 
Flávio Josefo, escritor judeu do I século de nossa era, autor de Antiguidades Judaicas e Guerra Judaica, menciona S. João Batista e S. Tiago, «irmão de Jesus chamado o Cristo».
 
No livro XVIII das «Antiguidades» encontra-se essa famosa referência a Cristo: «Nesse tempo, apareceu Jesus, homem sábio, se todavia se pode chamá-lo homem, porque realizou obras surpreendentes e se fez Mestre dos homens que acolhiam com alegria a verdade. Atraiu a si muitos judeus e também muitos pagãos. Era o Messias».
 
Esperando tê-lo ajudado,
 
In corde Iesu et Mariae,
 
André Palma.


[1] Adam, Jesus Cristo, p.62