Defesa da Fé

Testemunho de um ex-protestante
PERGUNTA
Nome:
Moisés Gomes da Silva
Enviada em:
10/09/2009
Local:
São Paulo - SP, Brasil
Religião:
Protestante


Prezados, na Comunhão dos Santos contemplando A Glória de Deus

Louvo a Nosso Senhor Jesus Cristo por termos pessoas como os Prof Fedeli e Libório.
Na primeira vez que encontrei este sítio vi alguns ataques (na verdade Defesa), por parte dos professores, me sentindo profundamente atingido por presenciar argumentos que desmascaram os conceitos protestantes. Tive por vontade de cara revidar os "ataques", sem ter percebido ainda que se tratava de defesa. Comecei a ler vários dos artigos dos professores, e pude perceber que tinha total conformidade com aquilo que era pregado pelos Santos Pais da Igreja. Sou Leitor e Admirador de Santo Agostinho, o qual sempre defendeu os artigos de Fé da Legítima Doutrina Católica.
Nasci num lar Batista, onde meu pai por anos nos ensinou o desprezo a Doutrina Católica. Desde cedo aprendi: "Crente vai para o céu, católico vai para o inferno". Aos 8 (oito) anos comecei a ler a Bíblia. Meu pai comprava literatura infantil com histórias bíblicas, o que logo me despertou o interesse em ler a Bíblia na íntegra. Desde a infância comecei a demonstrar aversão as estórias pedagógicas adotadas pelas professoras de Escola Dominical do tipo "Deus fez a formiguinha Dondoca, e ela não parava de louvar"... Sempre exigi: Quero Histórias da Bíblia!
Aos 10 (dez) anos já dirigia cultos e me chamavam de "pastorzinho"! Sempre defendi os hinos tradicionais (hinário), ao contrário da maioria que defendia "corinhos". Sempre quis ser batizado, mas aquela heresia da qual fazíamos parte, ensinava que era necessário a criança ser "um pouco crescida"! Cheguei a distribuir literaturas e até a convidar coleguinhas de escola para juntos nos dedicarmos a leitura da Bíblia e fazermos orações. Aos 12 (doze) fui Batizado numa das Igrejas Batistas mais tradicionais em João Pessoa -PB. Mas minhas interrogações não me deixavam descansar. Li nas cartas de São Paulo que não existia aquela estória de evangélico, e muito menos de "aceitar Jesus". Comecei a me preocupar em me aprofundar na leitura da Bíblia, e combater a "idolatria da Igreja Romana". Nas gincanas Bíblicas da nossa igreja não havia quem me desafiasse nas histórias dos profetas e apóstolos. Cheguei a ser professor dos Jovens e presidente deste Departamento. Recebi elogios e até convite para ser presidente da classe de homens. Tudo aquilo me deixava constrangido. Certo dia algo me tocou forte: lendo sobre a Eucaristia, vi as palavras de São Paulo, em que muitos dormiam e outros estavam doentes por terem sido réus do Corpo e Sangue de Cristo na Santa Ceia. Como pode um símbolo causar tantos estragos? Essa foi uma pergunta que me deixou perturbardo, de forma que passei a temer a Ceia como se fosse um flagelo de Deus. Uma certa ocasião o pastor da minha igreja me causou grande decepção ao afirmar: " essa ceia não traz benção nenhuma, é só símbolo para lembrarmos do sofrimento de Jesus!" Em Outra ocasião veio um pastor (ex-padre) pregar em nossa igreja, e senti o demônio falar por ele... pois grande foi a blasfêmia e irreverência que ele usou em suas palavras:
 
"PADRE OU É MULHERENGO COMO EU ERA, OU NÃO GOSTA DA FRUTA E SE ESCONDE ATRÁS DA BATINA." E EM RELAÇÃO A VIRGEM MARIA O MESMO QUESTIONOU COM O MAIOR DOS SARCASMOS: " IRMÃOS, VOCÊS ACHAM EM SÃ CONSCIÊNCIA QUE JOSÉ IA AGUENTAR A VIDA INTEIRA SÓ OLHANDO MARIA, LINDA CHEIROSA, SEM AO MENOS TOCÁ-LA?
 
Me enchi de tão grande fúria que nem queira olhar na cara daquele ex-padre. Sentia em mim que não podia mais ficar naquele ninho de lobos, nem tampouco prestar atenção em suas palavras irreverentes. Mas logo aquilo tudo caiu no esquecimento. Graças a Deus me recuperei rapidamente e continuei com minha busca pela verdade. Minha irmã na época aluna de História, me propiciou o primeiro contato com as obras literárias dos pais da Igreja. Depois ganhei dela um livro sobre Santo Agostinho (Agostinho sobre o Mal). Comecei a preceber que aquele santo homem se respaldava na Bíblia, e senti que era o mesmo S. Paulo falando no lugar dele. Passei desde então a ser admirador de suas obras literárias. Minha cabeça continuava em interrogações. Discordava daquele caldeirão de doutrinas desconexas, quando me ocorreu pesquisar sobre as origens da Reforma Protestante. Foi então que pude ver que a Reforma nada tinha a ver com aquelas doutrinas evangélicas loucas. A única coisa em comum era a aversão À IGREJA DE ROMA. Num certo dia e por acaso, descobri que em nossa cidade havia uma igreja Luterana. Já conhecia o luteranismo em livros e pela internet. Fui pela primeira vez, e lá estava o pastor de origem germânica e poucos (talvez cinco) fiéis. Estudamos naquela ocasião o 4º Mandamento segundo o Catecismo Maior de Lutero. Gostei da forma como se desdobrou o estudo, e pedi ao final que o pastor me passasse algo sobre batismo de crianças. Fiquei maravilhado e surpreso, pois muito do que eu tinha visto na Bíblia batia em conformidade com aquela doutrina, e citações veridicas de cristãos eruditos me deram maior convicção. Passei a frequentar os estudos bíblicos até que acabei deixando de vez os hereges batistas. A Ortodoxia da IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil), me trazia alento e refúgio, mas pude perceber que aquela história não tinha chegado ao fim. No meu segundo ano na Igreja me tornei Vice-Presidente, e depois Presidente da Paróquia. Referência para os mais antigos, rapidamente aprendi o Credo Apostólico e os hinos do Ofício (Gloria Patri, Kyrie, Agnus Dei...), bem como as canções luteranas. Aperfeiçoei a leitura da Bíblia através da pesquisa teológica, agora com argumentos históricos. O Pastor chegou a me propor ida para o Seminário Concórdia, e um irmão influente até me ofereceu a oportunidade de estudar na ULBRA, caso eu seguisse a vida ministerial. Eu recusei, porque sentia que não tinha ainda as respostas que eu precisava. Prestei concurso militar, me formei no Rio de Janeiro e vim para São Paulo. Comecei a ver com mais intensidade a chuva de ecumenismo que se espalhava no meio da igreja. Comecei a presenciar com tristeza toda aquela cegueira espiritual (retiros, gincanas,luais, louvorzões), que só ilude e afunda gradativamente o espírito dos homens. Deus não me desamparou, e continuou me mostrando a importância da Pura Doutrina dos Apóstolos e Pais. Numa de minhas pesquisas sobre artigos de fé, acabei descobrindo a AC MONTFORT, e pensei tratar-se de um sítio formado por um bando de fanáticos doentes. Mas resolvi insistir em pesquisar, começando a ler os artigos e respostas dos Prof Fedeli e Libório. Muitas das minhas interrogações começaram a virar respostas, e hoje tenho satisfação de buscar essa página. Louvo a Deus pelos senhores, e por enxergar que "a besta do apocalipse" passa longe da Doutrina Católica, se aproximando mais da luxúria doutrinária dos evangélicos. Orem por mim meus irmãos, pois é de minha inteira vontade continuar sendo dizimista, ofertante e comungante, só que desta vez cumprindo o que está na Bíblia: " UMA SÓ FÉ, UM SÓ ESPÍRITO, e isto só é possível numa ÚNICA IGREJA!!!!!!
RESPOSTA


Muito prezado Moisés,
Salve Maria.

     Já tive ocasião de responder outras cartas suas. Nesta missiva, você dá um testemunho pelo qual agradeço Deus ter lhe concedido a garça de uma compreensão mais profunda da verdade católica. Também agradeço a Deus ter permitido que artigos e cartas da Montfort o tenham levado a compreender a Igreja Católica.
     
Gostaria muito de ajudá-lo a concluir esse seu trajeto para encontrar a verdadeira Igreja de Cristo, que é uma só: a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não há salvação.
     Um abraço virtual enquanto não posso dar-lhe o meu abraço real e bem contente pelo que a graça faz em sua alma.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli