Montfort Associação Cultural

11 de outubro de 2006

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Vós que passais pelo caminho parai e vede se há dor semelhante…

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Localizaçao: BA – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Ex-seminarista
  • Religião: Católica

Profº Orlando Fedelli, primeiramente quero parabenizá-lo pelo conteúdo do site, foi graças a vcs q hj conheço o tratado da verdadeira devoção à SSª Virgem, um verdadeiro tesouro da Igreja… tentarei ser breve na exposição da minha angústia a tanto reprimida, sou como um invólucro de dores e revoltas por tudo o q testemunhei e vivi em pouco tempo de seminário… se tivesse uma mínima idéia do q encontraria lá nunca, NUNCA TERIA ENTRADO NO SEMINÁRIO!

entrei na Igreja com 12 anos de idade, através do amor pela missa (fato raro aki jah q a maioria senão todos os jovens entram na Igreja através da rcc) e à vida dos santos q tanto conheço e estudo… foram 5 anos de batalha na crença de estar sendo chamado ao sacerdócio, ao santo serviço do Senhor. Eu os venerava (os padres) e admirava com profundo amor, os via como santos e confiava nos seus conselhos seguindo tudo o q diziam nas suas homilias modernas a lah CN, hj os vejo como miseráveis, hipócritas e vazios em sua autoridade; eu vivia num fervor e meu coração queimava de amor pelo Coração de Jesus (devoção q conservo desde então) e pela sua Igreja, hj me encontro num marasmo terrível e afogado em confusão diante de tantas dissonancias!

Só dentro do seminário diocesano que vi, da forma mais cruenta e amarga, a realidade em q se encontra, não só o clero da região, mas toda a Igreja institucional… entrei diretamente no seminário maior sem passar pelo propedêutico (erro grave visto q não possuia, nem de longe, a maturidade necessária para a “opção” de vida como eles chamam), fomos eu e mais um q possuia indícios claros de homosexualidade, este mesmo amigo me chamou num canto e me contou toda a verdade sobre o clero q eu tanto admirava:

contou-me grosseiramente e às gargalhadas como os padres se entregavam aos desejos de suas carnes pecaminosas de forma nojenta e inescrupulosa, de todos os 30 e poucos sacerdotes talvez se salve um ou dois (os q pertencem à rcc) o resto são adeptos de uma tal Teologia da Libertação, q eu ateh entaum desconhecia, q prega a liberdade da “opressão” q nos aprisiona, eu temo q essa opressão seja a própria Igreja segundo eles em seus documento chatos e massantes sobre a terra, o alimento, etc.. (o senhor sabe do q estou falando e do quão herética é essa doutrina) eles afirmam q o pecado se resume apenas em fazer mal ao próximo, o resto faz parte da gratuidade da vida, uma freira me disse q o sexo quando feito com a pessoa certa não eh pecado, vi padres pregarem coisas q não viviam nem uma vírgula, vi padres negarem pão e água a kem pede, vi se afogarem em suas luxúrias e soberbas, tudo o que meu colega me contou era a mais pura verdade sem tirar nem por…. a profanação professor era tamanha, um total desrespeito à Jesus, não existe mais sagrado ou profano segundo um padre de uma paróquia aki… há casos de padres q trazem Jesus Sacramentado em vasilhas de margarina….ai….o senhor não imagina o quanto chorei…. meus olhos marejam neste momento ao relembrar… eu era um dos mais desprezados, era tido como maluco e desequilibrado visto q tentava viver um pouco do q os santos viveram, hj eu desisti d tudo profº, e hj eu sei q não sou mais católico apesar de frequentar a Igreja, eu não aguento mais, não posso mais ir à Igreja sem ficar desgostoso com tantos erros…. temi perder o juízo no seminário, chorava tanto que rasgava as próprias roupas e me socava de desespero…. perdoe-me se pareço exagerado mas foi verdade, vi tudo o q mais amava e estava disposto a me entregar desmoronar… era tudo mentira, o q eu aprendi na catequese, o hábito de rezar o terço, de não comungar quando se estah em pecado mortal, de ser contra os q negam a Jesus e a Maria, de evitar o pecado ao máximo, de rezar antes de dormir, de comungar na boca e agradecer de joelhos, de me ajoelhar na hora da consagração, de adorar a Jesus na santa Eucaristia, de pedir perdão e me confessar regularmente, de ser contra a maçonaria (aki os padres e ateh o bispo aceitam de bom grado o dinheiro doado pela maçonaria, claro q debaixo dos panos, e são muitos os membros dessa sociedade secreta nas pastorais e movimentos diversos), de lêr a bíblia, de fazer penitência e jejum…. tudo isso era mentira??? eu tinha q abrogar tudo isso de minha vivência cristã??? era e é doloroso demais!!!

professor Orlando, eu nunca assisti ao rito tridentino, o máximo q vi foi figurinhas num livrinho de bolso de minha mãe, da época em q ela fez a primeira comunhão, hj aki na diocese ou a missa é celebrada com pouco caso (na primeira sexta feira deste mês um padre celebrou a missa do SCJ com tanto dissabor q assim q terminou o oração do pai nosso ele pulou direto pro cordeiro omitindo a oração da paz, e só depois q percebeu o desfalque, jah era tarde….) ou entaum é quase um show em q o “ministros da música” conduzem oração pós comunhão e cantam em linguas durante a consagração, enfim…. eu estou de saturado de CEBS(que só fala em libertação, terra, povo oprimido, etc..) e mais ainda de RCC(q nem precisa falar).

contei aki um pouco sobre a minha primeira ida para o seminário, houve a segunda tentativa neste ano, mesmo com o novo bispo pouca coisa mudou, alem do mesmo ser um soberbo acumulativo e manipulador moralista, uma pessoa q possui um eu cego, uma pessoa q possui uma espiritualidade admirável, mas trata seus empregados de uma forma opressora tristemente inacreditável… o que vi esse ano apenas me limito a dizer q foi muito pior do q o q citei acima, a diocese continua uma pornéia de homosexuais depravados, mas parece estar melhorando e caminhando…ou como o Bispo emérito disse: “caminhando pro buraco hahaha”(sic) aki eles cobram dinheiro pra celebrar, são muito pomposos e quase tudo cheira a pecado contra a fé e contra a moral, atendem confissão rindo da cara da gente, encaminhando para o psicólogo em vez de passar penitência, isso quando atendem, eh muito difícil se confessar aki hj em dia, afinal não existe mais pecado mortal, “isso é um termo ultrapassado e medieval”, eu não resisti, tenhu a mente muito fraca, hj estou extremamente incrédulo, sem perspectiva de futuro na igreja (o q eu mais queria era ser padre), não acredito mais na santidade da mesma, na do papa, na do bispo, hj eu sinto ódio quando o vejo ou a algum sacerdote no altar a rir e soltar piadinhas a na homilia, LIXOS, sem Deus estou arrasado e exaurido, eh demais pra minha cabeça…. vejo os jovens da igreja vivendo alegres e louvando profanamente nos grupos de oração (eu tmbm fui um deles) sem nem imaginar o q fazem, se a CN (Canção nova) faz tah certo, quando questionei uma determinada ação do Pe Jonas para uma garota ela disse q preferia errar com a Igreja (segundo ela a CN eh a Igreja) do q acertar sozinha, eu me calei… cai tantas vezes e caio, errei quando estava no seminário, qause me tornei mais um, não pretendo nunca mais voltar pra lá apesar de ser um sonho o sacerdócio, vejo como melhor forma de fazer um mundo melhor, eu não tenho vocação pra isso, dói muito ver tais coisas de mãos atadas, eh como o snehor ver alguem assassinar brutalmente a sua mãe e estar amarrado e não poder fazer nada, antes pudesse morrer com ela… é duro cara!!!

quantas vezes desejei a morte, quantas vezes gostaria de acordar do pesadelo, mas o inferno continua… quantas vezes me deseperei da salvação, mas ainda há esperança na minha mente confusa… ainda amo a Deus mais do q tudo, apesar das decepções… fui mau instruído e minhas crenças completamente destruídas, professor… há muito o q fazer em minha vida espiritual, São Luís Montfort tem me ajudado muito, Santa Margarida Alacoque tmbm, desejo profundamente participar de uma Missa tridentina… um dia ainda vou participar de uma paróquia ultratradicional q celebre a missa de sempre…..

agora chega!!!

me desculpe pelo desabafo, apenas queria q o senhor compartilhasse um pouco do q sinto, perdão mais uma vez… Deus o abençoe sempre mais, o senhor sem saber eh um grande amigo, obrigado cara!!!

Fika na Paz e se puder reze pelo menos um Glória por mim, obrigado!!!

Obs.: por favor se for colocar no site não cite meu nome nem cidade, eu tenho medo por minha vida, esses homens são poderosos aki e eu os temo grandemente apesar da revolta!!!

Muito prezado X,
Salve Maria!
 
Acabo de ler sua carta e de rezar imediatamente por você, pedindo a Nossa Senhora que o proteja e sustente na fé e na prática da lei de Deus.
Sua carta me comoveu até as lágrimas!
Ela é um brado de dor que clama ao céu vingança contra esses profanadores de inocência e contra esses cínicos destruidores da Fé.
Infames corruptores!
Que castigo não mandará Deus contra esses padres depravados, contra essas freiras debochadas, contra esses Bispos vendidos, ímpios e duros de coração?
Eles têm a mão direita manchada de sangue, e a mão esquerda cheia de donativos… Eles fazem parte da “gens non sancta” de que fala o salmo.
Nosso Senhor disse que quem escandalizasse um pequenino inocente, melhor seria que tivesse uma pedra de moinho atada ao pescoço, e fosse lançado ao mar com ela.
Que castigo não virá, então, sobre essa gente que, não contente de chafurdar na lama, procura corromper as almas que Deus chama ao sacerdócio, ensinando mentiras e apodrecendo tudo com seus escândalos e com sua vida porca?!
Que castigo não virá sobre esses maus padres?!
E qual a causa dessa decadência moral que fez de um seminário um antro pornográfico?
A causa dessa corrupção moral inacreditável foram os erros contra a Fé ensinados desde o Concílio Vaticano II. Foi a maldita doutrina modernista que tudo solapou, que tudo corrompeu. Dessa doutrina herética do modernismo nasceram as duas pontas da língua da serpente que envenenam hoje o clero e o povo: a comunista Teologia da Libertação, racionalista e marxista, e o delírio carismático da RCC irracional e presunçosa..
Foi o relativismo modernista do Vaticano II que, ao pretender cultuar o homem, fez dele o que você viu no seminário.
Por isso, a sua carta não é a descrição do maldito seminário em que você teve a desgraça de estar por alguns anos. Ela descreve, infelizmente, a vida quotidiana de muitos seminários do Brasil e do mundo. O mal é universal. E ele tem dimensões ecumênicas. Apocalípticas.
Que castigo não cairá sobre essa gente?!
E o que mais comove em sua carta é constatar como a misericórdia de Deus não o abandonou! Por sua fidelidade à Igreja, por sua Fé no Santíssimo Sacramento, por sua devoção à Virgem Maria, a graça de Deus o preservou do total desespero, mantendo acesa, no fundo de sua alma, a brasa ardente da Fé. Uma brasa quase apagada…

            Quase…
 
Uma brasa na qual ainda brilha o fogo da Fé.
 
Dou graças a Deus por ter permitido que, sem conhecer sua tragédia, as palavras do site Montfort tenham sido um sopro de esperança na brasa de sua alma.
Dou graças a Deus que atendeu a prece que todo dia faço pelos leitores do site Montfort. Sem saber, toda manhã, rezava também por você, quando pedia a Deus pelos leitores desconhecidos do site Montfort.
Mesmo que eu morresse hoje, mesmo que o site Montfort desaparecesse, teria valido a pena tanto trabalho e tanta luta, só porque a Montfort foi, um dia, o sopro de esperança, na alma de um ex seminarista desesperado.
Deus seja louvado, que as palavras de um velho professor, de um miserável pecador, tenham sido misericordiosamente usadas por Ele, para atender, com misericórdia, uma alma a perecer pelo escândalo de padres!
Bendito seja Deus que me permitiu ser seu amigo, sem conhecê-lo.
Você me diz que amaria sobretudo conhecer a Missa de sempre, aquela para a qual a voz de Deus altíssimo o chamou, um dia, em sua infância.
Pois venha a São Paulo, e assistiremos juntos a Missa de sempre.
Venha e cantaremos juntos o Credo de sempre.
Venha com a Montfort lutar por Deus e pela Igreja.
Venha com a Montfort estudar e defender a Fé.
Venha com a Montfort — com os moços da Montfort – estudar, crer, viver a lei de Deus, rezar a Nossa Senhora.

Venha e encontrará uma juventude, em cujo olhar brilha o sol da Verdade e a luz da castidade. 
Venha com a Montfort cantar a glória de Deus e ter a alegria inefável de viver por Ele. Desafiando o mundo inteiro entregue à heresia e ao vício
Venha com a Montfort cantar a Fé e lutar por Deus e pela Igreja.

Venha com a Montfort lutar e – quem sabe? – se for da vontade misericordiosa de Deus, um dia morrer por nossa Fé.
Cantando.
Venha.
Que este amigo que não o conhecia o espera no Coração de Jesus.
No Coração de Maria Santíssima. No Coração da Igreja. Na Missa.
Na Missa de sempre.


In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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