Montfort Associação Cultural

21 de março de 2010

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Uso do véu pelas mulheres

Autor: Ivone Fedeli

  • Consulente: Conceição Lemos
  • Localizaçao: Castanhal – PA – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Professora Aposentada.
  • Religião: Católica

Tenhamos Jeus no meio:

Estava participando da Santa Missa, no cemitério, agora a pouco. Ao entrar na fila a fim de receber a Eucaristia, como estava de boné, pois o sol estava muito forte, o padre mandou que eu descobrisse a cabeça. Sei que não é mais obrigatório a mulher usar véu ao entrar na Igreja; mas daí ser obrigada a descobrir a cabeça, para comungar. E as freiras, as noivas, etc. Fui catequista, professora de ensino religioso, graduação em Ensino Religioso e o curso incompleto de pos graduação em Teologia na area de Doutrina Social, no Centro de Cultura da Arquidiocese De Belem e nunca ouvir falar nada nesse sentido. Por favor, esclareçam minha duvida.
Fico muito agradecida,
Conceição.

Prezada Senhora,
Salve Maria.
 
     O sacerdote que a obrigou a descobrir-se para receber a Comunhão cometeu um lamentável equívoco, que mostra, infelizmente que ponto vai a ignorância religiosa que aflige a Igreja, atingindo até o próprio clero.
     São os homens que não podem comungar, nem manter-se na Igreja com a cabeça coberta, isso devido ao costume ocidental de considerar o manter a cabeça coberta como uma afirmação de domínio e poder. Assim, os homens tiram o chapéu em qualquer lugar ou para qualquer pessoa de respeito e consideração.
Pelo contrário, desde os tempos apostólicos, sempre foi costume na Igreja que as mulheres mantivessem dentro dela, para receber os sacramentos, ou até para participar de certas cerimônias, como uma procissão com o Santíssimo Sacramento, por exemplo, a cabeça coberta. Já São Paulo censura certas mulheres cristãs que não estavam seguindo o costume. O Papa São Clemente (terceiro sucessor de São Pedro, depois de São Lino e São Cleto) viu-se obrigado a fazer um decreto proibindo às mulheres que entrassem na Igreja ou assistissem às sagradas funções sem usar véu, pois um grupo gnóstico, infiltrado na Igreja, incitava as mulheres a não usarem véu, em sinal do poder sacerdotal de que estariam revestidas. Veja que “plus ça change, plus c´est la même chose”, a heresia é sempre a mesma, em todos os tempos.
     Essa disciplina do uso de véu foi fielmente mantida na Igreja até recentemente. O Concílio Plenário Brasileiro, por exemplo, no segundo quartil do século XX, proibiu que se desse a comunhão a mulheres de qualquer idade que se apresentassem com a cabeça descoberta. Até recentemente, quer dizer, até o Concílio Vaticano II. O Concílio mudou essa disciplina? Não. Simplesmente não se falou mais disso. Fingiu-se que a norma não existia… e assim se chegou a essa deplorável ignorância que a senhora relata.
     Note que o dever das católicas instruídas é o cumprimento da disciplina da Igreja, ainda que pobres sacerdotes a ignorem…
     Nossa Senhora a ilumine e fortaleça sempre.
 
Salve Maria.
Francisca Romana Miranda

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