Montfort Associação Cultural

23 de novembro de 2011

Download PDF

Uma igreja para o Padre Michel, de Thiberville

 

Os sites franceses, como aqui o excelente Riposte Catholique, noticiam uma solução para o caso do Padre Michel, de Thiberville.

O Padre Francis Michel foi retirado de sua paróquia de Thiberville, no norte da França, em 2009, porque ela funcionava bem demais, com uma frequência maciça da população - e tinha até missa tridentina!

O  bispo de Evreux, Dom Nourrichard, prosseguia com afinco, na época, a política da Conferência Episcopal de eliminar o resto da prática católica na França – que se eleva a cerca de 6% da população! – forçando a reunião de paróquias em grandes conjuntos. Essa política mata de vez as paróquias pouco ou pouquíssimo frequentadas, pois os católicos passam a ser obrigados a viajar dezenas de quilômetros para assistir a missa, cada semana em um local diferente… No caso de uma paróquia viva e ativa, no entanto, como essa de Thiberville, a perda de autonomia só se explica pelas opções excessivamente romanas e tradicionais de seu pároco! 

Tendo o apoio do povo, sem desistir, o Padre Michel apelou por diversas vezes ao Vaticano. Depois de várias sentenças negativas, inclusive uma do nosso Dom Cláudio Hummes, então Prefeito da Congregação para o Clero , foi nomeado um mediador, na pessoa do Bispo da vizinha Diocese de Bayeux-Lisieux, Dom Boulanger. Esse obteve um acordo, que concede ao Padre Michel uma igreja em uma pequena cidade próxima de Thiberville. Lá ele poderá celebrar a missa que lhe aprouver, embora tenha que pedir licença ao titular do “ajuntamento paroquial” para batismos, enterros e catequese, podendo entretanto pregar retiros.

Uma nova casa está sendo construída para ele, ao lado da igreja, que é aliás, a menor e mais úmida da região…

 

Para recordar o caso, dois videos da época.

 

 

 

 

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais