Montfort Associação Cultural

5 de janeiro de 2010

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Trecho do Diplomacy de Henry Kissinger…

Nessas férias, estava exercendo minha existência olhando o mundo, quando me recordei de um trecho do milheiro Diplomacy de Henry Kissinger, que tive a oportunidade de ler em 2007 durante várias visitas à biblioteca central do Largo São Francisco.

Está no final do Capítulo Cinco: Dois Revolucionários: Napoleão III e Bismark.

Confiram:

Napoleão conduziu sua política externa no estilo dos líderes políticos modernos que medem o seu sucesso através da reação do noticiário noturno da televisão. Como eles, Napoleão tornou-se prisioneiro do puramente tático, concentrando-se em objetivos de curto prazo e resultados imediatos (…). No decorrer do processo, ele confundiu política externa com os passes de um mago. Pois, no final, é a realidade, e não a publicidade, que determina se um líder teve alguma importância.

O público, a longo prazo, não respeita os líderes que espelham suas próprias inseguranças ou veem somente os sintomas de crises no lugar das tendências de longo prazo. O papel do líder é assumir a responsabilidade e agir baseado na confiança da sua própria avaliação da direção dos eventos e como estes podem ser influenciados. Se isso não ocorrer, as crises multiplicar-se-ão, o que é outra maneira de dizer que um líder perdeu o controle sobre os eventos. Napoleão veio a ser o precursor de um estranho fenômeno moderno – a figura política que busca desesperadamente determinar o que o público quer e, no entanto, acaba rejeitado e, talvez, até desprezado pelo mesmo.

Há aí bastante food for thought

Ab,

Guilherme

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