Montfort Associação Cultural

2 de fevereiro de 2016

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Um milhão de manifestantes em Roma no Family Day, contra união civil e adoção de crianças por homossexuais

 

Na manifestação de sábado último, 30 de janeiro, na área do Circo Massimo, uma enorme multidão vinda de toda a Itália, protesta contra o ataque político à família: uma lei em votação para permitir o “casamento civil” para pessoas do mesmo sexo, com um [ridículo] compromisso de fidelidade e auxílio mútuo; possibilidade de adoção de filhos e posteriormente da “gestação de aluguel”.

Da parte da Conferência Episcopal, a manifestação contou com o apoio decidido do Cardeal Bagnasco que, por sua vez, obteve através do Secretário de Estado Cardeal Parolin, as palavras do papa Francisco contra a confusão entre “a família desejada por Deus e outras formas de união”.

Finalmente,  recomeça a polêmica de sempre sobre o número de presentes: dois milhões, no cálculo dos organizadores, no máximo 300 mil, segundo a esquerda furiosa – que não contestava quando as centrais sindicais diziam ter reunido três milhões de pessoas no mesmo espaço! 

Roma um milhão de manifestantes no Family Day contra as uniões civis

Fonte: Le Point  em 31 01 2016

Tradução Montfort

Forte mobilização no sábado em Roma contra o texto atualmente em apreciação no Senado italiano. Em causa: a possibilidade de adotar os filhos de seu cônjuge.

 

Centenas de milhares de italianos participaram do Family Day no Circo Massimo, no centro de Roma.

 

© AFP / Antonio Masiello

Quantos eram? Provavelmente não dois milhões, como afirmaram os organizadores na tribuna, mas certamente centenas de milhares, enquanto as autoridades anunciaram que estavam esperando meio milhão de manifestantes no sábado em Roma, contra a proposta de lei que autoriza as uniões civis de pessoas de mesmo sexo. À noite, os organizadores citaram fontes “oficiais” falando de 780 mil a um milhão de pessoas, diz o diário italiano Avvenire [pertencente à Conferência Episcopal Italiana].

A multidão era, com efeito, densa no centro de Roma, bem como ao redor do Circo Massimo, o antigo estádio romano no centro da Cidade Eterna. No total, mais de 1.600 ônibus e dezenas de trens especiais tinham sido fretados pelos organizadores para permitir que famílias de toda a Itália  participassem do Family Day. Durante toda a tarde, como nas manifestações contra a lei Taubira nas ruas de Paris, os oradores se sucederam para denunciar os perigos do voto no texto de lei, recusando o qualificativo de homofobia, mas recordando o seu apoio a uma determinada definição de família e casamento. Um enorme banner “Proibido demolir a família” fazendo claramente alusão ao slogan principal do chefe do governo, Matteo Renzi, defendendo a “demolição” da velha Itália.

Proibido demolir a família

 

A Conferência Episcopal Italiana (CEI), por seu lado, reiterou em um comunicado sexta-feira sua “preocupação” diante de qualquer tentativa de colocar “em pé de igualdade” o casamento e as uniões civis com a introdução de uma “família alternativa” .

O texto que o Senado italiano começou a examinar na quinta-feira prevê estabelecer uma união registrada por um cartório de registro civil entre pessoas de mesmo sexo, que se comprometeriam com uma vida comum na fidelidade e uma assistência moral e material recíproca. Mas é a possibilidade de receber uma pensão de “viuvez” e, especialmente, a de adotar os filhos naturais do seu cônjuge que causam o debate até dentro da maioria de centro-esquerda. Assim, o ministro do Interior de Renzi, Angelino Alfano, opõe-se categoricamente à adoção do filho do cônjuge, enquanto parte do Partido Democrata está ameaçando convocar um referendo “revogativo” se a lei for votada no estado em que está.

“No momento da eleição, vamos lembrar daqueles que estavam ao lado da família e das crianças, e dos outros, que tornam possivel a prática abominável da barriga de aluguel”, disse Massimo Gandolfini, porta-voz da Family Day. “Uma prática que as feministas dos anos 70 deveriam rejeitar”. O projeto de lei Cirinnà é inaceitável da primeira até a última palavra. Não se trata de fazer pequenas mudanças ou maquiagem, mas de rejeitá-lo sem rodeios”.

“Este texto quer colocar uma etiqueta de preço sobre a barriga das mães. [...] “Renzi, faça a coisa certa, eu digo ao meu amigo, o presidente do Conselho. Caso contrário, as pessoas vão se lembrar “, disse por sua vez o blogueiro Mario Adinolfi, ex-deputado do Partido Democrata, à frente de Željka Markić, líder da iniciativa que levou, na Croácia, à rejeição das mesmas uniões civis .

A feminista americana Jennifer Lahl, por sua vez, veio para dar testemunho sobre a situação na Califórnia, “capital mundial do turismo reprodutivo. Agora mesmo, duas mães de aluguel estão grávidas de trigêmeos. Mas é pedido a elas que mantenham apenas dois, pois o terceiro não é desejado. A “gestação de aluguel” é uma exploração das mulheres, tornando-as escravas e tratando-as como reprodutoras de crianças remuneradas”. Para a feminista americana, trata-se de uma” violência contra as mulheres, ameaçando a sua saúde e prejudicando seu bem-estar “, enquanto as crianças são tratadas como “mercadorias para comprar e vender. Esta é uma indústria que atende aos desejos dos pais sem se preocupar com as necessidades das crianças”.

 Representantes das Manif pour Tous francesas também estavam presentes em Roma no sábado.

 

O projeto de lei da senadora Monica Cirinnà propõe união de pessoas do mesmo sexo registrada em cartório com irônica promessa de fidelidade e auxílio mútuo, pensão para “viuvez” e adoção dos filhos do “cônjuge”

A legalização da “reprodução assistida” e da “barriga de aluguel”

 

“Faça voluntariamente órfãos de pai ou mãe, é humanamente inaceitável”, disse em Roma Ludovine La Rochère, presidente da Manif pour Tous, que também continua a sua luta, do outro lado dos Alpes. “Como os acontecimentos têm mostrado, em muitos países, o objetivo visado – sem dizê-lo publicamente – é sempre o direito ao filho, principalmente com a legalização “reprodução assistida” sem pai  e da “barriga de aluguel”. A senadora Monica Cirinnà, chegou a dizer: ‘Pouco importa a oposição, devemos votar este projeto de lei’. Diante de tal desprezo, os italianos passaram também a pedir o respeito à democracia!” comentou a Manif pour tous em um comunicado.

 

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