Montfort Associação Cultural

16 de fevereiro de 2006

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“Um Deus para hoje” — obra do teólogo modernista Pe. André Queiruga divulgada no site da CNBB

Resenha: Um Deus para hoje

 
http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=3145

Título: Um Deus para hoje
Autor: André Torres Queiruga
Editora Paulus

A antiguidade do cristianismo implica enorme tesouro de experiências e saberes, tanto teóricos como práticos. Mas também implica que nosso conhecimento da fé nos chega em molde cultural pertencente a um passado que em grande parte caducou. Basta pensar, para compreender a magnitude do problema, que a grande maioria dos conceitos intelectuais, representações imaginativas, diretrizes morais e práticas rituais do cristianismo forjaram-se nos primeiros séculos de nossa era e refundiaram-se, quando muito, parcialmente na Idade Média.

Um Deus para hoje aponta a necessidade de repensar continuamente nossas imagens de Deus, porque cabe a cada tempo tentar responder o mais significativamente possível aos desafios do presente. O Vaticano II convidou a faze-lo olhando para o futuro, e o caminho em grande parte ainda está por fazer. O presente “caderno” assume o convite e aborda, sobretudo, a mudança radical que o paradigma modernoimpõe quanto à maneira de compreender as relações de Deus com o mundo. (destaques nossos)


Comentário:

 
Estranhei o título da obra divulgada pela CNBB, editada pela PAULUS, no informe diário de 22/01/06: “UM DEUS PARA HOJE“… porque Deus, sempre é o mesmo Deus de Jacó, de Abraão,  de Moisés e de todos os profetas, eterno e imutável, ‘criador de todas as coisas visíveis e invisíveis’, como dizemos no Credo. Como seria , então. “UM DEUS PARA HOJE” ?…se Deus é “AQUELE QUE É”?…
 
Porém, ao ver o nome do autor da obra, minha estranheza se dissipou…Trata-se de mais uma obra do afamado sacerdote e teólogo modernista, André Torres Queiruga…para quem a Fé é “experiência” ou “sentimento” próprios, e não ensinamentos transmitidos de um “passado que já caducou”, como afirma o texto-propaganda daquela obra no site da CNBB.

 
Para o Modernismo, condenado por S. Pio X, o “Deus” de hoje, não é o mesmo “Deus” de ontem e dos séculos passados… e será diferente do “Deus” de amanhã, do “Deus” do futuro… e,  para os modernistas, a “grande maioria dos conceitos intelectuais” [sobre Deus], … as “diretrizes morais e práticas rituais” forjadas “nos primeiros séculos da nossa era” e refundidas na Idade Média, não têm mais valor algum e precisam ser refeitas para o “futuro”, conforme “convite do Concílio Vaticano II” .
 
E ainda, se o “conhecimento” de Deus que nos veio do passado, simplesmente “caducou”, não sendo mais válido para “hoje” e para “amanhã“, porque seria válida para hoje e para sempre a teologia do Pe. André Torres Quiroga?… Só a teologia dele tem valor absoluto, eterno e universal?… 
 
A CNBB estaria realmente “de acordo” com esta tese, conforme revela o texto-propaganda do livro publicado em seu site?..
 
A CNBB estaria a favor das novas “práticas rituais” , como as do Pe. José de Souza Pinto, totalmente contrárias “às práticas rituais” da Idade Média?
 
Marcelo

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